sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Certificado de Qualidade para quê?

É neste estado que se encontra presentemente a Rua Paulo da Gama com o transito continuo de um camião basculante que se encontra a movimentar terras do local de construção do Projecto 274/06 para o local do Projecto 172/07, ambos pertencentes à Sociedade de Construções H.Hagen que sendo uma empresa Certificada a nível de Qualidade devia dar bons exemplos.

Como minimizar as lamas nos arruamentos

As lamas que surgem nas imediações dos estaleiros podem resultar do arrastamento dos sedimentos pelas águas das chuvas e da saída de veículos do estaleiro com as rodas sujas de lama. Nos procedimentos de minimização deste impacto dos estaleiros, podem incluir-se algumas das medidas a seguir apresentadas. Estas deverão ser escolhidas de acordo com a especificidade da obra em causa:

- Evitar decapar superfícies de terreno superiores ao necessário é uma medida simples que pode diminuir o arrastamento de lamas para os arruamentos.

- Minimizar a actividade dos veículos durante o tempo húmido ou quando o estaleiro está lamacento.

- Tapar e repor o pavimento logo que possível, por forma a expor durante o menor período de tempo as terras resultantes da abertura de valas para implantação de infraestruturas enterradas.

- Remover das ruas e passeios as lamas que acidentalmente tenham ultrapassado os limites do estaleiro.

- Sempre que necessário, colocar estrados por forma que os transeuntes não tenham que pisar lama. Esta é uma medida particularmente importante em obras de reabilitação do espaço urbano e de remodelação de infraestruturas enterradas, situações em que a circulação pedonal é bastante dificultada, especialmente em tempo de chuva. Nestes casos, o avanço da obra por troços pode também facilitar a difícil convivência entre as pessoas e o desenvolvimento da obra.

- Verificar as condições de limpeza dos rodados dos veículos antes de estes abandonarem o estaleiro.

- Construir uma caixa de brita junto aos pontos de saída do estaleiro. Este procedimento deve também ser estendido às trajectórias mais utilizadas no interior do estaleiro, como por exemplo, o acesso à área destinada ao armazenamento de materiais.

- Colocar barreiras de sedimentos será uma outra forma de evitar que estes escorram pelos passeios e ruas. Este é um procedimento apresentado pela USGS (United States Geological Survey), E.U.A. [99] e pela EPA (Environment Protection Authority), Austrália [43]. Estas barreiras são constituídas por geotexteis fixos a barras verticais e ligeiramente enterrados. Deste modo, os sedimentos ficam retidos e a água escorre.

- Montar máquinas de lavagem de rodados e chassis. A implementação destas máquinas carece da instalação de rede de abastecimento de água, tanques de decantação, deposição das lamas, etc., [56], de modo que se justifica especialmente na impossibilidade de eliminar a fonte de enlameamento e quando a limpeza pontual de rodados e chassis é insuficiente.

Intercambio

O que retiram de um lado ...

... colocam no outro!


É este espectáculo que os moradores atónitos observam nesta soalheira tarde de Janeiro. Desde as 13:30 que um camião basculante desloca as terras do local de construção do Projecto 274/06 para o local do Projecto 172/07, ambos pertencentes à Sociedade de Construções H.Hagen.

Eles andam por aí ... (Parte II)

Eles atacam em todas as frentes, não dando descanso aos moradores para quem nesta fase do campeonato tudo é suspeito.
Cerca da 10:45 de 04/01/2008 deu-se a chegada de uma retroescavadora no local onde está prevista a execução do Projecto 172/07 também da Sociedade de Construções H.Hagen. Foi uma actuação rápida que demorou menos de 30 minutos. Movimentaram terras e abateram arvores, que mais tarde puderão ser identificadas, pois existem sobreiros na zona para os quais existe legislação especifica.
Como o clima é de suspeita, ficam as seguintes perguntas:
  • Foi pedida autorização de movimentação de terras?
  • Foi autorizada o abate de arvores, nomeadamente sobreiros?
  • Já foi pedida e autorizada a instalação de estaleiro de obras?

