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domingo, 21 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Kultura na Fonte do Lavra
Aproveitando uma ideia (penso que original) do Gato Fedorento foi criada no início de Janeiro uma brincadeira que divertiu os amigos, mas que obrigava a uma perda de tempo diária que a certa altura se tornou incomportável. Logo que se deu por terminada a brincadeira foi escrito um artigo sobre o tema, que para variar foi polémico e com vários comentários.
Depois de algum tempo reinventou-se a brincadeira e o artigo foi colocado em rascunho, onde ainda se mantém enquanto for julgado conveniente.
Foi ao longo dos meses aperfeiçoada e conseguimos entretanto colocar à disposição dos interessados o nosso jornal, com noticias sempre actuais sobre o país e o mundo.
Passamos agora a uma nova fase: o suplemento do jornal
Todo o jornal deve ter um espaço com aspectos kulturais e recreativos (não queremos que o nosso seja a excepção) com fotos de alguma comicidade, anedotas, adivinhas, efemérides, curiosidades, etc., de forma a que o leitor tenha algum momento de descontracção, porque por vezes as noticias são tão más no geral que nos deixam bastante deprimidos.
Como este blog, fruto das circunstâncias, continua muito 'pesado', vamos publicar paralelamente aqui o "Suplemento Kultural e Recreativo" do referido jornal a começar já na próxima segunda-feira e sempre às 09:00 (vão ficar programados para essa hora à medida que forem compilados).
Como é nosso propósito continuar com um blog temático, não faz sentido manter uma enormidade de artigos visíveis, que só iam ofuscar a nossa luta.
Assim, só será visível o suplemento do dia, passando o do dia anterior para um arquivo que se situará logo a seguir a este texto. Contudo, antes de passar para este arquivo será impresso em formato PDF, onde será também visível qualquer comentário que entretanto os mesmos recebam.
Espero sinceramente que se divirtam com as escolhas apresentadas que serão essencialmente retiradas da internet e das dezenas de mails que recebo diariamente.
Depois de algum tempo reinventou-se a brincadeira e o artigo foi colocado em rascunho, onde ainda se mantém enquanto for julgado conveniente.
Foi ao longo dos meses aperfeiçoada e conseguimos entretanto colocar à disposição dos interessados o nosso jornal, com noticias sempre actuais sobre o país e o mundo.
Passamos agora a uma nova fase: o suplemento do jornal
Todo o jornal deve ter um espaço com aspectos kulturais e recreativos (não queremos que o nosso seja a excepção) com fotos de alguma comicidade, anedotas, adivinhas, efemérides, curiosidades, etc., de forma a que o leitor tenha algum momento de descontracção, porque por vezes as noticias são tão más no geral que nos deixam bastante deprimidos.
Como este blog, fruto das circunstâncias, continua muito 'pesado', vamos publicar paralelamente aqui o "Suplemento Kultural e Recreativo" do referido jornal a começar já na próxima segunda-feira e sempre às 09:00 (vão ficar programados para essa hora à medida que forem compilados).
Como é nosso propósito continuar com um blog temático, não faz sentido manter uma enormidade de artigos visíveis, que só iam ofuscar a nossa luta.
Assim, só será visível o suplemento do dia, passando o do dia anterior para um arquivo que se situará logo a seguir a este texto. Contudo, antes de passar para este arquivo será impresso em formato PDF, onde será também visível qualquer comentário que entretanto os mesmos recebam.
Espero sinceramente que se divirtam com as escolhas apresentadas que serão essencialmente retiradas da internet e das dezenas de mails que recebo diariamente.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Aniversário - Parte II
Os dias passam depressa e cá estamos nós a celebrar mais um aniversário!
No dia 18 de Setembro de 2007, apresentaram-se aqui 3 trabalhadores ao serviço da empresa Joveda – Vedações, Lda para vedar um terreno de uns senhores que se julgam donos de meio mundo e arredores. Durante a tarde de 19/09/2007 tudo começou a correr mal e como havia conflito com um caminho publico e acesso a uma garagem que simplesmente ia ficar sem acesso, foi chamada a PSP (Esquadra da Bela Vista) que tomou conta da ocorrência identificando os intervenientes. Perante a inexistência de qualquer documentação sobre o motivo de intervenção da empresa que colocava vedações no terreno, assim como de qualquer documentação que identificasse o projecto, o construtor ou mesmo o proprietário do mesmo, foi interrompida pela PSP qualquer actuação no local até que se apurassem melhor os factos. UMA VERGONHA!
