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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Santas palavras

(...)
E falando ainda de Justiça, não podemos deixar de reconhecer as dificuldades que a justiça das leis e dos tribunais, entre nós, está a sentir para garantir a legalidade e defender os legítimos direitos de todos. Temos de reconhecer que a justiça dos tribunais só pode cumprir a sua importante função se, antes demais, houver a coragem de promover entre os cidadãos uma verdadeira cultura de justiça, que supõe conjugação de esforços para a autêntica educação cívica e de valores. De outro modo – e os factos estão a confirmá-lo – será difícil garantir eficácia à nossa justiça, sujeita como está a toda a espécie de pressões e cada vez mais embrulhada em jogos de interesses.
(...)

Extracto da Mensagem de D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, para a Quaresma 2010.
O sublinhado é da minha autoria...

Deixo aqui uma pergunta:

O que tem a ver a apreensão de uma considerável quantidade de droga no Algarve, a um jovem 'inconsciente', filho de uma das famílias VIP de Setúbal, com o 'Muro' da Vergonha?

Só há mesmo duas hipóteses:
  • Tudo.
  • Nada.
Agora, como dizia Maria José Nogueira Pinto, sei que vocês sabem que eu sei que vocês sabem que eu sei...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Mentiras, vigarices, trafulhices & afins

Hoje é o melhor dia do ano para escrever um artigo de opinião. Se as coisas derem para o torto, sempre se pode alegar que era coisa de 1º de Abril.
O que nos trás hoje por aqui? Quase no fim do prazo legal, demos entrada no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada faz hoje precisamente um ano da nossa acção principal, que pretende que seja reconhecido como ilegal (e portanto passível de ser demolido) o licenciamento por parte da Câmara Municipal de Setúbal, deste autentico atentado urbanístico com que brindaram o nosso bairro.

Não acendemos a vela nem demos colorido ao bolo, num protesto simbólico contra aquilo que consideramos uma interferência no normal funcionamento da nossa 'lenta' Justiça, quando um(a) funcionário(a) da secretaria do Tribunal Fiscal numa atitude mais zelosa julgou por bem, ocultar algures entre as diversas pilhas de processos a nossa acção principal. Agora que o Tribunal instaurou um inquérito interno andam muito preocupados e o autor(a) se calhar tem passado algumas noites sem dormir...
Já aqui publiquei a fotografia com a placa que informa que o 'Muro' da Vergonha é afinal não um 'aborto' sabiamente deixado nascer pelo distinto Juiz de Setúbal que julgou a nossa Providencia Cautelar, que julgou em consciência e com conhecimento da zona, pois foi visto várias vezes a observar o local e a tirar fotos, nem tão pouco patrocinado pela Câmara Municipal de Setúbal, nem mesmo desta nossa construtora de eleição, mas sim uma operação maquiavélica desse sinistro Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional.

O outro muro que andam a construir do outro lado da Avenida, nesta Terra de Ninguém, é uma obra incógnita da qual não aparece nenhuma publicidade aos intervenientes que tentam agora permanecer incógnitos nesta nova 'borrada' com os mesmos actores. A única identificação é a obrigatória por lei, colocada junto da entrada principal desta obra, perto da grua que ocupou alguns lugares de estacionamento do prédio que lhe faz fronteira.

Poderiam alegar que ainda é cedo para colocar a informação do IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, mas eu fiz o trabalho de casa e aproveitei o fim-de-semana passado para visitar outra obra da mesma construtora a que já me referi anteriormente, com as mesmas características. Não consegui descobrir nenhuma informação apesar de se encontrar na fase final de acabamentos e arranjos da envolvente.

