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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nós por cá

O tempo passa, mas as mentalidades não evoluem. Revoltámos-nos contra a sujidade constante (e perigosa) numa via bem movimentada, durante o aterro do 'Outro Muro'. Por cá, ainda, andam novamente os mesmos senhores, usando e abusando de práticas pouco recomendáveis.

Recordam-se a seguir, algumas das fotografias inseridas num artigo com um titulo bem sugestivo - Badalhoquices q.b. - publicado em 19-01-2009.

Vão agora ficar certamente à espera, que os seus amigos de sempre, venham limpar esta sujidade, como por exemplo o fizeram anteriormente, após um triste espectáculo.

Esta ultima imagem foi publicada no artigo sobre as boas práticas destes senhores, também este com um título sugestivo - Fato domingueiro - publicado em 29-01-2008.

sábado, 29 de agosto de 2009

Os donos do mundo... e arredores! (Parte III)

Uns dias de férias numa cidade de Portugal bem mais agradável e aparentemente com níveis de civismo bem acima do que se vê em alguns locais desta cidade de Setúbal, deve ter criado saudades em mentes masoquistas, que certamente gostam que eu por aqui vá escrevendo uns artigos nada abonatórios. Senão vejamos:
No já algo famoso 'Muro' da Vergonha implantado na Fonte do Lavra em Setúbal começaram no início deste mês de Agosto, obras nos passeios a norte desta barbaridade urbanística, para aparentemente fazerem o abastecimento de luz e gás desta emblemática obra.
Esqueceram-se certamente que por aqui existe o acesso a uma garagem, devidamente identificado depois dos serviços de trânsito da Câmara Municipal de Setúbal a terem aí colocado em Janeiro de 2008.
Não questionando a necessidade de tais obras, elas, por questões de civismo entre outras, devem ter o menor impacto possível, para minimizar as perturbações de quem necessita dessa zona para a sua vida diária.
Foram alertados os trabalhadores no local que deveriam deixar pelo menos no final do dia de trabalho, o acesso desimpedido e a zona em frente ao portão da garagem com espaço para as manobras da viatura na sua entrada e saída, o que foi mais ou menos cumprido na 1ª quinzena.
Deixando de ver por ali qualquer movimento, começou o regabofe. Contam outros moradores, que durante vários dias, no espaço de que mais á frente se apresentam fotos, a quantidade de terra era tal, que nem mesmo a pé por ali se passava.
Nunca houve qualquer contacto para o escalonamento das obras e neste momento não é possível usar a garagem. Depois de arrumadas as malas, lá chamei a Policia da 2ª Esquadra de Setúbal, que tomaram conta da ocorrência.
Vamos ver, se também neste caso, os prevaricadores habituais, não saem novamente impunes.

Durante o dia de domingo, 30 de Agosto, enquanto actualizava o meu vasto portfolio sobre esta zona, aproveitei para tirar mais algumas fotos a este local:

Desenquadrado da problemática do acesso à garagem, mas ainda dentro do tema, fica mais uma foto da falta de civismo reinante:
  • via pública imunda, ou em bom português, um NOJO (outros exemplos aqui, aqui e aqui),
  • ocupação abusiva de 3 lugares de estacionamento com tubagens.


Acrescentado a 31/08/2009

Para pouca admiração minha, lá vai passar mais uma noite ao relento, um carro que tinha todas as condições para não ter se sofrer as agruras de uma noite, que se pressupõe com elevados níveis de humidade, pela falta de vergonha de alguns humanos. Explicações há com certeza:
  • Há quem julgue que o rei na barriga!
  • As instituições não funcionam!
  • A forma como se intervém na via pública, aqui, como em qualquer lado, é lastimável!
  • A fiscalização não existe ou não funciona!
No dia 27 de Setembro e mais especificamente no dia 11 de Outubro, lá vai a carneirada outra vez votar no mesmo filme.

Participe, seja útil e vote em branco!

Não vá na conversa do lobo com pele de cordeiro. Ajude a correr com esta cambada!

Lembre-se que, o voto branco, é o voto do cidadão que se interessa pela coisa pública mas está profundamente decepcionado com o comportamento dos partidos. É um voto de censura, um aviso, um alerta. E também um voto positivo e válido, a par do voto em qualquer partido político, ao contrário do voto nulo que, como o nome indica, para nada serve.
No dia em que o voto branco tiver uma expressão eleitoral significativa, a classe política será mesmo forçada a reflectir e a reformular seriamente os seus objectivos, as suas estratégias, os seus comportamentos.


Acrescentado a 01-09-2009

Há quem diga que temos o país que merecemos e se calhar não estão longe da verdade.
Houve contactos durante o dia de hoje com todas as partes envolvidas na questão, e cada um sacudiu a agua do capote à sua maneira. Ou seja, espera-se que a culpa morra solteira, mas na minha opinião, talvez se case em breve. Pelo menos já arranjei padrinhos para a boda...

Entre ter ouvido dizer que a garagem não tinha utilização, que o acesso à garagem se resumia ao espaço até ao lancil (cerca de 3 metros), sendo o resto passeio, que iria posteriormente ser interditado a uso automóvel (o que até faz sentido para quem achou por bem construir uma loja mesmo em frente ao portão da garagem), valeu um pouco de tudo.
Esquecem-se que o projecto que viabilizou a garagem naquele local é de 1979 e que o projecto deste ‘aborto’ é de 2007. Também se esqueceram que a Sociedade de Construções H.Hagen se comprometeu a construir uma via pública de um só sentido, bastante útil para quem circula nesta zona, que ligasse a Avenida D.Manuel I à rua Paulo da Gama, assim a Câmara Municipal de Setúbal o permitisse.