Os donos de meio mundo e arredores compraram um terreno expropriado em finais dos anos 60 para fins sociais, na TERRA DE NINGUÉM. Os entendidos em Direito Administrativo acham que ao abrigo da Lei dos Solos isso é impossível de ser feito, podendo ser vendido somente o direito de superfície, o que não foi o caso. A acção principal a decorrer desde Abril no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada irá fazer certamente luz sobre o assunto.
Os donos de meio mundo e arredores compraram um terreno expropriado em finais dos anos 60 para fins sociais, na TERRA DE NINGUÉM. Os entendidos em Direito Administrativo acham que ao abrigo da Lei dos Solos isso é impossível de ser feito, podendo ser vendido somente o direito de superfície, o que não foi o caso. A acção principal a decorrer desde Abril no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada irá fazer certamente luz sobre o assunto.
Leitura complementar recomendada - Ataque de toupeiras?
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
O adeus
VOU-ME EMBORA VOU PARTIR
Jurámos amor eterno, branca flor!
Eu parti e tu ficaste, com talento!
Eu voltei com as andorinhas, meu amor
Mas tu nunca mais voltaste, com o tempo
Eu parti e tu ficaste, com talento!
Eu voltei com as andorinhas, meu amor
Mas tu nunca mais voltaste, com o tempo
Vou-me embora, vou partir, mas tenho esperança,
Vou correr o mundo inteiro, quero ir!
Quero ver e conhecer, rosa branca,
A vida do marinheiro, sem dormir!
A vida do marinheiro, branca flor,
Que anda lutando no mar com talento!
Adeus, adeus, minha mãe, adeus, meu amor!
Eu hei-de ir, hei-de voltar com o tempo!
Vou correr o mundo inteiro, quero ir!
Quero ver e conhecer, rosa branca,
A vida do marinheiro, sem dormir!
A vida do marinheiro, branca flor,
Que anda lutando no mar com talento!
Adeus, adeus, minha mãe, adeus, meu amor!
Eu hei-de ir, hei-de voltar com o tempo!
terça-feira, 16 de setembro de 2008
A subida do preço do petroleo
Uma fuga de informação de alguém interessado em prejudicar a nossa causa divulgou à comunicação social, um segredo guardado a sete chaves - a chegada de um investidor árabe à Fonte do Lavra.
Após ter saído num jornal local, uma imagem da sua chegada ao deserto da Fonte do Lavra no passado dia 06 de Julho num Ferrari ultimo modelo (condizente com o seu estatuto) acompanhado do seu guarda-costas pessoal, não faz mais sentido prolongar o secretismo que envolveu a sua chegada.
Quem é então este homem de quem se fala?
O Sheik Al-Kuchete, homem de confiança de alguns governantes árabes, descobriu petróleo no seu quintal, tornando-se rapidamente num multi-milionário. Na posse de tanto dinheiro começou a procura de um bom locar para investir. Através da internet descobriu que Setúbal, em Portugal, estava necessitada de grandes investidores para fazer face a todos os projectos que a Câmara Municipal de Setúbal tem em mãos.
Quando os seus amigos souberam que ele vinha investir em Setúbal, incumbiram-lhe uma missão adicional - obter informações sobre uma construtora que no espaço de poucos meses ganhou vários concursos nos seus países. A missão deveria ser levada a cabo dentro do maior secretismo para que as informações obtidas fossem o mais fiáveis possível.
Quando chegou a Setúbal, estacionou o seu Ferrari no deserto local e qual o seu espanto, quando ali mesmo ao lado estava a construtora que ele procurava.
O Sheik Al-Kuchete, homem de confiança de alguns governantes árabes, descobriu petróleo no seu quintal, tornando-se rapidamente num multi-milionário. Na posse de tanto dinheiro começou a procura de um bom locar para investir. Através da internet descobriu que Setúbal, em Portugal, estava necessitada de grandes investidores para fazer face a todos os projectos que a Câmara Municipal de Setúbal tem em mãos.
