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sábado, 23 de agosto de 2008

Regresso de férias

A vida está difícil e tem de se fazer escolhas.
Entre um cruzeiro nas Caraíbas, ir ver os Jogos Olímpicos ao vivo a Pequim, um destino paradisíaco numa qualquer ilha do Pacifico ou comprar uma casa nova para fugir deste inferno, foi fácil a escolha.
Assim as minhas férias fora de casa foram como a da maioria dos portugueses: por perto num local onde se gastasse pouco dinheiro.

De regresso, pensei ainda desfrutar de um pouco de sossego até segunda-feira, para me preparar para mais uma semana em que o despertador toca invariavelmente escassos minutos depois das oito da manhã.
Apesar dos lamentos à mesa de um café nas redondezas, de alguns trabalhadores que não viam com bons olhos o facto de estarem impedidos de trabalhar ao sábado, só porque alguém podia tirar fotografias e depois ir fazer queixinhas, aproveitaram a ausência do "bufo" para vir para o local da obra a um sábado, retirar cofragens que é uma actividade quase silenciosa!
Podiam ao menos ter perguntado se ia estar cá este fim-de-semana, ou então como o tempo do estágio está acabar e ainda falta fazer muita coisa, está justificado porque em 34 semanas de obra é a segunda vez que tal acontece, e a vez anterior foi à tanto tempo, que já nem me lembro quando.
A pergunta seguinte é: fazer queixa a quem?

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

O pecado original

Decorria o ano de 1979 quando deu entrada na Câmara Municipal de Setúbal o projecto 48/79 do construtor Manuel Conceição Lopes referente ao que é hoje conhecido como o n.º17 da Avenida D.Manuel I. O projecto consistia na construção de um prédio em propriedade horizontal com uma cave e 4 pisos.
O construtor sondou a
Câmara Municipal de Setúbal na perspectiva de lhe permitir abrir varandas e uma porta de acesso a garagem para um terreno que não era sua propriedade. Tendo havido luz verde por parte de responsáveis camarários, já que o terreno em causa era baldio e não estava prevista mais nenhuma construção nas proximidades (onde será que eu já ouvi isto?), foi o projecto entregue em conformidade.

Tudo decorria normalmente, quando em Maio de 2006 apareceu no baldio uma maquina a fazer perfurações para retirar amostras do solo. Como por aqui não há petróleo nem gás natural (só
lençóis de água que ainda não é um bem escasso) só podia significar uma futura construção.

As suspeitas vieram confirmar-se no início do mês de Julho de 2007, com a primeira visualização por parte de moradores do
projecto 274/06.
Quando este projecto foi elaborado, partindo do princípio que não é uma adaptação a partir de um projecto retirado de um qualquer baú já cheio de teias de aranha, partia-se de um facto consumado que era ter de conviver com algo que já existia à quase três décadas - varandas e garagem – e que podia não ter sido construído dentro da legalidade, mas a que os serviços da Câmara Municipal de Setúbal deram cobertura.
Quando a 18 de Setembro de 2007 começaram a vedar o terreno onde decorre a construção, as instruções que a empresa de vedações tinha era simplesmente de vedar toda uma propriedade que se dizia da Hagen. Claro que isso não tinha condições para dar certo e só a intervenção da PSP local no dia seguinte, impediu esta investida de má fé por parte da Sociedade de Construções H.Hagen.
Quando mais tarde consultei o plano do estaleiro da obra, estava lá preto no branco a ocupação de todo o terreno em frente à garagem (estaleiro de ferro) deste prédio que faz fronteira com a nova construção. Os grandes engenheiros e arquitectos que desenvolveram este projecto ou não fizeram o trabalho de casa ou simplesmente acharam-se importantes demais para dar a mínima atenção ao que se passava no local.

Os serviços da
Câmara Municipal de Setúbal que aprovaram tal estaleiro cometeram a segunda ilegalidade no local: legitimaram a ocupação e vedação de um terreno necessário ao acesso de uma garagem por si licenciada.
Posteriormente aparece um documento (que eu copiei mas que agora não consigo encontrar - daí o atraso na publicação deste artigo que está quase pronto há varias semanas) em que é dito resumidamente que o estaleiro nesta zona terá de ser revisto por haver problemas no acesso a uma garagem.
No inicio da manhã do dia 19 de Setembro de 2007 houve uma reunião com técnicos da
Câmara Municipal de Setúbal e construtora, onde se debateu o assunto da garagem e para a qual deveria ter sido convidado o seu proprietário, já que essa reunião foi motivada exactamente por conversas no local entre moradores e o Engenheiro da construtora durante a manhã do dia 18/09/2007 no início dos trabalhos de vedação (colocação das portas de obra).

