Mostrando postagens com marcador moradores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador moradores. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de outubro de 2017

10 Anos

10 Anos é muito tempo
Muitos dias, muitas horas a cantar
10 Anos é muito tempo
Deste tempo inteiro que eu vos quero dar

Este é o refrão da letra de uma música de Paulo de Carvalho, que poderíamos adaptar para o nosso triste caso de um licenciamento de Câmara Municipal de Setúbal, considerado por nós ilegal e portanto passível de levar à demolição total ou parcial desta aberração urbanística numa das entradas/saídas da Cidade de Setúbal, a Avenida D.Manuel I.
No já longínquo dia 3 de Outubro de 2007, dia de Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Setúbal, ficamos a saber que a nossa querida e reeleita Presidente Maria das Dores Meira ia passar neste local no âmbito de um estudo elaborado por um munícipe sobre coisas menos boas na sinalização do trânsito em várias artérias da Cidade.
Esperamos o tempo suficiente (até às 17:45) e acabamos por abandonar o local, não fosse ter havido alguma alteração de última hora que levasse à mudança de percurso ou agenda, já que a hora da sessão pública estava marcada para as 18:00.
Tínhamos feito o trabalho de casa: tínhamos consultado o projecto deste mamarracho na divisão de Urbanismo, estávamos atentos às movimentações no terreno, tínhamos pedido uma audiência a 3 de Julho ao Vereador do Urbanismo André Martins (reunião teve lugar em finais de Janeiro de 2008 já no decorrer da nossa 2ª Providência Cautelar) e queríamos saber o que realmente ia acontecer neste local, que sempre tinha sido referenciado como um local onde seria construído um parque infantil.
Inscritos para falar na sessão ordinária, relativamente ao assunto já referido, ficamos a saber o que pensava a nossa querida Presidente Maria das Dores (que afinal tinha passado por lá depois de nós termos abandonado o local) e que ficou registado na acta desta sessão pública:

"(...) era algo estranho, que pudessem vir a ser construídos lotes no local (...)"

Foi o que também sempre achamos: ESTRANHO!!!
Aguardamos sinceramente que na decisão judicial do nosso processo o(s) Sr(s) Juiz(es) tambem achem o mesmo e mandem demolir o "Muro da Vergonha".
Olhando para trás e para as explicações oficiais que os serviços da Câmara Municipal de Setúbal (e que pode ser lido na integra aqui) deram às nossas dúvidas/questões, e para uma foto de 01/02/2009 deste mamarracho em fase de construção, apercebemo-nos da incompetência dos referidos serviços, que se calhar nem olharam para o projecto (com 13 volumes, que nós consultamos por várias vezes), que viria a ser aprovado a 26/12/2007

(...) que o edifício a construir no alinhamento da banda já edificada sobre a Av. D. Manuel I só terá 6 pisos, dos quais 5 para habitação e um para estacionamento e comércio, acrescendo que, dado o acentuado declive da avenida, a cota da sua cobertura será inferior à que se verifica no prédio imediatamente a norte. (...)

Se não fosse um documento oficial, ainda poderia ser considerado uma anedota!

terça-feira, 9 de junho de 2015

Novos Inquilinos


No passado sábado fomos surpreendidos com a chegada de novos inquilinos. Desconhecíamos que ainda houvesse qualquer interesse em morar neste empreendimento construído pela defunta H.Hagen.
Apesar desta parte do mamarracho (Bloco 1) ser a única, que de alguma forma se enquadra com a envolvente, tudo isto será afectado por uma demolição (total ou parcial), se a decisão do Tribunal Administrativo (que se espera para o final deste ano) que julga o nosso recurso, nos der razão e libertar o prédio que lhe é contiguo, da sombra a que foi votado, aquando da construção 'contra-natura' deste mau exemplo de urbanismo.

domingo, 9 de novembro de 2014

O Muro da Vergonha, 25 anos depois


O Mundo comemora hoje 25 anos sobre a queda do Muro de Berlim. Há precisamente 25 anos a Alemanha reescrevia a sua história, quando a 9 de Novembro de 1989 ocorreu o acontecimento considerado um dos mais importantes e memoráveis da história da Alemanha. Naquela data caía o Muro de Berlim, ícone da Guerra Fria e um dos maiores símbolos ideológicos de controle sobre uma nação, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989.

As previsões apontam que no próximo outono, decorridos 2 anos sobre o recurso no processo judicial que opõe um grupo de moradores contra a Câmara Municipal de Setúbal, (a defunta) Sociedade de Construções H.Hagen e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, e que também se tornou um ícone da Cidade de Setúbal, possa haver (finalmente) uma decisão judicial que leve também à demolição deste mamarracho, também conhecido carinhosamente por “Muro da Vergonha”, onde mora cerca de uma dezena de famílias, divididas pelos 3 blocos de apartamentos com um total de 33 fogos disponíveis e os vários espaços comerciais, continuam por acabar...
Assim, em 2040, também podemos estar a comemorar 25 anos depois do retorno deste local a uma normalidade urbanística, desejada pelos moradores da zona e por muitos dos que gostam desta cidade livre de mamarrachos.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Coincidências, ou talvez não!

