terça-feira, 16 de setembro de 2008

A subida do preço do petroleo

Uma fuga de informação de alguém interessado em prejudicar a nossa causa divulgou à comunicação social, um segredo guardado a sete chaves - a chegada de um investidor árabe à Fonte do Lavra.

Após ter saído num jornal local, uma imagem da sua chegada ao deserto da Fonte do Lavra no passado dia 06 de Julho num Ferrari ultimo modelo (condizente com o seu estatuto) acompanhado do seu guarda-costas pessoal, não faz mais sentido prolongar o secretismo que envolveu a sua chegada.

Quem é então este homem de quem se fala?
O Sheik Al-Kuchete, homem de confiança de alguns governantes árabes, descobriu petróleo no seu quintal, tornando-se rapidamente num multi-milionário. Na posse de tanto dinheiro começou a procura de um bom locar para investir. Através da internet descobriu que Setúbal, em Portugal, estava necessitada de grandes investidores para fazer face a todos os projectos que a Câmara Municipal de Setúbal tem em mãos.
Quando os seus amigos souberam que ele vinha investir em Setúbal, incumbiram-lhe uma missão adicional - obter informações sobre uma construtora que no espaço de poucos meses ganhou vários concursos nos seus países. A missão deveria ser levada a cabo dentro do maior secretismo para que as informações obtidas fossem o mais fiáveis possível.
Quando chegou a Setúbal, estacionou o seu Ferrari no deserto local e qual o seu espanto, quando ali mesmo ao lado estava a construtora que ele procurava.

Convinha arranjar agora um local com vista privilegiada para a construção que ali decorria, para enviar aos seus amigos a informação pretendida.
Era coincidência a mais! No prédio ao lado da obra havia um enorme cartaz que ele via ao longe com umas palavras que ele julgou ser um anúncio de venda, o que o seu guarda-costas que tinha tirado um curso rápido de português, confirmou.

Apesar das vestes o puderem denunciar, encaminhou-se para o outro lado da Avenida e conseguiu fechar rapidamente o negócio da compra do apartamento que realmente estava à venda.
Para não levantar suspeitas, manteve-se dentro do apartamento, onde passa o dia atrás das cortinas a observar a forma elegante com que esta construtora se movimenta no terreno.
Todos os dias envia um relatório com os últimos desenvolvimentos no terreno bem como a sua opinião.
Apesar da notícia que saiu no jornal fale só no investimento no nosso bairro, fonte segura confidenciou-nos que na próxima semana será dada continuidade a noticia, indo o jornal desmascarar o Sheik e a sua missão.
Independentemente do que vier a ser publicado nesse pasquim, ficou aqui a versão oficial que o Sheik Al-Kuchete pretende dar à Comunicação Social.
Com o apartamento vendido e não sendo necessário continuar a aparentar uma falsa normalidade para proteger a missão secreta do Sheik Al-Kuchete, está na hora de dizer ADEUS a um local onde fui feliz durante 160 meses e onde vivi um inferno durante 14 meses.

domingo, 14 de setembro de 2008

O estágio

Engenheiros portugueses fazem estágio na Fonte do Lavra.
Depois de intensas negociações com a Câmara Municipal de Setúbal foi possível criar na Fonte do Lavra um local de excelência onde engenheiros portugueses ao serviço da Sociedade de Construções H.Hagen pudessem dar largas a todo o conhecimento entretanto adquirido.

Uma zona de baldio e canavial, que servia só para acumular lixo trazido pelo vento e para os melhores amigos do homem fazerem as suas necessidades, foi o local escolhido para tal estágio.

Optaram por desenvolver um projecto em forma de galheteiro em que a torre de habitação central tem somente 7 pisos. Poderiam construir mais pisos, já que esta zona é considerada “Terra de Ninguém”, por não ser aplicado o PDM. Contudo foi acordado que 7 seriam os pisos necessários para que o estágio fosse considerado um sucesso. Na eventualidade de não se conseguir vender nenhum dos apartamentos, lojas e garagens ou o mesmo vir até a ser demolido por ordem do tribunal (um grupo de moradores não gostaram da vizinhança e resolveram por uma acção judicial contra tal projecto), o prejuízo não seria relevante.
No final do estágio irão seguir para a Arábia Saudita segundo noticia vindo a público no Jornal Económico:

Construtora portuguesa

Hagen leva engenheiros portugueses para construir torres na Arábia Saudita

Construtora portuguesa estabeleceu parceria com grupo árabe. Projectos de 68 milhões de euros incluem habitação e escritórios. Hagen também está a construir habitação social na Líbia.