Tivemos alternativas e fomentamos o diálogo

Numa corrida contra o tempo, ainda foi apresentado um texto por um representante dos moradores na Sessão Pública Ordinária da Câmara Municipal de Setúbal de 07/11/2007 do qual se extraiu a seguinte parte:

Tendo presente que nas reuniões de trabalho em data anterior a 22 de Agosto de 2005, que deram origem à viabilização do loteamento nesta zona foi apenas apreciada documentação técnica, solicita-se à Ex. ma Sra. Presidente que considere a possibilidade de convidar todos os intervenientes no processo a visitar o local para assim confirmarem se as posições anteriormente tomadas estão conformes com o projecto aprovado para a zona em causa.

Solicita-se ainda aos Ex. mos Srs. Arquitectos e Engenheiros, cujo parecer técnico conduziu a um parecer favorável, viabilizando os dois projectos por parte da Câmara Municipal, a deslocarem-se também ao referido local para uma reavaliação da decisão entretanto assumida, já que esta pode ter sido tomada essencialmente em gabinete de projecto.

A presença da Ex. ma. Sra. Presidente será sempre bem-vinda em ambas as visitas.

Faz-se notar que a intervenção dos moradores neste processo pretende somente para o local um projecto equilibrado e enquadrado na área envolvente.

Em nosso entender quanto ao projecto 274/06 uma das propostas seria manter a configuração do Bloco 1 retirar os 5 pisos de habitação do Bloco 2 e reduzir de 2 pisos o Bloco 3, ficando uma construção em forma de U o que anula o efeito de “parede” o que em nossa opinião ficaria aceitável e razoável;

Em relação ao projecto 172/07 seria de anular a extensão do bloco mais a oeste para a zona de declive mantendo a construção somente no espaço plano, que a sua cercea máxima se enquadre com a da envolvente e que a disposição dos blocos não provoque o efeito de “parede”.

A nossa disponibilidade para um diálogo construtivo é total.

Refiro ainda, que após ter consultado também o projecto de reabilitação para a zona onde se realiza a Festa Anima, me congratulo com o aspecto geral deste, pelo seu equilíbrio e enquadramento com toda a área envolvente, onde teve como foi pedido “ (...) em conta a franca exposição solar a Sul, bem como a relação visual e emocional do sítio com o rio” e assim os projectos que nós representamos, que se situam na fronteira de toda a área envolvida por este estudo e onde existe o efeito de “parede de betão”, este não nos parece assim razoável. Faço votos para que os aspectos jurídicos que envolvem toda essa área sejam rapidamente resolvidos para que muito em breve seja recuperada aquela zona bastante degradada.


O Projecto 274/06 da Sociedade de Construções H.Hagen foi aprovado por despacho no dia seguinte!

Má vizinhança?

Continua por explicar os motivos porque ao fim de mais de vinte anos a placa que identifica uma garagem no n.º17 da Avenida D.Manuel I foi dobrada no passado dia 28 ou 29 de Dezembro. Tendo a dita garagem sido alvo de acesa polémica desde o inicio da tentativa de vedar o terreno de obra a 18 de Setembro, pensa-se que o 'desconhecido' que assim actuou terá interesses no Projecto 274/06 da Sociedade de Construções H.Hagen.

Terá sido uma vingança pelos acontecimentos da noite de 26 para 27 de Dezembro?
Estará relacionado com tudo isto, o estacionamento de um Renault Clio, cujo proprietário é de Santiago do Cacem e o abandonou no acesso à referida garagem, impossibilitando qualquer movimento nesta área. O carro estacionou entre as 14:30 e as 15:00 do dia 29 de Dezembro e aí permaneceu até que foi rebocado no dia seguinte cerca das 10:45. Houve boa fé da nossa parte, não tendo contactado a divisão de Transito da PSP, jà que o referido veículo poderia pertencer a um visitante de algum morador das proximidades e foi mesmo tentado por alguns moradores, ao final do dia e durante a manhã do dia seguinte encontrar alguma pista que conduzisse ao seu proprietário para que o veículo fosse retirado do local sem ter de recorrer às forcas policiais, esforços que se mostraram infrutíferos.
É uma teoria que vale o que vale pois vivemos num clima de desconfianças, mas os moradores estão convictos que o veículo foi aí deixado como teste à nossa reacção, pelo seu proprietário ou algum familiar, pudendo mesmo ter deixado alguma forma de vigilância dentro ou fora do veículo que servisse de prova, caso o carro fosse objecto de vandalismo.
Vamos continuar a investigar junto de todos os moradores da zona e quem sabe mesmo em Santiago do Cacem, tentando descobrir qualquer relação entre estes e o proprietário ou familiares do referido Renault Clio.
Para já fica a foto do acontecimento, onde se oculta a referida matricula e voltaremos ao assunto caso consigamos provar a nossa teoria.