Quem mora por estas bandas e/ou presenciou o temporal de 18-02-2008, sabe que o local onde construíram esta obra emblemática da Cidade de Setúbal a que eu, carinhosamente, chamo O "Muro" da Vergonha, sabe que nesta zona, pelo declive acentuado, se concentra enormes quantidades de água, capazes de fazer voar tampas de esgoto e fazer repuxos de água com quase 1 metro de altura.

Portanto não é de admirar ter havido uma enorme inundação nas garagens deste mamarracho e ter danificado o portão de acesso às garagens (que é único), impossibilitando o seu uso pelos heróicos moradores destes 3 blocos.
Apesar de terem sido feitas modificações importantes para minimizar os riscos de inundações, a localização do acesso à garagem não é o mais adequado, continuando eu a pensar que, independentemente do processo judicial que movemos à Câmara Municipal de Setúbal pelo licenciamento deste projecto, este era o ultimo sítio em que alguém com bom senso pensaria construir: um local com múltiplas nascentes de água, e cuja estabilização dos alicerces para a construção do viaduto, consumiu toneladas e toneladas de pedra (quem presenciou a descarga dos primeiros camiões com pedras, ficava atónito por elas desapareceram algures nas profundezas da terra poucos minutos após a descarga),

para além de se encontrar numa zona de confluência de várias descargas pluviais.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Na Rota do Sol

Este é um artigo prometido à bastante tempo, mas que foi sucessivamente adiado por ser necessário escolher as melhores fotos e editá-las de forma a que quando colocadas em sequência, tivessem o aspecto de um filme.
Estas fotos foram tiradas à mais de um ano, com o propósito de poderem ser utilizadas no nosso processo judicial, para provar que, devido à proximidade excessiva e altura inapropriada de uma nova construção, a exposição solar de todo um prédio (com 3 frentes - Nascente, Sul e Poente) tinha sido drasticamente afectada.
Existem apartamentos (nos pisos inferiores) que não tem qualquer exposição solar (ou é puramente residual), o que torna as casas frias e húmidas no Inverno.
Subverteu-se o velho proverbio popular "“O sol quando nasce, é para todos” que por estas bandas passou a ser...

“O sol quando nasce, NÃO é para todos.”

Não admira pois, que lutemos pela via judicial pela demolição deste "Muro" que nos tapa o Sol, a que eu carinhosamente chamo 'O "Muro" da Vergonha', que continua a envergonhar os que (in)directamente estiveram ligado à viabilização e construção deste mamarracho.
Segue-se um pequeno vídeo feito com 10 fotografias tiradas nos dias 16,17 e 18 de Janeiro de 2012.


Como as fotos originais foram editadas, e porque não há truques sujos por estes lados, apresentamos em seguida todas as fotos originais que compõem o vídeo.

17-01-2012 08:41
18-01-2012 08:44
18-01-2012 09:31
18-01-2012 10:17
16-01-2012 10:57
17-01-2012 12:01
16-01-2012 13:03
16-01-2012 14:02
17-01-2012 14:58
16-01-2012 15:52
Resta-nos ainda um suposto longo caminho a percorrer na Justiça (à) Portuguesa, mas continuaremos por aqui a fazer ruído, para NUNCA deixar cair este assunto em esquecimento.
Se hoje, no dia que se comemora o 39º aniversário da Revolução de Abril, fazia sentido falar da Liberdade (de ter Sol) e Justiça (que se quer célere), vamos voltar com um novo artigo no próximo dia 1 de Maio, Dia do Trabalhador, em que fará sentido falar da idade da reforma.

domingo, 21 de outubro de 2012

Regresso à normalidade

No dia 18-10-2008 começaram a vedar um terreno, onde iria nascer mais um novo mamarracho no nosso bairro.

Exactamente quatro anos depois (não pode ser coincidência), ou seja, na passada quinta-feira, foram retiradas todas as vedações e voltou a ser possível o acesso pedestre (de uma forma fácil e expedita) entre a Rua Bartolomeu Dias e as Avenidas Belo Horizonte e  D.Manuel I. O acesso tem mais qualidade, mas não desculpa a construção deste mamarracho com 73 fogos e várias lojas, que continua por acabar por manifestos problemas técnicos (leia-se falta de  dinheiro), aliados à quebra geral do mercado de venda de imóveis novos.
A partir de 24 de Setembro foi visível alguma movimentação no local, de equipas de limpeza do enorme matagal que rodeava esta construção votada ao abandono à mais de um ano, e que na altura foi associado à vergonha que representava este triste espectáculo, numa das vias mais movimentadas da Cidade de Setúbal.
Recordamos então, o que representa este voltar à normalidade:

  • Acesso da Rua Bartolomeu Dias à Avenida Belo Horizonte  
AntesDepoisDepois
  • Acesso da Rua Bartolomeu Dias à Avenida D.Manuel I
AntesAntesDepois
Toda a fachada virada a sul aparece agora com a face limpa de vegetação indesejável, e aparentemente foi a Câmara Municipal de Setúbal que assumiu o ajardinamento de toda esta área.