Duas torres de escritórios, uma de habitação e um hotel são os primeiros projectos que o grupo Hagen – empresa de capitais portugueses em tempos detida pela francesa Vinci – vai construir na Arábia Saudita, na cidade de Jeddah.

In - - http://diarioeconomico.sapo.pt


Quase no final do estágio fica aqui uma pequena amostra da graciosidade deste projecto.

Foto da semana 37

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A ocasião faz o ladrão!

A instalação de vedações para o início de uma nova construção a escassos metros de outro edifício, deu origem a um corredor de passagem, que dia após dia foi ficando mais escuro. Existem moradores que não passam por aqui depois do escurecer com receio de um mau encontro.
Nesta zona sem lei - Terra de Ninguém - não existe entidade onde se possa reclamar pela alegada falta de segurança que este corredor (que também é um mau acesso a uma garagem) representa.

Local escuro, sem qualquer tipo de iluminação tornou-se assim num alvo apetecível para os amigos do alheio. Algum dia tinha que acontecer e foi esta noite.
Assaltaram um estabelecimento comercial que possui uma janela (com gradeamento) para este novo corredor escuro, tendo furtado vários pertences.
Os moradores do prédio não se aperceberam de nada e o vigilante/segurança da obra também não (!!!).
A ocasião fez o ladrão e se a empresa de construção não tivesse acumulado tantos prejuízos com a edificação de tão importante marco arquitectónico, fundamental para uma cidade que se quer com uma visão de futuro, onde vai ser normal construir em tudo que é sítio (o aumento da população assim o exige), já teria providenciado a instalação de projectores nas zonas mais escuras que rodeiam a obra.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

‘Barbaridade urbanistica’

"Barbaridade urbanística"! Nem eu fui tão longe - fiquei-me simplesmente por "Atentado urbanístico"!(+)

Estas são palavras de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.

CML reconhece ‘barbaridade urbanística’

O presidente da CML classificou de “barbaridade urbanística” a proximidade do edifício em construção do Grupo Cofina, em Benfica, aos prédios já existentes, garantindo aos seus moradores uma “linha de contacto”. “Penso que nenhum vereador deste executivo se revê nesta barbaridade urbanística”, afirmou durante a reunião descentralizada do executivo dedicada às freguesias de Carnide e São Domingos de Benfica.(...)

(...)Os moradores repetiram as suas queixas: a construção do edifício veio, alegam, prejudicar a sua qualidade de vida, com perda de privacidade e de condições de segurança, sem acesso aos terraços em caso de emergência, uma situação que afecta cerca de 78 fogos de vários lotes ao longo das ruas.(...)

Extracto do artigo - CML reconhece ‘barbaridade urbanística’ em 4 de Setembro de 2008


Não tinha nenhuma opinião concreta acerca do Presidente da CML, mas depois desta atitude António Costa subiu bastante na minha consideração.
Só é pena que não se veja mais exemplos destes por esse país fora, onde falta coragem política para combater situações que foram criadas por algum vazio legal, por má apreciação de projectos, etc.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Monumentos de Setúbal

1 - Monumentos muito antigos

2 - Monumentos antigos

3 - Monumentos recentes

4 - Monumentos emergentes

A razão de ser deste blog!

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Viver na toca

Mais um exemplo de um urbanismo que se pretende banido de qualquer autarquia que goste do seu espaço de actuação.

