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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Três Reparos

Existem situações menos boas com as quais convivemos todos os dias e às quais não damos a devida importância. Contudo, quem chega de novo tem um olhar diferente e dá o alerta!
Existe uma rubrica de sucesso no jornal local O Setubalense chamada “Três Reparos”, um apontar o dedo, de forma simples e concisa, a uma situação menos boa que seja observada na Cidade de Setúbal e/ou arredores.
Felizmente, não temos situações neste pequeno e pacato bairro de Setúbal que nos levem a serem referidos com regularidade nesta secção do referido jornal. No passado dia 7 de Setembro, na sua edição de quarta-feira lá apareceu a nossa nódoa...

Reparámos que na rua Paulo da Gama, paralela à avenida D. Manuel I, existe uma habitação sem tecto e sem portas e janelas, que é usada por marginais. Fica muito perto da Escola Básica da Fonte do Lavra. Deveria ser emparedada na frente e traseiras por questões de segurança e saúde pública.

Passando nas imediações várias vezes por semana, acompanho esta situação que remonta à primavera de 2008. Após um incêndio nesta habitação, a família de etnia cigana que lá habitava foi realojada e a casa ficou ao abandono. Teve uma ocupação durante vários meses em finais de 2009/inicio de 2010 por um casal jovem de tóxico-dependentes e, neste ultimo ano é frequentada, de forma esporádica, por pessoas de aparência descuidada, provavelmente tóxico-dependentes, para ali se injectarem.
Obviamente que esta situação, dada a proximidade de uma escola do 1º ciclo, Escola Básica da Fonte do Lavra, não contribui em nada para uma boa educação, que se pretenda dar às nossas crianças.

As autarquias deveriam ter poderes, não para emparedar as janelas e portas, mas para demolir, caso os proprietários, num prazo razoável, não tomassem as providencias necessárias a não tornar os imóveis num antro de marginais, Se assim fosse, talvez não tivéssemos agora novamente um bairro de lata de grandes dimensões, na Estrada da Graça, na chamada Quinta da Parvoiça.
Esta fotografia foi tirada ao início da tarde de hoje mas, para os meus seguidores mais atentos já não é a minha primeira referencia ao assunto. Quando assumi uma outra personagem nas ultimas eleições autárquicas, a de Maria P, Morais, uma promissora candidata à Câmara Municipal de Setúbal, pelo M.A.C.A.U. - Movimento Alternativo contra as Aberrações Urbanísticas, foi publicada uma fotografia desta mesma habitação a propósito de uma limpeza mais cuidada, que a CMS resolveu agendar nesta zona, para assim apresentar serviço na véspera das Autárquicas 2009, no artigo Candidata visita Parque Infantil. Contudo, estes trabalhadores dedicados esqueceram-se de levar um barco que apodrecia a olhos vistos a cerca de 10 metros deste local (para o qual foi chamada a atenção à Sra Presidente Maria das Dores Meira, que no local prometeu aos moradores uma solução rápida e que depois demorou quase 2 anos...), barco esse que ainda é visível mais abaixo, na barra lateral direita deste blogue.

Para acabar este artigo adiciono mais dois reparos (ou nódoas no bairro), estes agora da minha autoria:
  1. Uma casa em ruínas no cimo da rua Gil Eanes, junto ao cruzamento com a Avenida da Bela Vista, que também é muito mal frequentada;

  2. Prostituição diurna, num baldio junto ao Poço da Bela Vista, onde uns boatos mentirosos afirmavam que a Mota-Engil ia recuperar o projecto para a construção de um hotel de alguma dimensão, com vista para o Estuário do Sado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Publicidade enganosa

O nosso sempre incansável detective de serviço, descobriu uma autêntica 'pérola' em finais de Setembro do ano passado. Quando pretendi utilizar tal informação, mostrou-se bastante inquieto já que não era suposto ter tido acesso a esta 'prenda', que na altura não era do domínio público.
Como a maioria da cusquice aqui relatada e dos famosos boatos mentirosos são descobertas feitas à custa de métodos nem sempre recomendáveis, tive de aceitar os argumentos apresentados e chegamos a um compromisso: somente adaptei (num artigo escrito na altura) o texto da imagem seguinte, deixando também no ar uma frase enigmática.

Esta imagem que faz parte de uma pequena revista publicitária da imobiliária que tenta a todo o custo vender aquilo que muitos consideram uma casa de bonecas (em que tudo é em miniatura, à excepção da sala comum) é uma aposta de peso, já que foi reservada uma página completa para o efeito.
Não teria sido dada grande importância a esta campanha publicitária, caso esta não fosse um caso sério de publicidade enganosa.
Estamos a preparar o enredo, daquele que vai ser o primeiro episódio do CSI Lavra onde será apresentada toda a argumentação, com provas irrefutáveis, de que se trata realmente de publicidade enganosa, seguindo os métodos do meu querido amigo Horátio Caine, de quem sou um fã desde sempre.

Durante os próximos dias, estaremos receptivos a receber sob a forma de comentário, palpites sobre o que está errado nesta publicidade e que só servirá para enganar com isso alguns potenciais incautos compradores. Para facilitar a tarefa deste pequeno teste proposto aos nossos visitantes, fica também disponível aqui, a versão em pdf da imagem apresentada. Como resposta aos comentários entretanto recebidos utilizar-se-à a escala 'gelado', 'frio', 'morno', 'quente', 'a ferver'.

Bons palpites!

Nota do autor: Não é suposto que aqueles com eu abordei o assunto, façam comentários. A gerência agradece!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nós por cá

O tempo passa, mas as mentalidades não evoluem. Revoltámos-nos contra a sujidade constante (e perigosa) numa via bem movimentada, durante o aterro do 'Outro Muro'. Por cá, ainda, andam novamente os mesmos senhores, usando e abusando de práticas pouco recomendáveis.

Recordam-se a seguir, algumas das fotografias inseridas num artigo com um titulo bem sugestivo - Badalhoquices q.b. - publicado em 19-01-2009.

Vão agora ficar certamente à espera, que os seus amigos de sempre, venham limpar esta sujidade, como por exemplo o fizeram anteriormente, após um triste espectáculo.

Esta ultima imagem foi publicada no artigo sobre as boas práticas destes senhores, também este com um título sugestivo - Fato domingueiro - publicado em 29-01-2008.

sábado, 29 de agosto de 2009

Os donos do mundo... e arredores! (Parte III)

Uns dias de férias numa cidade de Portugal bem mais agradável e aparentemente com níveis de civismo bem acima do que se vê em alguns locais desta cidade de Setúbal, deve ter criado saudades em mentes masoquistas, que certamente gostam que eu por aqui vá escrevendo uns artigos nada abonatórios. Senão vejamos:
No já algo famoso 'Muro' da Vergonha implantado na Fonte do Lavra em Setúbal começaram no início deste mês de Agosto, obras nos passeios a norte desta barbaridade urbanística, para aparentemente fazerem o abastecimento de luz e gás desta emblemática obra.
Esqueceram-se certamente que por aqui existe o acesso a uma garagem, devidamente identificado depois dos serviços de trânsito da Câmara Municipal de Setúbal a terem aí colocado em Janeiro de 2008.
Não questionando a necessidade de tais obras, elas, por questões de civismo entre outras, devem ter o menor impacto possível, para minimizar as perturbações de quem necessita dessa zona para a sua vida diária.
Foram alertados os trabalhadores no local que deveriam deixar pelo menos no final do dia de trabalho, o acesso desimpedido e a zona em frente ao portão da garagem com espaço para as manobras da viatura na sua entrada e saída, o que foi mais ou menos cumprido na 1ª quinzena.
Deixando de ver por ali qualquer movimento, começou o regabofe. Contam outros moradores, que durante vários dias, no espaço de que mais á frente se apresentam fotos, a quantidade de terra era tal, que nem mesmo a pé por ali se passava.
Nunca houve qualquer contacto para o escalonamento das obras e neste momento não é possível usar a garagem. Depois de arrumadas as malas, lá chamei a Policia da 2ª Esquadra de Setúbal, que tomaram conta da ocorrência.
Vamos ver, se também neste caso, os prevaricadores habituais, não saem novamente impunes.