Quando os seus amigos souberam que ele vinha investir em Setúbal, incumbiram-lhe uma missão adicional - obter informações sobre uma construtora que no espaço de poucos meses ganhou vários concursos nos seus países. A missão deveria ser levada a cabo dentro do maior secretismo para que as informações obtidas fossem o mais fiáveis possível.
Quando chegou a Setúbal, estacionou o seu Ferrari no deserto local e qual o seu espanto, quando ali mesmo ao lado estava a construtora que ele procurava.
Convinha arranjar agora um local com vista privilegiada para a construção que ali decorria, para enviar aos seus amigos a informação pretendida.
Era coincidência a mais! No prédio ao lado da obra havia um enorme cartaz que ele via ao longe com umas palavras que ele julgou ser um anúncio de venda, o que o seu guarda-costas que tinha tirado um curso rápido de português, confirmou.
Era coincidência a mais! No prédio ao lado da obra havia um enorme cartaz que ele via ao longe com umas palavras que ele julgou ser um anúncio de venda, o que o seu guarda-costas que tinha tirado um curso rápido de português, confirmou.
Apesar das vestes o puderem denunciar, encaminhou-se para o outro lado da Avenida e conseguiu fechar rapidamente o negócio da compra do apartamento que realmente estava à venda.
Para não levantar suspeitas, manteve-se dentro do apartamento, onde passa o dia atrás das cortinas a observar a forma elegante com que esta construtora se movimenta no terreno.
Todos os dias envia um relatório com os últimos desenvolvimentos no terreno bem como a sua opinião.
Apesar da notícia que saiu no jornal fale só no investimento no nosso bairro, fonte segura confidenciou-nos que na próxima semana será dada continuidade a noticia, indo o jornal desmascarar o Sheik e a sua missão.
Independentemente do que vier a ser publicado nesse pasquim, ficou aqui a versão oficial que o Sheik Al-Kuchete pretende dar à Comunicação Social.
Com o apartamento vendido e não sendo necessário continuar a aparentar uma falsa normalidade para proteger a missão secreta do Sheik Al-Kuchete, está na hora de dizer ADEUS a um local onde fui feliz durante 160 meses e onde vivi um inferno durante 14 meses.
Para não levantar suspeitas, manteve-se dentro do apartamento, onde passa o dia atrás das cortinas a observar a forma elegante com que esta construtora se movimenta no terreno.
Todos os dias envia um relatório com os últimos desenvolvimentos no terreno bem como a sua opinião.
Apesar da notícia que saiu no jornal fale só no investimento no nosso bairro, fonte segura confidenciou-nos que na próxima semana será dada continuidade a noticia, indo o jornal desmascarar o Sheik e a sua missão.
Independentemente do que vier a ser publicado nesse pasquim, ficou aqui a versão oficial que o Sheik Al-Kuchete pretende dar à Comunicação Social.
Com o apartamento vendido e não sendo necessário continuar a aparentar uma falsa normalidade para proteger a missão secreta do Sheik Al-Kuchete, está na hora de dizer ADEUS a um local onde fui feliz durante 160 meses e onde vivi um inferno durante 14 meses.
domingo, 14 de setembro de 2008
O estágio
Engenheiros portugueses fazem estágio na Fonte do Lavra.
Depois de intensas negociações com a Câmara Municipal de Setúbal foi possível criar na Fonte do Lavra um local de excelência onde engenheiros portugueses ao serviço da Sociedade de Construções H.Hagen pudessem dar largas a todo o conhecimento entretanto adquirido.
Uma zona de baldio e canavial, que servia só para acumular lixo trazido pelo vento e para os melhores amigos do homem fazerem as suas necessidades, foi o local escolhido para tal estágio.Optaram por desenvolver um projecto em forma de galheteiro em que a torre de habitação central tem somente 7 pisos. Poderiam construir mais pisos, já que esta zona é considerada “Terra de Ninguém”, por não ser aplicado o PDM. Contudo foi acordado que 7 seriam os pisos necessários para que o estágio fosse considerado um sucesso. Na eventualidade de não se conseguir vender nenhum dos apartamentos, lojas e garagens ou o mesmo vir até a ser demolido por ordem do tribunal (um grupo de moradores não gostaram da vizinhança e resolveram por uma acção judicial contra tal projecto), o prejuízo não seria relevante.