Para os que insistiram numa receita errada, não tendo aprendido nada com a construção do "Muro" da Vergonha, fica mais um triste monumento nesta Cidade de Setúbal, que irá sempre envergonhar todos os que directamente (ou indirectamente) estiveram ligados à sua viabilização e construção.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Recordar é viver: De luto

  • Ó Mamã, dá licença?

Um jogo infantil, que faz parte da memória da maior parte dos adultos portugueses.

É um jogo para seis ou mais crianças, num espaço que tenha parede ou muro, embora estes possam ser substituídos por um risco no chão. As crianças dispõem-se sobre um risco, umas ao lado das outras. Uma, a mãe, fica colocada de frente para as outras crianças, a uma distância de dez ou mais metros. A mãe fica de costas para a parede ou muro.
Uma criança de cada vez vai perguntando à mãe:
- A mamã dá licença?
- Dou.
- Quantos passos me dás?
- Cinco à bebé Justiça portuguesa.
- Mas dás mesmo?
- Sim.
Então a criança avança, dando cinco passos muito pequeninos, pois neste exemplo, dá passos “à bebé” " à Justiça portuguesa".
Em seguida, pergunta outra criança e assim sucessivamente. Ganha o primeiro a chegar ao pé da mãe, tomando o seu lugar e recomeçando o jogo. De referir que, após a ordem dada pela mãe, a outra criança deve confirmá-la antes de a executar (“Mas dás mesmo?”), sob pena de regressar ao ponto de início. As respostas da mãe (ordens), podem ser muito variadas: passos à gigante (grandes), à caranguejo (para trás), à cavalinho (saltitantes), à tesoura (abertura lateral dos membros inferiores), etc.

A nossa fé na Justiça sempre foi questionável e quando nos apercebemos de que isto não ia lá com duas cantigas, entramos num luto rigoroso e preparamos uma recepção condigna aos nossos visitantes de ocasião.
Nada melhor para expressar o nosso luto, do que uma enorme faixa preta, colocada na fachada do prédio contiguo à nova construção, uma enorme faixa preta com os seguintes dizeres:

ATENTADO URBANISTICO?

Actores:
Câmara Municipal de Setúbal
Sociedade de Construções H.Hagen

Saiba mais em:
http://fontedolavra.blogspot.com

Metemos mãos à obra e esta ficou pronta no final do dia 28/12/2007. Tinha 6x3 metros e as letras em branco prometiam uma boa visibilidade ao longe.
Tinhamo-nos esquecido de um importante actor: o IHRU-Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, pois ainda pensávamos que tudo isto, ainda era fruto das 'negociatas' entre o Manel 'Alcatrão' e a construtora.
Mesmo assim, estes dizeres não passaram na 'censura' interna, que achou por bem não expor a parte em que se falava nos autores deste 'atentado' urbanístico.
Foi então colocada a 'meia-faixa', ainda assim bem visível por todos os que circulavam nesta importante via rodoviária (Avenida D.Manuel I).
No dia 19 de Janeiro juntamos à 'festa' uma nova faixa preta, com um nome sugestivo

O "MURO" DA VERGONHA

que ainda se mantém no mesmo local, passados praticamente 4 anos. Está velhinha mas ainda continua a fazer o seu trabalho, que é, envergonhar todos aqueles que de alguma forma estão directa ou indirectamente ligados aquele que, para nós foi um atentado urbanístico. Qualquer que seja o desfecho final da nossa acção principal, este nome que identifica o mamarracho e a zona, irá prevalecer por algum tempo.
No melhor pano cai a nódoa e, quando as obras pararam por efeito da nossa 2ª Providência Cautelar, achou-se por bem retirá-las para não criar qualquer tipo de pressão à decisão do Juiz que até era de Setúbal.
Uma terrível asneira, da qual ainda nos arrependemos nos dias de hoje, e que conduziu (na nossa modesta perspectiva) a que o Juiz tivesse motivos mais do que suficientes, para alterar a sua decisão à ultima hora:

"Aqueles gajos, sem qualquer pedigree, já estão conformados. Vamos mas é ajudar quem precisa de trabalhar e fazer negócio..."