Durante o dia de domingo, 30 de Agosto, enquanto actualizava o meu vasto portfolio sobre esta zona, aproveitei para tirar mais algumas fotos a este local:

Desenquadrado da problemática do acesso à garagem, mas ainda dentro do tema, fica mais uma foto da falta de civismo reinante:
  • via pública imunda, ou em bom português, um NOJO (outros exemplos aqui, aqui e aqui),
  • ocupação abusiva de 3 lugares de estacionamento com tubagens.


Acrescentado a 31/08/2009

Para pouca admiração minha, lá vai passar mais uma noite ao relento, um carro que tinha todas as condições para não ter se sofrer as agruras de uma noite, que se pressupõe com elevados níveis de humidade, pela falta de vergonha de alguns humanos. Explicações há com certeza:
  • Há quem julgue que o rei na barriga!
  • As instituições não funcionam!
  • A forma como se intervém na via pública, aqui, como em qualquer lado, é lastimável!
  • A fiscalização não existe ou não funciona!
No dia 27 de Setembro e mais especificamente no dia 11 de Outubro, lá vai a carneirada outra vez votar no mesmo filme.

Participe, seja útil e vote em branco!

Não vá na conversa do lobo com pele de cordeiro. Ajude a correr com esta cambada!

Lembre-se que, o voto branco, é o voto do cidadão que se interessa pela coisa pública mas está profundamente decepcionado com o comportamento dos partidos. É um voto de censura, um aviso, um alerta. E também um voto positivo e válido, a par do voto em qualquer partido político, ao contrário do voto nulo que, como o nome indica, para nada serve.
No dia em que o voto branco tiver uma expressão eleitoral significativa, a classe política será mesmo forçada a reflectir e a reformular seriamente os seus objectivos, as suas estratégias, os seus comportamentos.


Acrescentado a 01-09-2009

Há quem diga que temos o país que merecemos e se calhar não estão longe da verdade.
Houve contactos durante o dia de hoje com todas as partes envolvidas na questão, e cada um sacudiu a agua do capote à sua maneira. Ou seja, espera-se que a culpa morra solteira, mas na minha opinião, talvez se case em breve. Pelo menos já arranjei padrinhos para a boda...

Entre ter ouvido dizer que a garagem não tinha utilização, que o acesso à garagem se resumia ao espaço até ao lancil (cerca de 3 metros), sendo o resto passeio, que iria posteriormente ser interditado a uso automóvel (o que até faz sentido para quem achou por bem construir uma loja mesmo em frente ao portão da garagem), valeu um pouco de tudo.
Esquecem-se que o projecto que viabilizou a garagem naquele local é de 1979 e que o projecto deste ‘aborto’ é de 2007. Também se esqueceram que a Sociedade de Construções H.Hagen se comprometeu a construir uma via pública de um só sentido, bastante útil para quem circula nesta zona, que ligasse a Avenida D.Manuel I à rua Paulo da Gama, assim a Câmara Municipal de Setúbal o permitisse.

Não foram tiradas mais fotografias, porque a zona permanece igual ao que estava à 24 horas atrás.
Segundo o encarregado da intervenção na via pública, a normalidade será reposta durante o dia de amanhã ou mesmo só na 5ª feira. Resta ter paciência para continuar a aguentar este calvário.

terça-feira, 3 de março de 2009

Entulho na casa da Camila

Aproveitando a distracção de quem anda a tentar entrar para o GUINESS, ao conseguir esconder um bairro inteiro (Bairro da Bela Vista) não á custa de magia, mas à custa de toneladas e toneladas de terra que se amontoam sem que ninguém aparentemente se importe com isso, um espertinho foi estragar o lindo colorido em tons de castanho e algum verde (da vegetação que por ali já cresce) ao depositar duas cargas de algo que parece conter cimento.

De nada valeu o painel colocado pelos serviços camarários a identificar aquela coutada como de uso exclusivo da nossa construtora de eleição.

Para evitar mais abusos, começaram a ser ontem descarregados mais uns camiões de terra retirada do outro muro, mas agora colocada junto ao passeio, para evitar que a coberto da passagem pouco visível para o interior da casa da Camila, fossem descarregar outro tipo de entulho.
Nada como preservar a integridade e uniformidade do local.
Os moradores da zona agradecem!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Por detrás do 'Muro'

O blog Fonte do Lavra já é demasiado grande para que, quem toma contacto com ele pelos motivos mais diversos, já tenha a sensação de que está a apanhar um comboio em andamento, tornando-se muito difícil apanhar o fio à meada. Não há pachorra para abrir várias centenas de links para tomar contacto com esta autêntica novela.
Conscientes deste facto, os ideólogos deste blog decidiram lançar um e-Book com a compilação de todos os artigos até finais de Janeiro de 2009.

O livro actual tem 450 paginas e demorou cerca de um mês a preparar. Quem sabe como estas coisas se fazem pode ver que está aqui algum trabalho, que foi feito com gosto e dedicação e que, contou também com a colaboração de alguns amigos no grafismo da capa e em aspectos técnicos de edição.
Esperamos que este e-Book possa contribuir para o melhor esclarecimento de todos aqueles que continuam a achar que o ‘aborto’, que já está praticamente construído - a que eu carinhosamente chamo “Muro” da Vergonha – foi uma boa opção dos iluminados autarcas desta Cidade, para alimentar a sempre insaciável gulodice imobiliária.
Vai ser um livro dinâmico e poderá ser feito o download neste artigo (ficará um link permanente na barra lateral direita), dos meses posteriores que estarão sempre disponíveis na primeira semana do mês seguinte.
O tamanho dos ficheiros não será certamente desculpa para não ler o nosso livro. Foram criadas várias opções, todas preparadas para leitura e impressão.
Versão integral:

Versão por módulos - boa qualidade:
Janeiro 2008, Fevereiro 2008, Março 2008, Abril 2008, Maio 2008, Junho 2008, Julho 2008, Agosto 2008, Setembro 2008, Outubro 2008, Novembro 2008, Dezembro 2008, Janeiro 2009.
Agradecimentos - Pilhas Duracell


Tal como prometido, aqui fica mais um capitulo da nossa novela, que tarda em chegar ao fim, muito à custa da interferência dos 'poderosos' que teimam em atrofiar o normal andamento da nossa acção principal, a decorrer no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada, ficando agora muito sentidos e até chocados, por termos ousado expressar as nossas desconfianças quando pedimos a instauração de um inquérito junto do Tribunal, para que este apurasse porque razão não são cumpridos os prazos legais e os normais procedimentos neste tipo de acções judiciais.

