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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Recordar é viver: O ínicio do fim!

O tempo passa depressa e já lá vão 4 anos, desde o momento em que o azar bateu à porta de quem, numa jogada de antecipação, julgou por bem mandar vedar o espaço onde mais tarde viria a nascer o mamarracho, a que eu carinhosamente chamo "Muro" da Vergonha.

Numa atitude tipicamente Tuga, mesmo encontrando-se o projecto ainda em apreciação na Câmara Municipal de Setúbal, e contando com uma fiscalização ineficiente, avançaram para a vedação de todo este espaço.
Não fora um trabalhador mais zeloso da empresa de vedações, que apesar de ter sido avisado que existia um acesso a uma garagem com uso frequente, insistiu em vedar o referido acesso, o que levou à chamada ao local da PSP (que à falta de qualquer documentação sobre o que ali se passava, mandou interromper as obras e repor a normal circulação de pessoas e viaturas nos passeios entretanto esburacados), talvez esta novela tivesse outros desenvolvimentos.
Somente no dia 28 de Novembro de 2007 foi publicado um artigo, com um título sugestivo 'Ataque de toupeiras?', que era o que melhor retratava o aspecto de todo este espaço.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Muro vai para obras

Aparentemente o 'Muro' da Vergonha vai para obras. Com o passar dos tempos habituei-me a manter o espírito aberto e já poucas coisas me causam surpresa. Somente iria ficar surpreendido se retirassem das fachadas, os azulejos que lhe dão este look vanguardista de 'Cor de muro'.
Com o corte parcial do transito na avenida Belo Horizonte, onde se realiza por esta altura uma festa de bairro, a "Festanima", deixei de fazer a minha passagem (quase) diária pelo "Muro' da Vergonha para, em jeito masoquista, continuar a lembrar o que a construção deste mamarracho contribuiu para uma reviravolta total, na minha vida familiar e profissional.
Não faço portanto a mínima ideia, qual o dia correcto em que começaram a montar os andaimes, para efectuar obras de reparação nas fachadas, de pelo menos dois dos blocos, desta obra emblemática da Cidade de Setúbal.

Na passada terça-feira, ao final da tarde, passei ocasionalmente por lá e apercebi-me deste autêntico 'bombom'. Muni-me da maquina fotográfica e documentei este triste espectáculo: um prédio acabado de construir, por uma construtora de renome na praça, à cerca de 2 anos, que quando deixou de interessar aos 'gulosos', que se iriam servir de conhecimentos nos locais certos (factor "C"), para adquirirem um apartamento a baixo custo, com uma vista privilegiada para o Estuário do Sado ou para revenderem com elevado lucro, quando terminasse o período de impedimento legal (habitação a custos controlados), foi acabado à pressa com materiais de 5ª categoria, aplicado por trabalhadores apanhados a laço nas redondezas.

Quem apostou no cavalo errado e acabou por ir morar nestas construções, rapidamente descobriu por conta própria, as inúmeras infiltrações de humidade nas paredes, principalmente nas fachadas viradas a Sul, que sofrem bastante com o excesso de calor no Verão e as chuvas e ventos fortes do quadrantes sul durante o Inverno.
Uma pergunta pertinente: Quem vai pagar as obras? Mais uma missão para o Detective Coelho!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eles andam por aí... (Parte II)

Noticia já com alguns dias, mas que só ontem foi detectada:

Justiça/Arrábida
Arguidos no licenciamento ilegal de casas negam acusação

por Lusa 21 Março 2011

O antigo director do Parque Natural da Arrábida (PNA) Celso Santos e o ex-funcionário Nuno David, acusados de corrupção no licenciamento de casas na Arrábida, negaram hoje todas acusações na primeira sessão do julgamento, a decorrer no Tribunal de Setúbal.
Acusado de corrupção passiva e peculato, Celso Santos negou que tivesse dado cobertura a qualquer irregularidade no licenciamento de uma casa do arguido Manuel Varela - suspeito de corrupção activa no mesmo processo - e garantiu que nunca pediu nem aceitou dinheiro. Quanto à acusação do crime de peculato, Celso Santos admitiu ter ordenado o pagamento da reparação da viatura particular de uma arquitecta paisagista do PNA, que teve um acidente de viação em serviço. "Senti-me moralmente responsável e arranjei maneira de lhe pagar a reparação", disse Celso Santos, salientando, no entanto, que o acidente tinha ocorrido quando a funcionária estava ao serviço do PNA. O ex-director reconheceu, no entanto, que tinha colocado a questão superiormente, no Instituto de Conservação da Natureza (ICN), que tutelava o PNA, e que lhe tinha sido dito verbalmente que os prejuízos deveriam ser assumidos pela funcionária em causa.
Neste primeiro dia de julgamento foi também ouvido o ex-funcionário do PNA Nuno David, acusado de diversos crimes de corrupção passiva para ato ilícito, designadamente através da venda de quadros que ele próprio pintava a pessoas que tinham projectos pendentes no PNA. De acordo com a acusação, os quadros de Nuno David terão sido vendidos por valores superiores ao preço de mercado. Nuno David mostrou-se indignado com a avaliação das suas obras artísticas e garantiu que o facto de haver várias pessoas com projectos na Arrábida a comprarem as suas obras era simples coincidência, até porque não tinha poder para influenciar qualquer decisão sobre os projectos em causa.
A argumentação poderá não ter convencido o colectivo de juízes, presidido pelo magistrado Nelson Escórcio, que sublinhou o facto de haver várias pessoas a comprarem quadros do arguido Nuno David quando tinham projectos pendentes no PNA. Dos 15 arguidos no processo, entre os quais estão também alguns fiscais do PNA e da Câmara de Setúbal, oito estão acusados de corrupção ativa e sete de corrupção passiva, sendo que alguns respondem também pelo crime de tráfico de influências. O julgamento prossegue a partir das 9:00 de quarta-feira com a audição de outros arguidos que se disponibilizaram para prestar declarações e de algumas das testemunhas arroladas no processo.

Eles andam por aí... Nós é que nem sempre os vemos!

Pode ser que um dia destes também seja identificado (o nosso detective de serviço nunca o conseguiu, apesar de diversas tentativas) aquele a quem os trabalhadores durante a construção do 'Muro' da Vergonha' se referiam como sendo "sócio da obra" para além de ser Engenheiro da Câmara Municipal de Setúbal.
O que não me deixa triste é que, aparentemente o 'Crime não compensou': a Justiça tarda em dar a sua palavra, mas o negócio é ruinoso. A taxa de ocupação do 'Muro' da Vergonha não deve ser superior a 10 apartamentos, num universo de 33, todas as 9 lojas continuam por acabar, já há apartamentos à venda (é só fazer uma pesquisa na Internet) por parte de quem os comprou inicialmente (apesar de possivelmente ainda não ter feito escritura, pois de outra forma como iria justificar a venda de um apartamento, inserido no âmbito de vendas a custos controlados, que não pode ser vendido num espaço muito específico de tempo). Existem também já muitas queixas de infiltrações de agua nas paredes por parte de quem já lá mora.
A outra aposta, no outro muro, também terá sido um fiasco, já que as vendas andam pela rua da amargura (a CRISE também não ajudou nada). Quem ainda poderia estar interessado, vem de lá com muito má impressão, já que existe verdete em todas as janelas viradas para Sul, pinga no ponto de luz das lâmpadas da cozinha quando chove. Segundo palavras de alguém que está por dentro do assunto, ligado àquela construção "Os alicerces são de boa qualidade mas os acabamentos são uma porcaria". Para quem apesar destas contrariedades e informações desencorajantes ainda quiser fazer negócio, é-lhes dito que a conclusão dos acabamentos é incerta, porque não há dinheiro para fazer a instalação eléctrica dos apartamentos...
Isso sim, é que arrasa com qualquer potencial comprador.
Para quem por ali passa, apercebe-se que este novo mamarracho está votado ao abandono...