Não fosse o respeito por quem ainda aparentemente consegue aqui morar, este triste exemplo era digno de figurar em qualquer site tipo “Portugal no seu Melhor”.
Tudo tem uma história, e esta remonta a 1990 quando fizeram a consolidação das escarpas de S. Nicolau, prolongando a Avenida Belo Horizonte ao longo da mesma. A Avenida que tem uma extensão considerável, foi concluída em 1998 com a construção do Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I.
Na zona das escarpas, a avenida foi construída não de uma forma plana, mas tentando minimizar os efeitos das irregularidades do terreno, já que várias ruas e caminhos desembocavam nesta nova artéria.
Assim, é possível ainda ver zonas que terminam em escadas (razoável) ou que terminam num buraco (aberração).
Este último caso deveria ter tido uma atenção especial por parte da Câmara Municipal de Setúbal, que juntamente com o IGHAPE - Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (actual IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana) tinham poderes e interesses na zona.
Os moradores, essencialmente pescadores, tinham aqui uma casa modesta (em regra de um só piso), mas sua. Também havia algumas barracas construídas em terrenos abandonados, pertencentes ao IGHAPE por expropriações efectuadas no final dos anos 60.
As mentes brilhantes desta autarquia, descobriram que esta era uma zona ‘virgem’ a explorar, quando já tivessem destruído um outro bairro com vista privilegiada para o Rio Sado e o seu estuário – o bairro do Viso. Este, qual pedreira, está com a exploração quase no limite.

Não é pois por acaso que aparece o interesse imobiliário nesta zona. Esta é a nova ‘pedreira’ para explorar na próxima década.

Setúbal, ganhou alguma visibilidade pela negativa, com a actividade da Sécil na Serra da Arrábida, quer pela extracção de matéria-prima para a produção de cimento, quer mais recentemente por causa da co-incineração de resíduos perigosos na cimenteira.

Analisando as lutas/protestos contra a actividade da Sécil no Parque Natural da Arrábida (defendido com garras e dentes pelo executivo camarário até à exaustão, no que respeita à questão da queima de resíduos perigosos) e o impacto negativo de um urbanismo criticável (patrocinado pelos mesmos autarcas), onde para alimentar a sempre insaciável gulodice imobiliária, se hipoteca a qualidade de vida das gerações vindouras, chega-se à triste conclusão que há aqui dois pesos e duas medidas.
Voltando ao assunto que faz o titulo do artigo, existem várias casas térreas que foram desde 1990 impedidas de fazer qualquer modificação estrutural, ou reconstrução porque os ‘iluminados’ da Câmara Municipal de Setúbal entenderam que a lei do mercado não podia funcionar neste espaço, que os proprietários não tinham direito a ter uma habitação condigna (artigos 65 º e 66º da Constituição Portuguesa, que bons políticos e democratas, salvo seja, se esquecem regularmente) e levando a que a maior parte destas casas esteja agora em ruínas.
Depois de 17 anos a ‘marinar’ (termo usado regularmente nas sessões camarárias!!!) está assim criado o cenário ideal para o ataque da especulação imobiliária, enchendo os bolsos de muita gente e destruindo mais um pouco do património paisagístico desta cidade.
Vem agora a Câmara Municipal de Setúbal mostrar mais uma maquete, com um projecto que já anda enrolado nos corredores do poder desde 2003 (Acta 17/2003 paginas 13-15) e onde a autarquia em conjunto com o IHRU pretendem construir blocos de apartamentos com 4 pisos, esquecendo-se que existe muita propriedade privada em zonas chave, maioritariamente casas térreas.
Vamos certamente continuar a assistir a paradigmas urbanísticos como este

(na mesma avenida), só porque os nossos autarcas acham que, quando se trata de manter os interesses imobiliários acima de qualquer valor ético, moral ou de bom senso, é a lei do salve-se quem puder. Mais exemplos? Mesmo ao pé da porta! Mesma zona, mesma Avenida!

Está excluída a hipótese dos autores de tão interessante projecto, se candidatarem ao Prémio INH já que, construir um prédio encostado a um viaduto, não passará certamente nas regras de selecção:

Como critérios de selecção e valorização, estabelecem-se os relevantes na optimização global da relação custo/qualidade da habitação (esta avaliada como um processo integrado que envolve a urbanização, a edificação, o alojamento e considere os aspectos de promoção, concepção, construção e utilização pela população), procurando soluções que melhor conduzam à realização de uma habitação condigna.
Como parâmetros de avaliação adoptam-se os estabelecidos na Portaria n.º 500/97, de 21 de Julho, na Lei n.º 85/98, de 16 de Dezembro, e nas Recomendações Técnicas de Habitação Social, bem como as propostas de inovação no domínio da concepção e das novas tecnologias, designadamente as que correspondem a uma melhor satisfação das exigências de conforto, segurança, habitabilidade e durabilidade, de racionalidade construtiva e redução de custos.
Na consideração dos custos ponderam-se quer o investimento inicial em terreno, urbanização, construção, administração e encargos financeiros, quer os custos inerentes à conservação, utilização, reposição e a sua correcta repartição numa estrutura global de custos.
Todos estes factores, ainda que devidamente ponderados e avaliados per si, são considerados globalmente.

