Mostrando postagens com marcador legalidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador legalidade. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nós por cá

O tempo passa, mas as mentalidades não evoluem. Revoltámos-nos contra a sujidade constante (e perigosa) numa via bem movimentada, durante o aterro do 'Outro Muro'. Por cá, ainda, andam novamente os mesmos senhores, usando e abusando de práticas pouco recomendáveis.

Recordam-se a seguir, algumas das fotografias inseridas num artigo com um titulo bem sugestivo - Badalhoquices q.b. - publicado em 19-01-2009.

Vão agora ficar certamente à espera, que os seus amigos de sempre, venham limpar esta sujidade, como por exemplo o fizeram anteriormente, após um triste espectáculo.

Esta ultima imagem foi publicada no artigo sobre as boas práticas destes senhores, também este com um título sugestivo - Fato domingueiro - publicado em 29-01-2008.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Poupadinhos

Em tempo de crise temos de ser poupadinhos. Deve ser essa a justificação para dando uma no cravo e outra na ferradura, vermos o carregamento das placas e pilares do outro muro, a ser feito dentro de todas as normas e civismo, a partir da Avenida Belo Horizonte, com uma das faixas cortadas ao trânsito e autoridade policial no local. Uma prática bonita e recomendável para não perturbar a envolvente residencial deste novo mamarracho de Setúbal com vista para o rio Sado.

Contudo, isto trás encargos adicionais, mas como a relação com a vizinhança é excelente, também os vemos com todo este aparato nos acessos a um conjunto de garagens nas imediações. O barulho associado é enorme, mas os moradores compreendem que estamos no fim do mês e o dinheiro começa a escassear por todo o lado. Somente o dono de duas das garagens é que não gostou da brincadeira e já pediu por via judicial uma indemnização por prejuízos inerentes às dificuldades de acesso às mesmas.

No entanto, o coração da maioria dos moradores é grande, e estão sensibilizados para as dificuldades que os responsáveis da obra estão a viver, (frequentemente os seus trabalhadores se lamentam nos cafés das redondezas, que estão com os ordenados em atraso TRÊS a CINCO meses) mesmo que para isso tenham de sair de casa durante o dia e só possam abrir as janelas ao domingo, já que o sábado também passou a ser um dia normal de trabalho.
Já no “Muro” da Vergonha que também passou por uma tremenda crise financeira, assisti a uma ‘espera’ dos trabalhadores da obra no Verão passado, que se prolongou noite dentro, em que os muitos trabalhadores se aglomeraram junto à entrada principal da obra, esperando e desesperando, pela chegada do dinheirinho, proveniente do seu suor.
Em tempo de vacas magras, temos de ser uns para os outros.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Badalhoquices q.b.

A maioria dos automobilistas que circularam durante a tarde de hoje, no sentido ascendente da Av. D.Manuel I em Setúbal, depararam-se sem qualquer aviso prévio, a circular num mar de lama, que os obrigavam a parar para ver o que se passava ou a reduzir bastante a velocidade na aproximação deste mar de lama.
Já não estamos a falar na Rua Paulo da Gama (1) (2) (3) (4) e arredores (1) (2) nos primeiros meses de 2008, nem nos meses finais de 2008 na Rua Bartolomeu Dias (1) e arredores, em que este mar de lama somente perturbava a qualidade de vida dos moradores e alguns visitantes.
Estamos sim, a falar de uma Avenida que faz parte das vias principais na entrada/saída da cidade, onde circulam diariamente muitos milhares de automobilistas.

Num país civilizado teríamos um mecanismo de lavagem de rodados ou de efeito equivalente, e mesmo numa República das Bananas, talvez tivessem fechado uma das faixas de rodagem (a avenida possui no local duas faixas de rodagem em cada sentido, separadas por linha contínua) e sinalização apropriada com ou sem autoridade policial presente. Mas isso dá chatices, trabalho e custa dinheiro e como o 'crime' continua a compensar, lá continuamos nós a ter de aturar estes senhores, sabe-se lá até quando!