PAZ À SUA ALMA

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Poluição visual

Um ano em cheio!
Publicamos um artigo no 1º minuto de 2010 com os nossos 'Votos para 2010' e acabamos o ano com um ultimo artigo, no derradeiro minuto deste ano, com um dos nossos desejos para 2011: que acabe de vez esta 'Poluição visual'!
Tudo tem um tempo e, a exibição de uns painéis anunciando obras de Requalificação Urbana, com a comparticipação do Mecanismo Financeiro do EEE já teve seguramente o seu. O que estava 'realmente' previsto fazer não faço a mínima ideia, o que foi feito: muito pouco. Resalva-se um jardim agradável, no meio do nada, do qual já se fez referencia anteriormente.

Depois de mais de 3 anos a olhar para estes painéis, e como agora já ninguém tem dinheiro para fazer coisa nenhuma, apesar da nossa sempre elegante Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, encarar 2011 com muito optimismo, recusando a ideia de parar projectos em Setúbal (entrevista publicada no Jornal de Setúbal a 20/12/2010), deveríamos ter o direito de deixar de ser 'massacrados' diariamente com esta espécie de poluição visual.
As poucas crianças que ainda aqui brincam na rua, já estão mais do que conformadas de que o seu mais que prometido espaço recreativo (a que alguns chamam Parque Infantil da Fonte do Lavra) será uma realidade, no dia de São Nunca, pelo final da tarde.

Comentado em jeito de anedota, num dos artigos que fazem o top deste blogue, e que constitui um dos maiores enigmas de toda esta panóplia de painéis, foi a instalação de um deles, na esplanada de um café situado na Rua Gil Eanes, a anunciar obras de Consolidação de Espaços públicos na... Avenida D.Manuel I!!!

Sempre achei isto uma autêntica anedota e, só me espantou o facto dos proprietários do café nunca terem protestado, ou caso o tenham feito, tal não tenha surtido nenhum efeito.
Confundir uma Rua com uma Avenida é possível, já que neste caso a largura das mesmas é semelhante.

O mistério irá manter-se: teriam os funcionários perdido o plano da obra (supostamente com um pequeno mapa), teriam ficado com a vista um pouco turva, depois de um almoço 'bem regado', teriam aproveitado a existência nas proximidades da esplanada de um café, para ir descansando enquanto concluíam esta árdua tarefa? Talvez nunca se venha a saber, a não ser que seja instaurado um inquérito para apurar responsabilidades por este 'pequeno' lapso.
Seja como for, aqui fica um pedido/desejo para 2011:

Retirem estes painéis, que entre outras coisas contribuem para uma má saúde mental.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Dia de festa

Contrariando as expectativas dos mais cépticos, cá estamos nós a festejar o 3º aniversário.

Hoje o bolo tem cor, porque longe vai o tempo, em que o luto ensombrou o 1º aniversário da nossa acção principal, devido a interferências no normal andamento de um processo com estas características. Foi aberto um inquérito interno, a nosso pedido, pelo Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada, que como é habitual nesta Tugalândia, nada apurou. Não estão também esquecidas as coisas menos claras que se passaram na nossa 2ª Providencia Cautelar, que servirão, em altura própria, para darmos continuidade ao nosso jogo "Quem quer ser milionário".
Falando em coisas mais alegres. Este foi o mês em que tivemos mais visitantes, superando todos os máximos obtidos durante o período mais quente dos nossos protestos (primavera e verão de 2008). Um blogue só faz sentido se for visitado e, para manter um bom nível de visitas, é necessário que a oferta de conteúdos seja atractiva. Tem sido preocupação constante diversificar os temas, e o nosso Suplemento Kultural diário tornou-se uma boa fonte de receita. Dá trabalho, mas o prazer obtido, quer na pesquisa de coisas giras e interessantes, quer depois no tratamento das mesmas para terem uma apresentação mais ou menos cuidada, faz com que passe por bons momentos de diversão. Com cerca de 800 edições, deve ser a maior colecção de coisas giras/interessante alguma vez reunidas em toda a blogosfera, com a vantagem de estar num formato portátil (arquivos mensais em formato pdf), ao alcance de um simples click em local próprio, quer no suplemento diário, quer na barra lateral.
De vez em quando, também não é esquecida a razão de ser deste blogue e, apesar das noticias serem actualmente muito escassas, lá vai regularmente havendo algo para justificar mais um artigo. O ultimo artigo, que levou à existência de um novo marcador 'Direito de resposta', foi escrito para dar maior visibilidade ao que eu pensei, sobre um inusitado conjunto de comentários feitos no espaço de cerca de uma hora, por alguém que descobriu que o ruído constante que nos encarregamos por manter activo, mês após mês, ano após ano, o está a prejudicar financeiramente. Não sei é se o efeito que conseguiu, com a oportunidade dos seus comentários, valeu o trabalho...
Neste momento já está previsto um artigo novo, que será escrito logo que seja oportuno tirar as fotos que o vai ilustrar. Deverá sair no principio do ano, e será uma sequela (parte IV) de uma anedota que interrompemos em Maio de 2008. Contudo, dentro de uma ou duas semanas deverá sair mais um coelho da cartola, assim uma situação evolua para a 'asneira', conforme tudo o leva a crer.
Regularmente visualizo as estatísticas sobre os visitantes, para verificar qual o feedback que estou a ter, e já tinha a noção que uma, entre muitas centenas de imagens publicadas, era motivo de dezenas de pesquisas nos motores de busca. Agora a Blogger, dona deste serviço, disponibiliza também estatísticas das visitas do blogue e aí é que fiquei com a noção correcta da sua 'fama', que chegou até a entidades tão insuspeitas como o Banco de Portugal (que me perdoe o visitante, mas não resisti a guardar o registo da sua visita, depois de apagar tudo o que o pudesse identificar). Desde 01 de Junho de 2010 (altura em que a Blogger disponibilizou o serviço) até hoje, esta imagem publicada em Junho de 2008, foi objecto de mais de 4250 visualizações.

Foi uma imagem bem conseguida e neste momento, talvez o interesse por um mapa de tesouro se justifique, devido à existência da famosa CRISE.
O que não é desculpável é que, à custa de muitos atropelos e falta de respeito pelo próximo, à gulodice imobiliária aliada a muitos interesses locais obscuros, também tenham achado ter descoberto por estas bandas um tesouro.
Até ver, o tiro saiu pelo culatra, e aparentemente o numero de moradores mantém-se em meia-dúzia, para um universo de 33 apartamentos. As 9 lojas disponíveis continuam por acabar.

Também, nunca deixo de esboçar um largo sorriso, quando me apercebo que o motivo da visita, se deveu ao interesse pela imagem seguinte, que me deu um imenso gozo a fazer e foi publicada a 1º vez no artigo 'Sinais de mudança' em 31 de Agosto de 2008. Peço desculpa pela franqueza, mas é a realidade.

Estamos a dar os primeiros passos no Facebook e servirá para dar continuidade a esta autêntica saga.
Quando a 7 de Janeiro de 2008 publicamos os artigos 'Resistência à mudança' e 'Internet versus Internet', não nos levaram minimamente a sério. Agora talvez já tenham outra opinião.
Vamos continuar por cá enquanto tal se justificar e, se olharmos para uma Justiça que continua lenta, pelo menos iremos manter este ruído durante mais um ano. A par disso, procuraremos continuar a surpreende-lo com as nossas escolhas, no Suplemento Kultural diário, publicado todos os dias às 09:00.
Obrigado pela visita.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Stand de Vendas (Parte III)

Mais uma vez manifesto a minha pena, pena é realmente o que sinto ao ver tantos recursos desperdiçados e tantas famílias carenciadas em Setúbal à espera de um tecto para dormir e sem qualquer alegria de viver.
Setúbal, a Cidade, a Serra, o Sado e tudo o que proporciona: o bom peixe, o bom clima, as boas gentes, enfim... Viver!!!
Assim, viver é o que será permitido a estas famílias carenciadas, ao investir na sua habitação, nestes belos exemplares, construídos na Encosta do Rio. De uma forma incrivelmente económica ser-lhes-á possível adquirir o seu novo apartamento de topologia T1, T2, T3 ou T4 com parqueamento, arrecadação e equipado com painéis solares, usufruindo de uma vista soberba sobre a Serra da Arrábida, Rio Sado e Península de Troia.