No final do estágio irão seguir para a Arábia Saudita segundo noticia vindo a público no Jornal Económico:
Depois de intensas negociações com a Câmara Municipal de Setúbal foi possível criar na Fonte do Lavra um local de excelência onde engenheiros portugueses ao serviço da Sociedade de Construções H.Hagen pudessem dar largas a todo o conhecimento entretanto adquirido.
Uma zona de baldio e canavial, que servia só para acumular lixo trazido pelo vento e para os melhores amigos do homem fazerem as suas necessidades, foi o local escolhido para tal estágio.Optaram por desenvolver um projecto em forma de galheteiro em que a torre de habitação central tem somente 7 pisos. Poderiam construir mais pisos, já que esta zona é considerada “Terra de Ninguém”, por não ser aplicado o PDM. Contudo foi acordado que 7 seriam os pisos necessários para que o estágio fosse considerado um sucesso. Na eventualidade de não se conseguir vender nenhum dos apartamentos, lojas e garagens ou o mesmo vir até a ser demolido por ordem do tribunal (um grupo de moradores não gostaram da vizinhança e resolveram por uma acção judicial contra tal projecto), o prejuízo não seria relevante.
No final do estágio irão seguir para a Arábia Saudita segundo noticia vindo a público no Jornal Económico:
Construtora portuguesa
Hagen leva engenheiros portugueses para construir torres na Arábia Saudita
Construtora portuguesa estabeleceu parceria com grupo árabe. Projectos de 68 milhões de euros incluem habitação e escritórios. Hagen também está a construir habitação social na Líbia.
Duas torres de escritórios, uma de habitação e um hotel são os primeiros projectos que o grupo Hagen – empresa de capitais portugueses em tempos detida pela francesa Vinci – vai construir na Arábia Saudita, na cidade de Jeddah.
In - - http://diarioeconomico.sapo.ptQuase no final do estágio fica aqui uma pequena amostra da graciosidade deste projecto.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
A ocasião faz o ladrão!
A instalação de vedações para o início de uma nova construção a escassos metros de outro edifício, deu origem a um corredor de passagem, que dia após dia foi ficando mais escuro. Existem moradores que não passam por aqui depois do escurecer com receio de um mau encontro.
Nesta zona sem lei - Terra de Ninguém - não existe entidade onde se possa reclamar pela alegada falta de segurança que este corredor (que também é um mau acesso a uma garagem) representa.
Nesta zona sem lei - Terra de Ninguém - não existe entidade onde se possa reclamar pela alegada falta de segurança que este corredor (que também é um mau acesso a uma garagem) representa.
Local escuro, sem qualquer tipo de iluminação tornou-se assim num alvo apetecível para os amigos do alheio. Algum dia tinha que acontecer e foi esta noite.
Assaltaram um estabelecimento comercial que possui uma janela (com gradeamento) para este novo corredor escuro, tendo furtado vários pertences.
Os moradores do prédio não se aperceberam de nada e o vigilante/segurança da obra também não (!!!).
A ocasião fez o ladrão e se a empresa de construção não tivesse acumulado tantos prejuízos com a edificação de tão importante marco arquitectónico, fundamental para uma cidade que se quer com uma visão de futuro, onde vai ser normal construir em tudo que é sítio (o aumento da população assim o exige), já teria providenciado a instalação de projectores nas zonas mais escuras que rodeiam a obra.
Assaltaram um estabelecimento comercial que possui uma janela (com gradeamento) para este novo corredor escuro, tendo furtado vários pertences.
Os moradores do prédio não se aperceberam de nada e o vigilante/segurança da obra também não (!!!).
A ocasião fez o ladrão e se a empresa de construção não tivesse acumulado tantos prejuízos com a edificação de tão importante marco arquitectónico, fundamental para uma cidade que se quer com uma visão de futuro, onde vai ser normal construir em tudo que é sítio (o aumento da população assim o exige), já teria providenciado a instalação de projectores nas zonas mais escuras que rodeiam a obra.