Infelizmente as badalhoquices continuam e, cá estamos a actualizar este artigo em 20-01-2009.

sábado, 17 de janeiro de 2009

Portugal, país de brandos costumes

Nesta soalheira tarde de Inverno, convidativa para uma passeio ao ar livre, depois de uma série de fins de semana frios e/ou chuvosos, nada fazia prever que houvesse quem a troco de mais uns euros no orçamento, se prontificasse a trabalhar ao fim-de-semana em obras de alguma envergadura. Mas essas pessoas existem e por aqui andam a desassossegar os moradores em obras de aterro.

Perdem assim os moradores das proximidades a oportunidade de ter as janelas abertas para entrar um pouco de sol, para não terem de estar a ouvir o permanente barulho da rectroescavadora em operação. A fiscalização da nossa querida Câmara Municipal de Setúbal não trabalha ao fim-de-semana e portanto está tudo bem. Nem é preciso colocar uma rede de protecção sobre no topo do camião já que as hipóteses de ser caçado pelas autoridades policiais é muito reduzida (apesar de haver uma esquadra a poucas centenas de metros de toda esta vergonha) e ia certamente reduzir o ritmo de trabalho.
Mas esta construtora já nos habituou a aparecer com alguma regularidade em trabalhos pesados ao sábado e portanto até aqui não era assim uma surpresa de maior.
Surpresa foi quando descobri para onde estava a ser levado todo este aterro: a Casa da Camila. Isso sim foi uma surpresa e tanto.

Depois de durante várias semanas a levar o aterro para bem longe, resolveram regressar ao local do 'crime' e colocar mais terra numa zona habitacional, que já foi objecto de noticia num jornal local e debate em pelo menos uma sessão pública da nossa querida Câmara Municipal de Setúbal.
Numa acesa discussão entre moradores, num dos cafés locais das redondezas desta obra, um dos trabalhadores da obra fez o seguinte comentário: "Vocês acham que se a Câmara Municipal não autorizasse o despejo da terra naquele local, alguma vez a Policia nos deixava lá descarregar..." quando se comentava a noticia saída no Jornal "O Setubalense" em que responsáveis da autarquia reagiam com alguma surpresa às perguntas do jornalista.
Portugal, continua a ser (infelizmente) um país de brandos costumes, em que vale praticamente fazer tudo, a coberto de amizades e jogos de influência, isto para não utilizar uma palavra mais forte.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Procure as diferenças (Parte IV)

Nesta nova edição do jogo pretende-se que o visitante procure descobrir as diferenças na actuação da Sociedade de Construções H.Hagen que anda por estas paragens à cerca de um ano.
Na coluna da esquerda, temos quatro fotografias tiradas durante o dia de ontem, com as operações de aterro no 'Outro muro'.
Na coluna da direita temos quatro fotografias tiradas durante o mês de Janeiro de 2008, com as operações de aterro no 'Muro' da Vergonha.

Como infelizmente as fotografias existentes são muitas e porque pode haver quem julgue que é um aproveitamento maldoso de quem aparentemente não faz mais nada senão andar atrás destes senhores, ficam aqui mais duas fotografias de Janeiro de 2008.

Leitura auxiliar recomendada:

Procure as diferenças (Parte III)

Num fim de semana prolongado, sempre sobra mais tempo tempo livre para jogos.
Como hoje apesar de ser sábado e não andarem por cá a trabalhar (se calhar só pagaram as licenças até Novembro ou então foram caçados com a boca na botija e pelo que sei os fiscais da nossa querida Câmara Municipal de Setúbal não costumam facilitar!), até os trabalhadores de folga 'forçada' podem participar nesta terceira edição do nosso jogo 'Procure as diferenças'...
À primeira vista as duas imagens abaixo são iguais. Contudo uma análise mais atenta verifica que só um dos camiões cumpre as regras de transporte de aterro. Cabe-lhe a si descobrir qual.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira

O ‘Ensaio sobre a Cegueira’ aborda a emergência de uma inédita praga, de uma repentina cegueira que se abateu sobre a Cidade de Setúbal, explicável e talvez curável. Tal "cegueira vermelha" — assim chamada porque as pessoas infectadas tem no vermelho a sua cor favorita — manifestou-se primeiramente num homem sentado a uma secretária e, lentamente, espalhou-se por toda a autarquia. Aos poucos, todos acabaram cegos e reduzidos, pela obscuridade, a meros seres lutando por passarem despercebidos. À medida que os afectados pela epidemia são colocados num pedestal, em condições de melhorem a sua vidinha, os serviços camarários começam a falhar. Os moradores desta zona, apesar de lhes estarem sempre a deitar poeira para os olhos, com explicações que não convencem ninguém (por soarem a falsas), também já estão a ficar cegos, mas de raiva.
O ‘Ensaio sobre a Cegueira’ mostra o desmoronar completo de uma vivência tranquila dos moradores desta zona do bairro que, por causa da cegueira, perdem tudo aquilo que consideravam como civilização e, mostra a profunda consternação dos que são obrigados a conviver com uns senhores que alem de serem arrogantes, são malcriados, respondendo com palavrões aos moradores mais idosos (que são em grande número neste local) que aqui moram há várias décadas, quando estes os interpelam sobre pequenos factos do dia-a-dia.

Tudo começou a 22 de Agosto de 2005, quando a Sociedade de Construções H.Hagen viu finalmente publicado no Diário da República, um concurso público que lhe iria dar a hipótese de cobrar um investimento feito em tempos idos, quando esta autarquia tinha a cor do actual governo. Com a mudança da cor do ‘sistema’ era possível o lançamento destes concursos públicos feitos ‘por medida’. Este concurso público foi ganho sem surpresas pela Sociedade de Construções H.Hagen, e daqui nasceu o ‘Muro’ da Vergonha que já foi sobejamente falado ao longo dos últimos meses neste blog.

Mas, infelizmente, esta era a primeira de muitas vezes que ainda vamos ouvir falar destes senhores por estas bandas, e seguramente, não pelos melhores motivos.
Em Junho de 2006 era lançado um novo concurso público feito também ‘à medida’, para continuarem a murar este bairro, lembrando os tempos das conquistas em que se muravam as cidades para as melhor defenderem dos invasores. A situação inverteu-se, e os invasores agora são os moradores, que viviam pacatamente num local onde imperava o verde, soalheiro, com privacidade e uma linda vista sobre o Estuário do Sado e o mar.

Deste concurso público está a nascer a passos largos, um ‘Outro Muro’, onde a cegueira atacou logo no início...
As loiras tem fama de ser distraídas, mas aqui simularam uma ‘distracção’, e sabiam de antemão que tal iria passar na avaliação que o projecto teria por parte dos serviços camarários, que se não são cegos, são certamente muito distraídos.
Já não tinham visto, na altura que avaliaram o estaleiro de obra do ‘Muro’ da Vergonha que o mesmo tinha o parque do ferro, no que eram os acessos a uma garagem e que só a intervenção policial impediu que esses senhores deixassem a garagem só com acesso para bicicletas e pouco mais.

Não viram agora que o concurso público não incluía um pedaço de terreno privado, que foi engolido para poder aqui construir uma escadaria prevista no projecto, libertando espaço para construírem mais uns metros de betão, vindo mais tarde dizer que os moradores até lhes tem de ficar agradecidos por terem uma escadaria onde dantes tinham uma rampa.