Não foram tiradas mais fotografias, porque a zona permanece igual ao que estava à 24 horas atrás.
Segundo o encarregado da intervenção na via pública, a normalidade será reposta durante o dia de amanhã ou mesmo só na 5ª feira. Resta ter paciência para continuar a aguentar este calvário.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Os donos do mundo... e arredores! (Parte II)

Burro velho não aprende línguas...
Nada foi aprendido neste ultimo ano em que a Sociedade de Construções H.Hagen assentou arraiais neste pacato bairro de Setúbal.
Nunca perceberam, que apesar de aparentemente (hoje em dia, no melhor pano cai a nódoa) estar bem cotada no ranking das construtoras portuguesas, não é dona do mundo... e arredores. A forma como os trabalhadores ao seu serviço se comportaram no terreno, durante a construção do "Muro" da Vergonha deixou muito a desejar e como este tipo de construções demora muitos meses a má imagem fica sempre com a construtora e não com os seus trabalhadores.
Lições que deviam ter sido apreendidas:
- A construção em plena zona residencial tem impactos que se não forem minimizados vão criar atritos e protestos dos moradores das vizinhanças.
- No desenho dos estaleiros deve ser minimizado o impacto com a vizinhança, mantendo a eficiência do mesmo.
Como ainda não assimilaram isto, colocaram uma de duas gruas a uma distância mínima do edifício contíguo, indo criar no futuro um corrupio de camiões de transporte de materiais e de betonagem num espaço exíguo de estacionamento, onde os moradores e visitantes se socorrem do eixo central para fazerem um local de estacionamento extra.
Os trabalhadores da obra, posteriormente irão acabar com a pouca oferta existente, como o fazem actualmente os trabalhadores do "Muro" da Vergonha na Rua Paulo da Gama, onde havia sempre mais de 50% de estacionamento disponível, e onde hoje os moradores têm muita dificuldade em estacionar o seu próprio carro durante o dia.
Com uma avenida do outro lado da obra (Avenida Belo Horizonte), com muito pouco movimento (enquanto não existe muita ocupação no recém criado bairro urbano de Setúbal) e onde o impacto da construção seria reduzido em mais de 70% se aí fossem colocadas as duas gruas, passando toda a movimentação de cargas e betonagem para fora do perímetro residencial, estranha-se que tal nunca tenha sido pensado pelos responsáveis 'iluminados' desta construtora.
Como se julgam donos do mundo... e arredores, acham que os moradores da zona bem podem estar mais de um ano a aturar esta barulheira infernal e os incómodos de querer ter acesso às suas casas numa rua atulhada de camiões.
De nada valeram os protestos durante a tarde de ontem de um grupo de moradores que tentou num derradeiro esforço, demover os responsáveis da obra que ultimavam os preparativos para a instalação da segunda grua no local, fora do perímetro da obra, ocupando DOIS dos poucos estacionamentos disponíveis.


A tal dita Sra. Engenheira M. da Câmara Municipal de Setúbal desculpou-se (???) dizendo que tinham sido dadas instruções para não serem ocupados lugares de estacionamento pelo estaleiro da obra. Ou ela nunca lá foi ver (a laje da grua já está construída à quase duas semanas em cima de DOIS lugares de estacionamento) ou é mais uma grande mentira...
Tal como será mentira, ela ter afirmado que a construtora não tinha autorização para trabalhar ao sábado, coisa que esta faz desde finais de Agosto...
Ou a fiscalização nesta autarquia não funciona (ou não quer funcionar) ou então estão a esconder dos moradores as opções que tomaram ao autorizarem, também ao sábado, mais um dia de INFERNO por estas paragens.

Os donos do mundo... e arredores!

Não lhes chegando todo um espaço enorme onde vai ser construído o "Outro Muro" pelas mãos da Sociedade de Construções H.Hagen, que ainda tiveram de fazer a 'ocupação selvagem' de um terreno associado ao prédio que faz fronteira com a obra.
Na altura da construção deste edifício esteve prevista uma escadaria, mas entretanto o empreiteiro 'bazou' sem ter assumido os seus compromissos.

Os moradores improvisaram umas saliências em cimento na rampa que aparece nas fotos seguintes, o que servia para um acesso rápido dos moradores (e não só) para evitar uma grande deslocação em volta do quarteirão.

Como autênticos donos do mundo... e arredores, vão agora servir-se desta rampa para terem eles próprios um acesso rápido e até construíram uma escada em madeira para apoio. Nunca esta gente pensou que a rampa podia ser melhorada e partilhada com os moradores, bastando para isso afastar as vedações 1 ou 2 metros da parede do edíficio. Por vezes é nos pequenos gestos que se vê a grandeza das pessoas.
Uma funcionária da Câmara Municipal de Setúbal que acompanhou e fiscalizou a instalação do estaleiro (aprovado pela mesma Câmara) veio depois explicar aos moradores queixosos que a Sociedade de Construções H.Hagen não iria fazer qualquer alteração porque já tinha ali gasto muito dinheiro...
Das duas uma:
Estas desculpas da Sra. Engenheira M. é que vêm muito a despropósito, ou fica-se por saber quem manda actualmente nos destinos desta autarquia - os órgãos democraticamente eleitos ou as empresas de construção civil.