Extracto do artigo - Prémio INH


Não podia terminar sem apontar uma saída (ainda vai muito a tempo), uma solução para esta zona da cidade (criticar pode ser fácil de mais) - porque não investir em habitação unifamiliar (moradias) que caracteriza toda esta área? Não dá lucros exorbitantes aos especuladores imobiliários? Paciência!
Os donos das actuais construções agradeciam, mantinha-se esta zona da cidade com um aspecto equilibrado, livre de mamarrachos, acompanhando as novas tendências urbanísticas por esse mundo fora – zonas residenciais com qualidade. Esta zona também é um cartão-de-visita da Cidade e do País, pois está colocada junto aos cais comerciais do Porto de Setúbal. Não queremos ver aqui uma Copacabana, sem praia.
Bons exemplos em que os mesmos intervenientes (autarquias e INH) fazem um bom trabalho e até ganham prémios:

Prémio INH 2005 (17.ª edição) na categoria Prémio de Promoção Municipal - empreendimento de 24 fogos em Outeiro do Facho, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, construído pela empresa Vilda — Construção Civil, Lda., com projecto coordenado pelo arquitecto Miguel Mota.

Extracto do artigo - Prémio INH 2005 — 17.ª edição

domingo, 31 de agosto de 2008

Sinais de mudança

Depois de várias ameaças, parece estar para breve a construção do "Muro" da Vergonha 2. Desde o final do verão passado que paira no ar a ameaça, de também do outro lado da Avenida D.Manuel I construírem um novo "mamarracho" para abrilhantar o novo bairro urbano de Setúbal.
De início, o que parece uma situação normal por estes lados, só iam instalar o estaleiro de obra, ficando depois à espera que fosse licenciado o projecto, podendo até iniciar a limpeza e o aterro se fosse oportuno. A visibilidade que foi dada à nossa contestação aconselhou prudência, e durante quase um ano não foram vistas grandes movimentações de pessoas com dossiers, plantas e afins.
Ao que consegui apurar na altura, o atraso no licenciamento tinha a ver com a forma como ia ser feito o prolongamento da Rua Bartolomeu Dias, com
passagem inferior sob a Avenida Belo Horizonte, fazendo com que esta ultima fique parecida com um carrossel (exemplo que também faz parte do best-seller "Urbanismo para Totós").

Já tal estava previsto na maquete 'falsa' do Manuel "Alcatrão" com a diferença que, nessa maquete estas zonas onde andam a construir mamarrachos, era uma zona verde!
Pelos vistos já resolveram a melhor forma de levar os carros para cima da Pedra Furada, onde está em fase adiantada de estudo, a construção de um Palácio de Congressos com 10 (dez) pisos!!!
Só nessa altura, o bairro fronteiriço -
Bairro da Parvoiça - que envergonha a cidade e os seus autarcas terá finalmente uma solução. Não se pode ter um local frequentado por VIP's com vista para bairros da lata.

Os sinais de mudança vem da remoção de um enorme painel publicitário do local. Espera-se agora a todo o momento a colocação das vedações em todo o recinto na nova obra e porque não também um nova companhia de circo.

O painel publicitário agora retirado, encontra-se no local à mais de um ano e tinha como principal cliente a Câmara Municipal de Setúbal, tendo uma das suas versões sido usada numa das minhas montagens.

Foto da semana 35

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sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O balanço