Porque espera? Não pode achar caro, com todas estes requisitos. Preços a partir de 61,930.82€. Uma pechincha!

Nota do autor: Esta fotografia é verdadeira, a outra, nem por isso... (está em código, mas alguém o descodificará certamente).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Contemplando o "Muro"

Desde que terminaram as obras de arranjo da envolvente deste belo exemplar arquitectónico (digno de um urbanismo que se quer de vanguarda, e que serviu para ilustrar o manual mais lido em muitas das autarquias portuguesas), que me interrogo dos motivos que levaram os 'iluminados' arquitectos a optar pela colocação de três bancos, de frente para um edifício, que esteticamente não tem beleza nenhuma: aquela cor de muro dá-lhe um aspecto um pouco sinistro, mas gostos não se discutem...
Andava eu entretido a tirar algumas fotos (para memória futura), quando vi pela primeira vez um destes bancos ocupados por uma jovem, acompanhada de uma criança. Pensei logo, pela hora, que era alguém interessado na compra de um dos muitos apartamentos que ainda estão para venda (aparentemente existem 5 moradores para um universo de 33 apartamentos - parece que 'a coisa tá preta') e que agora a imobiliária encarregada da venda destes apartamentos e lojas (de acabamentos mais do que deficientes) não consegue vender nada, nem mesmo à custa da vista privilegiada para o Estuário do Sado, que a maioria possui. Durante o fim de semana passado andaram por aqui a colocar painéis publicitários de venda, que contrastam com as nossas faixas negras, que continuam a denunciar que por aqui 'há gato escondido com o rabo de fora'.

Como era um momento histórico (para mim), desloquei-me para junto destas jovens, para lhes pedir autorização para usar a sua imagem nas fotografias que pretendia tirar. Não mostraram qualquer objecção e garanti-lhes que a sua face, caso aparecesse em alguma foto iria ser distorcida para preservar a sua identidade.
A sua simpatia levou-me a ser um pouco indiscreto e a perguntar-lhes qual o motivo porque se tinham sentado naquele banco. A resposta foi simples e directa, com um ligeiro sotaque brasileiro:
- Tamos contemplando o "Muro"!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Falta de pontaria

Dois pequenos contratempos atrasaram a publicação deste artigo: a desmotivante falta de sorte em não ter conseguido a fotografia certa (forraram os vidros com jornal logo na semana seguinte e perdeu-se grande parte do impacto que a dita foto teria), e foi preciso algum trabalho de Photoshop para que a coisa tivesse o efeito visual mais ou menos pretendido.
Vamos então à história. Em meados de Junho, alguém não consegui resistir e fez dos 'apetecíveis' vidros de uma das lojas do 'Outro Muro', um alvo perfeito para testar a sua pontaria. Claro que com pouco treino conseguiu somente um misero ponto.
A situação teria um impacto diminuto se tal não pudesse repetir-se vezes sem conta, não chegando certamente os lucros da loja para pagar a contínua substituição de vidros. Quem comprou a loja considerou-a ideal para o seu negócio mas, as mentes brilhantes que idealizaram o projecto, acharam que a anormalidade iria colher frutos e agora cada um que se safe - 'The Tuga way'.

Mais lojas estão em risco e será (penso eu), uma questão de tempo até que alguém se lembre de fazer destas janelas o 'alvo perfeito'. A posicionada mais abaixo, na imagem seguinte, nem devia ser válida para nenhum campeonato, já que é demasiado fácil de acertar.

A minha construção de eleição, a que eu carinhosamente chamo 'Muro' da Vergonha, não corre semelhantes riscos, o de ser considerado um alvo. As varandas do rés-do-chão e 1º andar são mais adequadas para 'cestos', actividade muito do agrado da juventude, onde a vulgar bola de basket será substituída por latas ou garrafas.

Longe vão os tempos, em que os jovens que habitam nos bairros sociais das proximidades e que normalmente passam em bandos durante as noite e madrugadas de verão, a pé no Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I, tinham somente como diversão arremessar coisas para os carros que passavam sob o Viaduto. Para não serem reconhecidos davam pontapés nos candeeiros de rua, para fundirem as lâmpadas e a zona ficar completamente às escuras.
Um desporto pouco habitual destes adolescentes, já que requeria alguma perícia (cerca de 40 metros), era tentar acertar no portão da garagem do prédio que faz fronteira a norte com este mamarracho, com as pedras que retiravam da calçada.

Quando se ouvia o barulho do impacto da pedra na chapa do portão e se vinha à janela, já era tarde de mais. Viam-se somente vultos a correr já perto do Depósito de Água da Bela Vista.
Com estes novos desafios, certamente poderão ser organizados vários campeonatos multidisciplinares, que possam de alguma forma ser integrados na nossa Agenda Cultural, sem eventos de relevo há já algum tempo. Já vamos um pouco atrasados para participarmos na 8º edição da Festanima que decorre a escassos metros deste local, entre os dias 13 e 22 de Agosto e que origina um transito anormal de pessoas a pé neste viaduto. Fica para uma próxima...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Tudo boa gente...

Recortei uma noticia de rodapé do jornal "Diário de Noticias" há umas semanas atrás, mas só agora me recompus da tristeza que me assolou na altura. Nem queria acreditar que o Presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), que terá a sua cota parte de responsabilidade nos amores e desamores destas duas emblemáticas obras do Instituto que tutelava, construídas no bairro Fonte do Lavra, em Setúbal, tenha ido parar ao olho da rua, por uma coisa tão menor, como tentar dar oportunidade ao genro de se tornar um 'boy' do sistema (tipo negócio de família).

No site do jornal, pode-se ver a noticia com todo o detalhe:

Nuno Vasconcelos anulou parte de concurso para técnicos superiores, depois de o seu genro ter chumbado na prova de conhecimentos

O presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Nuno Vasconcelos, soube ontem que a ministra do Ambiente e Ordenamento do Território, que tutela o organismo, não o reconduz no cargo. A decisão foi tomada por Dulce Pássaro num momento em que a polémica está instalada no IHRU devido à decisão tomada por Vasconcelos de anular parte de um concurso para o preenchimento de 11 postos, no qual o genro foi chumbado.
Neste concurso, aberto a 4 de Setembro de 2009, para a carreira de técnico superior, o genro do presidente do IHRU, Vasco Mora, chumbou a prova escrita de conhecimentos com 7,6 valores. O que lhe impossibilitou a passagem à prova oral, a última etapa do concurso. Segundo documentação a que o DN teve acesso, nesta fase foram aprovados dois candidatos, com mais de 16 valores. Só que por despacho, de 12 de Maio de 2010, a que o DN também teve acesso, Vasconcelos, determina a anulação do concurso a partir da prova de conhecimentos, questionando algumas questões nela contidas "não se incluírem na avaliação das competências técnicas ao exercício de determinada função".