Esquecem-se que essa rampa ainda pertence ao prédio contíguo à obra, não sendo portanto a Câmara Municipal de Setúbal a dispor do seu destino.
De nada valeram os contactos dos moradores com responsáveis da Câmara, que deixaram a Sociedade de Construções H.Hagen apropriar-se desta rampa, que quase de certeza estava incluída no desenho do estaleiro da obra, entregue juntamente com o projecto e que a Câmara Municipal de Setúbal achou por bem aprovar esse mesmo estaleiro de obra.
Agora, se os moradores deixarem cair algo das muitas janelas que ficam por cima desta rampa, ou se quiserem fazer manutenção a um aparelho de ar condicionado existente, tem de pedir POR FAVOR, autorização a estes senhores para os deixarem entrar no recinto da obra e, deixarem-nos assim, ter acesso ao que lhes pertence...


Faltará saber se o funcionário da obra está disponível, ou não está mal disposto e é malcriado mandando o morador para o car*** como infelizmente já aconteceu. Quanto às autoridades policiais, que julgamos não serem cegas nem distraídas, era bom que fizessem algumas visitas regulares a partir das 7 da manhã e poderão ver já a essa hora uma fila de camiões (o record está em 7!!!) à espera de entrar no recinto da obra, fazendo barulho em plena zona residencial, onde a maioria dos moradores ainda dormiria se os deixassem, e complicando a vida a quem pretende tirar o carro do estacionamento, para mais um dia de trabalho. No meu entender, os camionistas não podem fazer de um arruamento numa zona residencial, um parque de estacionamento, mas cabe às autoridades policiais a ultima palavra.
Se esta cegueira não for corrigida pelos meios próprios, lá chegará a hora de ajustar contas aquando das eleições autárquicas...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Procure as diferenças

Depois do sucesso estrondoso do nosso anterior jogo, lançamos hoje um novo - Procure as diferenças - que se tiver uma boa aceitação entre os visitantes, irá ter edições regulares neste blog.
A proposta de hoje é procurar a diferença entre duas fotografias tiradas no mesmo local com uma diferença de aproximadamente 30 horas.
A fotografia da esquerda foi tirada às 07:50 de um sábado outonal (alguns minutos antes de começar mais um dia infernal para os moradores das redondezas).
A fotografia da direita foi tirada às 13:15 do dia seguinte (um domingo calmo e tranquilo, sem nuvens de pó pelo ar, nem trabalhadores que desconhecendo a existência de um berbequim - ferramenta moderna e de uso corrente, até em ambiente domestico - teimavam em furar a chapa da vedação à marretada com um objecto pontiagudo, dando cabo dos ouvidos de quem estava nas proximidades!!!).

A lista das diferenças encontradas deverá ser enviada para quem julguem ter o dever de fiscalizar se as empresas de construção civil trabalham ao sábado, não tendo pago as taxas municipais para o efeito (se é que alguma vez será autorizado a movimentação de terras em zona residencial a um SÁBADO).
A quem conseguir descobrir mais diferenças, a funcionária da Câmara Municipal de Setúbal que jurou a pés juntos que não tinha sido dada autorização para que houvesse trabalhos ao SÁBADO, oferece um fim-de-semana no Troia Resort, pois ficará mais fácil para ela elaborar um processo de contra-ordenação.
Como o prémio é aliciante e esta é a nossa primeira edição do jogo, deixamos em seguida 4 exemplos para testarem as vossa capacidades, nos quais vai aumentando gradualmente o grau de dificuldade.