Os preços constantes na referida placa (parte que eu propositadamente distorci) não são os que actualmente são fornecidos aos potenciais compradores pela imobiliária CasaCaso que se encontra agora com o exclusivo das vendas e que também já anda a vender o 'outro muro' ainda em planta. Ao que o nosso sempre incansável detective descobriu, o acréscimo nos preços ronda os 10% (para mais, claro!).
Longe vai o tempo em que a Câmara Municipal de Setúbal encomendou um parecer em que identificava esta construção e a construtora como buscando o lucro, não as isentado das caras taxas municipais (cujo diferendo atrasou em quase dois meses o licenciamento da obra), para mais tarde encomendar um novo parecer judicial ao mesmo advogado, agora atestando que o 'Muro' da Vergonha serviria para alojar as muitas famílias carenciadas de Setúbal, para algumas das quais chegou a enviar uma carta para se irem inscrever no local, tudo com o objectivo de ganhar alguns 'trunfos' no Tribunal. Só que a verdade vem sempre ao de cima (como o azeite) e agora vamos ver como é que eles se vão justificar no Tribunal, de quantas famílias carenciadas é que ali conseguiram alojar e aonde estão esses processos de candidatura.
Os 'gulosos' que por lá andam a tentar comprar uma vista para o rio podem ter de ser realojados dentro de alguns anos (como aconteceu recentemente em Ourem) por conta da autarquia que licenciou tal projecto, inclusive o solicito e incansável vendedor da CasaCaso que vai morar na torre de vigia do 'Muro' da Vergonha (ultimo piso do bloco central) num apartamento oferecido, a preço de amigos ou por ter sido um dos inúmeros candidatos das famílias carenciadas de Setúbal, contactados pela autarquia (um T4 para uma pequena família faz todo o sentido).
Aproveitando uma oportunidade, foi tirada à instantes uma foto no rio Sado onde se pode ver com está a ser eficaz a construção dos muros. Pouco a pouco lá vão eles conseguindo esconder um bairro!


Acrescentado em 26-04-2009

Não era para apresentar esta foto, mas como parece que não gostaram do ultimo painel, sabe-se lá porquê, aqui fica a foto e algumas considerações.

(...) E já agora pode mandar fazer outra lona? Não gosto muito das cores que utilizou.. Ou melhor utilize o dinheiro e tempo que gasta em prol dos outros. (...)

Colocado em meados de Fevereiro, devido ao enorme corropio de vendedores e potenciais compradores que até faziam fila à espera, esteve retirado somente (por questões logisticas e não para dar uma alegria ao 'anónimo conhecido' que aqui comentou o artigo) durante cerca de duas semanas, mas já foi novamente colocado no local para, continuar a alertar os incautos compradores de tão elegante construção, que podem estar não a comprar a casa da sua vida, mas sim a comprar uma dor de cabeça.

Quanto à escolha das cores, foi uma opinião do 'designer', com a qual eu estou plenamente de acordo. A escolha inicial era fundo preto e letras a branco com os outros 4 anteriores.

domingo, 3 de agosto de 2008

A maquete verdadeira (agora é que é!)

Quando identificamos a zona onde decorre o nosso protesto como uma zona verde, fomos acusados de nos estar a referir a uma maquete que esteve VÁRIOS ANOS exposta na entrada dos Paços do Concelho no final dos anos 90 e que também teve um lugar de honra numa das edições da Feira de Santiago.
Segundo a Presidente da Câmara Maria das Dores Meira, não passava disso mesmo: uma maquete!
Voltamos à Feira de Santiago e às maquetas: num enorme pavilhão quase de visita obrigatória (estrategicamente colocada num dos acessos ao recinto da feira) mostra uma panóplia de imagens de uma Setúbal virada para o futuro.
Forma interessante de gastar o dinheiro dos contribuintes, já que são apenas divagações urbanísticas pagas a grupos de arquitectos e que poderão servir somente para enganar o povo.
Não era essa a ideia que eu tinha deste tipo de imagens, que serviria sim para dar uma perspectiva aos investidores e interessados da evolução de uma área ou região em concreto. A Sra. Presidente com as suas afirmações públicas é que destruiu completamente essa minha ideia. Ou então foi eu que percebi mal. Se calhar ela quereria dizer que se fosse um projecto deste executivo era verdadeiro e para cumprir, enquanto que os do Manuel "Alcatrão" eram falsos e ridículos.
Fica aqui o projecto para as Escarpas de Santos Nicolau, mesmo aqui ao pé da TERRA DE NINGUÉM (terra sem lei) integrado no novo bairro urbano de Setúbal. Eu já vi uma versão mais elaborada desta proposta em Novembro passado que me foi identificada como European 7, mas que não me parece muito diferente da aqui apresentada. Não está nos meus propósitos julgar esta proposta de edificação. Comparativamente a este “atentado” urbanístico que aqui decorre no nosso Bairro, sempre disse que este novo projecto me pareceu razoável e equilibrado. Esta apreciação teve em conta a orientação norte/sul dos blocos de apartamentos e não este/oeste como o nosso "Muro" da Vergonha que produz, contrariamente ao que se encontra construído nas imediações, um efeito de parede. Também o numero de pisos, 4 contrasta com os 7 que aqui edificaram.