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
‘Barbaridade urbanistica’
"Barbaridade urbanística"! Nem eu fui tão longe - fiquei-me simplesmente por "Atentado urbanístico"!(+)
Estas são palavras de António Costa, Presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
CML reconhece ‘barbaridade urbanística’
O presidente da CML classificou de “barbaridade urbanística” a proximidade do edifício em construção do Grupo Cofina, em Benfica, aos prédios já existentes, garantindo aos seus moradores uma “linha de contacto”. “Penso que nenhum vereador deste executivo se revê nesta barbaridade urbanística”, afirmou durante a reunião descentralizada do executivo dedicada às freguesias de Carnide e São Domingos de Benfica.(...)
(...)Os moradores repetiram as suas queixas: a construção do edifício veio, alegam, prejudicar a sua qualidade de vida, com perda de privacidade e de condições de segurança, sem acesso aos terraços em caso de emergência, uma situação que afecta cerca de 78 fogos de vários lotes ao longo das ruas.(...)
(...)Os moradores repetiram as suas queixas: a construção do edifício veio, alegam, prejudicar a sua qualidade de vida, com perda de privacidade e de condições de segurança, sem acesso aos terraços em caso de emergência, uma situação que afecta cerca de 78 fogos de vários lotes ao longo das ruas.(...)
Extracto do artigo - CML reconhece ‘barbaridade urbanística’ em 4 de Setembro de 2008
Não tinha nenhuma opinião concreta acerca do Presidente da CML, mas depois desta atitude António Costa subiu bastante na minha consideração.
Só é pena que não se veja mais exemplos destes por esse país fora, onde falta coragem política para combater situações que foram criadas por algum vazio legal, por má apreciação de projectos, etc.
Só é pena que não se veja mais exemplos destes por esse país fora, onde falta coragem política para combater situações que foram criadas por algum vazio legal, por má apreciação de projectos, etc.
domingo, 7 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Monumentos de Setúbal
1 - Monumentos muito antigos 2 - Monumentos antigos 3 - Monumentos recentes4 - Monumentos emergentes
A razão de ser deste blog!
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Viver na toca
Mais um exemplo de um urbanismo que se pretende banido de qualquer autarquia que goste do seu espaço de actuação.
Não fosse o respeito por quem ainda aparentemente consegue aqui morar, este triste exemplo era digno de figurar em qualquer site tipo “Portugal no seu Melhor”.
Tudo tem uma história, e esta remonta a 1990 quando fizeram a consolidação das escarpas de S. Nicolau, prolongando a Avenida Belo Horizonte ao longo da mesma. A Avenida que tem uma extensão considerável, foi concluída em 1998 com a construção do Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I.
Na zona das escarpas, a avenida foi construída não de uma forma plana, mas tentando minimizar os efeitos das irregularidades do terreno, já que várias ruas e caminhos desembocavam nesta nova artéria.
Assim, é possível ainda ver zonas que terminam em escadas (razoável) ou que terminam num buraco (aberração).
Este último caso deveria ter tido uma atenção especial por parte da Câmara Municipal de Setúbal, que juntamente com o IGHAPE - Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (actual IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana) tinham poderes e interesses na zona.
Os moradores, essencialmente pescadores, tinham aqui uma casa modesta (em regra de um só piso), mas sua. Também havia algumas barracas construídas em terrenos abandonados, pertencentes ao IGHAPE por expropriações efectuadas no final dos anos 60.
As mentes brilhantes desta autarquia, descobriram que esta era uma zona ‘virgem’ a explorar, quando já tivessem destruído um outro bairro com vista privilegiada para o Rio Sado e o seu estuário – o bairro do Viso. Este, qual pedreira, está com a exploração quase no limite.
Tudo tem uma história, e esta remonta a 1990 quando fizeram a consolidação das escarpas de S. Nicolau, prolongando a Avenida Belo Horizonte ao longo da mesma. A Avenida que tem uma extensão considerável, foi concluída em 1998 com a construção do Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I.
Na zona das escarpas, a avenida foi construída não de uma forma plana, mas tentando minimizar os efeitos das irregularidades do terreno, já que várias ruas e caminhos desembocavam nesta nova artéria.
Assim, é possível ainda ver zonas que terminam em escadas (razoável) ou que terminam num buraco (aberração).