Treino 1Treino 2

Treino 3Treino 4

BOA SORTE!!!

domingo, 2 de novembro de 2008

Amigos & compadres

A situação não é nova e os actores são sempre os mesmos.
Durante os primeiros meses do ano procederam ao depósito de inertes no local onde está agora a decorrer este aterro. Aparentemente ninguém ligou e as queixas dos moradores que se sentiram incomodados não teve eco na Câmara Municipal de Setúbal, chegando uma funcionária a alegar falta de transporte para não ir verificar a situação no local, isto depois de insistentes contactos. O morador ofereceu viatura própria para a deslocação, o que foi recusado pela funcionária, que ao que se sabe nunca lá pôs os pés.
Sempre questionei a legalidade desses actos e escrevi alguns artigos com montagens, comparado o depósito de inertes a um deserto que se enquadrava bem com as palavras sábias do nosso querido Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações Mário Lino. Destas montagens saiu a nossa personagem “Camelo Ferrari”.
Desta vez calhou aos moradores da Bela Vista junto ao LIDL sofrer um atentado contra a sua qualidade de vida, pois a ganância e a expectativa de um lucro fácil continuam a turvar a mente e o olhar dos poderosos, que na comodidade dos seus gabinetes, se esquecem que existem CIDADÃOS, moradores em zonas residenciais com direito a uma vida condigna.

Link para a noticia no jornal "O Setubalense"
Para não sermos acusados de discriminação, criamos uma nova personagem – a “Camela Camila” – que passará a ser a residente habitual deste novo deserto artificial, que passou também a ser defendido pelo primeiro (e penso que único) blog defensor dos desertos, assumidos como um ecossistema necessário à civilização tal como a conhecemos.
A existência de uma autorização do dono do terreno é certamente uma grande mentira, podendo agora numa de “amigos & compadres” forjarem uma, para tapar o sol com a peneira. Se o documento de prova existisse, não tinha havido necessidade de interromper drasticamente todas as operações de escavações no local da nova construção que se encontravam a decorrer num ritmo anormalmente acelerado.
Compreende-se, que a nível logístico é totalmente diferente quer em ritmo quer em custos o despejo de inertes ali ao dobrar da esquina ou em zonas próprias a vários quilómetros de distância. Um bom projecto devia contemplar estes aspectos aquando do planeamento mas estando neste clima de “amigos & compadres” até pode ser que passe, e ainda melhor quando se consegue mexer uns cordelinhos na Câmara.
Agora que a bronca rebentou, vamos ver se há algum processo de contra ordenação por parte da autarquia e se a sua existência é tornada pública ou se vai como por milagre, aparecer o tal documento.
Neste país continua tudo na mesma, bem ilustrado numa imagem que recebi recentemente por correio electrónico, desconhecendo o seu autor e à quanto tempo circula na internet.

domingo, 26 de outubro de 2008

Agenda cultural - Lavra 2009

Depois do estrondoso êxito que foi o 1º Festival Internacional de Esculturas em Terra - LAVRA 2008, a organização do evento vai organizar a 2ª edição já em Janeiro de 2009.
Como ainda falta algum tempo, espera-se que seja possível organizar um festival que entre agora directamente para o roteiro dos Festivais de Portugal, decorrendo os trabalhos de preparação a um bom ritmo.

Como no terreno que se encontrava disponível anteriormente está agora a ser palco de um intervenção, para a construção de habitações a custos controlados (algumas más línguas dizem contudo que são casas para os senhores do "papel") e no intuito também de dar uma imagem positiva dos nosso bairros sociais mais problemáticos, a edição do próximo ano vai ter lugar em pleno Bairro da Bela Vista.

