Mostrando postagens com marcador civismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador civismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de agosto de 2009

Os donos do mundo... e arredores! (Parte III)

Uns dias de férias numa cidade de Portugal bem mais agradável e aparentemente com níveis de civismo bem acima do que se vê em alguns locais desta cidade de Setúbal, deve ter criado saudades em mentes masoquistas, que certamente gostam que eu por aqui vá escrevendo uns artigos nada abonatórios. Senão vejamos:
No já algo famoso 'Muro' da Vergonha implantado na Fonte do Lavra em Setúbal começaram no início deste mês de Agosto, obras nos passeios a norte desta barbaridade urbanística, para aparentemente fazerem o abastecimento de luz e gás desta emblemática obra.
Esqueceram-se certamente que por aqui existe o acesso a uma garagem, devidamente identificado depois dos serviços de trânsito da Câmara Municipal de Setúbal a terem aí colocado em Janeiro de 2008.
Não questionando a necessidade de tais obras, elas, por questões de civismo entre outras, devem ter o menor impacto possível, para minimizar as perturbações de quem necessita dessa zona para a sua vida diária.
Foram alertados os trabalhadores no local que deveriam deixar pelo menos no final do dia de trabalho, o acesso desimpedido e a zona em frente ao portão da garagem com espaço para as manobras da viatura na sua entrada e saída, o que foi mais ou menos cumprido na 1ª quinzena.
Deixando de ver por ali qualquer movimento, começou o regabofe. Contam outros moradores, que durante vários dias, no espaço de que mais á frente se apresentam fotos, a quantidade de terra era tal, que nem mesmo a pé por ali se passava.
Nunca houve qualquer contacto para o escalonamento das obras e neste momento não é possível usar a garagem. Depois de arrumadas as malas, lá chamei a Policia da 2ª Esquadra de Setúbal, que tomaram conta da ocorrência.
Vamos ver, se também neste caso, os prevaricadores habituais, não saem novamente impunes.

Durante o dia de domingo, 30 de Agosto, enquanto actualizava o meu vasto portfolio sobre esta zona, aproveitei para tirar mais algumas fotos a este local:

Desenquadrado da problemática do acesso à garagem, mas ainda dentro do tema, fica mais uma foto da falta de civismo reinante:
  • via pública imunda, ou em bom português, um NOJO (outros exemplos aqui, aqui e aqui),
  • ocupação abusiva de 3 lugares de estacionamento com tubagens.


Acrescentado a 31/08/2009

Para pouca admiração minha, lá vai passar mais uma noite ao relento, um carro que tinha todas as condições para não ter se sofrer as agruras de uma noite, que se pressupõe com elevados níveis de humidade, pela falta de vergonha de alguns humanos. Explicações há com certeza:
  • Há quem julgue que o rei na barriga!
  • As instituições não funcionam!
  • A forma como se intervém na via pública, aqui, como em qualquer lado, é lastimável!
  • A fiscalização não existe ou não funciona!
No dia 27 de Setembro e mais especificamente no dia 11 de Outubro, lá vai a carneirada outra vez votar no mesmo filme.

Participe, seja útil e vote em branco!

Não vá na conversa do lobo com pele de cordeiro. Ajude a correr com esta cambada!

Lembre-se que, o voto branco, é o voto do cidadão que se interessa pela coisa pública mas está profundamente decepcionado com o comportamento dos partidos. É um voto de censura, um aviso, um alerta. E também um voto positivo e válido, a par do voto em qualquer partido político, ao contrário do voto nulo que, como o nome indica, para nada serve.
No dia em que o voto branco tiver uma expressão eleitoral significativa, a classe política será mesmo forçada a reflectir e a reformular seriamente os seus objectivos, as suas estratégias, os seus comportamentos.


Acrescentado a 01-09-2009

Há quem diga que temos o país que merecemos e se calhar não estão longe da verdade.
Houve contactos durante o dia de hoje com todas as partes envolvidas na questão, e cada um sacudiu a agua do capote à sua maneira. Ou seja, espera-se que a culpa morra solteira, mas na minha opinião, talvez se case em breve. Pelo menos já arranjei padrinhos para a boda...

