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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Votos para 2010

Não podia perder a oportunidade de desejar, aos que visitam este blog, que todos os vossos sonhos se realizem no Novo Ano que acaba de nascer.
Obviamente que estes votos não são extensivos aos que, de uma de forma directa ou indirecta contribuíram para que nascessem por estas bandas uns mamarrachos, mesmo que ocasionalmente visitem este cantinho do ciberespaço, já que a concretização dos sonhos dessa gentalha, era um golpe mortal na nossa cruzada contra estas 'coisas'.
O 'Muro' da Vergonha poderá ter um desfecho feliz (na nossa perspectiva) com a sentença, lá para a primavera, da nossa acção principal, mas o outro muro vai ser uma coisa com que teremos de conviver nas próximas décadas.
Como este bairro é propenso a boatos mentirosos, eis o boato que apareceu por aqui ao longo do Verão passado, logo que foi anunciada a recuperação dos espaços públicos do bairro da Bela Vista, que excluíam outro bairro social na mesma zona urbana e que estaria condenado à demolição: nos cerca de 70 apartamentos, disponíveis no outro muro, (de venda mais do que complicada e que não deu para encher os bolsos de quem apostou no cavalo errado) seriam realojadas as famílias que habitam no chamado bairro Azul que a seguir seria demolido para que aí se dê largas à gulodice imobiliária, sempre atenta a estas oportunidades únicas.
A ser verdade este boato mentiroso e para que estas famílias não se sintam deslocadas, não sendo assim necessário grafitarem as paredes do seu novo espaço para se sentirem em casa, e já que começaram recentemente as pinturas do outro muro, o meu sonho para 2010 era que a fachada norte tivesse um aspecto inovador, para que a vizinhança tentasse perdoar a cor de muro com que ornamentaram o 'Muro' da Vergonha e aceitassem melhor esta aberração à porta de casa.

Outra vantagem era esta fachada deixar de ter o aspecto de uma prisão, hospital, bairro social, escola, etc.

Quanto à escadaria, que é um monumento ao mau gosto vigente de quem constrói por estas bandas, nem com pinturas lá vai...

Não querendo ser somente um veículo de boatos, estamos a ultimar uma investigação (sempre a cargo do nosso detective de serviço) no seguimento de uma descoberta surpreendente, que trará certamente alguma luz ao ambiente negro que rodeia estas novas construções.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Boato mentiroso (Parte III)

Peço desculpa ao meus seguidores, por já não dar noticias há mais de um mês mas, tenho andado um pouco desmotivado, para alem de precisar de descansar um pouco, após uma intensa actividade política durante a dupla campanha eleitoral, que me consumiu toda a imaginação e me causou um desgaste profundo. Valeu a pena, porque conseguimos reeleger a nossa querida Presidente para um novo mandato, agora sim, sufragado pelo povo de Setúbal e, para os mais invejosos, podemos gritar bem alto que temos a maioria absoluta, apesar de uma votação de 38.83%. Poderiam dizer que não faz sentido o apoio incondicional a este executivo, mas não queremos que no decorrer do processo judicial, venham outros atirar as culpas do licenciamento desta "coisa", a que carinhosamente chamamos 'Muro' da Vergonha, para os seus antecessores e assim sacudissem a água do capote. Foi este executivo que licenciou a obra e será ele que terá de convencer o Juiz, que o fez seguindo todas as regras.
Percorri juntamente com uma equipa de militantes ferrenhos, porta a porta, os vários bairros sociais de Setúbal, com uma lista de todos aqueles que recebem o rendimento mínimo de inserção, perguntando aos próprios se iam votar na CDU e, se eles hesitavam em algum momento, levavam ali uma lavagem que ficavam votantes da CDU para sempre. Só o medo de perderem aquele dinheirinho e terem realmente de ir trabalhar, assustava-os. Tenho a impressão que se lhes tivéssemos dito que tinham de acreditar no Pai Natal, o resultado seria idêntico. Aquela gente não quer mesmo trabalhar. Não sei se este tipo de contacto é legal em período eleitoral, mas que surtiu efeito, lá isso surtiu, e em tempo de guerra não se limpam armas...
O boato mentiroso que hoje nos trás por aqui, é o rumor que circula no local de que, para ajudar a construtora a ver-se livre deste imbróglio, existe um grupo de quadros da Câmara Municipal de Setúbal (fala-se só em engenheiros, mas os apartamentos são tantos, que deve abranger mais gente), que vai comprar apartamentos para depois alugar, ficando assim com uma espécie de rendimento. Faz sentido, já que os supostos compradores (famílias carenciadas) terão dificuldades em reunir os cerca de 10000 euros necessários para o sinal e celebração do contrato de compra e venda e os bancos, que andam muito renitentes em fazer empréstimos, certamente que não verão com bons olhos um empréstimo para compra de habitação própria, numa construção que tem um processo em tribunal, onde se questiona a legalidade do seu licenciamento. Poderá ser uma campanha orquestrada por um engenheiro da Câmara Municipal de Setúbal que era referido pelos trabalhadores no local, com sendo sócio da obra (a palavra empregue era mesmo essa: sócio) e do qual nunca se conseguiu saber o nome, apesar de algumas tentativas, que sempre resultaram infrutíferas. Não é a primeira vez que trabalhadores da autarquia se vêm envolvidos em polémicas de compra de habitação de cariz social, aproveitando-se dos seus conhecimentos na forma de contornar o sistema:

Habitação: é conhecida a carência habitacional e a dramática situação em que se encontram milhares de famílias no nosso concelho. Pois bem, isso não obstou a que a senhora Benedita Conceição, secretária do vereador Eusébio Candeias, recebesse como prenda, duas casas de tipologia T2, pela módica quantia de 50 000. O programa é do INH, mas a atribuição é feita pelo município. A primeira casa foi registada em nome do filho. A segunda é para arrendar, "sem recibos", porque a senhora é detentora de uma terceira habitação que adquiriu a custos controlados a uma cooperativa. (visto aqui)

A incansável imobiliária, continua a levar regularmente pessoas ao local para finalmente vender os 2 únicos apartamentos que dizem disponíveis para venda (são sempre os mesmos, já à meses) de 3 assoalhadas, pela módica quantia de 115000 euros. Se olharmos para a placa, posta de propósito no local, só para justificar o injustificável (foi retirada à cerca de um mês), podemos ver que a inflação por estas bandas é galopante.

As escrituras prometidas para o passado mês de Agosto, para todos aqueles que estão disponíveis para comprar a casa da sua vida, mesmo que para isso tenham de passar por alguns momentos de ansiedade, sempre que estiver para breve alguma decisão dos tribunais sobre a legalidade (ou falta dela) de tão emblemática construção, tem vindo a ser adiada sucessivamente, mês após mês, porque parece que há por ali umas perturbações nos esgotos (saneamento e águas pluviais) de difícil solução. Já impuseram a construção de um nova caixa de esgoto, mas ainda não há a certeza de estar resolvido o problema. Ainda ontem houve uma importante intervenção na Avenida D.Manuel I, no local da foto que se apresenta em seguida, mais à esquerda.
A zona (foto ao centro), onde sempre que chovia havia um escorrimento durante várias horas de águas gordurosas com um cheiro pestilento, foi também objecto de intervenção profunda na passada semana. A zona (foto à direita) depois de várias intervenções menores parece finalmente estável.

Olhando para trás, constatamos que em Maio de 2007 andaram por aqui uns supostos técnicos, de competência pelos vistos muito discutível, a fazer alteração de toda a complexa rede de esgotos, que circulava livremente por todo a área onde foi edificada esta "coisa" e que pelos vistos não fizeram bem os trabalhos de casa.

Ficamos à espera, ansiosamente, pela conclusão dos arranjos da envolvente para darmos a nossa opinião (sempre isenta) do gosto (ou falta dele) com que tentaram embelezar este "produto", de venda mais do que complicada.
Também já encomendamos o tapete vermelho, com que vamos receber os primeiros (e corajosos) moradores deste novo monumento setubalense.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Boato mentiroso (Parte II)

