sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Aniversario - Parte III

Continua a festa por estas bandas. Hoje celebramos mais um aniversário.

Faz hoje precisamente um ano que um grupo de moradores esperou pacientemente pela Sra. Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, porque obtivemos a informação que ela iria passar no principio da tarde neste local, e seria uma oportunidade única para a questionarmos sobre as continuas movimentações de pessoas que tiravam fotos e carregavam dossiers, isto para além da tentativa falhada de vedarem toda esta zona onde se encontra actualmente edificado um marco arquitectónico.
Quem espera, desespera e com o decorrer da tarde começou a debandada dos moradores, já que não havia meio da comitiva passar.
Como havia sessão ordinária na Câmara Municipal nesse próprio dia, reuniram-se as ‘tropas’ e lá fomos para os Paços do Concelho onde aguardamos pelo período destinado ao publico para colocarmos as nossa perguntas. Perante uma pergunta bastante simples, obtivemos uma resposta mais elaborada por uma Presidente que parecia muito bem disposta:

Esclareceu o Sr. J. dizendo que nesse dia tinham tido uma situação extremamente interessante em que um munícipe de uma forma muito participativa se disponibilizara à Câmara Municipal porque tinha feito um levantamento exaustivo da sinalização rodoviária que a Câmara Municipal tinha colocado no Município. Acrescentou que o munícipe tinha convidado a Sra. Presidente para ver os erros da sinalização rodoviária e, dessa forma tinha ido fazer o percurso com o Sr. Vereador Rui Higino e com ele, considerando que tinha sido extremamente interessante e deveria ser registado. Referiu que nessa viagem o munícipe tinha chamado a atenção para o que se estava a passar no terreno mencionado pelo Sr. J., e que não tinha conhecimento que iriam construir alguma coisa no local, considerando que tinha sido uma das irregularidades rodoviárias e quando desciam a avenida tinham de ir pelo terreno referido para que se conseguisse fazer inversão de marcha. Considerou que era algo estranho, que pudessem vir a ser construídos lotes no local e que iria ficar com o contacto do Sr. J para posteriormente ser dada um resposta.

Extrato da Acta 21-2007 pagina 40
Eu, que muito raramente mudo de opinião e poucas vezes me engano na avaliação de quem me rodeia, acreditei naquele momento nas palavras da Sra. Presidente e aceitei que nesta enorme Cidade o nosso cantinho seria uma ‘gota no oceano’.
Com o passar do tempo e com toda a documentação que recolhi e nos contactos que mantive devido a este assunto, ponho hoje em causa o ‘desconhecimento’ da Sra.Presidente. Todo este projecto e o do lado oposto da avenida não podem ter passado ao lado dos responsáveis da autarquia. Envolve um instituto publico (IHRU), habitação social, PIS, entre outros.
Para os que acham que os aniversários nunca mais acabam, relembro que só estamos a ‘festejar’ os momentos que consideramos importantes na perspectiva dos moradores. O aniversário de hoje representa o momento em que pessoas de boa fé confiaram numa autarquia que devia gostar da sua Cidade e não deixar prosseguir a avaliação do projecto do “Muro” da Vergonha nos moldes em que foi apresentado para apreciação. Talvez assim evitasse que tal projecto sirva para ilustrar o nosso best-seller “Urbanismo para Totós” que não para de esgotar edições.
Não festejamos por exemplo ontem, aquilo que consideramos uma vergonha – a aprovação do projecto de arquitectura desta ‘aberração urbanística’, que veja-se só, teve de ser alterado, somente porque havia alguma falta de luz directa em zonas de apartamentos no Bloco 2.
Também não vamos festejar no próximo dia 10 a falta de vergonha que foi tentarem esconder até à aprovação do projecto, a sua própria existência. Segundo entendidos no assunto, a falta de colocação do aviso do pedido de licenciamento num local bem visível é motivo mais do que suficiente para a anulação do referido pedido. A lei estabelece um período curto que foi largamente ultrapassado nos 17 meses que aqui demorou. Falta saber quem fiscaliza e a quem interessa essa fiscalização.