Reparem no texto a seguir (o destaque é da minha autoria) e depois ajuízem se lhes parece que o nosso "Muro" da Vergonha irá ser para Habitação Social, agora chamada pomposamente de Habitação de Custos Controlados. Nós sempre dissemos que era para o pessoal do papel e continuamos a pensar que temos a razão do nosso lado.


S. NICOLAU – Em execução
Tendo sido premiado com o 1º Prémio do concurso internacional EUROPAN 6, no ano de 2000, o plano de pormenor do Bairro de Santos Nicolau irá modernizar e reconverter uma das áreas residenciais de maior potencial da cidade de Setúbal.
Sobre uma das paisagens mais belas da cidade, o plano de pormenor comporta cerca de 226 fogos habitacionais, apoiados por cerca de 9700 metros quadrados de áreas comerciais e de serviços e mais de 9000 metros quadrados para equipamentos, atribuindo ao Bairro Santos Nicolau uma nova dimensão à qualidade de vida dos seus habitantes. Com amplas áreas verdes de lazer, apoiadas por esplanadas, espaços infantis, uma enorme praça e um longo passadiço panorâmico sobre as escarpas, Setúbal ganha mais um local único, integrado e de enorme qualidade.

O nosso problema de momento resume-se ao quadrado que aparece no canto superior direito da imagem. Em nenhum local, desenho, maquete e afins aparece algo edificado nesta zona. Uma autentica TERRA DE NINGUÉM patrocinada pelo PIS - Plano Integrado de Setúbal a que a Câmara Municipal nunca soube ou quis dar uma resposta coerente e definitiva.
Só uma nota de rodapé: não desejamos ver nas novas edificações a repetição deste tipo de paradigma urbanístico, existente no topo poente desta zona.

Leitura complementar recomendada - A Receita

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Sociedade secreta

Sociedades secretas são grupos de pessoas que se reúnem em segredo com um propósito em comum. Visam objectivos secretos que vão desde o combate a tirania ou desenvolvimento de valores éticos e morais. São perseguidas e difamadas pelo seu empenho no combate a corrupção e aos valores imorais da sociedade. Geralmente combatem a exploração política e religiosa, tornando-se por isso vítimas da calúnia. Seus membros nem sempre são anónimos.

Desde à cerca de dois meses que tento sem sucesso aceder a um serviço que a Câmara Municipal de Setúbal disponibilizava no seu portal, de consulta das actas das reuniões ordinárias que se realizam habitualmente na 1ª e 3ª quarta-feira de cada mês.
Movia-me essencialmente a curiosidade, depois de ter assistido a cerca de uma dezena de reuniões durante os tempos mais 'quentes' desta nossa 'guerra'.
A minha presença nestas reuniões foi sem dúvida, para alem de tudo, uma experiência enriquecedora e fica aqui um conselho: na vossa cidade ou vila arranjem um tempinho livre e vão assistir a pelo menos uma destas reuniões. Vão certamente gostar, para alem de ser um acto de cidadania.
Voltando ao assunto do artigo. O referido portal no final do ano passado disponibilizava aos interessados as actas e restante documentação associada desde 2006. Eram portanto bastantes documentos e podia dar-se o caso, de haver limitações no servidor da internet. Assim, quando passaram a disponibilizar a documentação somente as ultimas três reuniões e era inicio do ano, achei normalíssimo.
Quando o link passou a ficar sem conteúdo é que eu comecei a fazer contas de cabeça. Seria por eu ter abusado na utilização dos textos das actas, quer aqui no blog quer no processo judicial em curso, ou será que a nossa Câmara Municipal tornou-se SOCIEDADE SECRETA.
Se a culpa foi minha, ficam aqui as minhas desculpas pessoais a quem se sentiu prejudicado.

Nota do autor: Depois de alguns meses indisponível o serviço de consulta das actas e outra documentação acessória já se encontra disponível, agora para os ultimos 20 anos. Se a ideia era a melhoria dos serviços prestados fica um reparo para quem tem a seu cargo a administração do portal da Câmara Municipal de Setúbal: quando uma pagina fica sem conteudo devido a uma manutenção necessária, deixa-se uma mensagem tipo "em manutenção" em vez de se deixar os links vazios. Assim não ficam sujeitos a interpretações maldosas, como foi o caso.
Um novo artigo a publicar brevemente com divagações filosóficas sobre a forma de apreciação de um projecto em sessão ordinária da CMS (baseado-me numa acta) numa altura em que estas ficaram novamente disponíveis é uma pura coincidência. A sua publicação continua pendente somente da oportunidade de ir tirar fotos ao local.
08-08-2008