A alegria desta gente que sempre se sentiu marginalizada pela sociedade em geral é tanta, que já começaram a pintar as fachadas das suas casas e está proibida a graffitagem das paredes em redor do recinto do Festival.
Os que têm uma visão de futuro, já que a oferta hoteleira na zona é praticamente nula, estão a preparar as suas modestas casas para alugar quartos quer aos milhares de visitantes esperados, quer ao elevado numero de artistas que devem comparecer neste Festival.
Os professores da Escola Secundária da Bela Vista que faz fronteira com o recinto do Festival, vão pedir autorização para utilizar este novo parque municipal até ao final do ano lectivo, estando já estão a programar algumas actividades no âmbito da Área de Projecto e os professores de Educação Física poderão mesmo organizar provas de BMX, rapell ou outros desportos radicais tão do agrado da malta jovem.
A edição terá novamente como tema o Urbanismo e tem importantes patrocinadores ligados à construção civil e obras públicas, autarquias e ao que consta também um Instituto Público com interesses neste local. Como felizmente as vendas do nosso livro continua a ser um sucesso, iremos contribuir com uma verba de 5000 euros.
Toda receita gerada pelo Festival vai ser encaminhada para apoio social à população residente neste bairro social, que gentilmente se prontificou a ajudar no que fosse necessário.
Assim, se o tempo o permitir, o 2º Festival Internacional de Esculturas em Terra (LAVRA 2009) abrirá ao público no dia 7 de Janeiro de 2009, mostrando cem mil toneladas de terra, onde se espera dos concorrentes esculturas de outros exemplos do bom urbanismo desta cidade (obviamente diferentes da edição do ano passado). Pela sua dimensão e com o triplo da quantidade de terra utilizada na 1ª edição do Festuival, irá bater o recorde obtido o ano passado (entrada directa no Guiness) da maior exposição de esculturas em terra construídas em todo o mundo.

O LAVRA 2009 poderá ser visitado todos os dias, entre as dez da manhã e a meia-noite até ao dia 11 de Janeiro. Durante o dia as esculturas podem ser admiradas em todo o seu detalhe e a noite traz outra atmosfera ao parque de esculturas, que é iluminado por um jogo de luzes concebido de acordo com o simbolismo do exemplo retractado.

Mais fotos do recinto do Festival

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Aniversario - Parte III

Continua a festa por estas bandas. Hoje celebramos mais um aniversário.

Faz hoje precisamente um ano que um grupo de moradores esperou pacientemente pela Sra. Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, porque obtivemos a informação que ela iria passar no principio da tarde neste local, e seria uma oportunidade única para a questionarmos sobre as continuas movimentações de pessoas que tiravam fotos e carregavam dossiers, isto para além da tentativa falhada de vedarem toda esta zona onde se encontra actualmente edificado um marco arquitectónico.
Quem espera, desespera e com o decorrer da tarde começou a debandada dos moradores, já que não havia meio da comitiva passar.
Como havia sessão ordinária na Câmara Municipal nesse próprio dia, reuniram-se as ‘tropas’ e lá fomos para os Paços do Concelho onde aguardamos pelo período destinado ao publico para colocarmos as nossa perguntas. Perante uma pergunta bastante simples, obtivemos uma resposta mais elaborada por uma Presidente que parecia muito bem disposta:

Esclareceu o Sr. J. dizendo que nesse dia tinham tido uma situação extremamente interessante em que um munícipe de uma forma muito participativa se disponibilizara à Câmara Municipal porque tinha feito um levantamento exaustivo da sinalização rodoviária que a Câmara Municipal tinha colocado no Município. Acrescentou que o munícipe tinha convidado a Sra. Presidente para ver os erros da sinalização rodoviária e, dessa forma tinha ido fazer o percurso com o Sr. Vereador Rui Higino e com ele, considerando que tinha sido extremamente interessante e deveria ser registado. Referiu que nessa viagem o munícipe tinha chamado a atenção para o que se estava a passar no terreno mencionado pelo Sr. J., e que não tinha conhecimento que iriam construir alguma coisa no local, considerando que tinha sido uma das irregularidades rodoviárias e quando desciam a avenida tinham de ir pelo terreno referido para que se conseguisse fazer inversão de marcha. Considerou que era algo estranho, que pudessem vir a ser construídos lotes no local e que iria ficar com o contacto do Sr. J para posteriormente ser dada um resposta.