Olhando para trás, quem fez pressões no sentido contrário (e que se calhar foram os mesmos que fizeram "desaparecer" por alguns meses o processo dentro do próprio Tribunal de Almada, e cujo inquérito interno nada apurou de errado, pois se calhar, o que eram na altura 13 volumes, só caíram para trás do armário, quando a empregada da limpeza andava a limpar o pó), agora que estão com o seu dinheirinho a arder, teriam ganho muito mais (ou não tinha perdido tanto), se tivesse deixado que a Providencia Cautelar tivesse sucesso, e assim o processo judicial tinha prazos muito mais curtos. A gulodice imobiliária ganhou na altura, mas o tempo foi passando e a justiça dos homens foi-se fazendo até aos dias de hoje...
Cinco meses depois de termos entrado de luto, renovamos o nosso guarda roupa, não sem antes homenagear todos os que estiveram envolvidos na pintura das letras no 1º painel. Assim, e antes de ser retirada definitivamente para umas merecidas férias, o pessoal do contra concordou em dar-lhe as suas 24 horas de fama e eis que durante o dia 28/05/2008 foi visível a nossa primeira faixa negra em todo o seu esplendor.
As duas novas faixas que deram ao nosso luto um novo look, permaneceram expostas vários meses e uma delas ainda pode ser vista nos dias de hoje, num local bem visível, quer da Avenida D.Manuel I, quer do Viaduto sobre a mesma avenida.
Falta falar de uma das nossas faixas pretas, que foi a mais cara de todas (60 euros). Metia-nos confusão todo um corropio de pessoas que, especialmente ao sábado, faziam fila para ver os apartamentos. Longe ia o tempo em que os serviços da Câmara Municipal de Setúbal enviaram uma carta para todas as pessoas que estavam inscritas para uma casa camarária, irem ao local da construção dar o seu nome, para assim fazer valer a tese de que estas novas habitações eram urgentes, para alojar as muitas famílias carenciadas de Setúbal. Uma mentira digna de qualquer 1º de Abril.
Era agora uma nova onda, que ia ao cheiro de casas baratas com vista para o Estuário do Sado. Uma placa monstruosa (que não me recordo de ver noutras construções semelhantes), assim o anunciava a todos os que circulavam na zona. Mais uma vez era mais uma mentira digna do 1º de Abril, ou melhor, um caso sério de publicidade enganosa (dada a importância deste facto, dedicàmos-lhe um artigo completo, publicado no dia 10-01-2010 com o título CSI Lavra - Episódio 2: Preçário).
Foi nesta leva que enviamos ao local, os nossos 2º e 3º compradores fictícios, o primeiro dos quais estava incumbido de por todos os meios possíveis e imaginários, arranjar um documento da imobiliária com os preços que estavam a ser praticados (bem sucedida); o segundo dos quais (um simpático casal) estava incumbido de tentar tirar fotos no interior e das vistas a partir dos vários apartamentos. O vendedor não 'descolou' e a missão foi um fracasso. Foram conseguidas somente informações sobre o numero e localização de apartamentos à venda, para depois podermos cruzar com outras informações disponíveis. Esta visita teve de ser interrompida bruscamente porque o Engenheiro responsável pela obra apareceu na zona e certamente iria desmascarar o 'falso casal', já que eram pessoas com quem este se cruzava regularmente na zona (moradores) e estavam conotados com o 'inimigo'. Como o vendedor da imobiliária era um bom conversador (como convém), ficamos também a saber, que ele era um dos compradores de apartamento neste mamarracho, um quarto andar, possivelmente a partir do qual foi tirada a fotografia que foi conotada como publicidade enganosa, no nosso artigo CSI Lavra - Episódio 5: Duh...
Teria sido ele (pelo menos das suspeitas não se livrou) que implicou com esta nossa ultima faixa, e tendo descoberto o autor do blog, comentou venenosamente o artigo Mentiras, vigarices, trafulhices & afins (escrito propositadamente no dia 1 de Abril de 2009) em que publicitávamos esta nova faixa, que pretendia alertar os possíveis compradores (os tais que faziam fila principalmente ao sábado) que poderiam não estar a comprar a casa dos seus sonhos, mas sim a arranjar um problema para o resto da sua vida. O comentário está divinal, é machista q.b.

Anónimo disse...

Só gostaria de colocar uma questão: A senhora não tem mais que fazer? Não tem mais com o que se preocupar?
Se a sua vida é tão inutil e por isso mete-se na vida alheia, deixo aqui uma sugestão VÁ LIMPAR A CASA. Ou já que fala em familias carenciadas, tenho a seguinte questão que trabalho social faz? quantas crianças, velhotes ou mesmo quantas familias ajuda? provávelmente não faz nada não é? que pobreza de espirito, dedique-se a questões ou causas uteis e não ande ai armada em parva a falar daquilo que não sabe...

3 de abril de 2009 15:05

e que só foi mais tarde suplantado pelo do 'procurador', no artigo Agente infiltrado, que também suspeito que foi feito pela mesma pessoa.

Anônimo disse...

a este ordinário dono deste blog digo que a justiça peca por tardia mas não falha, sou procurador e quanto menos esperar vais levar um processo crime em cima que nunca mais te levantas!!!