domingo, 15 de junho de 2008

Stand de Vendas

A ideia que tenho da forma de financiamento das empresas de construção é de que estas se auto-financiam durante o decorrer da construção através do inicio das vendas.
Por isso admiro-me por ainda não ter aparecido no local o seu Stand de Vendas. Não é certamente por ser Habitação de Custos Controlados, pois aí poderia-se perguntar se as leis em Aguada de Cima (Águeda) são diferentes das leis aplicáveis na Fonte do Lavra (Setúbal). Numa visita rápida a uma outra construção da Sociedade de Construções H.Hagen em Março deste ano a que já se fez referência, já lá existia o Stand de Vendas no meio das festas populares de "Erguer o Arco" (na data da foto o ano saiu errado - deve ler-se 2008 e não 2007).

Põe-se agora varias hipóteses:
  • A construtora ficou rica de repente e já não precisa destes 'trocos';
  • Os 33 apartamentos já estão apalavrados para os amigos e o negócio está a correr em mercado paralelo;
  • Estão à espera das nossas festas populares Festanima de S.Sebastião a decorrer em Setembro.
  • Não sabem se vão ganhar o processo em tribunal e temem que parte, ou mesmo a totalidade do "Muro" da Vergonha venha a ser demolido por ordem judicial.
  • Já não há famílias carenciadas em Setúbal com necessidade de habitação.
Como o público em geral não tem uma ideia muito concreta do que vai ser o "Muro" da Vergonha e a construtora tarda em mostrar a sua grandiosa obra, nós resolvemos dar uma ajuda com os dados disponíveis.
Assim facultamos uma plano fornecido pela Câmara Municipal de Setúbal incluido nas explicações que a mesma forneceu aos moradores aquando do inicio da contestação. Pode-se avaliar a desproporção entre o prédio existente e o "Muro" da Vergonha.

No dia 20 de Dezembro de 2007, estava eu convencido que já dominava medianamente o programa SketchUp com que comecei a fazer uma maquete do projecto, com as medidas entretanto retiradas nas minhas consultas anteriores ao projecto, mas uma funcionária mais zelosa dos serviços da Câmara Municipal de Setúbal, descobriu que afinal eu não podia consultar livremente o projecto como o tinha feito até ali e vedou-me o acesso ao mesmo empurrando-me para o mundo burocrático em que era necessário pedido por escrito, autorização, blá, blá, blá ...
Levava eu o rascunho dos alçados para identificar a posição correcta das portas, janelas e varandas para que a maquete ficasse o mais real possível.
Tive assim de me ficar pelo rascunho do alçado sul onde já tinha apontado a maior parte da informação, já que este é o alçado principal da construção. Peço assim desculpa por alguma incorrecção na proporção dos elementos introduzidos na imagem seguinte, se bem que o numero de portas e janelas aparentemente estarão correctos.

Preenchido a laranja está o que se encontra construído até ao momento. Como ainda falta construir no bloco 2 (ao meio) o equivalente ao prédio que faz fronteira com a construção, não será preciso muita imaginação para ver que aqui vai ficar certamente uma coisa digna de se ver.
Esta imagem será actualizada semanalmente e inserida no artigo 'Foto da Semana'. Assim, também o Engenheiro da Câmara Municipal de Setúbal que diz aos amigos em conversas de café que está à espera de se mudar para o "Muro" da Vergonha, não necessitará de visitar o local para saber do andamento das obras. Que a Câmara Municipal de Setúbal esteja com problemas financeiros é do domínio publico, agora que pelo menos um dos seus engenheiros faça parte das famílias carenciadas de Setúbal é que para mim é uma grande novidade.
Na reunião ordinária da Câmara Municipal de Setúbal de 07/11/2007 foi proposta pelos moradores uma alternativa a este projecto, que face a uma inevitabilidade da construção, iria anular o efeito de 'parede' e ficaria razoavelmente enquadrada com a envolvente. Desconhecíamos nós que o projecto tinha sido aprovado pelo distinto vereador André Martins a 02/10/2007. Fica assim explicado porque a Sra. Presidente Maria das Dores Meira na referida sessão, na parte das respostas às intervenções do público nem sequer comentou esta proposta, passando de imediato para outras questões menores da intervenção do morador.
Apresentamos mesmo assim o que seria a nossa versão do projecto que nunca teria sido apelidada por "Muro" da Vergonha.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Como se destroi um caminho de cabras