"Tenho vergonha de estar num Instituto que faz provas como estas", disse ao DN o presidente do IHRU, garantindo que a anulação do concurso nada teve a ver com "as duas pessoas conhecidas" que concorreram. "Falei várias vezes com o júri (que é interno) e pedi para toda a gente passar à segunda fase, até porque tecnicamente havia perguntas profundamente erradas na prova de conhecimentos".
Apesar de não ter reconduzido Nuno Vasconcelos no cargo, o Ministério do Ambiente afirmou "desconhecer" o caso. Fontes do IHRU garantem ao DN que a anulação do concurso "indignou muita gente no Instituto, porque sugere favorecimento do genro do presidente". E as mesma fontes sublinham que em oito concursos para preenchimento de vagas no IHRU, nunca se verificou qualquer problema. "Nem sequer neste houve reclamação de qualquer concorrente", acrescentam.
Acresce a este burburinho interno, o facto de o Código de Procedimento Administrativo, no seu artigo 44.º, estabelecer que "nenhum titular de órgão ou agente da Administração Pública pode intervir em procedimento administrativo ou em acto" quando, "por si ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge, algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2.º grau da linha colateral".
PAULA SÁ - 01 Junho 2010

Com a chegada do novo Presidente do Conselho Directivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), António José Mendes Baptista, que foi até agora adjunto no gabinete do secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, pode ser que haja uma nova filosofia, na abordagem do destino destas novas construções, que por estarem abrangidas pelo estatuto de 'Habitação de custos controlados' têm regras bem definidas: inscrição, analise de rendimentos e património, ...
O "Muro" da Vergonha está minado de irregularidades, o que há-de a breve prazo ser esclarecido em Tribunal, mas pode ser que ainda haja tempo de não deixar prolongar o regabofe no outro muro.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A Rêmora

Rêmora ou rêmora é o nome vulgar dos peixes da família Echeneidae, que possuem a barbatana dorsal transformada numa ventosa, com a qual se fixam a outros animais como tubarões ou tartarugas, podendo assim viajar grandes distâncias.
É normalmente usada como exemplo de comensalismo (Actualmente este conceito abrange qualquer relação, alimentar ou não, na qual uma espécie se beneficia sem prejudicar a outra, sendo assim consideradas uma relação harmónica).

Passado que está o momento de cultura geral, vamos então falar deste blog.
Estamos de parabéns porque atingimos a fasquia dos 30000 visitantes. Uma proeza dirão alguns, mas este numero foi fruto de um trabalho de bastidores exaustivo e diário.
Chegou agora também o momento de tornar disponível (ainda que um pouco censurado) o artigo que se relaciona com esta autêntica proeza e que está guardado em rascunho desde a primavera de 2008, e a que já nos referimos algumas vezes. Continua ainda a não ser oportuna a sua publicação na integra, mas lá chegará o dia. A versão disponível deste artigo, em ficheiro Pdf, pode ser vista aqui.

A nossa querida rêmora vai continuar associada ao 'tubarão' enquanto esta relação não for renunciada pela outra parte, que desde Setembro passado deixou de gostar muito da nossa companhia. Se tal acontecer mudamos de cenário, mas ainda por cá andaremos por um bons e longos tempos.

Obrigado a todos os que nos visitam, e na pior das hipóteses, divirtam-se com o nosso Suplemento Kultural diário.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Deus nos acuda!

Na mesma altura que foi construído este brilhante exemplar de um Urbanismo moderno, a que eu carinhosamente chamei 'Muro' da Vergonha, decorriam duas construções com características semelhantes (Habitações a custos controlados patrocinadas pelo IHRU, a ser construídas pela Sociedade de Construções H.Hagen) e que eu de certa forma acompanhei desde o início. O artigo inicial remonta a 11 de Fevereiro de 2008 com o título sugestivo 'Urbanismo nos tempos modernos'. Os anos passaram e os caminhos voltam-se a cruzar, não por causa das polémicas ligadas ao local em que foram construídas, mas sim com as polémicas ligadas às licenças de utilização e às escrituras por parte dos compradores.
Andava por aqui um vendedor muito activo a tentar vender um presente envenenado, que não gostou que alguém lhe andasse a dar cabo de negócio e lá vieram os comentários de veemente repúdio num artigo com um nome bastante sugestivo: Mentiras, vigarices, trafulhices & afins publicado num dia insuspeito - 01 de Abril de 2009.
Ainda ninguém me consegui provar que eu estava errado. Os futuros moradores lá deram os 10% de sinal e as escrituras ficaram apalavradas para Agosto de 2009. 6 meses depois ainda ninguém tem qualquer perspectiva de quando elas se vão realizar. Correm vários rumores por estas bandas (tipo boato mentiroso) como sendo o não cumprimento dos compromissos financeiros pela construtora perante o IHRU e outra versão, mais soft, em que o suposto atraso se deve ao nosso processo em tribunal. Custou 60 euros, mas foi considerado um serviço publico o painel que colocamos em local vem visível para que os pretensos compradores não se deixassem levar pelo conto do vigário. Pelos vistos não fomos levados a sério na altura, mas o tempo veio-nos dar razão. Estão estes, agora, a arder com o dinheiro do sinal, à espera de melhores dias.
Piores estão certamente os compradores das Torre D´Aguilha, em São Domingos de Rana que estão a arder, hà muito mais de um ano com 10% do valor das fracções, fartos de promessas vãs, e que ainda não conseguem vislumbrar uma luz ao fundo do túnel. Informação na Internet abunda sobre esta desgraça, e em seguida pode ler uma cópia do ultimo correio electrónico publicado pelos futuros moradores lido neste link:

From: moradores@live.com.pt

To: isabel.melo@hagen.pt; isabel.pinto.goncalves@cm-cascais.pt
CC: nos@sic.pt; rtp@rtp.pt; relacoes.exteriores@tvi.pt; tsf@tsf.pt; cartasaodirector@sol.pt; info@ionline.pt; provedor@publico.pt; director@expresso.impresa.pt; provedor@dn.pt; mail@rr.pt; filomena.moura@hagen.pt; ver.marianaribeiroferreira@cm-cascais.pt; geral.imobiliaria@hagen.pt; gamu@cm-cascais.pt; belem@presidencia.pt; pm@pm.gov.pt; portal@ps.pt; bloco.esquerda@bloco.org; cds-pp@cds.pt; moradores@live.com.pt; blocoesquerdacascais@sapo.pt; euroconsumo@dg.consumidor.pt; dgc@dg.consumidor.pt; decolx@deco.pt

Subject: FW: Habitações a custos controlados na Torre D´Aguilha em São Domingos de Rana
Date: Thu, 25 Feb 2010 00:15:20 +0000

Exma. Drª Isabel Melo e Drª Isabel Gonçalves,

É interessante ver que o tempo continua a passar e aos moradores ainda não foi entregue a documentação para estes entregarem nos seus bancos, já não basta nos terem prejudicado por omissões no processo de licenciamento, fomos ainda prejudicados pela inércia da Hagen na construção dos espaços verdes e ainda fomos prejudicados pela Hagen nas informações que não foram dadas sobre a data da ultima vistoria (12 de Fevereiro de 2010, data esta que a empresa desconhecia), e que foi omitida aos moradores (só revelou aos moradores depois de a Câmara o ter feito, o que demonstra a má fé e a falta de profissionalismo da empresa em todo o processo), agora mesmo depois de a Câmara de Cascais já ter dado conhecimento aos moradores que as licenças de utilização já foram emitidas no inicio desta semana (22 de Fevereiro de 2010), seria interessante a Hagen justificar a inércia de que sofre e que a impede de pensar um pouco nos interesses e direitos (que já foram violados desde o inicio de todo o processo) destes clientes e nos interesses e direitos dos moradores (isto porque é uma empresa privada, embora não aparente pela impunidade que parece gozar).
  1. Qual a justificação que a Hagen tem para ainda não ter entregue a documentação em falta aos moradores (isto porque se for delegada esta função à Hagen o processo não irá conhecer nunca um fim)?
  2. Neste momento onde se encontram as licenças de utilização?
    Obs: Os moradores concordam em assinar um termo de responsabilidade se necessário para levantar a documentação na Hagen ou na Câmara, isto porque estamos fartos de esperar. No final do processo depois com mais tempo resolvemos a situação relativa à violação dos nossos direitos e interesses,
É uma vergonha que se permita que uma empresa como esta continue no mercado e ainda é uma vergonha maior que os orgãos de comunicação social continuem a abafar esta situação.