Regressaram em força em finais de Dezembro, para a coberto do licenciamento passado em 26 de Dezembro colocar novamente as estacas em frente à garagem deixando um espaço de manobra de 5.50m, manifestamente insuficientes para a entrada da viatura que normalmente a utilizava.

Foto retirada do artigo - CORREIO DE SETÚBAL - Providência cautelar contra prédios no viaduto

Olhando para trás com mais serenidade, a arrogância e a prepotência com que esta construtora chegou ao local, para vedar o seu terreno muito antes do projecto ser aprovado, sem nunca se ter preocupado em colocar no local a placa com a identificação da entrada do projecto para apreciação na Câmara Municipal de Setúbal (como a lei obriga) conduziu a um extremar de posições que vão conduzir a um desfecho que de momento é totalmente imprevisível.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

No poupar é que está o ganho!

Mais uma vez o fotografo não estava lá ...
Se não houve alterações de ultima hora, o Bloco 1 do "Galheteiro" está concluído. Fica assim com 5 pisos no total, sendo 2 caves (único local onde o nome cave tem significado), um piso onde coexistirão 3 lojas com um terraço adjacente e ainda 2 pisos com 4 apartamentos no total.
A penúltima e antepenúltima placa foi enchida a partir da rua que faz fronteira a poente com este belo exemplar.
Não seria noticia, não fora o aparato montado no local que simplesmente fechou a rua durante algumas horas da 1ª vez e menos de 2 horas da 2ª vez. Esta rua apesar de ter duas faixas, está desenhada para transito de ligeiros e é muito rara a passagem de outro tipo de veículos.
Não foi feito, segundo me informaram, qualquer aviso de restrições no transito e os veículos que a pretendiam utilizar naquela área, simplesmente ficavam baralhados. Não me referiram contudo nenhum incidente, para alem de um ou outro palavrão como desabafo.
Segundo me informei (e estou habituado a ver quer nesta cidade quer por esse país fora), quando um veículo precisa de ocupar a(s) faixa(s) de rodagem por motivo de carga/descarga ou por motivo de obras (que era o caso), faz um requerimento/informação às autoridades competentes com a data e hora. Estas, depois de avaliarem a situação, recomendam a sinalização apropriada para o local e deslocam, se tal se justificar, um agente da autoridade para ajudar a regular o transito na zona.
Isso dá trabalho e custa dinheiro. A crise manda poupar no essencial, mas não diz que isso é motivo para fugir aos compromissos, principalmente quando estes são geradoras de receitas a favor do Estado.
Desconhece-se se tal procedimento se aplica a ruas sem saída, como é o caso da Rua Paulo da Gama. Uma coisa é certa: nunca vimos por aqui nenhuma sinalização especial nem qualquer presença policial e por vária vezes foi a mesma utilizada como parque de veículos pesados, não no local supostamente desenhado para parque de ligeiros, mas precisamente no meio da rua...

No enchimento da ultima placa do bloco nascente, tudo se passou com uma normalidade assustadora. Até o carro da PSP esteve no local cerca das 09:00 do dia de ontem quando por lá passei, desconhecendo-se se a sua presença era para conferir documentação ou para gerir o tráfego, na zona temporariamente ocupada. Um dos nossos repórteres fotográficos já não detectou a sua presença, quando tirou a foto aqui apresentadas tiradas pelas 10:00.

domingo, 13 de julho de 2008

Alerta: roubaram as quintas-feiras!

Até à pouco mais de uma década era um grande devorador de obras literárias. Chegava a ler um livro com uma quantidade substancial de páginas numa só noite. De todos os que li (e foram algumas centenas) ficou-me na memória o livro "As Três Sereias" de Irving Wallace, que romanceia uma civilização algures no Pacifico num grupo de ilhas conhecidas pelo nome do livro. Não há por lá personagens do tipo "O Engenheiro" (salvo seja), o Manuel "Alcatrão", o "Cherne", o "Pargo Mulato" e tantas outras que por aí circulam.
Na banda desenhada que li (aí foram vários milhares), sempre me ficou na memória uma história da Disney, em que um mestre do crime (o Mancha Negra, o tal que assinava sempre o seu “trabalho” deixando um papel com uma mancha de tinta negra) simplesmente roubou todas as quintas-feiras. Valeu a perspicácia do grande detective Mickey para recuperar as mesmas e assim os calendários ficarem novamente completos.
Esta história leva-nos para um mundo imaginário, onde se pode roubar uma coisa que é considerada universal: um dia da semana, ou seja, o Tempo.
O Sol (que nos aquece com os seus raios) não é suposto ter dono e portanto a máxima "O Sol quando nasce é para todos" faz sentido.
Durante as minhas pesquisas de Outono, houve uma frase me sobressaiu, não pelo seu conteúdo mas sim por alguém a ter escrito num documento oficial, onde caracterizavam esta zona como de (...) franca exposição solar a Sul, bem como a relação visual e emocional do sítio com o rio (..).
O "Muro" da Vergonha não nos vai roubar o Sol. Vai simplesmente escondê-lo.

