domingo, 21 de outubro de 2012

Regresso à normalidade

No dia 18-10-2008 começaram a vedar um terreno, onde iria nascer mais um novo mamarracho no nosso bairro.

Exactamente quatro anos depois (não pode ser coincidência), ou seja, na passada quinta-feira, foram retiradas todas as vedações e voltou a ser possível o acesso pedestre (de uma forma fácil e expedita) entre a Rua Bartolomeu Dias e as Avenidas Belo Horizonte e  D.Manuel I. O acesso tem mais qualidade, mas não desculpa a construção deste mamarracho com 73 fogos e várias lojas, que continua por acabar por manifestos problemas técnicos (leia-se falta de  dinheiro), aliados à quebra geral do mercado de venda de imóveis novos.
A partir de 24 de Setembro foi visível alguma movimentação no local, de equipas de limpeza do enorme matagal que rodeava esta construção votada ao abandono à mais de um ano, e que na altura foi associado à vergonha que representava este triste espectáculo, numa das vias mais movimentadas da Cidade de Setúbal.
Recordamos então, o que representa este voltar à normalidade:

  • Acesso da Rua Bartolomeu Dias à Avenida Belo Horizonte  
AntesDepoisDepois
  • Acesso da Rua Bartolomeu Dias à Avenida D.Manuel I
AntesAntesDepois
Toda a fachada virada a sul aparece agora com a face limpa de vegetação indesejável, e aparentemente foi a Câmara Municipal de Setúbal que assumiu o ajardinamento de toda esta área.

Para os que insistiram numa receita errada, não tendo aprendido nada com a construção do "Muro" da Vergonha, fica mais um triste monumento nesta Cidade de Setúbal, que irá sempre envergonhar todos os que directamente (ou indirectamente) estiveram ligados à sua viabilização e construção.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Há uma linha que separa



Nunca escondemos, que na nossa modesta opinião, esta nova construção edificada pela Sociedade de Construção H.Hagen, foi um autêntico Atentado Urbanístico. Quando for proferida a sentença relativa à Audiência de Julgamento, que teve lugar hoje no TAF de Almada, logo veremos se a razão estava do nosso lado. 
Vamos continuar a andar por aqui, a produzir ruído (para que este assunto não caia no esquecimento) até que seja conhecido o veredicto. Para já está prevista a publicação de mais dois artigos para as próximas semanas, um já tem título: 'Contra natura' e o outro será uma animação ou vídeo com o titulo provisório: 'Na rota do sol'. 
Como estas coisas (sentenças judiciais) costumam demorar muito tempo, vamos utilizar o tempo livre para escrever os últimos artigos da série 'Quem quer ser milionário', brutalmente interrompido em 25-06-2008 na pergunta numero 11. Os artigos com estas perguntas irão ser publicados, somente depois de conhecida a sentença, para não criar factos paralelos à questão que nos move à já cerca de 5 anos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

KO técnico


Segundo noticia do Jornal de Negócios (citando o jornal Publico), desapareceu do mundo da construção a empresa Hagen.


Fundo liderado por Pedro Gonçalves fechou acordos na semana passada, diz o "Público".
O fundo Vallis, criado para a recuperação de empresas do sector de construção, fechou acordo com a MonteAdriano e a Hagen na semana passada, adianta a edição de hoje do "Público", que cita Pedro Gonçalves, presidente do fundo. A Vallis fica assim com três empresas, depois da aquisição da Edifer em Março.[...]

Esperamos que tal notícia não signifique um novo adiamento, na data para que está agendada a Audiência de Julgamento do processo 293/08.5BEALM (Abril 2008), que opõe um grupo de moradores contra o Município de Setúbal, Sociedade de Construções H.Hagen e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, a realizar no próximo dia 20 de Setembro pelas 09:30, no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A verdade da mentira

Estamos habituados a aceitar que, o que é verdade hoje pode muito bem ser mentira amanhã. Isto é válido para o Futebol (demasiadas vezes), para a Política (muitas vezes) e para a Justiça (algumas vezes).
Quando a 11 de Junho de 2012 foi marcada a data da Audiência de Julgamento para o dia de hoje às 09:30, julgávamos nós que estaria a chegar ao fim, esta espécie de novela que tem ocupado maioritariamente este blogue desde finais de 2007.
Estávamos completamente enganados já que, aproveitando os mecanismos processuais, o IHRU - Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, requereu o adiamento da audiência para depois das férias judiciais. Obviamente que os motivos foram válidos, já que o pedido foi deferido pela Juíza do processo.
Assim, a Audiência de Julgamento do processo 293/08.5BEALM (Abril 2008), que opõe um grupo de moradores contra o Município de Setúbal, Sociedade de Construções H.Hagen e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana fica adiada para o próximo dia 20 de Setembro pelas 09:30, no Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada.

domingo, 1 de abril de 2012

O regresso do Sheik

Apesar de tentar passar despercebido, tem sido visto com alguma regularidade por estas bandas, o nosso conhecido Sheik Al-Kuchete.
Para aqueles que não acompanham esta novela desde o início, ou para os mais distraídos, recordamos que este Sheik era (e pelos vistos aí é, depois da atribulada Primavera Árabe) um homem de confiança de alguns governantes árabes, que ficou rapidamente multi-milionário depois de ter descoberto petróleo no seu quintal. Na posse de tanto dinheiro, logo começou à procura de bons locais para investir.
O Sheik tinha regressado às Arábias em finais de 2008 depois de terminada a sua principal missão por estas bandas (espionagem industrial), levando informações vitais sobre uma construtora de sucesso que operava num pacato bairro de Setúbal.
Após ter saído num jornal local, uma imagem da sua chegada ao deserto da Fonte do Lavra no já longínquo dia 06 de Julho de 2008, conduzindo num Ferrari ultimo modelo (condizente com o seu estatuto) e acompanhado do seu guarda-costas pessoal, nunca mais conseguiu o tão desejado anonimato como a sua missão de espião o exigia.