domingo, 21 de setembro de 2008

Passeio pelo Sado

Não desconfiei de nada quando ontem recebi um SMS que me convidava para um passeio no Rio Sado a bordo da embarcação "Costa Azul".
Teria de comparecer na Doca das Fontainhas antes do meio-dia para embarcar para o referido passeio. Nada mais dizia.
Eu, mesmo passando horas e horas a andar no Rio Sado, nunca me canso de apreciar esta Baia que faz parte das mais belas do mundo, e lá compareci no local faltavam escassos minutos para o meio-dia.
Estava muito pouca gente presente e como não conhecia ninguém fiquei por perto a observar.
Cerca das 12:15 começaram a chegar pessoas e num instante o "Costa Azul" ficou composto. Agora já conhecia algumas caras, onde se destacava a nossa Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira.
Era certamente algo importante, que justificava a presença de tão ilustre comitiva.
Segundo apurei rapidamente, esta embarcação iria acompanhar a Travessia do Sado integrado na 6ª edição dos Jogos do Sado.
Saímos da Doca das Fontainhas poucos minutos antes das 12:30 e dirigimo-nos para junto da Marina de Tróia onde os cerca de 150 nadadores federados se preparavam para mais uma prova integrada no VIII Circuito Nacional de Águas Abertas.

Às 13:00 deu-se a partida e lá foram estes "heróis" a nadar até ao parque Urbano de Albarquel.

Por questões da segurança dos nadadores vimos ao longe a chegada dos primeiros. Como curiosidade refere-se que a prova foi ganha sem surpresas por Arseniy Lavrentyev, atleta do Sport Algés e Dafundo com o tempo de 28 minutos e 17,06 segundos.
Depois de regressarmos à Doca das Fontainhas, seguimos de autocarro para o Parque Urbano de Albarquel onde se serviu uma refeição volante aos nadadores, acompanhantes, organização e VIP´s.
Só comi um bifinho com cogumelos, já que me tinha empanturrado de rissóis, bolinhos de bacalhau e empadas a bordo do "Costa Azul" bem regados com Moscatel de Setúbal.
Quando cheguei a casa ainda estava um pouco zonzo e julguei que o apito contínuo que ouvia ao longe era efeito do Moscatel. Só hoje é que descobri que afinal não estava tão bêbado como pensava quando vi a origem dos apitos contínuos - duas retroescavadoras paradas na parte sul do Bloco 1.
Afinal, mesmo sendo sábado e não ser normal andar com camiões de terra de um lado para o outro (vá lá que se lembraram de pôr alguém com uma mangueira de agua a molhar a terra que ia sendo descarregada, para não fabricar ali uma nuvem de pó durante horas), aproveitaram a ausência de quase todos moradores que foram assistir em peso à Travessia do Sado, para aterrarem o canto SW do Bloco 1 onde já se pode ver na foto abaixo, o que poderão vir a ser os acessos à Avenida Belo Horizonte em escadaria. Pelos vistos alteraram o projecto original que contemplava um sistema complexo de escadarias, com acesso aos blocos 1 e 2 através dos dois pisos de caves. Nunca percebi bem como aquilo iria funcionar, ficando na altura convencido que se tratava de um projecto antigo adaptado para este 'buraco'.

Perigo na Avenida!

Mais uma vez as tubagens de saneamento e águas pluviais andam com problemas.
A meio da semana (segundo me disseram) começou a sair água da tampa de saneamento na Avenida Belo Horizonte, perto da zona onde termina a parte oeste do tabuleiro do Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I e mesmo junto a uma das muitas obras emblemáticas da Cidade de Setúbal.

Não seria objecto da minha atenção se o local não apresentasse alguma perigosidade, já que a gordura associada à água que continua a sair pela tampa poderá ocasionar algum acidente. Quem me chamou a atenção para este facto, referiu-me que quando pretendia curvar á direita para a Rua Comendador Lino da Silva, o carro simplesmente seguiu em frente!
Aproveitei o momento em que andava a tirar a foto semanal para também tirar uma foto a este local.
A pergunta que fica no ar é a seguinte: será que alguém ligado à obra alertou as Aguas do Sado para o problema, já que pode haver alguma relação entre o início dos trabalhos nas tubagens da nova construção e a avaria na conduta?