Sem outro assunto,

Os futuros moradores

Deus nos acuda!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Competência versus Incompetência

Este título foi aquele que eu achei mais suave para relatar acontecimentos recentes por estas bandas.
Não ficaria bem comigo mesmo se não elogiasse o que neste 'teatro de guerra', merece uma palavra de apreço. Infelizmente são momentos demasiado raros...
Durante o dia de ontem e o de hoje, decorreu no acesso à garagem (que ainda à poucas semanas foi motivo de grande indignação) obras, também atribuída às Águas do Sado, mas com diferente empreiteiro, para a instalação de uma nova conduta de águas pluviais. Estranha-se que as duas obras não tenham sido feitas na mesma altura, já que a vala a abrir seria sensivelmente no mesmo espaço e para a mesma empresa (Águas do Sado), mas este tipo de situações é mais do que vulgar nas empresas que esburacam regularmente as ruas, estradas e passeios deste país, para instalar ou reparar sistemas de gás, electricidade, água, saneamento, telefone, fibra óptica, etc.. Adiante...
O que merece elogio neste caso:
  • Foi planeada;
  • Avisaram com antecedência quem poderia ser afectado pelas obras;
  • Avisaram com cerca de 24 horas de antecedência do dia correcto para início das obras;
  • Cumpriram o prazo previsto (2 dias);
  • Tinham uma autoridade policial no local para regular o trânsito durante períodos críticos da intervenção;
  • Tinham sinalização adequada;
  • Tinham grades de protecção para prevenir acidentes de peões, por queda na vala;
  • Deixaram o local arrumado no final do primeiro dia de trabalho;
  • Deixaram o local limpo no final da intervenção.
Por ser uma excepção à regra fica aqui o meu reconhecimento. Parafraseando o Arqº Valadas, Presidente do novo e já carismático partido político local, sempre é verdade que:

"É possível fazer melhor e ser melhor"

Um aspecto menos positivo, e só o tempo me poderá dar razão, foi o facto de achar que as dimensões da conduta é demasiado reduzida para esgotar o grande caudal de água que circula neste local em dias de chuva. Penso que não estou enganado, depois de ter vivido 13 anos neste local e ter presenciado os efeitos de dias com chuva contínua, durante algumas horas.

sábado, 25 de julho de 2009

O "Muro" da Vergonha (Parte II)

No próximo dia 30 faz precisamente um ano que foi feito o 1º artigo com este nome.
A imagem publicada era a seguinte e conjecturava-se como iria ficar este bairro.

Passado um ano vê-se que, graças a um licenciamento questionável (para não utilizar um termo que está na ordem do dia), temos então o "Muro" da Vergonha completamente construído e o outro muro aparentemente com os pisos todos em cima.

Conseguiram mesmo esconder um bairro que sempre viveu a olhar para o Rio Sado.
Contudo, o melhor cartão de visita para todos os que ajudaram a viabilizar esta 'coisa' é ela ser visível pelos milhares de pessoas que diariamente cruzam a Av. D. Manuel I em Setúbal, e que certamente a grande maioria tece comentários não muito abonatórios.
Pela minha parte estou a preparar uma maior visibilidade dos protestos, que serão visíveis a partir da 2ª semana de Agosto e que culminarão no dia das Eleições Autárquicas.
Continuamos também a aguardar uma 1ª decisão judicial da nossa acção principal a decorrer no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada. Para quem não acredita em acasos foi comentado estes dias, por alguém responsável do lado do 'adversário', que a nossa Providência Cautelar só foi perdida por nós porque estava em causa um organismo público, leia-se Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
E depois ainda dizem que o poder político não tem relações promiscuas com o poder judicial...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Mais um aniversário...

Já passaram dois anos desde que os vários rumores que por aqui circulavam se confirmaram, quando moradores deste bairro se deslocaram ao edifício camarário, onde se encontrava a ser avaliado à já cerca de um ano o projecto 274/06, que é uma autêntica caldeirada (i)legal.

A entrada do projecto para avaliação não cumpriu os requisitos legais de aviso público no local previsto para construção, ficando os moradores da vizinhança e outros interessados inibidos de, em tempo útil, puder de alguma forma impedir que este "Muro da Vergonha" fosse construído. Em sua substituição poderia ter sido construída qualquer coisa devidamente enquadrada com a envolvente.
Para possibilitar que uma gulodice imobiliária (sempre insaciável) fosse até ao fim, mantiveram tudo no segredo dos deuses, esperando que tal 'barbaridade urbanística" estivesse aprovada e fosse assim bastante difícil inverter o rumo dos acontecimentos.
Compreende-se assim porque não teve qualquer eco, o meu pedido de audiência a 03/07/2007 (a conselho do meu advogado) com o Sr. Vereador do Urbanismo André Martins para melhor compreender o que estava em causa num projecto que os serviços me deixaram consultar nesse mesmo dia (essa reunião, depois de muitas peripécias, teve lugar em finais de Janeiro de 2008!!!) e que iria ter implicações enormes na minha vida pessoal.
Temos agora um aborto construído e outro em fase de construção e poderemos ter de esperar ainda alguns anos para que se consiga apurar quem prevaricou nas várias fases desta emblemática obra da Cidade de Setúbal e até pode ser que por milagre os culpados sejam devidamente punidos (o inquérito que Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada instaurou, a nosso pedido, não consegui descobrir porque motivo a nossa acção principal esteve 'desviada' vários meses dos procedimentos judiciais habituais para este tipo de processos - afinal por lá é tudo boa gente!) e pelo menos se consiga demolir senão na totalidade, pelo menos parte, do "Muro da Vergonha".

domingo, 19 de abril de 2009

Cor de muro (Parte II)

Para quem acompanhou passo a passo a construção desta obra emblemática nesta bonita cidade de Setúbal, e numa altura em que já desembrulharam a 'prenda', retirando praticamente todos os andaimes e redes de protecção, acho que posso dar a minha opinião quanto à estética geral desta grandiosa obra, tentando ser o menos tendencioso possível.
O título deste artigo está directamente ligado aquilo que penso que foi uma mudança (no bom sentido) do mau gosto que parecia imperar nos iluminados donos da obra: revestir a quase totalidade do 'Muro' da Vergonha em mosaicos cinza (cor de muro) com algumas faixas pintadas de cor creme (como foi explicado aos primeiros interessados na compra destes apartamentos pelos vendedores da imobiliária que, tem a seu cargo a venda rápida desta vergonha). Andei a protelar a publicação do antigo anterior com o mesmo nome, até ter a certeza que a colocação de mosaicos era irreversível.
Esta vai ser uma má imagem que predurará, enquanto este 'Muro' da Vergonha permanecer de pé.
Tendo em conta que a fachada nascente, virada para a Avenida D.Manuel I, será vista diariamente por milhares de pessoas que cruzam esta via de entrada/saída da cidade, vai ser ser díficil ignorar todas os comentários (certamente negativos) de tão estranha escolha de acabamento. Como pontuação (numa escala de 0 a 20) daria um 6 à fachada nascente e um 8 à fachada poente (só porque está virada para uma rua de pequeno trafego e é de pequena dimensão).
A fachada sul parece-me equilibrada e com um impacto visual normal e para ela vai uma pontuação de 13 valores.
A fachada norte é pouco equilibrada e tem um impacto visual negativo. Faltou alguma variação de cor em paredes com muitas janelas de pequena dimensão. Contudo a nota é positiva - 10 valores.
Opções arquitectónicas estranhas, no meu ponto de vista, de colocar pilares de sustentação dos pisos superiores na fachada nascente, não visível em qualquer prédio em redor, nem tão pouco nas proximidades que, associada à cor de muro, faz com que esta fachada seja um autentico nojo.
A colocação das entradas para o bloco central e nascente na fachada sul é uma opção discutível quer a nível de segurança quer a nível de estética, que pelos vistos é muito cara aos arquitectos de tão emblemática obra, que acharam inestético a colocação da caixa exterior da EDP junto á entrada do bloco central. A entrada feita por debaixo de um viaduto, com fraca visibilidade e com muitos pontos de fuga para possíveis assaltantes é sem dúvida uma falha de concepção.
Não poderia acabar esta avaliação sem falar nos 'murinhos', muros pequenos que ainda darão que falar...
Na consulta do projecto feita por mim em finais de 2007, não havia qualquer referência ao aproveitamento dos terraços, nomeadamente do que se situa por cima de 3 das lojas. Na semana passada começou a ser construído um muro de separação, aparentemente para dividir este espaço pelos dois apartamentos do 1º andar do bloco nascente. Esqueceram-se que um dos argumentos do processo judicial dos moradores do edifício contiguo contra o licenciamento deste mamarracho é precisamente a proximidade excessiva. Com a ocupação deste espaço a distância mínima para a varanda do vizinho em frente será de cerca de 5 metros, o que dará certamente para alegres cavaqueiras, caso se consiga estabelecer alguma relação de amizade, e nem é preciso falar muito alto...
O outro 'murinho' é uma coisa inestética e ainda não consegui perceber o que vai esconder e a quem. Uma divisória naquelas circunstancias, seria recomendado ser feita em vidro martelado ou acrilico, mas felizmente existe o mau gosto, para se poder dar valor ao bom gosto!