Actualizado em 01-08-2009

Um ano decorreu depois da ultima actualização do nosso livro e entretanto foram publicados mais uns quantos artigos.
Chegou a altura de uma 2ª edição, onde foram corrigidos alguns erros de edição (paginas em branco em locais errados), actualizados os artigos já em livro, que foram alvo de novos comentários e adicionados os artigos publicados desde Agosto de 2009.
Continuam disponíveis os links anteriores, pois não se vê qualquer utilidade na sua remoção.
Tal como na 1ª edição, existem várias opções de download conforme a qualidade pretendida:
Actualizado em 29-08-2010

Devido a problemas com alguma regularidade no servidor 'Fileden', que desde o início do blogue tem servido para alojar alguns ficheiros auxiliares, foi adquirida uma conta num novo servidor: FileUpYours. Os novos ficheiros ficarão alojados somente no novo servidor, os antigos irão ficar com a possibilidade de upload em qualquer dos servidores.
Ficheiros no novo servidor FileUpYours
  • Boa qualidade
    • Livro integral - 26692kB
    • Parte I (início até Dezembro de 2008) - 20975kB
    • Parte II (Janeiro de 2009 a Julho de 2010) - 7899kB
  • Qualidade normal
    • Livro integral - 21120kB
    • Parte I (início até Dezembro de 2008) - 16215kB
    • Parte II (Janeiro de 2009 a Julho de 2010) - 5514kB
  • Baixa qualidade
    • Livro integral - 11733kB
Actualizado em 19-05-2011

Infelizmente não conseguimos manter disponíveis, todos os ficheiros alojados no servidor FileUpYours, que era gratuito e encerrou no passado mês de Dezembro de 2012.
Passamos a alojar somente uma versão optimizada da 2ª edição do nosso e-Book 'Por detrás do muro', no novo servidor (também gratuito) Box.
Ficheiro no novo servidor Box
Actualizado em 04-02-2013

Quatro consórcios vão concorrer pelo TGV

Propostas finais das empresas foram entregues ontem.

Nuno Miguel Silva

A CP está a negociar com a sua congénere espanhola Renfe a criação de uma aliança para concorrer à gestão dos comboios da rede nacional de alta velocidade. Segundo apurou o Diário Económico, as conversações duram já há vários meses, são apadrinhadas pelos Governos dos dois países e poderão resultar na constituição de uma sociedade conjunta para entrar na corrida à exploração do material circulante da rede portuguesa de alta velocidade.

Contactada, a CP não quis comentar este assunto. No entanto, o Diário Económico sabe que a empresa presidida por Francisco Cardoso dos Reis elege o projecto de alta velocidade como um processo decisivo para o futuro, tendo, durante o passado mês de Setembro adjudicado ao Boston Consulting Group (BCG) um processo de consultadoria para apoiar a CP no desenvolvimento do seu posicionamento estratégico no projecto de alta velocidade.

Este trabalho de consultadoria do Boston Consulting Group iniciou-se já esta semana e deverá estar concluído dentro de dez semanas, provavelmente na primeira quinzena de Dezembro. Ao processo de consulta lançado pela CP candidataram-se sete empresas.

Constituem objectivos específicos deste contrato entre a CP e o BCG apoiar a empresa pública de transportes ferroviários na definição de estratégias-chave na alta velocidade, nas linhas Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto. Identificar as necessidades internas da CP e de externalização para o negócio de alta velocidade, além de identificar as potenciais concorrentes neste negócio são outras tarefas deste processo de consultadoria. O BCG terá ainda de aferir a possibilidade e o valor adicional de criar parcerias no negócio de alta velocidade, além de caracterizar e quantificar os impactos da alta velocidade nos serviços de longo curso da CP.

Além dos concursos para a construção e manutenção, durante 40 anos, dos troços de alta velocidade – ontem concluiu-se o prazo para entrega das propostas dos concorrentes ao troço Poceirão-Caia, o projecto português de TGV contempla ainda mais três concursos: um só para a sinalização e telecomunicações de toda a rede de alta velocidade; outro para o fornecimento do material circulante; e um último para a exploração dos comboios propriamente ditos.

O Governo ainda não tem definido um calendário para o lançamento deste concurso, nem se haverá um concurso específico para cada linha ou um global para toda a rede. Também ainda não está esclarecido se será a Refer, a RAVE, ou uma outra qualquer empresa pública a criar no futuro, a responsável pelo lançamento do concurso e, posteriormente, pela fiscalização e acompanhamento do contrato de concessão.

Além da CP e da Renfe, que poderão abrir a porta da sua aliança a parceiros terceiros, é provável que acorram a este concurso empresas como a Barraqueiro – o seu presidente Humberto Pedrosa, já assumiu o interesse neste negócio – e outras empresas nacionais de recente constituição, designadamente participadas das construtoras para as áreas das concessões de transportes. Segundo diversas fontes contactadas pelo Diário Económico, deverá ser difícil que gigantes europeus do sector, como a francesa SNCF ou a alemã Deutsche Bahn se interessem pelo projecto nacional de TGV, demasiado periférico e de reduzida escala financeira para a dimensão destes grupos.

Sobre o concurso para a construção e manutenção do troço Poceirão/Caia, o Diário Económico apurou que foram apresentadas quatro propostas, referentes aos consórcios liderados pela Brisa, Mota, Ferrovial e Eiffage. Ontem, no Porto, no seminário do jornal “Transportes e Negócios”, Ana Paula Vitorino, secretária de Estados dos Transportes sublinhou que “a quantidade e qualidade dos concorrentes demonstra bem o interesse deste projecto quer para as empresas portuguesas quer estrangeiras”. Ana Paula Vitorino acrescentou ainda que é intenção do Governo lançar até ao final deste ano o concurso público internacional para a construção e manutenção do troço Lisboa-Poceirão, incluindo a TTT – Terceira Travessia sobre o Tejo, apesar de a própria secretária de Estado já ter admitido que esse concursos possam vir a ser lançado só em 2009 se o processo de Avaliação de Impacte Ambiental se arrastar mais que o previsto.


Articulações nas estações
São inúmeras as ligações que se vão potenciar nas várias estações de TGV. A secretária de estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, esclareceu ontem que em Évora, Leiria e Aveiro, as estações de TGV estarão articuladas com a rede convencional, aliás tal como em Lisboa. Em Coimbra o projecto vai ainda mais longe, e será construída uma interface que permitirá ligar o TGVà rede convencional e também ao metro do Mondego e aos serviços de transporte colectivo rodoviário. Já no Porto, a opção pela estação de Campanhã permitirá ligar a rede de Alta Velocidade ao metro do Porto, e em Braga está ainda a ser estudada a melhor forma de integrar as redes de alta velocidade e convencional.


Quem vai e quem não vai ao concurso do TGV

1 - Brisa e Soares da Costa
A Brisa e a Soares da Costa lideram o primeiro consórcio oficialmente formado para concorrer a todos os concursos a ser lançados para o TGV. No grupo estão ainda a espanhola Iridium, uma empresa do grupo ACS; o grupo Lena; a Bento Pedroso; a australiana Babcock & Brown Limited; a Edifer e a Zagope e ainda o Millennium e a Caixa Geral de Depósitos.

2 - Mota-Engil alia-se à Vinci
A Mota-Engil, líder num outro consórcio para o TGV, juntou-se à francesa Vinci, a maior construtora da Europa e da mundo. Tal como o consórcio da Brisa e da Soares da Costa, também este grupo se prepara para apresentar propostas a todos os concursos. No consórcio estão ainda a Somague, Teixeira Duarte, Opway, MSF, BES, BPI e Banco Alves Ribeiro.

3 - Ferrovial lidera portuguesas
A espanhola Ferrovial, que está em Portugal através da Cintra (concessões de estradas) foi a outra empresa a liderar um consórcio para o TGV. No grupo estão ainda as portuguesas Hagen, Tecnovia, Novopca e Conduril, construtoras com pouca experiência neste tipo de obras e com uma maior presença na construção de estradas.

4 - Eiffage e FCC juntas
Os franceses da Eiffage lideram outro agrupamento para a alta velocidade. Estão associados à espanhola FCC – Fomento de Construcciones y Contractas, parceira da Soares da Costa nas estradas. Além da construtora liderada por Alicia Koplowitz, o consórcio em causa integra a construtora Ramalho Rosa Cobetar, pertencente ao grupo espanhol.

5 - Comsa não concorre
A Comsa, parceira da Mota-Engil para o transporte de mercadorias não vai integrar nenhum grupo. Em declarações ao Diário Económico, a Comsa diz que “não se apresentará em nenhum dos consórcios para a alta velocidade”. A Comsa será, no entanto, um utilizador, uma vez que operará mercadorias na linhas convencionais e nas linhas de alta velocidade.