Entre ter ouvido dizer que a garagem não tinha utilização, que o acesso à garagem se resumia ao espaço até ao lancil (cerca de 3 metros), sendo o resto passeio, que iria posteriormente ser interditado a uso automóvel (o que até faz sentido para quem achou por bem construir uma loja mesmo em frente ao portão da garagem), valeu um pouco de tudo.
Esquecem-se que o projecto que viabilizou a garagem naquele local é de 1979 e que o projecto deste ‘aborto’ é de 2007. Também se esqueceram que a Sociedade de Construções H.Hagen se comprometeu a construir uma via pública de um só sentido, bastante útil para quem circula nesta zona, que ligasse a Avenida D.Manuel I à rua Paulo da Gama, assim a Câmara Municipal de Setúbal o permitisse.

Não foram tiradas mais fotografias, porque a zona permanece igual ao que estava à 24 horas atrás.
Segundo o encarregado da intervenção na via pública, a normalidade será reposta durante o dia de amanhã ou mesmo só na 5ª feira. Resta ter paciência para continuar a aguentar este calvário.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Poupadinhos

Em tempo de crise temos de ser poupadinhos. Deve ser essa a justificação para dando uma no cravo e outra na ferradura, vermos o carregamento das placas e pilares do outro muro, a ser feito dentro de todas as normas e civismo, a partir da Avenida Belo Horizonte, com uma das faixas cortadas ao trânsito e autoridade policial no local. Uma prática bonita e recomendável para não perturbar a envolvente residencial deste novo mamarracho de Setúbal com vista para o rio Sado.

Contudo, isto trás encargos adicionais, mas como a relação com a vizinhança é excelente, também os vemos com todo este aparato nos acessos a um conjunto de garagens nas imediações. O barulho associado é enorme, mas os moradores compreendem que estamos no fim do mês e o dinheiro começa a escassear por todo o lado. Somente o dono de duas das garagens é que não gostou da brincadeira e já pediu por via judicial uma indemnização por prejuízos inerentes às dificuldades de acesso às mesmas.

No entanto, o coração da maioria dos moradores é grande, e estão sensibilizados para as dificuldades que os responsáveis da obra estão a viver, (frequentemente os seus trabalhadores se lamentam nos cafés das redondezas, que estão com os ordenados em atraso TRÊS a CINCO meses) mesmo que para isso tenham de sair de casa durante o dia e só possam abrir as janelas ao domingo, já que o sábado também passou a ser um dia normal de trabalho.
Já no “Muro” da Vergonha que também passou por uma tremenda crise financeira, assisti a uma ‘espera’ dos trabalhadores da obra no Verão passado, que se prolongou noite dentro, em que os muitos trabalhadores se aglomeraram junto à entrada principal da obra, esperando e desesperando, pela chegada do dinheirinho, proveniente do seu suor.
Em tempo de vacas magras, temos de ser uns para os outros.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Procure as diferenças (Parte IV)

Nesta nova edição do jogo pretende-se que o visitante procure descobrir as diferenças na actuação da Sociedade de Construções H.Hagen que anda por estas paragens à cerca de um ano.
Na coluna da esquerda, temos quatro fotografias tiradas durante o dia de ontem, com as operações de aterro no 'Outro muro'.
Na coluna da direita temos quatro fotografias tiradas durante o mês de Janeiro de 2008, com as operações de aterro no 'Muro' da Vergonha.

Como infelizmente as fotografias existentes são muitas e porque pode haver quem julgue que é um aproveitamento maldoso de quem aparentemente não faz mais nada senão andar atrás destes senhores, ficam aqui mais duas fotografias de Janeiro de 2008.

Leitura auxiliar recomendada:

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A promoção do dia

A viabilidade das empresas passa pela redução de custos. Por isso estar atento a promoções/saldos de materiais de consumo ou equipamentos é uma actividade que não se deve descurar, a bem de uma gestão de recursos equilibrada, tendo como objectivo bons resultados anuais.
Quando a nossa construtora de eleição, sempre atenta a esses pequenos pormenores (que fazem toda a diferença), soube que uma empresa de aluguer de escavadoras compactas tinha promoções quase diárias, consultou os responsáveis no local da obra que lhe fizeram uma lista exaustiva do equipamento necessário para limpar o piso térreo.
A empresa em causa, de aluguer de máquinas e equipamentos para construção civil e obras públicas, com uma gama de equipamentos multimarca, moderna, diversificada e eficiente para alugar sem operador, oferece um nível superior de serviço, aluga ao dia, semana ou mês e faz promoções regulares.
A promoção de segunda-feira era uma escavadora usada de concha média (colher de sopa), a qual foi entregue cerca das 11:25.