27 de setembro de 2010 21:58

A permanência das faixas pretas é para continuar, até que haja uma primeira decisão judicial, que poderá ser já no próximo verão. Só a partir desse momento é que iremos ponderar os prós e os contras da sua existência. Temos consciência de que estamos a perturbar as vendas de apartamentos neste mamarracho, mas se a decisão judicial nos for favorável (com a demolição total ou parcial do "Muro" da Vergonha), teremos assim conseguido, de uma forma 'alternativa', que menos famílias necessitarem de ser realojadas.
Ficamos a saber no início do mês que, de repente, ficaram um número razoável de apartamentos à venda nesta emblemática obra, pelo menos tantos quantos as placas disponíveis que foram entretanto deslocalizadas do 'Outro Muro', que continua à espera de melhores dias (existem problemas técnicos graves, também conhecidos por falta de 'carcanhol') para a conclusão dos seus acabamentos, e as placas a anunciar a venda desses apartamentos era uma autêntica aberração.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Três Reparos

Existem situações menos boas com as quais convivemos todos os dias e às quais não damos a devida importância. Contudo, quem chega de novo tem um olhar diferente e dá o alerta!
Existe uma rubrica de sucesso no jornal local O Setubalense chamada “Três Reparos”, um apontar o dedo, de forma simples e concisa, a uma situação menos boa que seja observada na Cidade de Setúbal e/ou arredores.
Felizmente, não temos situações neste pequeno e pacato bairro de Setúbal que nos levem a serem referidos com regularidade nesta secção do referido jornal. No passado dia 7 de Setembro, na sua edição de quarta-feira lá apareceu a nossa nódoa...

Reparámos que na rua Paulo da Gama, paralela à avenida D. Manuel I, existe uma habitação sem tecto e sem portas e janelas, que é usada por marginais. Fica muito perto da Escola Básica da Fonte do Lavra. Deveria ser emparedada na frente e traseiras por questões de segurança e saúde pública.

Passando nas imediações várias vezes por semana, acompanho esta situação que remonta à primavera de 2008. Após um incêndio nesta habitação, a família de etnia cigana que lá habitava foi realojada e a casa ficou ao abandono. Teve uma ocupação durante vários meses em finais de 2009/inicio de 2010 por um casal jovem de tóxico-dependentes e, neste ultimo ano é frequentada, de forma esporádica, por pessoas de aparência descuidada, provavelmente tóxico-dependentes, para ali se injectarem.
Obviamente que esta situação, dada a proximidade de uma escola do 1º ciclo, Escola Básica da Fonte do Lavra, não contribui em nada para uma boa educação, que se pretenda dar às nossas crianças.

As autarquias deveriam ter poderes, não para emparedar as janelas e portas, mas para demolir, caso os proprietários, num prazo razoável, não tomassem as providencias necessárias a não tornar os imóveis num antro de marginais, Se assim fosse, talvez não tivéssemos agora novamente um bairro de lata de grandes dimensões, na Estrada da Graça, na chamada Quinta da Parvoiça.
Esta fotografia foi tirada ao início da tarde de hoje mas, para os meus seguidores mais atentos já não é a minha primeira referencia ao assunto. Quando assumi uma outra personagem nas ultimas eleições autárquicas, a de Maria P, Morais, uma promissora candidata à Câmara Municipal de Setúbal, pelo M.A.C.A.U. - Movimento Alternativo contra as Aberrações Urbanísticas, foi publicada uma fotografia desta mesma habitação a propósito de uma limpeza mais cuidada, que a CMS resolveu agendar nesta zona, para assim apresentar serviço na véspera das Autárquicas 2009, no artigo Candidata visita Parque Infantil. Contudo, estes trabalhadores dedicados esqueceram-se de levar um barco que apodrecia a olhos vistos a cerca de 10 metros deste local (para o qual foi chamada a atenção à Sra Presidente Maria das Dores Meira, que no local prometeu aos moradores uma solução rápida e que depois demorou quase 2 anos...), barco esse que ainda é visível mais abaixo, na barra lateral direita deste blogue.

Para acabar este artigo adiciono mais dois reparos (ou nódoas no bairro), estes agora da minha autoria:
  1. Uma casa em ruínas no cimo da rua Gil Eanes, junto ao cruzamento com a Avenida da Bela Vista, que também é muito mal frequentada;

  2. Prostituição diurna, num baldio junto ao Poço da Bela Vista, onde uns boatos mentirosos afirmavam que a Mota-Engil ia recuperar o projecto para a construção de um hotel de alguma dimensão, com vista para o Estuário do Sado.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Falta de pontaria

Dois pequenos contratempos atrasaram a publicação deste artigo: a desmotivante falta de sorte em não ter conseguido a fotografia certa (forraram os vidros com jornal logo na semana seguinte e perdeu-se grande parte do impacto que a dita foto teria), e foi preciso algum trabalho de Photoshop para que a coisa tivesse o efeito visual mais ou menos pretendido.
Vamos então à história. Em meados de Junho, alguém não consegui resistir e fez dos 'apetecíveis' vidros de uma das lojas do 'Outro Muro', um alvo perfeito para testar a sua pontaria. Claro que com pouco treino conseguiu somente um misero ponto.
A situação teria um impacto diminuto se tal não pudesse repetir-se vezes sem conta, não chegando certamente os lucros da loja para pagar a contínua substituição de vidros. Quem comprou a loja considerou-a ideal para o seu negócio mas, as mentes brilhantes que idealizaram o projecto, acharam que a anormalidade iria colher frutos e agora cada um que se safe - 'The Tuga way'.