Terminada a Festanima 2008, pode a Organização estar contente pelo sucesso do evento, já que a opinião é unânime: bons negócios, boa afluência, boa organização.
Eu, apesar de morar a escassas dezenas de metros do evento estive a relaxar numa praia das proximidades durante toda a semana e somente a visitei poucas horas antes da sua abertura, tirei fotos na manhã seguinte e envolvi-me na enorme multidão que no ultimo dia fazia a despedida da Festanima e aguardava a chegada da hora do fogo de artifício.
A animação era muita a essa hora (cerca das 23:00) e das ruas laterais chegavam continuamente novos grupos de pessoas.
Depois de uma volta rápida pelo recinto, só não gostei de ver o Pavilhão da Câmara Municipal de Setúbal fechado àquela hora, contrastando com o grande Pavilhão da Junta de Freguesia de S.Sebastião, onde o seu Presidente Carlos Almeida, sempre interessado e atento, conversava com os seus fregueses e não só, e onde até se faziam entrevistas. Só sobressaiu por ser o único pavilhão fechado em todo o recinto àquela hora. Certamente que existirá uma explicação razoável, para não participar na festa de encerramento da Festanima 2008.
Como a confusão era muita, optei por regressar a casa, onde assisti da janela a uma exibição de fogo de artifício que me agradou, por ser diferente (para melhor) daquela a que estou habituado: menos barulho e melhor efeito visual.
Com o evento deste ano, ganhou o bairro de forma permanente, umas bandas de aviso de aproximação de passadeira, numa das poucas existentes neste troço da Avenida Belo Horizonte.

Aumentando de facto a visibilidade da mesma, não reduz de maneira nenhuma a regular exibição de carros modificados e principalmente motas, que talvez não exagere ao dizer que atingem neste local no sentido oeste-este, velocidades perto dos 200km/h.
Se tem algum vigia junto à esquadra que fica a cerca de 300 metros, ou simplesmente fazem estas exibições também pelo gosto da aventura e imprevisto, o que é certo é que estas decorrem por vezes em dias seguidos e com várias passagens por hora.

Aproveito para pedir desculpa a um grupo de simpáticas senhoras (já com uma idadezinha respeitável), com o seu pavilhão estrategicamente colocado quase junto ao palco (para melhor ouvir a musica certamente), por ter usado o seu pavilhão para uma montagem no artigo Stand de Vendas - Parte II (não era esse o titulo original), não resistindo à tentação, depois de ver um pavilhão sem grandes áreas na imagem para 'limpar' quando na manhã do dia 17/8 fazia a 'reportagem' fotográfica.

Num artigo anterior, demorei mais de um mês a tentar arranjar um pavilhão que servisse os meus propósitos, tendo acabado por fotografar um pavilhão que foi usada nas celebrações do dia 01 de Maio na Avenida Luisa Tody, mas que deu bastante trabalho a manipular.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A promoção do dia

A viabilidade das empresas passa pela redução de custos. Por isso estar atento a promoções/saldos de materiais de consumo ou equipamentos é uma actividade que não se deve descurar, a bem de uma gestão de recursos equilibrada, tendo como objectivo bons resultados anuais.
Quando a nossa construtora de eleição, sempre atenta a esses pequenos pormenores (que fazem toda a diferença), soube que uma empresa de aluguer de escavadoras compactas tinha promoções quase diárias, consultou os responsáveis no local da obra que lhe fizeram uma lista exaustiva do equipamento necessário para limpar o piso térreo.
A empresa em causa, de aluguer de máquinas e equipamentos para construção civil e obras públicas, com uma gama de equipamentos multimarca, moderna, diversificada e eficiente para alugar sem operador, oferece um nível superior de serviço, aluga ao dia, semana ou mês e faz promoções regulares.
A promoção de segunda-feira era uma escavadora usada de concha média (colher de sopa), a qual foi entregue cerca das 11:25.

A promoção de hoje era uma escavadora compacta Volvo modelo EC15 (colher de sobremesa), a qual por ser mais recente e estar em muito bom estado tinha muitos pretendentes. Nada que o factor "C" (também conhecido por cunha) não conseguisse resolver.
Assim, para fugir aos olhos indiscretos dos outros pretendentes, foi a escavadora retirada do armazém ainda de madrugada e entregue no local da obra escassos minutos depois das 7 da manhã.

Teria certamente passado despercebida a sua chegada ao nosso bairro, onde a maioria dos moradores ainda dormia profundamente, se o condutor do veiculo longo que a transportava, certamente por comodismo, não tivesse feito cerca de 200 metros em marcha-atrás e onde o apito de alerta de manobra do camião, serviu de toque de alvorada para os moradores da rua.
Já que o pessoal das redondezas estava acordado, não havia motivos para não servir a sopinha quente que entretanto estava preparada. Ainda não eram sete e meia, mas o pessoal estava com fome!
Assim, apesar de não de ver o prato, ouvia-se o bater da colher de sopa algures no piso -2 do Bloco 1 ou 2.