A promoção de hoje era uma escavadora compacta Volvo modelo EC15 (colher de sobremesa), a qual por ser mais recente e estar em muito bom estado tinha muitos pretendentes. Nada que o factor "C" (também conhecido por cunha) não conseguisse resolver.
Assim, para fugir aos olhos indiscretos dos outros pretendentes, foi a escavadora retirada do armazém ainda de madrugada e entregue no local da obra escassos minutos depois das 7 da manhã.

Teria certamente passado despercebida a sua chegada ao nosso bairro, onde a maioria dos moradores ainda dormia profundamente, se o condutor do veiculo longo que a transportava, certamente por comodismo, não tivesse feito cerca de 200 metros em marcha-atrás e onde o apito de alerta de manobra do camião, serviu de toque de alvorada para os moradores da rua.
Já que o pessoal das redondezas estava acordado, não havia motivos para não servir a sopinha quente que entretanto estava preparada. Ainda não eram sete e meia, mas o pessoal estava com fome!
Assim, apesar de não de ver o prato, ouvia-se o bater da colher de sopa algures no piso -2 do Bloco 1 ou 2.

sábado, 23 de agosto de 2008

Regresso de férias

A vida está difícil e tem de se fazer escolhas.
Entre um cruzeiro nas Caraíbas, ir ver os Jogos Olímpicos ao vivo a Pequim, um destino paradisíaco numa qualquer ilha do Pacifico ou comprar uma casa nova para fugir deste inferno, foi fácil a escolha.
Assim as minhas férias fora de casa foram como a da maioria dos portugueses: por perto num local onde se gastasse pouco dinheiro.

De regresso, pensei ainda desfrutar de um pouco de sossego até segunda-feira, para me preparar para mais uma semana em que o despertador toca invariavelmente escassos minutos depois das oito da manhã.
Apesar dos lamentos à mesa de um café nas redondezas, de alguns trabalhadores que não viam com bons olhos o facto de estarem impedidos de trabalhar ao sábado, só porque alguém podia tirar fotografias e depois ir fazer queixinhas, aproveitaram a ausência do "bufo" para vir para o local da obra a um sábado, retirar cofragens que é uma actividade quase silenciosa!
Podiam ao menos ter perguntado se ia estar cá este fim-de-semana, ou então como o tempo do estágio está acabar e ainda falta fazer muita coisa, está justificado porque em 34 semanas de obra é a segunda vez que tal acontece, e a vez anterior foi à tanto tempo, que já nem me lembro quando.
A pergunta seguinte é: fazer queixa a quem?

quinta-feira, 24 de julho de 2008

No poupar é que está o ganho!

Mais uma vez o fotografo não estava lá ...
Se não houve alterações de ultima hora, o Bloco 1 do "Galheteiro" está concluído. Fica assim com 5 pisos no total, sendo 2 caves (único local onde o nome cave tem significado), um piso onde coexistirão 3 lojas com um terraço adjacente e ainda 2 pisos com 4 apartamentos no total.
A penúltima e antepenúltima placa foi enchida a partir da rua que faz fronteira a poente com este belo exemplar.
Não seria noticia, não fora o aparato montado no local que simplesmente fechou a rua durante algumas horas da 1ª vez e menos de 2 horas da 2ª vez. Esta rua apesar de ter duas faixas, está desenhada para transito de ligeiros e é muito rara a passagem de outro tipo de veículos.
Não foi feito, segundo me informaram, qualquer aviso de restrições no transito e os veículos que a pretendiam utilizar naquela área, simplesmente ficavam baralhados. Não me referiram contudo nenhum incidente, para alem de um ou outro palavrão como desabafo.
Segundo me informei (e estou habituado a ver quer nesta cidade quer por esse país fora), quando um veículo precisa de ocupar a(s) faixa(s) de rodagem por motivo de carga/descarga ou por motivo de obras (que era o caso), faz um requerimento/informação às autoridades competentes com a data e hora. Estas, depois de avaliarem a situação, recomendam a sinalização apropriada para o local e deslocam, se tal se justificar, um agente da autoridade para ajudar a regular o transito na zona.
Isso dá trabalho e custa dinheiro. A crise manda poupar no essencial, mas não diz que isso é motivo para fugir aos compromissos, principalmente quando estes são geradoras de receitas a favor do Estado.
Desconhece-se se tal procedimento se aplica a ruas sem saída, como é o caso da Rua Paulo da Gama. Uma coisa é certa: nunca vimos por aqui nenhuma sinalização especial nem qualquer presença policial e por vária vezes foi a mesma utilizada como parque de veículos pesados, não no local supostamente desenhado para parque de ligeiros, mas precisamente no meio da rua...