6 - Metro de Lisboa desiste
O Metro de Lisboa tinha adiantado ao Diário Económico, na altura do lançamento do primeiro concursos para o TGV, entre Poceirão e Caia, que estava interessada em concorrer, mas agora, quatro meses depois, disse ao Semanário Económico que não tinha vocação para concorrer porque o seu negócio é na área metropolitana de Lisboa.
A Sociedade de Construções H. Hagen, S.A. pretende admitir para um Medidor para obra (Zona de Lisboa: Pretende-se: - Curso de especialização em medições e orçamentos - Exp.ª comprovada na área da Construção Civil Oferece-se: - Vencimento compatível com a experiência demonstrada - Integração na equipa jovem e dinâmica - Perspectivas de evolução profissional nas diversas áreas de actividade relacionadas com o sector de construção civil e obras públicas. Os interessados deverão enviar CV para: DRH...
Contrato: Tempo Inteiro
Grandes consórcios para grandes obras

O Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), no Campo de Tiro de Alcochete, o projecto da rede ferroviária de alta velocidade (TGV) e a construção da Terceira Travessia do Tejo (TTT), rodo-ferroviária, entre Chelas e o Barreiro, são os grandes projectos públicos que irão arrancar nos próximos anos e nos quais as construtoras portuguesas querem participar. Para isso, estão a criar agrupamentos, com o objectivo de ganharem mais valências técnicas e darem resposta ao programa de investimentos em obras públicas anunciado.
A Mota-Engil e a Brisa foram as primeiras a formar e a liderar um grande consórcio nacional: o Astérion, criado para concorrer à concessão e construção do novo aeroporto de Lisboa e à privatização da ANA. Este consórcio integra ainda a Somague, Lena, MSF, Opway e os bancos Caixa Geral de Depósitos, BES e BCP.
Até ao momento, as outras grandes construtoras nacionais interessadas no projecto do novo aeroporto de Lisboa (NAL), como a Soares da Costa e a Teixeira Duarte, ainda não alinharam em nenhum consórcio.
Empresas estrangeiras como a Macquarie, a Albertis, a espanhola Ferrovial e a Aeroportos de Paris também já mostraram pretender concorrer ao NAL, mas ainda não apresentaram qualquer agrupamento.
O projecto da nova infra-estrutura aeroportuária de Lisboa envolve um investimento da ordem dos três mil milhões de euros e é intenção do Governo lançar o concurso de privatização da ANA durante o primeiro semestre de 2009, para mais tarde abrir o concurso público para a construção e exploração do NAL.

Mega-consórcios para TGV

A rede ferroviária de alta velocidade é outra das grandes obras aliciantes para as construtoras portuguesas - e não só - que já se começaram a organizar em consórcios para concorrer ao projecto de construção, financiamento e manutenção do TGV.
Até agora, já foram anunciados dois grandes consórcios: um liderado pela Brisa e Soares da Costa, cada uma com 15 por cento do capital, e o outro, embora ainda não tenha sido apresentado publicamente, pela Mota-Engil, integrando a Teixeira Duarte, Somague, MSF, Opway, bem como o Banco Espírito Santo e o BPI.
Não é certo que este consórcio se mantenha para todos os troços do projecto de alta velocidade, na medida em que, até ao momento, só a Somague se mostrou interessada em participar em todos os concursos do TGV. Para já, este mega-consórcio português está a concorrer ao primeiro concurso, lançado em Junho e avaliado em 1,45 mil milhões de euros, para a concessão do troço Poceirão-Caia, no eixo Lisboa-Madrid e com uma extensão de 170 km, cujas propostas deverão ser entregues até ao próximo dia 2 de Outubro, estando prevista a sua adjudicação para o terceiro trimestre de 2009. Este contrato inclui ainda a concessão da exploração da estação de Évora, bem como a construção da linha convencional entre Évora e o Caia.

Brisa junta-se a Soares da Costa

Ao lado da Brisa e da Soares da Costa, estão ainda no consórcio a espanhola Iridium Concesiones de Infraestructuras (com 14 por cento do capital), a Lena Engenharia e Construções (12 por cento), a Bento Pedroso Construções (12 por cento), a Babcok and Brown Limited (8,0 por cento), a Edifer e a Zagope (7,0 por cento cada). Fazem igualmente parte do agrupamento os bancos Millenium BCP e Caixa Geral de Depósitos, cada um com 5,0 por cento.
As empresas estrangeiras que integram este consórcio já têm experiência na construção e gestão de linhas de alta velocidade, nomeadamente a Iridium, do grupo ACS.
Ao contrário do agrupamento liderado pela Mota-Engil, o da Brisa/Soares da Costa prepara-se para concorrer às cinco concessões do TGV que vão ser lançadas para as linhas Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo.
De salientar a forte presença das instituições bancárias nestes consórcios, que é explicada pelo facto destes serem projectos executados em regime de parceria público-privada, ou seja, uma grande fatia do investimento será financiada por capitais privados.
Recorde-se que, no segundo semestre deste ano, o Governo tenciona avançar com o concurso para a segunda parceria público-privada: a ligação Poceirão-Lisboa, avaliada em mil milhões de euros, que inclui ainda a construção da Terceira Travessia do Tejo. Já no segundo semestre do próximo ano deverá ser lançado o concurso para a ligação entre Pombal e o Porto, no eixo Lisboa-Porto, o qual representará um investimento de 1,7 mil milhões de euros.
Globalmente, o projecto da alta velocidade em Portugal está avaliado em 7,9 mil milhões de euros, para concessões de 40 anos.

Rodovias muito concorridas

Projectos para estradas, barragens e hospitais, já apresentados publicamente pelo Governo, também têm levado as empresas portuguesas a agruparem-se.
Por exemplo, os concursos para as novas concessões rodoviárias têm tido muita afluência. Só para a do Douro Interior, que representa um investimento de 520 milhões de euros para 272 km, apresentaram-se a concurso 52 empresas distribuídas por seis consórcios nacionais e estrangeiros.
A Mota-Engil tem liderado o consórcio nacional para as concessões rodoviárias, que inclui ainda o BES, a Opway, a MonteAdriano, a Sociedade de Construções H. Hagen, a Alberto Martins de Mesquita e Filhos, a Amândio Carvalho e a Rosas Construtores.
Já a Soares da Costa tem-se apresentado a concurso para a construção das infra-estruturas rodoviárias em parceria com empresas espanholas, nomeadamente a FCC Construccion.
Ao lado da Brisa nos consórcios para as concessões rodoviárias tem estado a Teixeira Duarte, a Zagope e a Alves Ribeiro.
Por sua vez, a Somague, a quem já foi entregue a Concessão do Túnel do Marão no valor de 350 milhões de euros, tem-se apresentado aos concursos rodoviários com a MSF e a Itenere.
Fazendo um ponto da situação dos concursos lançados pelo Governo para as novas auto-estradas, até ao momento foram adjudicadas três: a da Grande Lisboa à Mota-Engil, a do Douro Litoral à Brisa e o Túnel do Marão à Somague, conforme já referido.
Entretanto, encontram-se em fase de negociação a concessão do Douro Litoral, que está a ser disputada entre a Mota-Engil e a Soares da Costa; a da Auto-Estrada Transmontana, entre a Soares da Costa e a Somague; a do Baixo Tejo, entre a Brisa e a Somague; e a do Baixo Alentejo, entre a espanhola Iridium e a Somague.

