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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Procure as diferenças (Parte V)

Mais uma edição do nosso novo jogo.
Já há umas semanas atrás que me tinham contado que andava por aqui um fantasma, um morto-vivo ou um espírito, que andaria por estas paragens a dificultar a vida a uma construtora, que se faz os possíveis e impossíveis por cumprir a legislação em vigor e por manter os moradores das redondezas com o moral elevado, já que todos sabemos que a construção de imóveis, implica certamente barulho e alguma sujidade. Mas como as relações são excelentes, a harmonia ronda no ar e a sã convivência é permanente...
O nosso incansável detective de serviço descobriu finalmente a origem do fantasma, e por conseguinte do 'mau olhado'. Trata-se de algo, que foi objecto de morte violenta a 10 de Dezembro de 2008 e que ainda não teve um enterro condigno. Eu confesso que varias vezes olhei para o local que me indicaram e não descobri, só depois de terem desfeito o 'dique' que separava as duas zonas de intervenção é que as coisas se tornaram mais evidentes...
Penso que agora, depois de toda esta introdução vai ser fácil descobrir as diferenças entre as duas fotos apresentadas em seguida.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paz à sua alma

Amado por uns, odiado por outros, faleceu na semana passada o ultimo sobreiro que ainda dava um pouco de cor a um local que até à bem pouco era um pequeno pulmão desta cidade.

Condenado à morte algures durante o ano de 2007 foi marcada a execução da sentença para 21 de Novembro, altura em que foram abatidas as ultimas arvores que restavam no topo leste da obra. Julga-se que foi por sadismo, que prolongaram a agonia este sobreiro por mais 3 semanas acenando com uma preocupação (falsa) que tentaram preservar algo verde nesta zona. Paralelamente, corre também um boato mentiroso de que o ilustre André Valente Martins (Vereador do Urbanismo da nossa querida Câmara Municipal de Setúbal, eleito pelas listas da CDU e sendo Membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” desde 1985) que é uma pessoa sempre atenta a aspectos ligados à Ecologia, tentou ainda interceder junto da Sociedade de Construções H.Hagen para que fosse perdoado o sobreiro, cujo único crime de que o poderiam acusar era, o de simplesmente existir.

O carrasco executou a sentença durante a tarde de dez de Dezembro, do ano da graça de dois mil e oito.

PAZ À SUA ALMA

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Crime por detrás da duna

O nosso detective recebeu uma denuncia no final da tarde do Camelo residente, de que teria sido cometido um crime ecológico por detrás da única duna que sobreviveu no nosso deserto e que parece que ninguém a quer destruir. Longe de nós pensarmos que esta duna foi deixada de propósito para evitar os olhares indiscretos, enquanto era cometido o crime. Talvez seja mesmo só para construir uma rotunda ...

O Camelo andou a preparar-se para ir assistir ao jogo Portugal-Albania e quando deu por ela, o monstro das lagartas já tinha derrubado mais de uma dezena de sobreiros.

Amanhã depois de melhor observado, vamos fazer queixinhas a quem julgamos que defende esta espécie protegida por lei.
Leitura suplementar recomendada

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Faltam-nos sobreiros!

Setúbal (Vale da Rosa) foi hoje palco de uma acção de protesto/denuncia pelo abate de um numero substancial de sobreiros, para dar lugar a um projecto urbanístico de grandes dimensões - A Nova Setúbal.
A pergunta é pertinente: precisaremos nós de mais 7500 apartamentos para cerca de 30 mil habitantes? Claro que não!
A coberto da construção de um novo estádio para o clube de futebol local - Vitória Futebol Clube - que consegue pôr quase toda uma população de acordo e que segundo a QUERCUS não interfere com a mancha de sobreiros na zona

"A Quercus continua a considerar fundamental a revogação de uma decisão governamental, em nosso entender ilegal - o Despacho Conjunto nº 1051/2001 de 3 de Dezembro dos então Ministros da Agricultura, Capoulas Santos, e do Ambiente José Sócrates - que declarou a imprescindível utilidade pública do Plano de Pormenor referido, invocando a necessidade de urbanizar toda a área, abatendo 700 sobreiros para viabilizar a construção de um estádio de futebol, que apenas abrange uma pequeníssima fracção da área do Plano, e onde não existe nenhum povoamento de sobreiros, configurando uma decisão sobre a qual não há memória no nosso País."

Extracto do artigo - Quercus quer impedir o abate de 1200 sobreiros em Setúbal

vem toda uma gulodice imobiliária que se movimenta com grande à vontade nas altas esferas políticas, governamentais e autárquicas, e que na mira do lucro fácil relega para um plano muito baixo todos as implicações ambientais.
É com grande pesar que olho, para a nossa pouco mais de uma dezena de sobreiros, marcados para abate à cerca de um ano, também aqui para satisfazer a gulodice imobiliária, na edificação do novo bairro urbano de Setúbal.