No enchimento da ultima placa do bloco nascente, tudo se passou com uma normalidade assustadora. Até o carro da PSP esteve no local cerca das 09:00 do dia de ontem quando por lá passei, desconhecendo-se se a sua presença era para conferir documentação ou para gerir o tráfego, na zona temporariamente ocupada. Um dos nossos repórteres fotográficos já não detectou a sua presença, quando tirou a foto aqui apresentadas tiradas pelas 10:00.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O ataque

Nunca foi visto nada assim por estas bandas e se calhar não devem haver muitos exemplos de situações semelhantes por esse país fora.
Infelizmente para a actualidade com que gostamos de anunciar os flagrantes de uma construtora que nunca aceitou bem a contestação de que foi alvo e que se calhar nunca tinha passado por semelhante experiência, não me foi possível registar o ataque de que fomos alvo no dia 17 de Maio.
Numa rua sem saída, ocupada essencialmente com as viaturas pertencentes aos moradores da Avenida D.Manuel I entre o n.º 17 e 27, foi nesse dia invadida por betoneiras carregadas para ser feito o enchimento de uma placa que abrangia os blocos 2 e 3 do "Galheteiro". Não por uma nem duas betoneiras, mas sim por OITO camiões cisterna.
Para quem viu era um cenário digno de registo. Somente foi possível entre as várias fotos tiradas por moradores escolher a que tinha o maior numero de 'atacantes' na imagem.

Sendo o telemóvel hoje em dia um acessório presente na maioria dos portugueses e sendo o tempo de descarga de uma cisterna mais ou menos previsível por quem domina o ramo, não se compreende que numa zona residencial se deram ao luxo de ocupar a quase totalidade desta zona da rua como parque de camiões cisterna. Não foi referido no entanto qualquer incidente com os proprietários que usaram o estacionamento durante esse período.
Desconhece-se se devido à quantidade de fotos que foram tiradas no momento, ou porque realmente acharam que tinha sido um excesso, tal situação nunca mais se repetiu ao longo do enchimentos das placas seguintes.
Durante o dia de hoje procederam ao enchimento de mais uma placa e tudo se passou com uma normalidade assustadora:

Só é de lamentar que prestes a terminar as operações de maior impacto, as coisas se estejam a processar quase normalmente (só faltar tirar o pio à buzina da grua - ideias nos moradores não faltam!) como seria de esperar desde o início. Se os responsáveis no local, olhassem para trás e vissem que a construtora tem relevância no mercado e uma imagem a salvaguardar, metade dos artigos escritos não tinham simplesmente razão de existir.
Como este capitulo dos flagrantes está quase a acabar e não foi possível por questões de oportunidade e qualidade dos vídeos reunir mais exemplos (que foram demasiados), fica também aqui o registo de parte de um 'ataque' anterior, nos
terríveis tempos dos aterros no local.

Palavras para quê ...

domingo, 13 de julho de 2008

Alerta: roubaram as quintas-feiras!

Até à pouco mais de uma década era um grande devorador de obras literárias. Chegava a ler um livro com uma quantidade substancial de páginas numa só noite. De todos os que li (e foram algumas centenas) ficou-me na memória o livro "As Três Sereias" de Irving Wallace, que romanceia uma civilização algures no Pacifico num grupo de ilhas conhecidas pelo nome do livro. Não há por lá personagens do tipo "O Engenheiro" (salvo seja), o Manuel "Alcatrão", o "Cherne", o "Pargo Mulato" e tantas outras que por aí circulam.
Na banda desenhada que li (aí foram vários milhares), sempre me ficou na memória uma história da Disney, em que um mestre do crime (o Mancha Negra, o tal que assinava sempre o seu “trabalho” deixando um papel com uma mancha de tinta negra) simplesmente roubou todas as quintas-feiras. Valeu a perspicácia do grande detective Mickey para recuperar as mesmas e assim os calendários ficarem novamente completos.
Esta história leva-nos para um mundo imaginário, onde se pode roubar uma coisa que é considerada universal: um dia da semana, ou seja, o Tempo.
O Sol (que nos aquece com os seus raios) não é suposto ter dono e portanto a máxima "O Sol quando nasce é para todos" faz sentido.
Durante as minhas pesquisas de Outono, houve uma frase me sobressaiu, não pelo seu conteúdo mas sim por alguém a ter escrito num documento oficial, onde caracterizavam esta zona como de (...) franca exposição solar a Sul, bem como a relação visual e emocional do sítio com o rio (..).
O "Muro" da Vergonha não nos vai roubar o Sol. Vai simplesmente escondê-lo.