Se entretanto algum visitante do site identificar o acontecimento, agradecemos que contacte qualquer morador das redondezas, o qual me fará chegar a referida informação. Pode optar também pela via electrónica enviando uma mensagem para o nosso endereço de e-mail: fontedolavra@gmail.com.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

"rabos-de-palha"

Foi com grande mágoa que tivemos de alterar a entrada da Providencia Cautelar no Tribunal Administrativo e Fiscal de Almada no passado dia 27 de Dezembro de 2007 contra o Projecto 274/06 da Sociedade de Construções H.Hagen que foi licenciado pela Câmara Municipal de Setúbal no dia anterior.

A razão sobrepõs-se à raiva e impotência que sentíamos com o inicio dos trabalhos de vedação dos terrenos afectos a este projecto e a Providencia Cautelar que se encontrava em preparação desde o inicio do mês ainda tinha muitos "rabos de palha" que puderiam ser utilizados contra nós e assim poderíamos fazer parte dos exemplos para os Provérbios & Ditos de Dom Fuas Bragatela “esquecendo-se de que tinham rabos de palha e de que o lume andava perto; se não os queimasse hoje talvez ardessem amanhã”.

Valeu a pena este compasso de espera, apesar das maquinas terem iniciado já as escavações dos terrenos pertencentes ás caves do Bloco 1, descaracterizando o aspecto desta zona, para que a Providencia Cautelar ficasse mais forte quer a nível de factores argumentativos quer a nível de meios de prova.

Uma questão de datas


"(...) Até à presente data ainda não foi requerida por parte da HAGEN a emissão do respectivo alvará de autorização de construção. (...)"
Com os atrasos decorrentes da avaliação do Projecto 274/06 por parte da Camara Municipal de Setúbal, estranha-se que tendo sido as obras aprovadas por despacho de 08/11/2007, no dia 15 de Novembro, data em que foi enviada a resposta à Participação Cidadã (Urbanismo - Part. 368/06) feita por um morador em 21 de Setembro de 2007, a Sociedade de Construções H.Hagen ainda não tenha pedido a emissão do respectivo alvará de autorização de construção.

Tardou, mas apareceu!

Desta vez, houve uma redução nos prazos. Já não foram 17 meses, mas somente 8 dias o tempo que demorou a aparecer a identificação no local de obra que permite aos moradores perceberem que as obras de construção estão legalmente licenciadas. Com toda a polémica existente, teria sido agradável ver a respectiva placa antes de qualquer movimentação no terreno o que confirmaria a boa fé da construtora.
A respectiva placa identificadora foi colocada junto à porta de obra do Bloco 2, cerca das 11:00 de 03 de Janeiro de 2008.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Pela calada da noite

Continua por compreender esta pressa desmedida de avançar no terreno, suspeita-se que ilegalmente, tendo a retroescavadora trabalhado ininterruptamente até às 18:45. A luz do dia irá mostrar o que foi feito entretanto. Se a providencia cautelar tiver um desfecho positivo como os moradores esperam, vai ficar um terreno descaracterizado durante os próximos tempos.
Se se provar que esta movimentação de terras não estava autorizada, vem ao encontro das suspeitas dos moradores que a Sociedade de Construções H.Hagen agiu de má fé. O tempo é o melhor juiz e dirá quem tinha razão.






Eles andam por aí ...

Convêm não esquecer, que existe uma situação semelhante do outro lado da Avenida, onde existe um outro projecto que tanto quanto se conseguiu apurar está em avançada fase de conclusão, existindo somente para acertar como vai ser feita uma passagem subterrânea sob a Avenida Belo Horizonte para dar acesso a um projecto de construção certamente também polémico, de um Palácio de Congressos sobre a 'Pedra Furada' que poderá ter um aspecto muito semelhante ao que existiu em tempos na maquete de onde foi retirada a imagem seguinte.

Legalidade no inicio de obras?

A Sociedade de Construções H.Hagen regressou em força neste inicio de ano e não perdeu tempo a arrancar a placa identificadora do projecto e a trazer para o local uma rectroescavadora cerca das 14:30 a qual em poucos minutos entrou em acção.

Não havendo qualquer informação no local de que pode ser iniciada a fase de obras e sendo somente do conhecimento dos moradores a autorização para instalação do estaleiro de obras, as escavações na area do Bloco 1 serão certamente ilegais.