Depois do trabalho exaustivo por parte de um conjunto de especialistas na matéria, no passado mês de Janeiro, foi agora posto de parte um exemplo do que melhor se faz por esse país fora.
A população que utilizava este caminho é que se encontra mais uma vez baralhada, mas ao que pudemos apurar não está prevista nova vigília.
Terminado o aspecto lúdico do artigo, interrogo-me se existe alguma lei neste país que permita que um terreno (actualmente privado) inserido numa zona residencial, seja utilizado pelo seu proprietário como depósito de aterro, com a constante movimentação de terras (cargas e descargas), consequente barulho de maquinas e camiões e sujidade nas ruas de acesso ao local. As terras são carregadas e descarregadas sem qualquer tipo de coerência aparente.
Se tal lei existe, esta era somente digna de figurar nas leis de uma "República das Bananas".
Se tal não é permitido por lei fica a pergunta: porque é que a fiscalização da Câmara Municipal de Setúbal não funciona novamente neste local? O que não é transparente, dá lugar a comentários e interpretações muitas vezes injustas.
Se houver um desconhecimento por parte de quem tem o dever de fiscalizar, espero que algum Jornal Local ou Regional seja sensível e denuncie este autentico Cartão de Visita do nosso Bairro e até da nossa Cidade, já que o local em causa fica nas proximidades de um dos percursos principais para a entrada\saída de Setúbal. Pelo menos numa ocasião anterior foi eficaz.
Fica aqui uma imagem panorâmica sobre o aterro:

Incluido noutro artigo será abordada tambem toda a problemática legal associada ao direito à servidão de passagem neste caminho, coisa que nunca foi sequer apreciada pelos intervenientes (dos anónimos e desprotegidos, não reza a história).

sábado, 10 de maio de 2008

Quem quer ser milionário?

O “Quem Quer Ser Milionário” é um jogo de 15 perguntas e o concorrente que responder acertadamente a todas as perguntas ganha €250.000.
O concorrente pode desistir em qualquer altura do jogo, ganhando o valor monetário alcançado na pergunta anterior. Se errar, ganhará o valor monetário equivalente ao patamar de segurança alcançado (da 1ª à 5ª pergunta, não ganha nada; da 6ª à 10ª pergunta, ganha €500;da 11ª à 14ª pergunta, ganha € 7.500; a 15ª pergunta, vale os € 250.000).

Aqui fica a 1ª pergunta do jogo



Quais as construções em que estiveram envolvidas a Câmara Municipal de Setúbal e a Sociedade de Construções H.Hagen?

Todas as perguntas23456789101112131415

terça-feira, 6 de maio de 2008

Usarei dos remos, se o vento não soprar ...

... porque o que interessa é sobreviver.
Como o vento já não soprava de feição e era preciso salvar a sua dama, a Câmara Municipal de Setúbal deu o dito por não dito e fez tábua rasa do parecer jurídico que encomendou, para justificar o pagamento das taxas municipais/licenciamento no Projecto 174/06 que tinha como principal argumento o de que a Sociedade de Construções H.Hagen era uma empresa de construções privada e tinha como objectivo o lucro (o que é verdade).
Quando se sentiu em terreno pantanoso (aparecimento de uma Providencia Cautelar), encomendou um novo parecer jurídico onde já alegava que o mesmo projecto iria servir para alojar muitas das famílias carenciadas de Setúbal (o que é mentira), o que pela legislação vigente dá isenção do pagamento de taxas, relativas a licenças de construção e/ou taxas de ocupação da via pública. Com isso conseguiu que a construção pudesse retomar o seu curso normal tendo vindo a parar definitivamente cerca de um mês depois.
As famílias carenciadas de Setúbal (e são muitas) não vão ter dinheiro para comprar qualquer destas habitações do "Muro" da Vergonha, já que também não o tiveram para comprar a sua casa na Urbanização Encosta do Parque, construção a custos controlados, que se encontra com as vendas a meio gaz, apesar de estar construída à mais de 2 anos (*).