Se fossem uma centena ou mais, talvez a Quercus, que foi alertada em Setembro do ano passado, talvez já nos tivesse feito uma visita.

Foto retirada do artigo - Quercus quer impedir abate de 1200 sobreiros

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Dia Mundial de Combate à Desertificação

Hoje celebra-se o Dia Mundial de Combate à Desertificação. Não seria objecto de análise neste blog de as entidades públicas e privadas com quem discordados não estivessem directamente ligadas ao que segundo estudiosos do assunto recomendam.
Esta parte do artigo que retirei do site referenciado abaixo, mostra algumas das preocupações que o assunto suscita.

"A área florestal portuguesa vai regredir 1% ao ano a partir de 2020 se continuar a ser feita uma gestão "inadequada", alertou hoje o fundo mundial para a conservação da natureza WWF. Um relatório da organização, divulgado no Dia Mundial de Combate à Desertificação, dedica especial atenção ao sobreiro, que é considerado uma barreira à desertificação devido ao seu papel na prevenção da degradação dos solos.

"Em 2020, num cenário de gestão florestal inadequada das florestas de sobreiro, vai ser uma realidade o avanço da desertificação a uma taxa superior a mil metros quadrados", lê-se no documento.
A WWF defende que para combater a desertificação é "essencial" utilizar o sobreiro como espécie prioritária, mantendo a sua mancha de distribuição, mas também a sua densidade, que tem diiminuído nos últimos anos.(...)
A WWF acredita que a manutenção do sobreiro na mancha de distribuição tradicional a sul do Tejo e a sua expansão para Norte são "as soluções" e que, pelo contrário, a regressão do sobreiro arrastará a desertificação.(...)"

Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Setúbal em 02/04/2008 e pela intervenção do Sr. Vereador André Martins podemos ver que esta parte oriental da Cidade vai sofrer grandes alterações a nível urbanístico:

"(...) O Protocolo que estabeleceram com o INH, o actual IRU, para elaboração de um plano estratégico, para a área do PIS, era considerada uma área muito grande, que se encontrava em branco, o que significava em termos de ocupação do solo e em termos de ordenamento do território, que existiam decisões avulsas em relação à ocupação daquele território. O Plano estratégico para a área do PIS o IRU estava em vias de ser lançado em concurso, por isso, esperavam que num prazo de quatro meses estivesse concluído o plano estratégico, que contribua significativamente para uma área de expansão da Cidade de Setúbal, sendo extremamente importante para informar o Plano Director Municipal. (...)"

O que agora é uma espécie de pulmão da cidade, com algumas manchas de sobreiros poderá dentro de poucos anos ser uma zona possivelmente de um 'mau betão'.
O nosso exemplo pode contribuir para que do plano estratégico para a área do PIS possa advir uma mais valia para a Cidade, nos terrenos que foram na sua maioria expropriados para fins sociais. Deseja-se que ao invés da construção de bairros sociais que proliferam na zona e que promoveu a “guetização” urbana, não venham agora a ser construídos condomínios fechados que são a resposta contrária à mesma visão do problema mas desta vez promovida pelos “ricos”.
A fronteira do PIS acaba precisamente no "Muro" da Vergonha e o que é referenciado como 'decisões avulsas em relação à ocupação daquele território' só vem confirmar que o PIS foi até aqui um saco grande onde couberam muitas decisões sem qualquer visão global.
Se não pensarem também que esta zona faz uma espécie de tampão com a zona industrial da Cidade que continua em expansão, poderemos ter dentro de uma década os novos moradores em conflito com as unidades industriais alegando maus cheiros e níveis elevados de poluição atmosférica.
Voltando aos sobreiros, o "Muro" Vergonha 2 vai se construído num local onde existe cerca de uma dezena de sobreiros. Estes já estão marcados para abate. Oportunamente foi referido aqui e feita uma participação às entidades competentes, que ficaram de acompanhar o caso em concreto (a denúncia ficou registada com o n.º 3289/07 da Linha SOS Ambiente e Território do SEPNA/GNR).
Hoje é uma dezena que é abatida para dar lugar a betão, para o ano são mais 50, a seguir 100 ..., hipotecando assim a qualidade de vida das gerações futuras em nome de um progresso que se calhar não é digno desse nome.
Se não pararmos para pensar, poderemos dentro de algumas décadas andar a passear pelas redondezas de camelo (nessa altura até já nem deve haver petróleo), dando assim razão ao Ministro Mário Lino