Dentro de cerca de dois meses, voltarei à carga para avaliar o arranjo da envolvente, que deu origem a alguma negociação com a Câmara Municipal de Setúbal, que não queria por aqui qualquer espaço relvado para evitar a sua manutenção, e foi acordado somente a colocação de floreiras.
Outra coisa que me deixa curioso e expectante é a solução para o acesso à garagem do prédio vizinho que neste momento tem cerca de 5.50 metros e que no final vai ficar com 6.30 metros. Os iluminados projectistas, para ajudar à festa, desenharam uma loja exactamente em frente do portão da garagem. Para uma viatura com 4.80 metros que ali estacionou pacatamente durante mais de 9 anos, vai ser difícil deixar de dormir ao relento, ou então constroem ali uma plataforma rotativa para ela voltar a ter alguma noite longe do frio, chuva e pó.
Até lá, tem de se conviver com todos aqueles que já não se lembram muito bem do código da estrada, ou então acham que aquele acesso apesar de bem identificado (uma boa acção dos serviços da Câmara Municipal de Setúbal, juntamente com a melhoria do acesso a partir da faixa de rodagem, por danos causados com a colocação das vedações da obra) não é utilizado por ser demasiado estreito.
Na mesa está uma proposta da construtora para criar neste espaço um arruamento com um só sentido para evitar a quem se encontre neste nesta zona e em sentido descendente, tenha de dar uma grande volta para inverter a marcha, assim a Câmara Municipal de Setúbal dê o seu parecer favorável.
Como conclusão, recomendava a todos os 'gulosos' que por ali rondam em busca de uma vista para o rio Sado a preços acessíveis, que invistam o seu dinheirinho no outro muro, já que este (que nasceu torto) estará sempre associado a toda esta guerra, a um nome que não dignifica nenhum dos muitos envolvidos em todo este processo, que estará nos próximos anos sempre em risco de ser demolido e que a nível de acabamentos exteriores, estes são de muito baixa qualidade (irregularidades excessivas na fachada norte do bloco central, mosaicos colocados à martelada na fachada poente - se calhar foi o efeito de alguma nortada! - entre outros), construção em cima de lençóis de água e que apesar das estacas terem cerca de 10 metros, será de esperar várias rachas, enquanto o terreno não adquirir estabilidade.
As muitas dezenas de estacas foram colocadas no início da construção, a um ritmo alucinante, tentando criar pressão sobre o Juiz Setubalense que julgaria a nossa Providência Cautelar (e pelos vistos resultou), levou a que a segurança na obra fosse uma coisa totalmente desconhecida. Saltou-me a tampa quando, perante uma algazarra medonha, presenciada por todo um ATL atento e participativo fotografei dois trabalhadores sem qualquer tipo de equipamento de protecção, aos pulos em cima do bate-estacas, mas já não fui a tempo de apanhar um deles que com o entusiasmo dos saltos e a vibração do bate-estacas deixou cair as calças. Na foto abaixo já se encontra com elas quase em cima. Todo o ATL vibrava, enquanto os responsáveis da obra simplesmente se mantinham alheios a toda esta 'macacada' apesar de estarem a escassos metros deste local. O meu artigo sobre o assunto e uma visita à delegação da Inspecção Geral do Trabalho em Setúbal devem ter sido responsáveis pela alteração das regras de segurança na obra, que mudaram radicalmente na semana seguinte.
Desculpem a extensão do artigo, mas já há algum tempo a esta parte que não me encontrava tão inspirado na escrita!
1.O Grupo
1.1. Grupo HAGEN
O Grupo Hagen completou no ano 2000, 50 anos de existência, caracterizado por um percurso consistente e sólido, no mercado da Construção em Portugal.
Destes mais de 50 anos de experiência, a empresa, hoje grupo de empresas, com competências diversificadas e actuando em diversas áreas e diferentes sectores, tem o seu percurso caracterizado por diferentes e importantes lideranças, que lhe conferem uma cultura empresarial alargada.
Operando num mercado em evolução, a estratégia do Grupo Hagen assenta na dinâmica e criação de valor, procurando um crescimento sustentado e um constante alargamento das suas competências.
1.1.1. Identidade e Competências
O Grupo Hagen é hoje constituído por um conjunto de empresas resultantes de uma evolução consistente, tendo por base aquela que é a sua actividade principal – a construção.
Para dar forma ao crescimento interno e aquelas que têm sido as evoluções do mercado da construção, tanto em Portugal como na Europa, o Grupo Hagen tem estado num processo contínuo de evolução, tendo por base a Sociedade de Construções H. Hagen, para um conjunto de outras áreas de negócio onde, nesta fase, as sinergias com a construção e as competências consolidadas, são importantes, entre outras, na área das Concessões Rodoviárias e no Imobiliário.
1.1.2. 50 anos de presença no mercado de construção em Portugal
Resultado de mais de 50 anos de presença no mercado de Construção em Portugal e de um excelente conjunto de recursos humanos aos mais diferentes níveis, o Grupo Hagen tem vindo a desenvolver e consolidar um conjunto de competências, que têm sido a base do crescimento do Grupo e das quais se podem destacar:
• Engenharia e Construção, que tem sido a base para o envolvimento nalgumas das mais importantes e relevantes obras de Engenharia em Portugal, com resultados de elevada qualidade, unanimemente reconhecidos pelos diferentes intervenientes do Sector Engenharia e Construção.
• Inovação, nas técnicas construtivas, nas soluções de engenharia e na abordagem ao mercado, possibilitando uma diferenciação importante num mercado altamente competitivo.
• Promoção Imobiliária, tendo por vector principal a criação de soluções estruturadas para o desenvolvimento de projectos imobiliários, com recurso a parcerias e modelos de financiamento diferenciados e inovadores.
• Montagem de Negócios, em diferentes áreas, aproveitando a experiência e capacidade adquiridas, no sentido de promover o crescimento e a diversificação das áreas de actuação.
1.1.3. Valores
Um conjunto de Valores abrangente orienta diariamente o posicionamento do Grupo e dos seus colaboradores, tanto internamente, como em todas as relações com clientes, fornecedores, parceiros, com o mercado e com a sociedade. São estes Valores que garantem a continuidade de um percurso de indiscutivel sucesso, possibilitando um crescimento consolidado e sustentado. Deste conjunto de Valores destacam-se três como os fundamentais:
• Promover a Qualidade e o Profissionalismo e a Ética em todas as áreas de actuação
• Actuar como Parceiro
• Criar Valor para os Accionistas, Colaboradores, Clientes e Parceiros
1.1.4. História
Um Percurso com mais de 50 Anos
Destes mais de 50 anos de presença no mercado Português e de participação nalgumas daquelas que foram as obras relevantes e marcantes, no desenvolvimento do país, aqui ficam os marcos mais importantes deste período e que caracterizam a história do Grupo Hagen:
• 1950 - A Fundação
Fundação da Sociedade de Construções H. Hagen pela empresa Alemã Henrich Hagen tendo como área de actuação principal a construção civil.
• 1964 - A primeira fase do crescimento
A empresa é adquirida por um grupo de técnicos portugueses. É nesta fase que se desenvolvem trabalhos de construção civil em inúmeros edifícios, com especial incidência na cidade de Lisboa, bem como, na construção de diversas Pontes e viadutos em todo o País. Foi durante os anos finais da década de sessenta, que se realizaram obras como a ponte sobre o Rio Mondego, em Carregal do Sal e as pontes sobre o Rio Mira e Ribeira do Guilherme, em Ourique.
• 1971 - Expansão
Dá-se início a uma expansão efectiva da empresa para diversos pontos do país e regiões autónomas. São abertas as delegações em Coimbra, Faro e na Ilha Terceira, na Região autónoma dos Açores Cada uma destas delegações dava apoio às obras que se desenvolviam na região, possuindo estaleiro próprio, numa primeira abordagem a uma estratégia de descentralização da empresa.
São dos primeiros anos da década de setenta as obras de construção de diversas centrais térmicas para a CPE (Companhia Portuguesa de Electricidade) – Tunes, Alto Mira e Barreiro, Hospitais, bem como edifícios Públicos para os CTT e instituições bancárias em diversos pontos do país
• 1973 - Cofragens deslizantes
A Hagen foi uma das primeiras empresas a introduzir em Portugal a aplicação das Cofragens deslizantes para construção de obras especiais e que foi aplicada num significativo número de obras de chaminés para centrais termoeléctricas, silos, torres e reservatórios de água, fustes de pilares em Pontes, bem como em túneis de barragens de betão.
• 1982 - Central Termoeléctrica de Sines
Início da construção da Central Termoeléctrica de Sines, bem como de diversas obras realizadas para a US Navy no âmbito da expansão da base das Lages, na Ilha Terceira.
• 1985 - Torre do Tombo
Início da Construção da Torre do Tombo em Lisboa.