Extrato da Acta 21-2007 pagina 40
Eu, que muito raramente mudo de opinião e poucas vezes me engano na avaliação de quem me rodeia, acreditei naquele momento nas palavras da Sra. Presidente e aceitei que nesta enorme Cidade o nosso cantinho seria uma ‘gota no oceano’.
Com o passar do tempo e com toda a documentação que recolhi e nos contactos que mantive devido a este assunto, ponho hoje em causa o ‘desconhecimento’ da Sra.Presidente. Todo este projecto e o do lado oposto da avenida não podem ter passado ao lado dos responsáveis da autarquia. Envolve um instituto publico (IHRU), habitação social, PIS, entre outros.
Para os que acham que os aniversários nunca mais acabam, relembro que só estamos a ‘festejar’ os momentos que consideramos importantes na perspectiva dos moradores. O aniversário de hoje representa o momento em que pessoas de boa fé confiaram numa autarquia que devia gostar da sua Cidade e não deixar prosseguir a avaliação do projecto do “Muro” da Vergonha nos moldes em que foi apresentado para apreciação. Talvez assim evitasse que tal projecto sirva para ilustrar o nosso best-seller “Urbanismo para Totós” que não para de esgotar edições.
Não festejamos por exemplo ontem, aquilo que consideramos uma vergonha – a aprovação do projecto de arquitectura desta ‘aberração urbanística’, que veja-se só, teve de ser alterado, somente porque havia alguma falta de luz directa em zonas de apartamentos no Bloco 2.
Também não vamos festejar no próximo dia 10 a falta de vergonha que foi tentarem esconder até à aprovação do projecto, a sua própria existência. Segundo entendidos no assunto, a falta de colocação do aviso do pedido de licenciamento num local bem visível é motivo mais do que suficiente para a anulação do referido pedido. A lei estabelece um período curto que foi largamente ultrapassado nos 17 meses que aqui demorou. Falta saber quem fiscaliza e a quem interessa essa fiscalização.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A promoção do dia

A viabilidade das empresas passa pela redução de custos. Por isso estar atento a promoções/saldos de materiais de consumo ou equipamentos é uma actividade que não se deve descurar, a bem de uma gestão de recursos equilibrada, tendo como objectivo bons resultados anuais.
Quando a nossa construtora de eleição, sempre atenta a esses pequenos pormenores (que fazem toda a diferença), soube que uma empresa de aluguer de escavadoras compactas tinha promoções quase diárias, consultou os responsáveis no local da obra que lhe fizeram uma lista exaustiva do equipamento necessário para limpar o piso térreo.
A empresa em causa, de aluguer de máquinas e equipamentos para construção civil e obras públicas, com uma gama de equipamentos multimarca, moderna, diversificada e eficiente para alugar sem operador, oferece um nível superior de serviço, aluga ao dia, semana ou mês e faz promoções regulares.
A promoção de segunda-feira era uma escavadora usada de concha média (colher de sopa), a qual foi entregue cerca das 11:25.

A promoção de hoje era uma escavadora compacta Volvo modelo EC15 (colher de sobremesa), a qual por ser mais recente e estar em muito bom estado tinha muitos pretendentes. Nada que o factor "C" (também conhecido por cunha) não conseguisse resolver.
Assim, para fugir aos olhos indiscretos dos outros pretendentes, foi a escavadora retirada do armazém ainda de madrugada e entregue no local da obra escassos minutos depois das 7 da manhã.

Teria certamente passado despercebida a sua chegada ao nosso bairro, onde a maioria dos moradores ainda dormia profundamente, se o condutor do veiculo longo que a transportava, certamente por comodismo, não tivesse feito cerca de 200 metros em marcha-atrás e onde o apito de alerta de manobra do camião, serviu de toque de alvorada para os moradores da rua.
Já que o pessoal das redondezas estava acordado, não havia motivos para não servir a sopinha quente que entretanto estava preparada. Ainda não eram sete e meia, mas o pessoal estava com fome!
Assim, apesar de não de ver o prato, ouvia-se o bater da colher de sopa algures no piso -2 do Bloco 1 ou 2.