Novos hospitais

As infra-estruturas hospitalares são outra das apostas do Governo, que tem como objectivo construir 11 novos hospitais, tendo já, nesse sentido, lançados quatro concursos, para os de Cascais, Braga, Hospital de Todos-os-Santos e, mais recentemente, Hospital do Algarve.
O Hospital de Cascais, num investimento de 377 milhões de euros, foi a primeira parceria público-privada na área da saúde a ser posta em funcionamento, para responder ao concurso lançado em Fevereiro de 2007. O contrato foi adjudicado à HPP, do grupo Caixa Geral Depósitos, e a construção está a cargo da Teixeira Duarte.
O Hospital de Braga foi a segunda parceria público-privada a ser adjudicada, desta feita ao agrupamento Escala Braga, constituído pela José de Mello Saúde, Somague e Edifer, que será responsável pela construção e gestão da nova unidade hospitalar, avaliada em 794,5 milhões de euros.

Todos-os-Santos com sete propostas

No passado mês de Abril, o Governo lançou o concurso para a construção do Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, tendo terminado a 17 de Junho o prazo para entrega das propostas.
Mais uma vez, as construtoras portuguesas agruparam--se para formar consórcios. A Soares da Costa aliou-se à MSF e à Alves Ribeiro; a Mota-Engil escolheu como parceiros a Opway, Casais e Efacec; por sua vez, a Edifer juntou-se à Sociedade de Construções H. Hagen, à Lena, Constutora Abrantina e Dalkia Energia e Serviços. Os outros concorrentes ao Hospital de Todos-os-Santos foram os consórcios liderados pela Ferrovial e que integra ainda a Obrecol, Novopca e SLN - Sociedade Lusa de Negócios; e pela Ramalho Rosa Cobetar, incluindo a FCC Construcción, Edivisa, Construções Gabriel A.S. Couto, Eusébiospar e FDO. A Somague e a Teixeira Duarte foram os outros concorrentes, num total de sete consórcios e 33 empresas. Destes, o Estado vai convidar três para apresentarem uma proposta detalhada, estando prevista a adjudicação do concurso para o primeiro trimestre do próximo ano.
O Hospital de Todos-os-Santos representa um investimento de 377 milhões de euros.
Novas barragens

O Plano Nacional de Barragens prevê a construção de dez infra-estruturas, cujos concursos públicos já foram todos lançados: as de Foz Tua, no rio Tua; Pinhosão, no rio Vouga; Padroselos, Vidago, Daivões, Fridão e Gouvães, todas no rio Tâmega; Girabolhos, no rio Mondego; Alvito, no rio Ocreza; e Almourol, no rio Tejo.
A EDP foi a única empresa que concorreu à concepção, construção e exploração da barragem hidroeléctrica de Foz Tua, no valor de 340 milhões de euros.
Já ao consórcio formado pela Lena Construções e pela Bento Pedroso Construções foi adjudicado o Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor, avaliado em 257 milhões de euros.
A Martifer foi a vencedora do concurso para a construção da Barragem de Ribeiradio.
Embora ainda à espera de um anúncio oficial, a Iberdrola já revelou que apresentou a melhor proposta para a construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, que vai implicar um investimento superior a 1.000 milhões de euros.
No que se refere aos aproveitamentos hidroeléctricos de Pinhosão e Girabolhos, não receberam qualquer candidatura, por questões técnicas, razão pela qual o Instituto da Água (INAG) vai avançar com dois concursos separados.
A EDP concorreu à construção das barragens de Alvito e Fridão pelo montante global de 161,7 milhões de euros, enquanto que as espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa candidataram-se apenas à de Fridão.
Já a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
O Plano Nacional de Barragens representa um investimento total de 1.000 a 2.000 milhões de euros e vai aumentar a capacidade hídrica instalada no País em mais 1.100 mw.
Mota-Engil e Edifer lutam por auto-estradas do Centro
Inês Cunha Direito Quinta-feira , 2 Outubro 2008

Dois consórcios foram seleccionados para a fase final do processo de selecção para a construção e exploração da subconcessão Auto-estradas do Centro
Aenor e Grupo Rodoviário do Centro são os consórcios que passaram à fase de negociação de propostas para a construção e exploração da subconcessão auto-estradas do Centro.

Segundo o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, as duas candidaturas propõem pagar 200 milhões de euros à EP – Estradas de Portugal pela adjudicação, por 30 anos, daquela subconcessão.

O consórcio Aenor é liderado pela Mota-Engil e integra outras sete empresas: BES, Opway, Monte Adriano, Sociedade de Construções H. Hagen, Alberto Martins Mesquita & Filhos, Amândio de Carvalho e Rosas Construtores.

O Grupo Rodoviário do Centro é encabeçado pela Edifer e junta as sociedades espanholas Iridium Concessiones e Dragados às portuguesas Tecnovia e Conduril.
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I. P.
Listagem n.º 363/2008
Benefícios concedidos no 1.º semestre de 2008 nos termos da Lei 26/94 de 19 de Agosto:
Entidade decisora - IHRU
Data da decisão - 31 -01 -2008
Entidade beneficiária - Hagen Imob/Soc. Constr. Hagen
Montante - 28.277,31
Entidade decisora - IHRU
Data da decisão - 29 -02 -2008
Entidade beneficiária - Hagen Imob/Soc. Constr. Hagen
Montante - 32.043,54
Entidade decisora - IHRU
Data da decisão - 30 -04 -2008
Entidade beneficiária - Hagen Imob/Soc. Constr. Hagen
Montante - 22.399,49

E assim terminou mais um capítulo do nosso Jornal Fonte do Lavra – Sempre a proporcionar experiências unicas aos nossos visitantes.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Trabalho noturno

Há o chamado bom planeamento e aquele que é feito em cima dos joelhos (bem à portuguesa) que tanto pode correr bem, como ser uma autêntica desgraça...
Segundo a famosa Lei de Murphy, ditado popular da cultura ocidental, "se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará".
Programar o desmantelamento de uma grua de grandes dimensões, com uma certa antecedência assim como a chegada de alguns camiões cisterna com betão para enchimento dos pisos térreos (que a pressa inicial fez esquecer de encher, em meados de Maio de 2008), numa altura em que o tempo está instável (durante o dia houve vários aguaceiros, alguns períodos de chuva e ventos moderados a fortes) era esperar que tudo corresse às mil maravilhas, o que não foi o caso.
O betão aplicado teria de passar por várias fases, nomeadamente, espalhamento, vibração e nivelamento. Para isso é preciso tempo e pessoal disponível, o que parece não aconteceu.

Andavam então, uns trabalhadores mais disponíveis (para trabalhar fora-de-horas) entretidos a fazer o afagamento/alisamento mecânico com um 'helicóptero' para assim obter uma superfície lisa, compacta e polida que nem repararam no avançado da hora.
Esqueceram-se certamente, que estavam numa zona urbana e não num qualquer deserto de África, e se não fosse a chegada do carro da PSP escassos minutos depois das 22:00, se calhar, ainda lá estariam pela madrugada dento...

QUEM CONSEGUIRÁ INCUTIR UM POUCO DE CIVISMO E RESPEITO PELO DESCANSO DOS MORADORES, A TODA ESTA GENTE?
FISCALIZAÇÂO, ONDE PÁRA?
Já não chegava ter de os aturar mesmo aos Sábados, para agora também não nos deixarem dormir/descansar durante a noite!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Valha-nos São Frei Galvão

Julgamos nós que depois da reparação do aluimento no inverno passado neste mesmo local, a situação estivesse definitivamente resolvida. Pelos vistos São Frei Galvão - santo padroeiro da Construção Civil - não inspirou as pessoas (competentes e responsáveis) que modificaram o trajecto das tubagens de esgoto e aguas pluviais que passavam livremente pelo terreno hoje ocupado pelo "Muro" da Vergonha.