Se a procura de habitação é manifestamente inferior à oferta, como entender a enorme pressão imobiliária que se faz sentir na cidade?
Embora haja uma manifesta apetência pela habitação de luxo (em que o "Muro" da Vergonha se irá tornar sob a capa de habitação de custos controlados) nos sectores da classe média alta com elevado poder de compra, as habitações que libertam dificilmente encontram compradores. O resultado é o aumento exponencial de habitação devoluta e o avolumar da crise imobiliária.
"A necessidade de financiamento dos potenciais compradores - e mesmo dos promotores que posteriormente vão vender - acaba por estar, assim, na base de um mercado que tem vindo a acentuar uma tendência cada vez mais visível: as casas destinadas ao segmento alto e muito altos são vendidas com mais facilidade; as casas usadas e as destinadas a um segmento médio, e médio baixo, normalmente situadas na periferia, demoram muito mais tempo a vender. "Os compradores das casas muito boas não têm tantos problemas de liquidez. O que aparece no mercado nesse segmento é escoado com muito mais facilidade." (Noticia de hoje no Jornal PUBLICO - http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1327828")
Assistimos a um crescimento de construção globalmente marcado pela ausência de planeamento urbano, de racionalidade e de respeito pelos equilíbrios ambientais. A falta de qualidade urbanística reflecte-se na fraca qualidade de vida, na escassez de espaços verdes e de lazer e no aumento dos problemas de poluição, de saneamento, de circulação e transportes. Entretanto, o centro da cidade foi-se esvaziando, morrendo lentamente, não se descortinando qualquer esperança de salvação do estado comatoso em que se encontra.
Parece haver, por parte das construtoras, a par de uma lógica predadora dos solos e espaços verdes, uma estratégia de fuga para a frente face à evidente crise do sector que já se manifesta, com cada vez mais nitidez. Constrói-se cada vez mais, mantêm-se os preços artificialmente elevados, alimentando a bolha da especulação imobiliária que mais tarde ou mais cedo inevitavelmente rebentará nas mãos dos seus promotores, com repercussões socioeconómicas consideráveis.
(*) Desconheço este caso concreto mas, andei recentemente à procura de uma nova casa e deparei-me com uma proposta desonesta em que me pediam um montante, do qual cerca de 20% teria de ser entregue sem papeis. Assim, artificialmente mantem-se os preços mais ou menos tabelados e supostamente todos ganham neste esquema excepto o Estado. O problema é que as familias carenciadas não têm possibilidade para arranjar estes montantes, pois os orçamentos familiares já há muito que deixaram de possibilitar um "pé de meia".

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sentimo-nos discriminados!

Há obras tão coloridas por esse país fora, e para nós não sobrou nem uma bandeirinha, faixa ou painel. Pode isso ser considerado uma forma de discriminação.
Todo este encarnado serviria para contrastar com o preto da contestação.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Entregar o ouro ao bandido ...

A Sociedade de Construções H.Hagen, continua alegremente a construir o "muro" da vergonha também conhecido por Projecto 274/06. Quem fiscaliza e dá seguimento a decisões judiciais é a Camara Municipal de Setúbal, curiosamente uma das partes envolvidas no processo judicial em curso.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Escondendo o "osso"

Os cães costumam enterrar os ossos em zona de terra e os que estão familiarizados com o local, voltam mais tarde para procurar esse osso. É também uma forma de esconder o osso de outros cães. Escavar buracos para enterrar um osso é um processo duplo:
  1. esconder o osso dos outros para come-lo, tranquilamente, mais tarde.
  2. promover a maturação da carne nele contida.
Pode ser um resquício de sua vida selvagem, já que os cães tem o mesmo genoma dos lobos e estes costumam enterrar o que não comem na altura para o poderem fazer mais tarde, especialmente em épocas de inverno onde por vezes neva e portanto é mais difícil caçar.
Que este principio fosse utilizado na construção civil é que eu desconhecia!

Os segredos insondáveis desta actividade ...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Fato domingueiro

Assim como o Natal é quando o Homem quiser, o Domingo é quando a entidade patronal entender.
Apercebendo-me com o decorrer dos tempos como funciona a fiscalização das obras de construção civil, deparei-me com a seguinte situação, que a ser extensível a outras áreas do país é preocupante e uma total subversão do sistema.

As inspecções são feitas às terças-feiras de quinze em quinze dias. Nesses dias as obras estão um autentico luxo. Tudo vestido a rigor, tudo limpinho e os trabalhadores ilegais tem um dia extra de folga.
Quando uma maquina de aspirar ruas esteve em movimento quase permanente, na Rua Paulo da Gama no passado dia 8, isso foi entendido pelos moradores que a construtora tinha finalmente chegado à conclusão que os moradores mereciam um pouco mais de respeito e que os bocados de terra que saiam dos rodados dos camiões que transportavam a terra proveniente de um aterro em curso deviam ser limpos regularmente.
Ficamos preocupados quando na quarta de manhã um camião de transporte levou a referida maquina. Ficamos a pensar que talvez um 'graúdo' tenha vindo visitar a obra e não era bonito isto tudo estar um NOJO.
Passado 15 dias, novamente à terça feira, apareceu um camião de limpeza, agora da IPODEC a lavar a rua Paulo da Gama.