Foto da semana 38

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sábado, 20 de setembro de 2008

Kultura na Fonte do Lavra

Aproveitando uma ideia (penso que original) do Gato Fedorento foi criada no início de Janeiro uma brincadeira que divertiu os amigos, mas que obrigava a uma perda de tempo diária que a certa altura se tornou incomportável. Logo que se deu por terminada a brincadeira foi escrito um artigo sobre o tema, que para variar foi polémico e com vários comentários.
Depois de algum tempo reinventou-se a brincadeira e o artigo foi colocado em rascunho, onde ainda se mantém enquanto for julgado conveniente.
Foi ao longo dos meses aperfeiçoada e conseguimos entretanto colocar à disposição dos interessados o nosso jornal, com noticias sempre actuais sobre o país e o mundo.
Passamos agora a uma nova fase: o suplemento do jornal
Todo o jornal deve ter um espaço com aspectos kulturais e recreativos (não queremos que o nosso seja a excepção) com fotos de alguma comicidade, anedotas, adivinhas, efemérides, curiosidades, etc., de forma a que o leitor tenha algum momento de descontracção, porque por vezes as noticias são tão más no geral que nos deixam bastante deprimidos.

Como este blog, fruto das circunstâncias, continua muito 'pesado', vamos publicar paralelamente aqui o "Suplemento Kultural e Recreativo" do referido jornal a começar já na próxima segunda-feira e sempre às 09:00 (vão ficar programados para essa hora à medida que forem compilados).
Como é nosso propósito continuar com um blog temático, não faz sentido manter uma enormidade de artigos visíveis, que só iam ofuscar a nossa luta.
Assim, só será visível o suplemento do dia, passando o do dia anterior para um arquivo que se situará logo a seguir a este texto. Contudo, antes de passar para este arquivo será impresso em formato PDF, onde será também visível qualquer comentário que entretanto os mesmos recebam.
Espero sinceramente que se divirtam com as escolhas apresentadas que serão essencialmente retiradas da internet e das dezenas de mails que recebo diariamente.






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    quinta-feira, 18 de setembro de 2008

    Aniversário - Parte II

    Os dias passam depressa e cá estamos nós a celebrar mais um aniversário!

    No dia 18 de Setembro de 2007, apresentaram-se aqui 3 trabalhadores ao serviço da empresa Joveda – Vedações, Lda para vedar um terreno de uns senhores que se julgam donos de meio mundo e arredores. Durante a tarde de 19/09/2007 tudo começou a correr mal e como havia conflito com um caminho publico e acesso a uma garagem que simplesmente ia ficar sem acesso, foi chamada a PSP (Esquadra da Bela Vista) que tomou conta da ocorrência identificando os intervenientes. Perante a inexistência de qualquer documentação sobre o motivo de intervenção da empresa que colocava vedações no terreno, assim como de qualquer documentação que identificasse o projecto, o construtor ou mesmo o proprietário do mesmo, foi interrompida pela PSP qualquer actuação no local até que se apurassem melhor os factos. UMA VERGONHA!
    Os donos de meio mundo e arredores
    compraram um terreno expropriado em finais dos anos 60 para fins sociais, na TERRA DE NINGUÉM. Os entendidos em Direito Administrativo acham que ao abrigo da Lei dos Solos isso é impossível de ser feito, podendo ser vendido somente o direito de superfície, o que não foi o caso. A acção principal a decorrer desde Abril no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada irá fazer certamente luz sobre o assunto.

    Leitura complementar recomendada - Ataque de toupeiras?

    quarta-feira, 17 de setembro de 2008

    O adeus

    VOU-ME EMBORA VOU PARTIR

    Jurámos amor eterno, branca flor!
    Eu parti e tu ficaste, com talento!
    Eu voltei com as andorinhas, meu amor
    Mas tu nunca mais voltaste, com o tempo

    Vou-me embora, vou partir, mas tenho esperança,
    Vou correr o mundo inteiro, quero ir!
    Quero ver e conhecer, rosa branca,
    A vida do marinheiro, sem dormir!
    A vida do marinheiro, branca flor,
    Que anda lutando no mar com talento!
    Adeus, adeus, minha mãe, adeus, meu amor!
    Eu hei-de ir, hei-de voltar com o tempo!

    terça-feira, 16 de setembro de 2008

    A subida do preço do petroleo

    Uma fuga de informação de alguém interessado em prejudicar a nossa causa divulgou à comunicação social, um segredo guardado a sete chaves - a chegada de um investidor árabe à Fonte do Lavra.

    Após ter saído num jornal local, uma imagem da sua chegada ao deserto da Fonte do Lavra no passado dia 06 de Julho num Ferrari ultimo modelo (condizente com o seu estatuto) acompanhado do seu guarda-costas pessoal, não faz mais sentido prolongar o secretismo que envolveu a sua chegada.