Que o digam as pessoas que habitam no início da Rua Comendador Lino da Silva e junto a este buraco, que quando chove mais um pouco, andam de balde a tirar agua de dentro de suas casas devido ao refluxo de agua nas condutas, que se suspeita terem sido bloqueadas nesta zona. Como a agua tem de ir para algum lado, ou vai para dentro das casas ou cria aluimentos em zonas menos compactas.
Quem veio 'remendar' uma situação idêntica em Maio de 2008 (depois de uma muito longa espera), tambem não estava certamente inspirado porque não resolveu esta situação de um modo definitivo.
Olhando para o Outro muro, vemos o que poderá ser um problema para o futuro. Uma conduta eliminada, sem ter tido uma alternativa, que as ultimas chovadas se encarregaram de lhe acabar com o sofrimento, que já durava desde a 2ª semana de Novembro, a partir da qual passou a dormir ao relento.

Ó São Frei Galvão, dai-lhes a inspiração (e já agora, sabedoria) que eles precisam, para acabarem de vez com estas desgraças...
Quatro consórcios vão concorrer pelo TGV

Propostas finais das empresas foram entregues ontem.

Nuno Miguel Silva

A CP está a negociar com a sua congénere espanhola Renfe a criação de uma aliança para concorrer à gestão dos comboios da rede nacional de alta velocidade. Segundo apurou o Diário Económico, as conversações duram já há vários meses, são apadrinhadas pelos Governos dos dois países e poderão resultar na constituição de uma sociedade conjunta para entrar na corrida à exploração do material circulante da rede portuguesa de alta velocidade.

Contactada, a CP não quis comentar este assunto. No entanto, o Diário Económico sabe que a empresa presidida por Francisco Cardoso dos Reis elege o projecto de alta velocidade como um processo decisivo para o futuro, tendo, durante o passado mês de Setembro adjudicado ao Boston Consulting Group (BCG) um processo de consultadoria para apoiar a CP no desenvolvimento do seu posicionamento estratégico no projecto de alta velocidade.

Este trabalho de consultadoria do Boston Consulting Group iniciou-se já esta semana e deverá estar concluído dentro de dez semanas, provavelmente na primeira quinzena de Dezembro. Ao processo de consulta lançado pela CP candidataram-se sete empresas.

Constituem objectivos específicos deste contrato entre a CP e o BCG apoiar a empresa pública de transportes ferroviários na definição de estratégias-chave na alta velocidade, nas linhas Lisboa-Madrid e Lisboa-Porto. Identificar as necessidades internas da CP e de externalização para o negócio de alta velocidade, além de identificar as potenciais concorrentes neste negócio são outras tarefas deste processo de consultadoria. O BCG terá ainda de aferir a possibilidade e o valor adicional de criar parcerias no negócio de alta velocidade, além de caracterizar e quantificar os impactos da alta velocidade nos serviços de longo curso da CP.

Além dos concursos para a construção e manutenção, durante 40 anos, dos troços de alta velocidade – ontem concluiu-se o prazo para entrega das propostas dos concorrentes ao troço Poceirão-Caia, o projecto português de TGV contempla ainda mais três concursos: um só para a sinalização e telecomunicações de toda a rede de alta velocidade; outro para o fornecimento do material circulante; e um último para a exploração dos comboios propriamente ditos.

O Governo ainda não tem definido um calendário para o lançamento deste concurso, nem se haverá um concurso específico para cada linha ou um global para toda a rede. Também ainda não está esclarecido se será a Refer, a RAVE, ou uma outra qualquer empresa pública a criar no futuro, a responsável pelo lançamento do concurso e, posteriormente, pela fiscalização e acompanhamento do contrato de concessão.

Além da CP e da Renfe, que poderão abrir a porta da sua aliança a parceiros terceiros, é provável que acorram a este concurso empresas como a Barraqueiro – o seu presidente Humberto Pedrosa, já assumiu o interesse neste negócio – e outras empresas nacionais de recente constituição, designadamente participadas das construtoras para as áreas das concessões de transportes. Segundo diversas fontes contactadas pelo Diário Económico, deverá ser difícil que gigantes europeus do sector, como a francesa SNCF ou a alemã Deutsche Bahn se interessem pelo projecto nacional de TGV, demasiado periférico e de reduzida escala financeira para a dimensão destes grupos.

Sobre o concurso para a construção e manutenção do troço Poceirão/Caia, o Diário Económico apurou que foram apresentadas quatro propostas, referentes aos consórcios liderados pela Brisa, Mota, Ferrovial e Eiffage. Ontem, no Porto, no seminário do jornal “Transportes e Negócios”, Ana Paula Vitorino, secretária de Estados dos Transportes sublinhou que “a quantidade e qualidade dos concorrentes demonstra bem o interesse deste projecto quer para as empresas portuguesas quer estrangeiras”. Ana Paula Vitorino acrescentou ainda que é intenção do Governo lançar até ao final deste ano o concurso público internacional para a construção e manutenção do troço Lisboa-Poceirão, incluindo a TTT – Terceira Travessia sobre o Tejo, apesar de a própria secretária de Estado já ter admitido que esse concursos possam vir a ser lançado só em 2009 se o processo de Avaliação de Impacte Ambiental se arrastar mais que o previsto.


Articulações nas estações
São inúmeras as ligações que se vão potenciar nas várias estações de TGV. A secretária de estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, esclareceu ontem que em Évora, Leiria e Aveiro, as estações de TGV estarão articuladas com a rede convencional, aliás tal como em Lisboa. Em Coimbra o projecto vai ainda mais longe, e será construída uma interface que permitirá ligar o TGVà rede convencional e também ao metro do Mondego e aos serviços de transporte colectivo rodoviário. Já no Porto, a opção pela estação de Campanhã permitirá ligar a rede de Alta Velocidade ao metro do Porto, e em Braga está ainda a ser estudada a melhor forma de integrar as redes de alta velocidade e convencional.


Quem vai e quem não vai ao concurso do TGV

1 - Brisa e Soares da Costa
A Brisa e a Soares da Costa lideram o primeiro consórcio oficialmente formado para concorrer a todos os concursos a ser lançados para o TGV. No grupo estão ainda a espanhola Iridium, uma empresa do grupo ACS; o grupo Lena; a Bento Pedroso; a australiana Babcock & Brown Limited; a Edifer e a Zagope e ainda o Millennium e a Caixa Geral de Depósitos.

2 - Mota-Engil alia-se à Vinci
A Mota-Engil, líder num outro consórcio para o TGV, juntou-se à francesa Vinci, a maior construtora da Europa e da mundo. Tal como o consórcio da Brisa e da Soares da Costa, também este grupo se prepara para apresentar propostas a todos os concursos. No consórcio estão ainda a Somague, Teixeira Duarte, Opway, MSF, BES, BPI e Banco Alves Ribeiro.

3 - Ferrovial lidera portuguesas
A espanhola Ferrovial, que está em Portugal através da Cintra (concessões de estradas) foi a outra empresa a liderar um consórcio para o TGV. No grupo estão ainda as portuguesas Hagen, Tecnovia, Novopca e Conduril, construtoras com pouca experiência neste tipo de obras e com uma maior presença na construção de estradas.

4 - Eiffage e FCC juntas
Os franceses da Eiffage lideram outro agrupamento para a alta velocidade. Estão associados à espanhola FCC – Fomento de Construcciones y Contractas, parceira da Soares da Costa nas estradas. Além da construtora liderada por Alicia Koplowitz, o consórcio em causa integra a construtora Ramalho Rosa Cobetar, pertencente ao grupo espanhol.

5 - Comsa não concorre
A Comsa, parceira da Mota-Engil para o transporte de mercadorias não vai integrar nenhum grupo. Em declarações ao Diário Económico, a Comsa diz que “não se apresentará em nenhum dos consórcios para a alta velocidade”. A Comsa será, no entanto, um utilizador, uma vez que operará mercadorias na linhas convencionais e nas linhas de alta velocidade.