No inicio de Fevereiro de 2009 fez-se um pouco de luz ao boato mentiroso que circula por estas bandas à mais de uma década.
Não é novidade que as autarquias criam imposições aos construtores de obras públicas ou privadas ao nível de acessibilidades, melhorando a qualidade de vida das populações a custo zero. Valeu principalmente a muitas autarquias a instalação de grandes superfícies comerciais, que em muito contribuiu para o desenvolvimento e qualidade de vida dos moradores das redondezas e dos utentes dessas vias em geral, o que não teria sido certamente possível com os fracos recursos da maior parte das autarquias deste país.
Com a enorme bronca registada em Vila Franca de Xira com a constatação, ao fim de 8 anos, que a construção de um viaduto (que custou cerca de 2 milhões de euros) tinha sido um erro, fiquei a saber que é também possível negociar com um promotor imobiliário a construção de um viaduto como contrapartida de um licenciamento em futuras edificações (terceira e quarta fases do Forte da Casa, neste triste exemplo).
Ao negócio de futuros só associava a especulação bolsista, mas pelos vistos isso também é aplicável ao ramo imobiliário.
Será que, o boato mentiroso é afinal uma verdade que nunca foi assumida pelos envolvidos e que, explicaria porque razão esta construtora não nos larga a porta.
Será que, o valor que foi apregoado como
custo final da construção do Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I, saiu dos cofres da autarquia para pagar as referidas obras ou teve um destino menos lícito?

Será que, quando a Presidente da Câmara se escusou a responder à minha pergunta (numa reunião de trabalho onde também estava presente o Vereador com o Pelouro do Urbanismo, André Martins) se haveria algum compromisso autárquico remontando aos tempos de má memória, do não saudoso Mata de Caceres, que implicassem um licenciamento autárquico destes mamarrachos, alegando que havia assuntos que não podiam ser abordados nessa reunião, devido à Providencia Cautelar por nós interposta contra a Câmara Municipal de Setúbal, ou simplesmente era um assunto incómodo para discutir. A impressão com que fiquei na altura foi de que seria a segunda hipótese.
Nos tempos que correm, descobrem-se coisas do arco da velha e, se realmente houve desvio de fundos com destinos menos próprios, pode ser que as nossas autoridades judiciais algum dia descubram, seguindo a pista do dinheiro (que é agora um chavão, muito à custa dos casos Freeport e BPN) as negociatas que temos quase a certeza que por aqui houveram.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

O boato mentiroso

Foi feita referência em três perguntas do nosso jogo 'Quem quer ser milionário' a um boato mentiroso que circulava por estas bandas muito antes de ter aparecido aqui uma construtora pretendendo construir uns mamarrachos bonitos para ceder aos senhores do papel, que tendo amigos no sistema conseguem até comprar habitação de custos controlados com uma vista para o Rio Sado.
Sou somente morador na zona à pouco mais de 13 anos, mas desde que para aqui vim morar que estes terrenos eram referidos como camarários e a vivência no local confirmaria isso, já que por várias vezes houve intervenção dos órgãos autárquicos no local, como por exemplo para acções de limpeza ou mesmo para arranjos da envolvente.
Foi com muita estranheza que quando começou todo este circo, nós fomos confrontados com o nome do Instituto Nacional da Habitação como sendo o dono do terreno e em que a construtora seria somente a executante do projecto.
Algumas semanas depois já havia uma evolução na história - a construtora tinha comprado o terreno para construir habitação social, que agora tem um nome mais pomposo - habitação de custos controlados. Tudo isto nos deixava com as orelhas no ar.
Quanto às negociatas que envolviam a construtora e o ex-autarca Mata de Cáceres, era voz corrente que o Viaduto tinha sido construído a custo zero (nunca foi percebida bem a urgência da construção deste viaduto que até faz jeito aos moradores da zona, por uma autarquia que mal tinha dinheiro para mandar cantar um cego) em troca dos terrenos envolventes. Matava-se assim dois coelhos com uma só cajadada: o autarca dava um sinal que o seu projecto para esta zona era uma coisa viável e a construtora ficaria com a possibilidade de construir numa zona nobre da cidade parte desse projecto. Como não foi reeleito, este foi direitinho para os arquivos. Sabe-se lá por onde andará a maquete que esteve durante anos exposta nos Paços do Concelho e foi cartaz de uma das edições da Feira de Santiago.
O nosso detective de serviço investigou o que pôde, mas seriam precisos mais meios que infelizmente não estão ao nosso dispor.

Contudo, toda esta história misturada com o secretismo em que tudo isto foi envolvido nas fases iniciais do projecto, faz com que nós desconfiemos que ... 'Aqui há gato!'.