Mais lojas estão em risco e será (penso eu), uma questão de tempo até que alguém se lembre de fazer destas janelas o 'alvo perfeito'. A posicionada mais abaixo, na imagem seguinte, nem devia ser válida para nenhum campeonato, já que é demasiado fácil de acertar.

A minha construção de eleição, a que eu carinhosamente chamo 'Muro' da Vergonha, não corre semelhantes riscos, o de ser considerado um alvo. As varandas do rés-do-chão e 1º andar são mais adequadas para 'cestos', actividade muito do agrado da juventude, onde a vulgar bola de basket será substituída por latas ou garrafas.

Longe vão os tempos, em que os jovens que habitam nos bairros sociais das proximidades e que normalmente passam em bandos durante as noite e madrugadas de verão, a pé no Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I, tinham somente como diversão arremessar coisas para os carros que passavam sob o Viaduto. Para não serem reconhecidos davam pontapés nos candeeiros de rua, para fundirem as lâmpadas e a zona ficar completamente às escuras.
Um desporto pouco habitual destes adolescentes, já que requeria alguma perícia (cerca de 40 metros), era tentar acertar no portão da garagem do prédio que faz fronteira a norte com este mamarracho, com as pedras que retiravam da calçada.

Quando se ouvia o barulho do impacto da pedra na chapa do portão e se vinha à janela, já era tarde de mais. Viam-se somente vultos a correr já perto do Depósito de Água da Bela Vista.
Com estes novos desafios, certamente poderão ser organizados vários campeonatos multidisciplinares, que possam de alguma forma ser integrados na nossa Agenda Cultural, sem eventos de relevo há já algum tempo. Já vamos um pouco atrasados para participarmos na 8º edição da Festanima que decorre a escassos metros deste local, entre os dias 13 e 22 de Agosto e que origina um transito anormal de pessoas a pé neste viaduto. Fica para uma próxima...

domingo, 4 de julho de 2010

Aprovado!

Tal como prometido, cá estamos a dar a nossa opinião final (sempre isenta) desta obra emblemática do Município de Setúbal, a que eu carinhosamente chamo o "Muro" da Vergonha.
Depois de meses de impasse, avanços e recuos, foi sanado o ultimo diferendo em aberto (com a EDP) à cerca de uma semana.
Desde o início da semana que se notou alguma agitação pelas redondezas, com a remoção do gerador industrial de má memória e retoques de ultima hora.
Na sexta-feira de manhã lá compareceu a comitiva da Câmara Municipal de Setúbal, para a vistoria final e, aparentemente já está tudo em condições para ser passado o Certificado de Habitabilidade.

Fica contudo pendente um autêntico imbróglio com os compradores das lojas, a quem, acharam por bem entregar as mesmas em bruto. Os compradores não aceitam e com razão. A Câmara Municipal de Setúbal pelos vistos está do lado dos compradores e não emite as respectivas licenças. O tempo dirá como vai acabar este 'braço de ferro'.
Mas voltando ao que nos trouxe aqui, convém dizer que a construção não teve os melhores acabamentos e será de esperar infiltrações de humidade nas paredes cobertas com a cor de muro. Quem passar por perto facilmente percebe ao que eu me refiro.
Os arranjos da envolvente excederam as expectativas e talvez tenha sido uma forma de se redimirem do 'Pecado Original'. (leitura auxiliar recomendada - O Mapa do Tesouro)
Três reparos:
  1. A entrada principal dos dois blocos mais a nascente, não são práticas, nem tão pouco seguras (mas isso são opiniões externas), pois encontram-se numa zona escondida (se bem que iluminada) e fora do circuito normal da chegada dos moradores. A entrada da garagem é a escapatória normal e lógica para esta situação e faltou prever uma porta de acesso para pessoas, para não ser necessário abrir um portão enorme ao entrar ou sair do edifício.