6 - Metro de Lisboa desiste
O Metro de Lisboa tinha adiantado ao Diário Económico, na altura do lançamento do primeiro concursos para o TGV, entre Poceirão e Caia, que estava interessada em concorrer, mas agora, quatro meses depois, disse ao Semanário Económico que não tinha vocação para concorrer porque o seu negócio é na área metropolitana de Lisboa.
A Sociedade de Construções H. Hagen, S.A. pretende admitir para um Medidor para obra (Zona de Lisboa: Pretende-se: - Curso de especialização em medições e orçamentos - Exp.ª comprovada na área da Construção Civil Oferece-se: - Vencimento compatível com a experiência demonstrada - Integração na equipa jovem e dinâmica - Perspectivas de evolução profissional nas diversas áreas de actividade relacionadas com o sector de construção civil e obras públicas. Os interessados deverão enviar CV para: DRH...
Contrato: Tempo Inteiro
Grandes consórcios para grandes obras

O Novo Aeroporto de Lisboa (NAL), no Campo de Tiro de Alcochete, o projecto da rede ferroviária de alta velocidade (TGV) e a construção da Terceira Travessia do Tejo (TTT), rodo-ferroviária, entre Chelas e o Barreiro, são os grandes projectos públicos que irão arrancar nos próximos anos e nos quais as construtoras portuguesas querem participar. Para isso, estão a criar agrupamentos, com o objectivo de ganharem mais valências técnicas e darem resposta ao programa de investimentos em obras públicas anunciado.
A Mota-Engil e a Brisa foram as primeiras a formar e a liderar um grande consórcio nacional: o Astérion, criado para concorrer à concessão e construção do novo aeroporto de Lisboa e à privatização da ANA. Este consórcio integra ainda a Somague, Lena, MSF, Opway e os bancos Caixa Geral de Depósitos, BES e BCP.
Até ao momento, as outras grandes construtoras nacionais interessadas no projecto do novo aeroporto de Lisboa (NAL), como a Soares da Costa e a Teixeira Duarte, ainda não alinharam em nenhum consórcio.
Empresas estrangeiras como a Macquarie, a Albertis, a espanhola Ferrovial e a Aeroportos de Paris também já mostraram pretender concorrer ao NAL, mas ainda não apresentaram qualquer agrupamento.
O projecto da nova infra-estrutura aeroportuária de Lisboa envolve um investimento da ordem dos três mil milhões de euros e é intenção do Governo lançar o concurso de privatização da ANA durante o primeiro semestre de 2009, para mais tarde abrir o concurso público para a construção e exploração do NAL.

Mega-consórcios para TGV

A rede ferroviária de alta velocidade é outra das grandes obras aliciantes para as construtoras portuguesas - e não só - que já se começaram a organizar em consórcios para concorrer ao projecto de construção, financiamento e manutenção do TGV.
Até agora, já foram anunciados dois grandes consórcios: um liderado pela Brisa e Soares da Costa, cada uma com 15 por cento do capital, e o outro, embora ainda não tenha sido apresentado publicamente, pela Mota-Engil, integrando a Teixeira Duarte, Somague, MSF, Opway, bem como o Banco Espírito Santo e o BPI.
Não é certo que este consórcio se mantenha para todos os troços do projecto de alta velocidade, na medida em que, até ao momento, só a Somague se mostrou interessada em participar em todos os concursos do TGV. Para já, este mega-consórcio português está a concorrer ao primeiro concurso, lançado em Junho e avaliado em 1,45 mil milhões de euros, para a concessão do troço Poceirão-Caia, no eixo Lisboa-Madrid e com uma extensão de 170 km, cujas propostas deverão ser entregues até ao próximo dia 2 de Outubro, estando prevista a sua adjudicação para o terceiro trimestre de 2009. Este contrato inclui ainda a concessão da exploração da estação de Évora, bem como a construção da linha convencional entre Évora e o Caia.

Brisa junta-se a Soares da Costa

Ao lado da Brisa e da Soares da Costa, estão ainda no consórcio a espanhola Iridium Concesiones de Infraestructuras (com 14 por cento do capital), a Lena Engenharia e Construções (12 por cento), a Bento Pedroso Construções (12 por cento), a Babcok and Brown Limited (8,0 por cento), a Edifer e a Zagope (7,0 por cento cada). Fazem igualmente parte do agrupamento os bancos Millenium BCP e Caixa Geral de Depósitos, cada um com 5,0 por cento.
As empresas estrangeiras que integram este consórcio já têm experiência na construção e gestão de linhas de alta velocidade, nomeadamente a Iridium, do grupo ACS.
Ao contrário do agrupamento liderado pela Mota-Engil, o da Brisa/Soares da Costa prepara-se para concorrer às cinco concessões do TGV que vão ser lançadas para as linhas Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo.
De salientar a forte presença das instituições bancárias nestes consórcios, que é explicada pelo facto destes serem projectos executados em regime de parceria público-privada, ou seja, uma grande fatia do investimento será financiada por capitais privados.
Recorde-se que, no segundo semestre deste ano, o Governo tenciona avançar com o concurso para a segunda parceria público-privada: a ligação Poceirão-Lisboa, avaliada em mil milhões de euros, que inclui ainda a construção da Terceira Travessia do Tejo. Já no segundo semestre do próximo ano deverá ser lançado o concurso para a ligação entre Pombal e o Porto, no eixo Lisboa-Porto, o qual representará um investimento de 1,7 mil milhões de euros.
Globalmente, o projecto da alta velocidade em Portugal está avaliado em 7,9 mil milhões de euros, para concessões de 40 anos.

Rodovias muito concorridas

Projectos para estradas, barragens e hospitais, já apresentados publicamente pelo Governo, também têm levado as empresas portuguesas a agruparem-se.
Por exemplo, os concursos para as novas concessões rodoviárias têm tido muita afluência. Só para a do Douro Interior, que representa um investimento de 520 milhões de euros para 272 km, apresentaram-se a concurso 52 empresas distribuídas por seis consórcios nacionais e estrangeiros.
A Mota-Engil tem liderado o consórcio nacional para as concessões rodoviárias, que inclui ainda o BES, a Opway, a MonteAdriano, a Sociedade de Construções H. Hagen, a Alberto Martins de Mesquita e Filhos, a Amândio Carvalho e a Rosas Construtores.
Já a Soares da Costa tem-se apresentado a concurso para a construção das infra-estruturas rodoviárias em parceria com empresas espanholas, nomeadamente a FCC Construccion.
Ao lado da Brisa nos consórcios para as concessões rodoviárias tem estado a Teixeira Duarte, a Zagope e a Alves Ribeiro.
Por sua vez, a Somague, a quem já foi entregue a Concessão do Túnel do Marão no valor de 350 milhões de euros, tem-se apresentado aos concursos rodoviários com a MSF e a Itenere.
Fazendo um ponto da situação dos concursos lançados pelo Governo para as novas auto-estradas, até ao momento foram adjudicadas três: a da Grande Lisboa à Mota-Engil, a do Douro Litoral à Brisa e o Túnel do Marão à Somague, conforme já referido.
Entretanto, encontram-se em fase de negociação a concessão do Douro Litoral, que está a ser disputada entre a Mota-Engil e a Soares da Costa; a da Auto-Estrada Transmontana, entre a Soares da Costa e a Somague; a do Baixo Tejo, entre a Brisa e a Somague; e a do Baixo Alentejo, entre a espanhola Iridium e a Somague.

Novos hospitais

As infra-estruturas hospitalares são outra das apostas do Governo, que tem como objectivo construir 11 novos hospitais, tendo já, nesse sentido, lançados quatro concursos, para os de Cascais, Braga, Hospital de Todos-os-Santos e, mais recentemente, Hospital do Algarve.
O Hospital de Cascais, num investimento de 377 milhões de euros, foi a primeira parceria público-privada na área da saúde a ser posta em funcionamento, para responder ao concurso lançado em Fevereiro de 2007. O contrato foi adjudicado à HPP, do grupo Caixa Geral Depósitos, e a construção está a cargo da Teixeira Duarte.
O Hospital de Braga foi a segunda parceria público-privada a ser adjudicada, desta feita ao agrupamento Escala Braga, constituído pela José de Mello Saúde, Somague e Edifer, que será responsável pela construção e gestão da nova unidade hospitalar, avaliada em 794,5 milhões de euros.