Este último caso deveria ter tido uma atenção especial por parte da Câmara Municipal de Setúbal, que juntamente com o IGHAPE - Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (actual IHRU – Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana) tinham poderes e interesses na zona.
Os moradores, essencialmente pescadores, tinham aqui uma casa modesta (em regra de um só piso), mas sua. Também havia algumas barracas construídas em terrenos abandonados, pertencentes ao IGHAPE por expropriações efectuadas no final dos anos 60.
As mentes brilhantes desta autarquia, descobriram que esta era uma zona ‘virgem’ a explorar, quando já tivessem destruído um outro bairro com vista privilegiada para o Rio Sado e o seu estuário – o bairro do Viso. Este, qual pedreira, está com a exploração quase no limite.
Não é pois por acaso que aparece o interesse imobiliário nesta zona. Esta é a nova ‘pedreira’ para explorar na próxima década.
Setúbal, ganhou alguma visibilidade pela negativa, com a actividade da Sécil na Serra da Arrábida, quer pela extracção de matéria-prima para a produção de cimento, quer mais recentemente por causa da co-incineração de resíduos perigosos na cimenteira.
Analisando as lutas/protestos contra a actividade da Sécil no Parque Natural da Arrábida (defendido com garras e dentes pelo executivo camarário até à exaustão, no que respeita à questão da queima de resíduos perigosos) e o impacto negativo de um urbanismo criticável (patrocinado pelos mesmos autarcas), onde para alimentar a sempre insaciável gulodice imobiliária, se hipoteca a qualidade de vida das gerações vindouras, chega-se à triste conclusão que há aqui dois pesos e duas medidas.
Voltando ao assunto que faz o titulo do artigo, existem várias casas térreas que foram desde 1990 impedidas de fazer qualquer modificação estrutural, ou reconstrução porque os ‘iluminados’ da Câmara Municipal de Setúbal entenderam que a lei do mercado não podia funcionar neste espaço, que os proprietários não tinham direito a ter uma habitação condigna (artigos 65 º e 66º da Constituição Portuguesa, que bons políticos e democratas, salvo seja, se esquecem regularmente) e levando a que a maior parte destas casas esteja agora em ruínas.
Depois de 17 anos a ‘marinar’ (termo usado regularmente nas sessões camarárias!!!) está assim criado o cenário ideal para o ataque da especulação imobiliária, enchendo os bolsos de muita gente e destruindo mais um pouco do património paisagístico desta cidade.
Vem agora a Câmara Municipal de Setúbal mostrar mais uma maquete, com um projecto que já anda enrolado nos corredores do poder desde 2003 (Acta 17/2003 paginas 13-15) e onde a autarquia em conjunto com o IHRU pretendem construir blocos de apartamentos com 4 pisos, esquecendo-se que existe muita propriedade privada em zonas chave, maioritariamente casas térreas.
Vamos certamente continuar a assistir a paradigmas urbanísticos como este
Voltando ao assunto que faz o titulo do artigo, existem várias casas térreas que foram desde 1990 impedidas de fazer qualquer modificação estrutural, ou reconstrução porque os ‘iluminados’ da Câmara Municipal de Setúbal entenderam que a lei do mercado não podia funcionar neste espaço, que os proprietários não tinham direito a ter uma habitação condigna (artigos 65 º e 66º da Constituição Portuguesa, que bons políticos e democratas, salvo seja, se esquecem regularmente) e levando a que a maior parte destas casas esteja agora em ruínas.
Depois de 17 anos a ‘marinar’ (termo usado regularmente nas sessões camarárias!!!) está assim criado o cenário ideal para o ataque da especulação imobiliária, enchendo os bolsos de muita gente e destruindo mais um pouco do património paisagístico desta cidade.
Vem agora a Câmara Municipal de Setúbal mostrar mais uma maquete, com um projecto que já anda enrolado nos corredores do poder desde 2003 (Acta 17/2003 paginas 13-15) e onde a autarquia em conjunto com o IHRU pretendem construir blocos de apartamentos com 4 pisos, esquecendo-se que existe muita propriedade privada em zonas chave, maioritariamente casas térreas.