  2. O outro reparo tem a ver com uma opção estética no arranjo da envolvente, que será objecto de um artigo (humorístico) próprio - Contemplando o 'Muro", previsto à já cerca de 3 meses, mas como envolve fotos bem conseguidas e algum trabalho de Photoshop tem sido sucessivamente adiado.
  3. É de esperar que a casca de pinheiro que evita que nasçam ervas daninhas no ajardinado em frente ao bloco mais a poente, desapareça a olhos vistos já que , regularmente está a ser 'subtraído' por pessoas que se deslocam ao local com sacas e com caixas para levarem à borla algum deste material para o seu jardim. Não me contaram, até já lá vi um sujeito com uma pá no local, e de dia, e nem estava minimamente preocupado com que por lá passava na altura. Tipicamente tuga.
Relembrando um artigo publicado em 06 de Julho de 2008, vamos também mostrar que tínhamos (alguma/toda) razão quando questionamos a construção deste mamarracho tão perto de um viaduto já existente e muitas vezes mal frequentado (bandos de jovens adolescentes provenientes dos bairros sociais das proximidades). O artigo está em preparação e deve ser publicado brevemente - Falta de pontaria.
Vamos acompanhar de perto a chegada dos novos moradores, essas famílias necessitadas, que a Câmara Municipal de Setúbal a seu tempo, analisou e diferiu as centenas de pedidos que lhes foram enviados, por famílias a quem não se esqueceu de enviar cartas personalizadas. O tempo é o melhor Juiz e a falta de privacidade (que é mutua em relação ao edifício contíguo) vai certamente dar para ver e conhecer quem foram os felizes contemplados com um apartamento neste mamarracho, com vista para o Sado.
Se esta vai ser a casa dos seus sonhos ou o inferno das suas vidas, só vai ser possível saber quando houver alguma decisão transitada em julgado, na acção judicial que opõe moradores do edifício contíguo contra o licenciamento pela Câmara Municipal de Setúbal do projecto 274/06, o que pode demorar ainda alguns anos.
Uma descoberta surpreendente do nosso detective de serviço, mostrou-se inconsequente já que, passados vários meses não foi dada continuidade a uma reunião com os actuais moradores de uma zona meia clandestina, onde é suposto ser edificado um projecto em terrenos também pertencentes ao IHRU, para averiguar da disponibilidade das cerca de 2 dezenas de famílias, para serem provisoriamente realojadas no "Muro" da Vergonha. Apesar da disponibilidade da grande maioria, estas não voltaram a ser contactadas. Na altura pensou-se que seria uma arma que a Câmara Municipal de Setúbal iria utilizar no processo judicial para, alegar que a demolição do mamarracho iria conduzir à não alternativa para essas famílias. Pode também ser que tenha havido muitas desistências de todos aqueles que se cansaram de esperar por escrituras prometidas desde Agosto de 2009 ou, por ser difícil continuar com os pedidos de empréstimo bancário já que os bancos começaram a ser mais exigentes nos critérios para empréstimos
, ou então porque abriram os olhos (ainda a tempo). Aparentemente a imobiliária encarregue da venda ainda continua a mostrar os mesmos dois (sempre únicos) apartamentos disponíveis. Vamos continuar atentos e investigar qualquer boato mentiroso que circule por estas bandas.
Pela nossa parte continuaremos a actualizar a informação disponível em artigos neste blog e no seu associado. No local manteremos as faixas negras sempre que for logisticamente possível.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Competência versus Incompetência

Este título foi aquele que eu achei mais suave para relatar acontecimentos recentes por estas bandas.
Não ficaria bem comigo mesmo se não elogiasse o que neste 'teatro de guerra', merece uma palavra de apreço. Infelizmente são momentos demasiado raros...
Durante o dia de ontem e o de hoje, decorreu no acesso à garagem (que ainda à poucas semanas foi motivo de grande indignação) obras, também atribuída às Águas do Sado, mas com diferente empreiteiro, para a instalação de uma nova conduta de águas pluviais. Estranha-se que as duas obras não tenham sido feitas na mesma altura, já que a vala a abrir seria sensivelmente no mesmo espaço e para a mesma empresa (Águas do Sado), mas este tipo de situações é mais do que vulgar nas empresas que esburacam regularmente as ruas, estradas e passeios deste país, para instalar ou reparar sistemas de gás, electricidade, água, saneamento, telefone, fibra óptica, etc.. Adiante...
O que merece elogio neste caso:
  • Foi planeada;
  • Avisaram com antecedência quem poderia ser afectado pelas obras;
  • Avisaram com cerca de 24 horas de antecedência do dia correcto para início das obras;
  • Cumpriram o prazo previsto (2 dias);
  • Tinham uma autoridade policial no local para regular o trânsito durante períodos críticos da intervenção;
  • Tinham sinalização adequada;
  • Tinham grades de protecção para prevenir acidentes de peões, por queda na vala;
  • Deixaram o local arrumado no final do primeiro dia de trabalho;
  • Deixaram o local limpo no final da intervenção.
Por ser uma excepção à regra fica aqui o meu reconhecimento. Parafraseando o Arqº Valadas, Presidente do novo e já carismático partido político local, sempre é verdade que:

"É possível fazer melhor e ser melhor"

Um aspecto menos positivo, e só o tempo me poderá dar razão, foi o facto de achar que as dimensões da conduta é demasiado reduzida para esgotar o grande caudal de água que circula neste local em dias de chuva. Penso que não estou enganado, depois de ter vivido 13 anos neste local e ter presenciado os efeitos de dias com chuva contínua, durante algumas horas.

sábado, 29 de agosto de 2009

Os donos do mundo... e arredores! (Parte III)