Esta imagem foi tirada a partir de um dos quartos do edifício contiguo e na direcção SW (poente), onde se pode atestar a proximidade do Bloco 2 (contra o qual, foi no essencial a nossa 'luta') e que irá ter no final 7 pisos! Na imagem são visíveis os pisos 3 e 4.
Também na imagem, a nossa estação de rádio local - a grua - que não deixa ninguém dormir nestes quartos ao longo dos nossos 4 pisos.

Nunca me preocupei muito a verificar se esta "habilidade" também é utilizada em outras autarquias, mas segundo entendidos no assunto é uma invenção do Município de Setúbal, tendo o seu expoente máximo no Bairro Monte Belo, onde as imagens do urbanismo aí praticado servem seguramente para ilustrar o best seller "Urbanismo para Totós": dois edifícios podem coexistir desde que respeitem a distância mínima exigida por lei mas somente contada a partir das suas fachadas. Podem ter até esquinas comuns que tal é considerado mais do que legal!!!
Uma coisa é certa: favorece a conversa entre vizinhos de prédios diferentes que até podem partilhar a mesma corda da roupa...

A ultima 'bronca' de que tenho conhecimento neste município e que valeu a interrupção da construção durante anos, foi a de uma nova construção 'licenciada' entre a Escola Secundária do Bocage e a Variante da Varzea. Na imagem do Google ainda se pode ver a grua do 'infractor' ...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

O buzinão

Nós que deveríamos ter o exclusivo dos protestos, fomos ultrapassados por um operador de grua que durante o dia de hoje se fartou de apitar na irritante buzina da grua, estando particularmente activo a seguir ao meio-dia.
Desconhece-se os motivos dos protestos, mas se o operador estava danado por o suposto rádio de comunicação não estar a funcionar, por o terem deixado abandonado no topo da grua ou por não o terem convidado para almoçar, os moradores estavam com os cabelos em pé com tamanha barulheira.
Pelos vistos ainda não assimilaram que estão a trabalhar numa zona residencial e não no meio do deserto de um qualquer pais do Norte de África.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sindroma da 2ª feira

Não pode ser coincidência o despertador que nos acordou a segunda-feira passada, ser o mesmo que fez o mesmo esta semana.

Se na semana passada poderia haver uma deslocação da rectroescavadora para outro local e seria só um mau planeamento, esta semana o condutor esforçado chegou mais cedo, esperou que retirassem o camião basculante da entrada da obra e pôs mãos à obra, movimentado as terras que se calhar era suposto ter ajeitado na passada sexta-feira. Depois de alguns golpes de cosmética, retirou a rectroescavadora do recinto da obra e levou-a para uma amena cavaqueira com o camião que estava estacionado alguns metros acima na rua.
Regressou novamente e em força às 07:57 para começar o trabalho de mais uma semana.
Após 10 minutos de trabalho retirou-se novamente, desta vez para ir acordar os nossos vizinhos do outro lado da rua onde andam novamente activos de volta de mais uma versão do caminho de cabras.


Regressando novamente ao "Muro" da Vergonha alguns minutos depois.
Vai ser certamente um dia diabólico com a movimentação de terras que nos vão deixar os moradores com os cabelos em pé com o barulho irritante da rectroescavadora e vamos ficar novamente com as ruas de acesso todas sujas, lembrando tempos antigos. Só é pena ser o dia errado na semana errada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quem quer ser milionário (III)

Pergunta n.º 3

Valor - 125 €



Que lagarta visitou às 07:32 os moradores da Fonte do Lavra nesta cinzenta manhã de segunda-feira?

Todas as perguntas12456789101112131415

Quem quer ser milionário (II)

Pergunta n.º 2

Valor - 50 €



Quem acordou às 06:27 os moradores da Fonte do Lavra nesta cinzenta manhã de segunda-feira?