Todos-os-Santos com sete propostas

No passado mês de Abril, o Governo lançou o concurso para a construção do Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, tendo terminado a 17 de Junho o prazo para entrega das propostas.
Mais uma vez, as construtoras portuguesas agruparam--se para formar consórcios. A Soares da Costa aliou-se à MSF e à Alves Ribeiro; a Mota-Engil escolheu como parceiros a Opway, Casais e Efacec; por sua vez, a Edifer juntou-se à Sociedade de Construções H. Hagen, à Lena, Constutora Abrantina e Dalkia Energia e Serviços. Os outros concorrentes ao Hospital de Todos-os-Santos foram os consórcios liderados pela Ferrovial e que integra ainda a Obrecol, Novopca e SLN - Sociedade Lusa de Negócios; e pela Ramalho Rosa Cobetar, incluindo a FCC Construcción, Edivisa, Construções Gabriel A.S. Couto, Eusébiospar e FDO. A Somague e a Teixeira Duarte foram os outros concorrentes, num total de sete consórcios e 33 empresas. Destes, o Estado vai convidar três para apresentarem uma proposta detalhada, estando prevista a adjudicação do concurso para o primeiro trimestre do próximo ano.
O Hospital de Todos-os-Santos representa um investimento de 377 milhões de euros.
Novas barragens

O Plano Nacional de Barragens prevê a construção de dez infra-estruturas, cujos concursos públicos já foram todos lançados: as de Foz Tua, no rio Tua; Pinhosão, no rio Vouga; Padroselos, Vidago, Daivões, Fridão e Gouvães, todas no rio Tâmega; Girabolhos, no rio Mondego; Alvito, no rio Ocreza; e Almourol, no rio Tejo.
A EDP foi a única empresa que concorreu à concepção, construção e exploração da barragem hidroeléctrica de Foz Tua, no valor de 340 milhões de euros.
Já ao consórcio formado pela Lena Construções e pela Bento Pedroso Construções foi adjudicado o Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo Sabor, avaliado em 257 milhões de euros.
A Martifer foi a vencedora do concurso para a construção da Barragem de Ribeiradio.
Embora ainda à espera de um anúncio oficial, a Iberdrola já revelou que apresentou a melhor proposta para a construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões, que vai implicar um investimento superior a 1.000 milhões de euros.
No que se refere aos aproveitamentos hidroeléctricos de Pinhosão e Girabolhos, não receberam qualquer candidatura, por questões técnicas, razão pela qual o Instituto da Água (INAG) vai avançar com dois concursos separados.
A EDP concorreu à construção das barragens de Alvito e Fridão pelo montante global de 161,7 milhões de euros, enquanto que as espanholas Unión Fenosa, Iberdrola e Endesa candidataram-se apenas à de Fridão.
Já a construção da barragem de Almourol não teve empresas a concurso.
O Plano Nacional de Barragens representa um investimento total de 1.000 a 2.000 milhões de euros e vai aumentar a capacidade hídrica instalada no País em mais 1.100 mw.
Mota-Engil e Edifer lutam por auto-estradas do Centro
Inês Cunha Direito | Quinta-feira , 2 Outubro 2008

Dois consórcios foram seleccionados para a fase final do processo de selecção para a construção e exploração da subconcessão Auto-estradas do Centro
Aenor e Grupo Rodoviário do Centro são os consórcios que passaram à fase de negociação de propostas para a construção e exploração da subconcessão auto-estradas do Centro.

Segundo o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, as duas candidaturas propõem pagar 200 milhões de euros à EP – Estradas de Portugal pela adjudicação, por 30 anos, daquela subconcessão.

O consórcio Aenor é liderado pela Mota-Engil e integra outras sete empresas: BES, Opway, Monte Adriano, Sociedade de Construções H. Hagen, Alberto Martins Mesquita & Filhos, Amândio de Carvalho e Rosas Construtores.

O Grupo Rodoviário do Centro é encabeçado pela Edifer e junta as sociedades espanholas Iridium Concessiones e Dragados às portuguesas Tecnovia e Conduril.
MINISTÉRIO DO AMBIENTE, DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I. P.
Listagem n.º 363/2008
Benefícios concedidos no 1.º semestre de 2008 nos termos da Lei 26/94 de 19 de Agosto:
Entidade decisora - IHRU
Data da decisão - 31 -01 -2008
Entidade beneficiária - Hagen Imob/Soc. Constr. Hagen
Montante - 28.277,31
Entidade decisora - IHRU
Data da decisão - 29 -02 -2008
Entidade beneficiária - Hagen Imob/Soc. Constr. Hagen
Montante - 32.043,54
Entidade decisora - IHRU
Data da decisão - 30 -04 -2008
Entidade beneficiária - Hagen Imob/Soc. Constr. Hagen
Montante - 22.399,49

E assim terminou mais um capítulo do nosso Jornal Fonte do Lavra – Sempre a proporcionar experiências unicas aos nossos visitantes.

domingo, 2 de novembro de 2008

Amigos & compadres

A situação não é nova e os actores são sempre os mesmos.
Durante os primeiros meses do ano procederam ao depósito de inertes no local onde está agora a decorrer este aterro. Aparentemente ninguém ligou e as queixas dos moradores que se sentiram incomodados não teve eco na Câmara Municipal de Setúbal, chegando uma funcionária a alegar falta de transporte para não ir verificar a situação no local, isto depois de insistentes contactos. O morador ofereceu viatura própria para a deslocação, o que foi recusado pela funcionária, que ao que se sabe nunca lá pôs os pés.
Sempre questionei a legalidade desses actos e escrevi alguns artigos com montagens, comparado o depósito de inertes a um deserto que se enquadrava bem com as palavras sábias do nosso querido Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino. Destas montagens saiu a nossa personagem “Camelo Ferrari”.
Desta vez calhou aos moradores da Bela Vista junto ao LIDL sofrer um atentado contra a sua qualidade de vida, pois a ganância e a expectativa de um lucro fácil continuam a turvar a mente e o olhar dos poderosos, que na comodidade dos seus gabinetes, se esquecem que existem CIDADÃOS, moradores em zonas residenciais com direito a uma vida condigna.

Link para a noticia no jornal "O Setubalense"
Para não sermos acusados de discriminação, criamos uma nova personagem – a “Camela Camila” – que passará a ser a residente habitual deste novo deserto artificial, que passou também a ser defendido pelo primeiro (e penso que único) blog defensor dos desertos, assumidos como um ecossistema necessário à civilização tal como a conhecemos.
A existência de uma autorização do dono do terreno é certamente uma grande mentira, podendo agora numa de “amigos & compadres” forjarem uma, para tapar o sol com a peneira. Se o documento de prova existisse, não tinha havido necessidade de interromper drasticamente todas as operações de escavações no local da nova construção que se encontravam a decorrer num ritmo anormalmente acelerado.
Compreende-se, que a nível logístico é totalmente diferente quer em ritmo quer em custos o despejo de inertes ali ao dobrar da esquina ou em zonas próprias a vários quilómetros de distância. Um bom projecto devia contemplar estes aspectos aquando do planeamento mas estando neste clima de “amigos & compadres” até pode ser que passe, e ainda melhor quando se consegue mexer uns cordelinhos na Câmara.
Agora que a bronca rebentou, vamos ver se há algum processo de contra ordenação por parte da autarquia e se a sua existência é tornada pública ou se vai como por milagre, aparecer o tal documento.
Neste país continua tudo na mesma, bem ilustrado numa imagem que recebi recentemente por correio electrónico, desconhecendo o seu autor e à quanto tempo circula na internet.