Talvez não fosse o mais apropriado para o efeito (demasiado grande), mas a rua ficou com um aspecto razoável. E se o camião de limpeza estava ao serviço dos órgãos autárquicos (pago com os nossos impostos) a limpar o que uma entidade privada sujou, não parece razoável.
Se tem que haver inspecções de rotina às obras de construção civil, por favor sejam originais e não vão em dias que todos os trabalhadores envergam o seu fato domingueiro. Talvez assim se reduza o número de acidentes de trabalho.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Intercambio (Parte II)

O que retiram de um lado ...

... colocam no outro!

Foi este o espectáculo que os moradores observaram nesta manhã de Janeiro entre as 08:00 e as 11:00 de três camiões basculantes que deslocaram as terras do local de construção do Projecto 172/07 para o local do Projecto 276/06, ambos pertencentes à Sociedade de Construções H.Hagen.
Esta movimentação só foi possível depois de prolongadas negociações entre a Organização do Rally Lavra 2008 e as outras entidades envolvidas. Como o que estava em causa era a segurança de pessoas e bens, prevaleceram estas e com grande pena da Organização, o primeiro Rally do nosso bairro irá ser cancelado.
Estava em causa a estabilidade de uma vivenda, cujos alicerces estavam em risco de colapso por terem tirado terra a mais junto aos seus alicerces.
O seu dono, falecido o ano passado contemplava impotente lá de Cima, vendo como a ganancia desmedida de alguns, podem por em causa o trabalho de toda uma vida de sacrificios.
Se há projectos feitos com 'pés e cabeça', outros há que na perspectiva de um lucro fácil só usam uma dessas partes do corpo!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

O que se calhar eu não devia saber ...

  • Fax n.º58965 de 27/08/2007 - Loteamentos da Av. D.Manuel I e QT da Bela Vista

De M.... (IHRU) para Arq. A..... (CMS) com caracter urgente

"Como nosso interlocutor directo nos processos de licenciamento das obras de construção dos empreendimentos de habitação de custos controlados de que a empresa H.Hagen Imobiliária é promotora nos loteamentos da Av. D.Manuel I e Qta da Bela Vista, em Setúbal, junto remetemos cópias dos nossos fax agora enviados ao Senhor Vereador André Martins a respeito do desbloqueamento destes dois processos, no sentido da rápida reabilitação.

Agradecemos desde já também a vossa contribuição para a resolução destas situações."

Agora, o Sr. Vereador André Martins pode esclarecer porque numa entrevista ao Jornal de Setubal de 01 de Outubro deu estas informações:

A Sra. Presidente Maria das Dores Meira, numa reunião agendada entre os Moradores e a Câmara Municipal de Setúbal realizada a 31/10/2007, não quis comentar o facto de estar a haver ingerência de um organismo público - Instituto da Habitação e da Reablitação Urbana (IHRU) numa Operação Urbanística Privada (OUP).
A verdade ha-de vir ao de cima e cá estaremos para a publicar.

Protocolo ou não protocolo

Ainda do texto apresentado por um representante dos moradores na Sessão Pública Ordinária da Câmara Municipal de Setúbal de 07/11/2007 extraiu-se a seguinte parte:

Pode ler-se na página da construtora Hagen o seguinte: “No âmbito do desenvolvimento da área imobiliária, tem sido concretizada uma intervenção muito importante ao nível da Habitação Social e Habitação a Custos controlados, com o estabelecimento de um conjunto de parcerias com diversas Câmaras Municipais e com o Instituto Nacional de Habitação.” Gostaria de saber se existe alguma parceria entre a Câmara Municipal de Setúbal e o grupo Hagen, para que em caso de necessidade, contribua e facilite um diálogo mais fácil.