Todas as perguntas13456789101112131415

terça-feira, 22 de abril de 2008

Agenda Cultural - Tomatina 2008

Como se não bastasse ter de aguentar dia após dia o barulho incomodativo do gerador industrial que fornece energia à obra que a Sociedade de Construção H.Hagen está a construir neste local, mais uma vez, a orientação do vento fez com que durante a maior parte do dia os fumos provenientes deste gerador inundassem as habitações que fazem fronteira com a obra. Mesmo com as janelas fechadas o cheiro a gases dentro das habitações era incomodativo. De nada valeu a chamada das autoridades ao local num episódio idêntico anterior.
Apesar de todos os trabalhadores terem abandonado a obra cerca das 18:00 o referido gerador só foi desligado depois das 19:30.

Para que os moradores possam descarregar a sua raiva no dito gerador, vai ter lugar no próximo domingo mais um programa da nossa Agenda Cultural: a TOMATINA 2008.
Estão desde já todos convidados para o evento e esperamos proporcionar-vos uma tarde agradável e divertida.
A organização irá fornecer um lanche volante e um local para tomarem um banho quente depois da festa.


Para que não tenha duvidas de qual o nosso alvo de eleição aqui fica a imagem:

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O cata-vento

O cata-vento é um dispositivo que aproveita a energia dos ventos (energia eólica) para produzir trabalho. Algumas pessoas chamam de cata-vento, os simples indicadores de direção do vento, como setas que giram sobre um eixo vertical. Entretanto, o nome está associado comumente ao aproveitamento da energia eólica em aplicações mais engenhosas, como a moenda (os moinhos de vento), o bombeamento de água, ou mais modernamente, para gerar energia elétrica, como os aerogeradores.
O cata-vento é formado por um conjunto de pás dispostas lateralmente sobre um eixo horizontal. Cada pá está levemente torcida (como uma hélice). Assim, o fluxo de ar, buscando o caminho mais fácil para passar, gera pressão que impulsiona cada pá para um mesmo sentido em relação ao eixo horizontal.

Para um cata-vento ser mais eficiente, deve também ser capaz de girar sobre um eixo vertical para aproveitar o vento oriundo de qualquer direção.

(...)Todas as Gruas de torre passaram a ser equipadas com um sistema de cata-vento eléctrico com alimentação de emergência, que vem substituir os actualmente utilizados, quer mecânicos quer eléctricos. Este sistema permite a posição das Gruas em cata-vento (obrigatório quando se coloca a Grua em "fora de serviço"), mesmo no caso de falha de energia. Com este sistema evita--se, no caso de falha de energia, a subida ao sistema de rotação para efectuar o desbloqueio manualmente.(...)
in: http://www.primenegocios.com/lernoticia.php?xid=594

Quando estão ventos Sul ...

... e não se faz a devida manutenção da grua (que poderia ter tido outra localização no estaleiro), são estas as prendas que os carros dos moradores estacionados na perpendicular recebem:


para além da roupa atingida nos estendais, cujas manchas de óleo de lubrificação são muito difíceis de retirar!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Como implantar um estaleiro de obra

Deve haver manuais para as boas práticas de como implantar um estaleiro de obra numa zona residencial. Para quem tem na construção a sua área de negócio deve esforçar-se para que a perturbação na zona envolvente à obra seja a menor possível.
Pelos vistos ainda há muita pedagogia a fazer.
Já foi objecto de vários artigos a sujidade continua na Rua Paulo da Gama a que tivemos de sobreviver (1) (2) (3).
Já foi objecto de um artigo a proximidade excessiva de um sanitário portátil.
Já foi objecto de um artigo a proximidade da grua e o barulho incomodativo do apito da grua que o seu operador utiliza para chamar a atenção, que em alturas de grande movimento é quase contínuo.
Já foi referido que o gerador que alimenta a obra é barulhento por estar demasiado perto do prédio que faz fronteira com a obra, obriga a acordar os moradores ao nascer do dia, mesmo ao fim-de-semana.
Por falta de manutenção ou por condições de vento não habituais, durante a tarde de hoje era impossível manter qualquer janela aberta tal era a quantidade de gases existentes junto à fachada sul e oeste do edifício contíguo.

Por haver princípios de intoxicação por gases numa bebé do rés-do-chão (distância ao escape do gerador de cerca de 6/7 metros) e como o gerador se mantinha ligado apesar da aparente inexistência de qualquer actividade dentro do recinto de obra, foi chamada ao local a PSP da Esquadra da Bela Vista que tomou conta da ocorrência.

O gerador foi desligado às 19:22 pelo segurança da obra.