Esta imagem foi tirada a partir de um dos quartos do edifício contiguo e na direcção SW (poente), onde se pode atestar a proximidade do Bloco 2 (contra o qual, foi no essencial a nossa 'luta') e que irá ter no final 7 pisos! Na imagem são visíveis os pisos 3 e 4.
Também na imagem, a nossa estação de rádio local - a grua - que não deixa ninguém dormir nestes quartos ao longo dos nossos 4 pisos.

Nunca me preocupei muito a verificar se esta "habilidade" também é utilizada em outras autarquias, mas segundo entendidos no assunto é uma invenção do Município de Setúbal, tendo o seu expoente máximo no Bairro Monte Belo, onde as imagens do urbanismo aí praticado servem seguramente para ilustrar o best seller "Urbanismo para Totós": dois edifícios podem coexistir desde que respeitem a distância mínima exigida por lei mas somente contada a partir das suas fachadas. Podem ter até esquinas comuns que tal é considerado mais do que legal!!!
Uma coisa é certa: favorece a conversa entre vizinhos de prédios diferentes que até podem partilhar a mesma corda da roupa...

A ultima 'bronca' de que tenho conhecimento neste município e que valeu a interrupção da construção durante anos, foi a de uma nova construção 'licenciada' entre a Escola Secundária do Bocage e a Variante da Varzea. Na imagem do Google ainda se pode ver a grua do 'infractor' ...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Sindroma da 2ª feira

Não pode ser coincidência o despertador que nos acordou a segunda-feira passada, ser o mesmo que fez o mesmo esta semana.

Se na semana passada poderia haver uma deslocação da rectroescavadora para outro local e seria só um mau planeamento, esta semana o condutor esforçado chegou mais cedo, esperou que retirassem o camião basculante da entrada da obra e pôs mãos à obra, movimentado as terras que se calhar era suposto ter ajeitado na passada sexta-feira. Depois de alguns golpes de cosmética, retirou a rectroescavadora do recinto da obra e levou-a para uma amena cavaqueira com o camião que estava estacionado alguns metros acima na rua.
Regressou novamente e em força às 07:57 para começar o trabalho de mais uma semana.
Após 10 minutos de trabalho retirou-se novamente, desta vez para ir acordar os nossos vizinhos do outro lado da rua onde andam novamente activos de volta de mais uma versão do caminho de cabras.


Regressando novamente ao "Muro" da Vergonha alguns minutos depois.
Vai ser certamente um dia diabólico com a movimentação de terras que nos vão deixar os moradores com os cabelos em pé com o barulho irritante da rectroescavadora e vamos ficar novamente com as ruas de acesso todas sujas, lembrando tempos antigos. Só é pena ser o dia errado na semana errada.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Quem quer ser milionário (III)

Pergunta n.º 3

Valor - 125 €



Que lagarta visitou às 07:32 os moradores da Fonte do Lavra nesta cinzenta manhã de segunda-feira?

Todas as perguntas12456789101112131415

Quem quer ser milionário (II)

Pergunta n.º 2

Valor - 50 €



Quem acordou às 06:27 os moradores da Fonte do Lavra nesta cinzenta manhã de segunda-feira?

Todas as perguntas13456789101112131415

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Intercambio

O que retiram de um lado ...

... colocam no outro!


É este espectáculo que os moradores atónitos observam nesta soalheira tarde de Janeiro. Desde as 13:30 que um camião basculante desloca as terras do local de construção do Projecto 274/06 para o local do Projecto 172/07, ambos pertencentes à Sociedade de Construções H.Hagen.

Eles andam por aí ... (Parte II)

Eles atacam em todas as frentes, não dando descanso aos moradores para quem nesta fase do campeonato tudo é suspeito.
Cerca da 10:45 de 04/01/2008 deu-se a chegada de uma retroescavadora no local onde está prevista a execução do Projecto 172/07 também da Sociedade de Construções H.Hagen. Foi uma actuação rápida que demorou menos de 30 minutos. Movimentaram terras e abateram arvores, que mais tarde puderão ser identificadas, pois existem sobreiros na zona para os quais existe legislação especifica.
Como o clima é de suspeita, ficam as seguintes perguntas:
  • Foi pedida autorização de movimentação de terras?
  • Foi autorizada o abate de arvores, nomeadamente sobreiros?
  • Já foi pedida e autorizada a instalação de estaleiro de obras?