Nem nessa Sessão Pública, nem em outra altura qualquer foi dada resposta a esta pergunta, que continua a ser pertinente. Talvez a resposta esclareça porque é que a fiscalização da Câmara Municipal de Setúbal não funciona com esta construtora em particular, nem agora nem NUNCA!
Eis mais um excerto do mesmo texto (não esquecer da sua data - 07/11/2007):

(...) não nos tendo parecido transparente a actuação dos serviços de fiscalização da Câmara, que terão sido deficientes no acompanhamento das intervenções por parte da construtora no local antes de haver o licenciamento da obra. Temos algumas dúvidas nas seguintes situações:
  1. se a construtora pediu autorização para as referidas intervenções,
  2. se houve algum procedimento por parte dos serviços camarários:
  • na eventual ausência desses pedidos,
  • pela não colocação no local de aviso de pedido de licenciamento durante 17 meses para o projecto 274/06 e 5 meses para o projecto 172/07,
  • por terem deixado no local durante mais de 2 meses um buraco com 8 metros. Recorde-se que o mesmo foi feito aquando do estudo da consistência dos terrenos na zona do Bloco 1 e somente depois do jornal O Setubalense ter denunciado a situação em 01 de Agosto foi a situação regularizada rapidamente.
Como se pretendia uma resposta no decorrer dessa Sessão Pública, por uma questão de cortesia para com a Sra Presidente Maria das Dores Meira, e em nome da transparência, foi-lhe enviado este texto 6 horas antes da Sessão Pública, para que os seus assessores pudessem ter já alguns dados disponíveis que a auxiliassem numa resposta, mesmo que incompleta e provisória. Ainda se aguarda essa resposta, e já lá vão 2 meses e tal ...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Ando a precisar de óculos

Pedido de desculpa

Por desejar que haja, no mais curto prazo possível, a continuação aos trabalhos previstos no Programa de Reabilitação Urbana (PRU)- Consolidação e Tratamento de Espaços Públicos - Av. D.Manuel I, não analisei bem a realidade. Também os trabalhos estarem a ser executados pela empresa IPODEC que habitualmente vemos a efectuar serviços para a Câmara Municipal de Setúbal e Junta de Freguesia de S.Sebastião não ajudou a clarificar a situação.

Contudo a limpeza do espaço era urgente, com vista à montagem das bancadas onde o público vai puder admirar o trabalho de um grupo de trinta e três escultores de várias nacionalidades que participam no 1º Festival Internacional de Esculturas em Terra (LAVRA 2008).
Como o evento tem relevância a nível local, apesar de se tratar de uma propriedade privada, será sempre reconhecido um eventual apoio dos orgãos autarquicos.



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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Parabens!

Estão de parabéns os que tomaram a iniciativa de dar continuação aos trabalhos previstos no Programa de Reabilitação Hurbana (PRU)- Consolidação e Tratamento de Espaços Públicos - Av. D.Manuel I.
Depois de durante o mês de Novembro de 2007 terem modificado o sistema de fixação dos caixotes do lixo, que em dias de vento andavam Avenida abaixo, nunca tendo contudo originado qualquer acidente rodoviário digno de registo, iniciou-se hoje de manhã a limpeza de uma zona de matagal junto ao Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I (sentido ascendente) pela empresa IPODEC.
Vai agora poder ser apreciado na sua globalidade a nova escultura em terra (diga-se em abono da verdade que é de uma originalidade discutível) existente no local onde está prevista a execução do Projecto 172/07 propriedade da Sociedade de Construções H.Hagen.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Nós

NÓS não fomos informados,
NÓS temos direito à indignação,
NÓS não éramos desconfiados,
NÓS confiávamos nas instituições,
NÓS tentamos o diálogo,
NÓS tínhamos propostas alternativas,
NÓS temos direitos Constitucionais,
NÓS não precisávamos de gastar milhares de € a tentar provar que temos razão,
NÓS não tínhamos retroescavadoras a trabalhar durante largas horas,
NÓS não tínhamos as nossas ruas sujas com terras de obra,
NÓS tínhamos conversas interessantes quando nos encontrávamos na rua,
NÓS tínhamos um local para passear com os nossos animais de estimação,
NÓS tínhamos um local para inverter o sentido de marcha,
NÓS tínhamos um acesso rápido à Av. Belo Horizonte nos dois lados do Viaduto,
NÓS defendemos os interesses do bairro,
NÓS gostamos da nossa cidade,
NÓS somos pacíficos,
NÓS tínhamos sossego,
NÓS tínhamos PAZ,
NÓS ...
Eu tinha uma vida NORMAL!

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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Intercambio

O que retiram de um lado ...

... colocam no outro!


É este espectáculo que os moradores atónitos observam nesta soalheira tarde de Janeiro. Desde as 13:30 que um camião basculante desloca as terras do local de construção do Projecto 274/06 para o local do Projecto 172/07, ambos pertencentes à Sociedade de Construções H.Hagen.