Territórios urinados

Não sou original no título, mas sou certamente original na abordagem do assunto.

Os cães não mijam! Marcam território e fazem-no mesmo por questões de definição de hierarquias. Isso funciona como uma mensagem aos outros cães indicando que aquela área tem dono. Os cães são animais muito territorialistas e competitivos.. A bexiga canina tem capacidade para marcar pelo menos meia dúzia de objectos. Fica lá sempre uma pinguinha para o próximo arbusto. E quando se pensa que acabou... mais uma gotinha para a árvore.

O melhor amigo do Homem anda baralhado e pensativo com o fim de um território que julgava seu e o qual tinha marcado ao longo dos últimos anos. Os seus donos não lhes conseguem explicar que foram outros humanos que vedaram o seu território e que assim o marcaram como seu, e que os tempos em que os seus donos os deixavam à solta neste espaço enquanto conversavam uns com os outros, simplesmente terminaram!









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Noticia do dia (Powerd by RTP):
Comboios: CP encurtou tempo viagem na linha Braga/Porto e criou cinco ligações mais rápidas nas horas de ponta
Braga, 30 Mar (Lusa)- A CP arrancou, hoje, na linha de Braga, com horários que encurtam o tempo de viagem entre esta cidade e o Porto através de mais comboios e com cinco ligações mais rápidas nas horas de ponta, anunciou a empresa. Segundo fonte da CP "foram acrescentados nove comboios diários, nomeadamente nos percursos Porto/S.Bento-Braga, mais um comboio; Famalicão - Braga mais cinco comboios; e Braga - Famalicão, mais três comboios". "Como resposta às necessidades dos passageiros que efectuam deslocações pendulares entre o Porto e Braga, foram reduzidos os tempos de viagem em cinco ligações. Menos 10 minutos nos comboios das 07:44 e 17:13, no sentido Braga/Porto e, no sentido inverso, menos 13 minutos no comboio das 06:25, menos 16 minutos no das 07:25 e menos 9 minutos no das 18:25". "O novo horário resulta de uma solução de compromisso de redução de tempos de percurso, entre 9 e 16 minutos, através da eliminação de paragens intermédias, colmatada com a introdução de novos comboios para manter o mesmo nível de oferta nas paragens suprimidas", acentua a empresa estatal. Para a concretização da oferta, - acrescenta - "a unidade de comboios urbanos do Porto viu o seu parque de material automotor reforçado com quatro unidades triplas eléctricas". A CP recorda que "a implementação de qualquer nova oferta na linha de Braga está condicionada por dois constrangimentos da infra-estrutura (troço de via única na Trofa e troço muito congestionado entre Ermesinde e Porto-Campanhã), bem como os cruzamentos de nível da linha do Minho com a linha de Guimarães, em Lousado, e com a Linha do Douro, em Ermesinde". Acentua que "qualquer solução terá de contemplar toda a região a Norte do Douro, melhorando quer as ligações pendulares de e para o Porto, com as correspondências às viagens de Longo Curso em Campanhã, quer garantindo o serviço local ao longo das linhas, tendo em vista, nomeadamente, a melhoria contínua do serviço prestado na Linha de Braga". Garante a CP que "não obstante estas dificuldades, novas soluções continuam a ser estudadas para toda a região a norte do Douro que inclui, obrigatoriamente, quer o serviço Urbano quer serviços Regionais da Linha do Douro até à Régua e Pocinho e da Linha do Minho até Viana do Castelo, Valença e Vigo". As alterações introduzidas na linha Braga/Porto foram bem recebidas pela Comissão de Clientes da Linha Braga-Porto, que saudou, nomeadamente a redução para 50 minutos de uma viagem de manhã e de outra ao final da tarde. Os utentes reclamaram, sexta-feira, em conferência de imprensa, que a CP disponibilize mais dois comboios rápidos, nos dois sentidos, entre ambas as cidades, em horas de pontas. A Comissão revelou que a petição que reclama viagens em 40 minutos já ultrapassou as seis mil assinaturas.
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Este espaço tem o patrocínio exclusivo do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
Agradecimentos:
Câmara Municipal de Setúbal
Sociedade de Construções H.Hagen
Foi a Noticia do Dia escolhida pelo Jornal Fonte do Lavra – Sempre a proporcionar experiências únicas aos nossos visitantes.