Vamos certamente continuar a assistir a paradigmas urbanísticos como este
(na mesma avenida), só porque os nossos autarcas acham que, quando se trata de manter os interesses imobiliários acima de qualquer valor ético, moral ou de bom senso, é a lei do salve-se quem puder. Mais exemplos? Mesmo ao pé da porta! Mesma zona, mesma Avenida!
Está excluída a hipótese dos autores de tão interessante projecto, se candidatarem ao Prémio INH já que, construir um prédio encostado a um viaduto, não passará certamente nas regras de selecção:
Como critérios de selecção e valorização, estabelecem-se os relevantes na optimização global da relação custo/qualidade da habitação (esta avaliada como um processo integrado que envolve a urbanização, a edificação, o alojamento e considere os aspectos de promoção, concepção, construção e utilização pela população), procurando soluções que melhor conduzam à realização de uma habitação condigna.
Como parâmetros de avaliação adoptam-se os estabelecidos na Portaria n.º 500/97, de 21 de Julho, na Lei n.º 85/98, de 16 de Dezembro, e nas Recomendações Técnicas de Habitação Social, bem como as propostas de inovação no domínio da concepção e das novas tecnologias, designadamente as que correspondem a uma melhor satisfação das exigências de conforto, segurança, habitabilidade e durabilidade, de racionalidade construtiva e redução de custos.
Na consideração dos custos ponderam-se quer o investimento inicial em terreno, urbanização, construção, administração e encargos financeiros, quer os custos inerentes à conservação, utilização, reposição e a sua correcta repartição numa estrutura global de custos.
Todos estes factores, ainda que devidamente ponderados e avaliados per si, são considerados globalmente.
Como parâmetros de avaliação adoptam-se os estabelecidos na Portaria n.º 500/97, de 21 de Julho, na Lei n.º 85/98, de 16 de Dezembro, e nas Recomendações Técnicas de Habitação Social, bem como as propostas de inovação no domínio da concepção e das novas tecnologias, designadamente as que correspondem a uma melhor satisfação das exigências de conforto, segurança, habitabilidade e durabilidade, de racionalidade construtiva e redução de custos.
Na consideração dos custos ponderam-se quer o investimento inicial em terreno, urbanização, construção, administração e encargos financeiros, quer os custos inerentes à conservação, utilização, reposição e a sua correcta repartição numa estrutura global de custos.
Todos estes factores, ainda que devidamente ponderados e avaliados per si, são considerados globalmente.
Extracto do artigo - Prémio INH
Não podia terminar sem apontar uma saída (ainda vai muito a tempo), uma solução para esta zona da cidade (criticar pode ser fácil de mais) - porque não investir em habitação unifamiliar (moradias) que caracteriza toda esta área? Não dá lucros exorbitantes aos especuladores imobiliários? Paciência!
Os donos das actuais construções agradeciam, mantinha-se esta zona da cidade com um aspecto equilibrado, livre de mamarrachos, acompanhando as novas tendências urbanísticas por esse mundo fora – zonas residenciais com qualidade. Esta zona também é um cartão-de-visita da Cidade e do País, pois está colocada junto aos cais comerciais do Porto de Setúbal. Não queremos ver aqui uma Copacabana, sem praia.
Bons exemplos em que os mesmos intervenientes (autarquias e INH) fazem um bom trabalho e até ganham prémios:
Os donos das actuais construções agradeciam, mantinha-se esta zona da cidade com um aspecto equilibrado, livre de mamarrachos, acompanhando as novas tendências urbanísticas por esse mundo fora – zonas residenciais com qualidade. Esta zona também é um cartão-de-visita da Cidade e do País, pois está colocada junto aos cais comerciais do Porto de Setúbal. Não queremos ver aqui uma Copacabana, sem praia.
Bons exemplos em que os mesmos intervenientes (autarquias e INH) fazem um bom trabalho e até ganham prémios:
Prémio INH 2005 (17.ª edição) na categoria Prémio de Promoção Municipal - empreendimento de 24 fogos em Outeiro do Facho, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Paiva, construído pela empresa Vilda — Construção Civil, Lda., com projecto coordenado pelo arquitecto Miguel Mota.
Extracto do artigo - Prémio INH 2005 — 17.ª edição
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