• 1987-1989 - Sociedade Anónima
Prosseguindo uma estratégia de diversificação e crescimento, em 1987 transformou-se em Sociedade Anónima.
• 1989 – Entrada da Campenon Benard na Estrutura Accionista
A Empresa Francesa Campenon Benard, uma das maiores empresas de Obras Públicas e Construção Civil em França e integrante do Grupo de empresas SGE/ General des Eaux, adquire uma participação de 46% da Soc. de Construções H. Hagen S.A., conferindo-lhe importantes competências e capacidades adicionais que resultavam da integração num grande grupo internacional e muito diversificado.
• 1990 - CCB Lisboa
Em Fevereiro dão-se início às obras do Centro Cultural de Belém em Lisboa, onde a Hagen assumiu a liderança do consórcio construtor, de uma das obras mais emblemáticas e marcantes da primeira década dos anos noventa em Lisboa, sendo, ainda hoje, uma referência, tanto ao nível arquitectónico, como de espaço cultural em Portugal.
Em Dezembro a Campenon Bernard consolida a sua posição na empresa assumindo a totalidade do seu capital.
• Dez. 1990 - Reforço da Participação da Campenon Bernard
No final de 1990 a Campenon Bernard consolida a sua posição na empresa assumindo a totalidade do seu capital.
• 1991 – Internacionalização – Primeiras abordagens
Foi durante o ano de 1991 que se procederam aos primeiros processos no sentido da internacionalização da actividade da empresa com a constituição da Hemoáfrica, conjuntamente, com outras empresas de construção, com o objectivo de detectar oportunidades e promover a construção no mercado Angolano.
• 1995 – Inicio da Construção Ponte Vasco da Gama
Continuou o processo de expansão para os mercados internacionais com a concretização de um empreendimento habitacional em Munique.
Inicio dos trabalhos de construção da Nova Travessia sobre o Tejo em Lisboa – Ponte Vasco da Gama – onde a Hagen integrou o consórcio escolhido para a sua concepção, financiamento, construção e operação por um período de 30 anos, primeiro grande projecto de infra-estruturas de transporte montado em regime de “Project Finance” em Portugal.
Início dos trabalhos de construção de diversas infra-estruturas para a Exposição Mundial de Lisboa – Expo 98 – de onde se destaca a intervenção realizada com a construção do Pavilhão de Portugal da autoria do Arquitecto Siza Vieira.
• 2000 – Alteração Organizacional e da Estrutura Accionista
Após se ter separado do Grupo General des Eaux, a SGE altera a sua denominação para Grupo Vinci e procede à fusão com a GTM, uma das empresas de referência da Construção em França. Com esta reorganização o Grupo Vinci, que por força destes processos de fusão integrava a participação na Hagen, alterou a sua estratégia para alguns países europeus, sendo o mercado português considerado como não prioritário, do ponto de vista da construção, mantendo-se a aposta estratégica nas concessões.
A alteração da estratégia por parte do Grupo Vinci, criou as condições para que se estruturasse e concretizasse, um MBO por parte da estrutura de Administração Portuguesa da empresa e liderada pelo seu Presidente, que estava em funções desde 1990.
Com esta alteração da estrutura accionista a empresa passou a ser detida 100% por capital Português, tendo-se criado as condições para a sua consolidação como empresa de construção e crescimento para diferentes áreas de intervenção.
• 2000 - 2005 - A Criação do Grupo e a Diversificação dos Negócios
Sendo hoje de capital totalmente português, a empresa tem-se consolidado nestes últimos 5 anos com intervenção em obras importantes ao nível da construção civil e das obras públicas.
Em 2000 dá-se o início da participação nas concessões rodoviárias em Portugal integrando o consórcio escolhido para o desenvolvimento em regime de DBFO ( Design, Built, Finance and Operate ), da AENOR – Auto-Estrada do Norte, em regime de Portagem real e das SCUT (Portagem Virtual) do Grande Porto, Costa de Prata e Beira Litoral e Alta, num total de cerca de 500 km.
É neste período que se procede à reorganização da empresa adaptando-a à evolução do mercado e criando empresas diferenciadas para cada uma das relevantes áreas de actividade.
No âmbito do desenvolvimento da área imobiliária, tem sido concretizada uma intervenção muito importante ao nível da Habitação Social e Habitação a Custos controlados, com o estabelecimento de um conjunto de parcerias com diversas Câmaras Municipais e com o Instituto Nacional de Habitação.
Em Fevereiro de 2004 e depois de um exaustivo trabalho de organização interno, foi atribuída à Sociedade de Construções H. Hagen S.A. a certificação de qualidade ISO 9001 para todos os trabalhos de construção.
Este período foi, igualmente, caracterizado por um crescimento muito significativo da actividade e dos resultados e que traduz a aposta numa estratégia de consolidação das principais áreas de actividade, crescimento sustentado e diferenciação pela qualidade.
1.1.5. Principais Obras realizadas
Ao longo dos mais de 50 anos de história e de intervenção no mercado da construção em Portugal, o Grupo Hagen esteve envolvido num conjunto muito diversificado de obras, nos mais diversos sectores: das Pontes e Viadutos, aos edifícios industrias, às centrais Térmicas, grandes silos e chaminés, reabilitação de edifícios de elevado interesse histórico ou edifícios de habitação. Sendo obras de pequena ou grande dimensão, cada uma das intervenções teve sempre subjacente aquelas que têm sido os princípios fundamentais que norteiam o grupo – Rigor e Qualidade.
Das realizações do Grupo Hagen, destacam-se, pela sua complexidade, exigência e dimensão, algumas obras, que contribuíram muito significativamente para o consolidar das competências e que são, igualmente, e em diferentes áreas, uma referência em Portugal.
OBRAS ESPECIAIS
• Central termoeléctrica de Sines
• Central Termoeléctrica do Pego
• ETAR de Frielas
• MARL – Mercado Abastecedor da Região de Lisboa
• Estádio Municipal de Aveiro
OBRAS DE ARTE
• Ponte Vasco da Gama
• Viadutos do Nó de Sacavém – Acessos à Ponte Vasco da Gama
• Tunel do Metro da Falagueira
• Viaduto do Barranco da Vinha
• Viaduto das Ínsuas
• Ponte sobre o Rio Côa
EDIFÍCIOS
• Centro Cultural de Belém
• Pavilhão de Portugal – Expo 98
• Edificio Amoreiras Plaza
• Edificio EDP da Av. Columbano Bordalo Pinheiro em Lisboa
OBRAS DE REABILITAÇÃO
• Reabilitação da Pousada de Queluz – Edifício da Torre do Relógio
• Reformulação do Edificio da EDP no Marquês de Pombal em Lisboa