    Quem é então este homem de quem se fala?
    O Sheik Al-Kuchete, homem de confiança de alguns governantes árabes, descobriu petróleo no seu quintal, tornando-se rapidamente num multi-milionário. Na posse de tanto dinheiro começou a procura de um bom locar para investir. Através da internet descobriu que Setúbal, em Portugal, estava necessitada de grandes investidores para fazer face a todos os projectos que a Câmara Municipal de Setúbal tem em mãos.
    Quando os seus amigos souberam que ele vinha investir em Setúbal, incumbiram-lhe uma missão adicional - obter informações sobre uma construtora que no espaço de poucos meses ganhou vários concursos nos seus países. A missão deveria ser levada a cabo dentro do maior secretismo para que as informações obtidas fossem o mais fiáveis possível.
    Quando chegou a Setúbal, estacionou o seu Ferrari no deserto local e qual o seu espanto, quando ali mesmo ao lado estava a construtora que ele procurava.

    Convinha arranjar agora um local com vista privilegiada para a construção que ali decorria, para enviar aos seus amigos a informação pretendida.
    Era coincidência a mais! No prédio ao lado da obra havia um enorme cartaz que ele via ao longe com umas palavras que ele julgou ser um anúncio de venda, o que o seu guarda-costas que tinha tirado um curso rápido de português, confirmou.

    Apesar das vestes o puderem denunciar, encaminhou-se para o outro lado da Avenida e conseguiu fechar rapidamente o negócio da compra do apartamento que realmente estava à venda.
    Para não levantar suspeitas, manteve-se dentro do apartamento, onde passa o dia atrás das cortinas a observar a forma elegante com que esta construtora se movimenta no terreno.
    Todos os dias envia um relatório com os últimos desenvolvimentos no terreno bem como a sua opinião.
    Apesar da notícia que saiu no jornal fale só no investimento no nosso bairro, fonte segura confidenciou-nos que na próxima semana será dada continuidade a noticia, indo o jornal desmascarar o Sheik e a sua missão.
    Independentemente do que vier a ser publicado nesse pasquim, ficou aqui a versão oficial que o Sheik Al-Kuchete pretende dar à Comunicação Social.
    Com o apartamento vendido e não sendo necessário continuar a aparentar uma falsa normalidade para proteger a missão secreta do Sheik Al-Kuchete, está na hora de dizer ADEUS a um local onde fui feliz durante 160 meses e onde vivi um inferno durante 14 meses.

    domingo, 14 de setembro de 2008

    O estágio

    Engenheiros portugueses fazem estágio na Fonte do Lavra.
    Depois de intensas negociações com a Câmara Municipal de Setúbal foi possível criar na Fonte do Lavra um local de excelência onde engenheiros portugueses ao serviço da Sociedade de Construções H.Hagen pudessem dar largas a todo o conhecimento entretanto adquirido.

    Uma zona de baldio e canavial, que servia só para acumular lixo trazido pelo vento e para os melhores amigos do homem fazerem as suas necessidades, foi o local escolhido para tal estágio.

    Optaram por desenvolver um projecto em forma de galheteiro em que a torre de habitação central tem somente 7 pisos. Poderiam construir mais pisos, já que esta zona é considerada “Terra de Ninguém”, por não ser aplicado o PDM. Contudo foi acordado que 7 seriam os pisos necessários para que o estágio fosse considerado um sucesso. Na eventualidade de não se conseguir vender nenhum dos apartamentos, lojas e garagens ou o mesmo vir até a ser demolido por ordem do tribunal (um grupo de moradores não gostaram da vizinhança e resolveram por uma acção judicial contra tal projecto), o prejuízo não seria relevante.
    No final do estágio irão seguir para a Arábia Saudita segundo noticia vindo a público no Jornal Económico:

    Construtora portuguesa

    Hagen leva engenheiros portugueses para construir torres na Arábia Saudita

    Construtora portuguesa estabeleceu parceria com grupo árabe. Projectos de 68 milhões de euros incluem habitação e escritórios. Hagen também está a construir habitação social na Líbia.

    Duas torres de escritórios, uma de habitação e um hotel são os primeiros projectos que o grupo Hagen – empresa de capitais portugueses em tempos detida pela francesa Vinci – vai construir na Arábia Saudita, na cidade de Jeddah.

    In - - http://diarioeconomico.sapo.pt


    Quase no final do estágio fica aqui uma pequena amostra da graciosidade deste projecto.