Uns dias de férias numa cidade de Portugal bem mais agradável e aparentemente com níveis de civismo bem acima do que se vê em alguns locais desta cidade de Setúbal, deve ter criado saudades em mentes masoquistas, que certamente gostam que eu por aqui vá escrevendo uns artigos nada abonatórios. Senão vejamos:
No já algo famoso 'Muro' da Vergonha implantado na Fonte do Lavra em Setúbal começaram no início deste mês de Agosto, obras nos passeios a norte desta barbaridade urbanística, para aparentemente fazerem o abastecimento de luz e gás desta emblemática obra.
Esqueceram-se certamente que por aqui existe o acesso a uma garagem, devidamente identificado depois dos serviços de trânsito da Câmara Municipal de Setúbal a terem aí colocado em Janeiro de 2008.
Não questionando a necessidade de tais obras, elas, por questões de civismo entre outras, devem ter o menor impacto possível, para minimizar as perturbações de quem necessita dessa zona para a sua vida diária.
Foram alertados os trabalhadores no local que deveriam deixar pelo menos no final do dia de trabalho, o acesso desimpedido e a zona em frente ao portão da garagem com espaço para as manobras da viatura na sua entrada e saída, o que foi mais ou menos cumprido na 1ª quinzena.
Deixando de ver por ali qualquer movimento, começou o regabofe. Contam outros moradores, que durante vários dias, no espaço de que mais á frente se apresentam fotos, a quantidade de terra era tal, que nem mesmo a pé por ali se passava.
Nunca houve qualquer contacto para o escalonamento das obras e neste momento não é possível usar a garagem. Depois de arrumadas as malas, lá chamei a Policia da 2ª Esquadra de Setúbal, que tomaram conta da ocorrência.
Vamos ver, se também neste caso, os prevaricadores habituais, não saem novamente impunes.

Durante o dia de domingo, 30 de Agosto, enquanto actualizava o meu vasto portfolio sobre esta zona, aproveitei para tirar mais algumas fotos a este local:

Desenquadrado da problemática do acesso à garagem, mas ainda dentro do tema, fica mais uma foto da falta de civismo reinante:
  • via pública imunda, ou em bom português, um NOJO (outros exemplos aqui, aqui e aqui),
  • ocupação abusiva de 3 lugares de estacionamento com tubagens.


Acrescentado a 31/08/2009

Para pouca admiração minha, lá vai passar mais uma noite ao relento, um carro que tinha todas as condições para não ter se sofrer as agruras de uma noite, que se pressupõe com elevados níveis de humidade, pela falta de vergonha de alguns humanos. Explicações há com certeza:
  • Há quem julgue que o rei na barriga!
  • As instituições não funcionam!
  • A forma como se intervém na via pública, aqui, como em qualquer lado, é lastimável!
  • A fiscalização não existe ou não funciona!
No dia 27 de Setembro e mais especificamente no dia 11 de Outubro, lá vai a carneirada outra vez votar no mesmo filme.

Participe, seja útil e vote em branco!

Não vá na conversa do lobo com pele de cordeiro. Ajude a correr com esta cambada!

Lembre-se que, o voto branco, é o voto do cidadão que se interessa pela coisa pública mas está profundamente decepcionado com o comportamento dos partidos. É um voto de censura, um aviso, um alerta. E também um voto positivo e válido, a par do voto em qualquer partido político, ao contrário do voto nulo que, como o nome indica, para nada serve.
No dia em que o voto branco tiver uma expressão eleitoral significativa, a classe política será mesmo forçada a reflectir e a reformular seriamente os seus objectivos, as suas estratégias, os seus comportamentos.


Acrescentado a 01-09-2009

Há quem diga que temos o país que merecemos e se calhar não estão longe da verdade.
Houve contactos durante o dia de hoje com todas as partes envolvidas na questão, e cada um sacudiu a agua do capote à sua maneira. Ou seja, espera-se que a culpa morra solteira, mas na minha opinião, talvez se case em breve. Pelo menos já arranjei padrinhos para a boda...

Entre ter ouvido dizer que a garagem não tinha utilização, que o acesso à garagem se resumia ao espaço até ao lancil (cerca de 3 metros), sendo o resto passeio, que iria posteriormente ser interditado a uso automóvel (o que até faz sentido para quem achou por bem construir uma loja mesmo em frente ao portão da garagem), valeu um pouco de tudo.
Esquecem-se que o projecto que viabilizou a garagem naquele local é de 1979 e que o projecto deste ‘aborto’ é de 2007. Também se esqueceram que a Sociedade de Construções H.Hagen se comprometeu a construir uma via pública de um só sentido, bastante útil para quem circula nesta zona, que ligasse a Avenida D.Manuel I à rua Paulo da Gama, assim a Câmara Municipal de Setúbal o permitisse.

Não foram tiradas mais fotografias, porque a zona permanece igual ao que estava à 24 horas atrás.
Segundo o encarregado da intervenção na via pública, a normalidade será reposta durante o dia de amanhã ou mesmo só na 5ª feira. Resta ter paciência para continuar a aguentar este calvário.