OBRAS DE REQUALIFICAÇÃO URBANA
• Requalificação do Casal Ventoso
• Requalificação da Ameixoeira
1.1.6. Contactos do Grupo Hagen
Sede:
Avenida Barbosa du Bocage, nº 113
1050-031 Lisboa
Tel: +351 21 7810500
Fax: +351 21 0505
correio@hagen.pt
Delegação Norte:
Rua dos Transitários, nº 182 -Entrada 4 - 2º- Sala B.V.
4455-565 Perafita
Tel: +351 22 9997350
Fax: +351 22 9960797
Estaleiro Central:
Estrada de S. Marcos - Alto da Bela Vista
2735-565 Agualva Cacém
Tel: +351 214262704
Fax: +351 21 4262269
1.2. Áreas de Negócio
O Grupo Hagen tem hoje quatro áreas principais de negócio e que, com excepção, nesta fase, da área de Novos Negócios, constituem empresas autónomas. Assim, e para além da Engenharia e Construção, core business do Grupo e que está centralizada na Sociedade de Construções H. Hagen, existem um conjunto de Concessões em que o Grupo participa e que, nesta fase, se concentram na área rodoviária em Portugal, uma área Imobiliária que agrega as intervenções nesta área que o Grupo tem realizado, tanto como promoção própria como através de parcerias, em especial nas áreas de habitação social e habitação a custos controlados. Mais recentemente, tem sido dinamizada uma área de Novos Negócios, como polo de desenvolvimento de um conjunto de negócios em diferentes áreas e com o objectivo de concretizar uma estratégia de diversificação do Grupo.
O grande valor acrescentado do Grupo resulta da capacidade de gerar e promover as sinergias existentes entre estas diversas áreas, assegurando realizações cada vez mais complexas e indo ao encontro das necessidades de um número cada vez mais alargado de clientes e parceiros, que procuram modelos inovadores para o desenvolvimento e implementação dos seus projectos.
1.2.1. Engenharia e Construção
A área de Engenharia e Construção do Grupo está integrada na Sociedade de Construções H. Hagen, SA, empresa que deriva directamente da empresa original.
Aqui se concentram todas as competências e valências ao nível da engenharia e construção, com duas áreas distintas de actuação: Obras públicas e Construção Civil e cuja sede se situa em Lisboa. De forma a acompanhar com maior proximidade os clientes e a poder responder de uma forma eficaz às especificidades do mercado, existe uma delegação Norte que, em articulação com a estrutura central, acompanha e desenvolve as obras da zona Norte do País.
A área de engenharia do Grupo é constituída por técnicos de enorme experiência que têm acompanhado as grandes obras de engenharia e que têm, em conjunto com a área da produção, conseguido desenvolver soluções de engenharia e construtivas inovadoras, numa tentativa constante de alcançar a diferenciação e a qualidade de cada obra e de cada empreendimento. Num mercado fortemente competitivo, o rigor a qualidade e a diferenciação de métodos e processos têm sido uma parte importante da Chave para o sucesso do Grupo.
1.2.2. Principais Obras em Curso
Para o sector das Obras Públicas as principais obras em curso centram-se naquela que é uma das principais áreas de intervenção do Grupo e cuja competências, tecnologia e processos se têm vido a consolidar ao longo dos anos – Construção de Pontes e Viadutos
Construção Civil
Obras de construção civil a realizar para diversos clientes em diferentes zonas do país e de onde se podem destacar as seguintes obras:
• Hospital da Boavista no Porto
• Edíficio Porto Magnum
• Edíficio Damião de Góis
• Tratolixo - Tratamento de Resíduos Sólidos, SA
• Transtejo - Remodelação da Estação Fluvial da Trafaria
• Hotel de Santa Marta - Lisboa
Obras a realizar para a Hagen Imobiliária e que resultam do projectos de habitação social ou promoções próprias cujo desenvolvimento e montagem financeira foi realizada pela empresa Imobiliária do Grupo e de onde se evidenciam as sinergias existentes entre as principais áreas do Grupo Hagen.
Deste grupo de obras podem destacar-se as seguintes:
• CDH do Bairro da Boa Esperança em Beja
• Empreendimento Habitacional da Urbanização da Arroja em Odivelas
• Condomínio de São Bernardo em Lisboa
• Empreendimento Habitacional da Matioa - Figueira da Foz
• Empreendimento de moradias no concelho de Portimão
Apresentação
A par de um crescimento sustentado do Grupo e da sua capacidade de realização, tem-se consolidado a sua estrutura financeira, suportada por um crescimento significativo dos resultados e de uma estratégia rigorosa de investimentos. O Grupo Hagen revela, assim, resultados muito acima da média verificada para o sector, um crescimento sustentado ao longo dos últimos 5 anos e uma cada vez maior optimização dos seus recursos.
O crescimento dos resultados permitem suportar uma estratégia de investimento, a médio-prazo, em sectores como as Concessões, o Imobiliário e desenvolver um conjunto de oportunidades, em outros sectores, numa perspectiva de crescimento e diversificação.
Esta aposta em áreas diferenciadas da Construção, permite potenciar um conjunto de sinergias resultantes da consolidação de um conjunto alargado de competências internas, bem como antever que, no médio-prazo, o peso relativo dos negócios não construção no Grupo, venham a ter uma relevância cada vez maior, no volume de negócios total do Grupo.
Os resultados Económicos e Financeiros revelam um Grupo muito sólido, que aposta no crescimento sustentado, valorizando as suas competências complementando-as através de uma politica de parcerias estratégicas, com um objectivo de criação permanente de Valor.
Recursos Humanos e Qualidade
Os Recursos Humanos são, para qualquer empresa, o seu recurso mais importante e mais estratégico. Para o Grupo Hagen este princípio é ainda mais importante, dada a competitividade do mercado em que se insere e a necessidade de diferenciação para alcançar uma efectiva criação de Valor.
É por isso, que o recrutamento, acompanhamento e a formação são momentos fundamentais para garantir a escolha de recursos de elevado valor, fazê-los crescer no Grupo, procurando o melhor enquadramento para o seu perfil e garantindo a sua formação e actualização permanente.
Recursos Humanos no Grupo Hagen
É para o concretizar dos sonhos dos nossos clientes que trabalhamos. Nestes mais de 50 anos de actividade aprendemos a partilhar as conquistas de alguém que adquire o seu próprio espaço ou a alegria dos habitantes de povoações, outrora separados, que devido à acção do Grupo Hagen se tornam próximos.
Desenvolvemos e damos vida a um conjunto de metodologias que permitem manter os nossos Recursos Humanos actualizados em termos de competências técnicas, comportamentais e de negócio.
Avaliação de Desempenho
Visando o constante reforço da motivação, estabilidade e envolvimento dos seus colaboradores na prossecução de um objectivo comum, o Grupo Hagen desenvolveu instrumentos de avaliação de desempenho que possibilitam a compreensão, clara para cada colaborador, do que a empresa espera dele, da avaliação do seu desempenho, da sua perspectiva de carreira e a definição de um plano de acções conjunto, visando a melhoria do seu desempenho e o seu crescimento profissional.
É este activo Humano que o Grupo tem preservado, uma vez que é com ele que este percurso de mais de 50 anos de história se percorreu com indiscutível sucesso e será, talvez, cada vez mais, atendendo a um mercado cada vez mais complexo e competitivo, o suporte para um futuro de crescimento e diversificação.
PROMOÇÃO IMOBILIÁRIA
Hagen Imobiliária promove empreendimento em Setúbal
A Hagen Imobiliária adquiriu ao INH, um lote de terreno em Setúbal, no âmbito de um contrato de desenvolvimento para habitação, destinado à construção de edifícios de habitação a custos controlados e áreas complementares de habitação.
O empreendimento está, neste momento, na fase de desenvolvimento dos projectos, compreende a construção de 33 fogos, 2 espaços para comércio e estacionamentos.

E assim terminou mais uma edição do nosso Jornal Fonte do Lavra (hoje especialmente dedicado ao Grupo Hagen) – Sempre a proporcionar experiências unicas aos nossos visitantes.