Ao que conseguimos apurar, o Sheik Al-Kuchete, descobriu através da Internet que a construtora que ele tinha estado a observar secretamente na sua anterior estada, estava a passar por enormes dificuldades financeiras e que o acordo conseguido no final da primavera passada com 3 instituições bancárias não tinham produzido os efeitos desejados, tendo-se visto obrigada a vender ao desbarato a maior parte dos seus estaleiros em diversas zonas de Portugal, continuava a não ter capacidade financeira para terminar uma magnifica construção, precisamente no local onde alguém muito mal intencionado, lhe tinha tirado uma foto à sua chegada á Fonte do Lavra, foto essa que saiu no pasquim que referimos anteriormente.

Este magnífico edifício foi publicitado com pompa e circunstância numa Imobiliária de renome, mas a falta de recursos financeiros das famílias portuguesas levou a que não se tenha conseguido vender um único apartamento, apesar dos preços serem convidativos e da soberba vista, sobre o Estuário do Sado e da Serra da Arrábida.

Se calhar a imagem que aparecia na revista da Imobiliária não era a que mais favorecia esta magnífica construção. Penso que a fotografia seguinte, onde se pode apreciar as linhas sóbrias e geométricas, da fachada virada para a Avenida D. Manuel I, dão uma melhor noção da elegância deste projecto arquitectónico.

Quando recebeu por email fotografias desta zona, em que se via um claro abandono de toda a zona envolvente, até lhe veio uma lágrima ao olho (o Sheik apesar de ser uma pessoa riquíssima, continua a ser uma pessoa sensível, coisa que é difícil de encontrar nos dias de hoje).

Como uma das coisas que o atraiu por estas bandas foi o clima, e como Portugal continua a ser um país acolhedor para quem nos escolhe para residir/trabalhar, o Sheik resolveu comprar todo o Edifício Encosta do Rio II, onde espera alojar as suas 47 mulheres (uma por apartamento), reservando um apartamento para só para sí (tipo refúgio), 5 apartamentos para criados e seguranças, ficando os restantes 20 apartamentos para acolher amigos ou outros visitantes de ocasião. O nome do imóvel será alterado para Edifício Al-Meirim em homenagem ao bom melão que se produz naquela região, e que é uma das frutas favoritas do Sheik.
As lojas ao nível da Rua Bartolomeu Dias ficará ocupado com uma creche (para dar apoio aos seus 17 filhos ainda bebés) e um amplo refeitório. O escritório da construtora será remodelado para ser o local onde o Sheik irá gerir o seu poço de petróleo e os seus diversos investimentos por toda a Europa.
Nas restantes lojas viradas para a Avenida D. Manuel I, serão adaptados os dois pisos superiores para salas de aula dos seus 28 filhos menores, onde aprenderão a religião, história e cultura árabe. As lojas do piso térreo serão locais de venda de artesanato feito pelas suas mulheres.
Sabemos de fontes próximas do Sheik, que este pensa abrir o mais depressa possível a passagem que vai permitir aos moradores da zona nascente deste bairro, terem novamente um acesso rápido à Avenida Belo Horizonte, depois da construtora ter encerrado à mais de 3 anos o famoso caminho de cabras, que possibilitava este acesso.

Quanto à inauguração da majestosa escadaria, (um autêntico monumento ao bom gosto) que vai ligar a Avenida D.Manuel I com a Rua Bartolomeu Dias, esta já está agendada para o próximo dia 25 de Abril. Já lá vão mais de 3 anos que esta autêntica aventura de escalada foi interdita ao público, o que muito perturbou as rotinas diárias de quem a utilizava com alguma regularidade.

Contudo, o que mais emocionará toda a Cidade de Setúbal, será certamente o reencontro da nossa amiga Camila com o saudoso Camelo Ferrari.

Camila continua a morar num modesto T0 cedido pela autarquia, depois de ter sido corrida da sua sumptuosa mansão.

Como reconhecimento da forma afável como foi recebido no bairro, apesar de vir de uma cultura completamente diferente, o Sheik vai remodelar e reequipar (finalmente) o nosso Parque Infantil que se encontra num estado deplorável, apesar de nos terem prometido desde meados de Novembro de 2007, que ele iria ser objecto de obras, co-financiadas por fundos europeus (a placa colocada no local desde essa data atesta esta afirmação).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Recordar é viver: Os porcalhões

Certamente que já colocou a si próprio a seguinte questão: Porque será que os porcos gostam de lama?

Os porcos não têm glândulas produtoras de suor. Então, para equilibrar sua temperatura, precisam refrescar a pele de outra maneira.
Assim, quando encontram poças de água, molham-se para arrefecer o corpo. Contudo, muitas vezes, só encontram lama por perto e aí se lambuzam no barro para se refrescar.
Além disso, a lama ajuda a proteger a pele dos raios do Sol e protege-o de picadas de insectos.
Decorria o mês de Janeiro, do ano da graça de 2008, quando de repente ficamos rodeados de um extenso mar de lama. Se houvesse uma suinicultura nas proximidades do bairro Fonte da Lavra, certamente estaríamos habituados a conviver com extensas áreas de lama.
Para compensar a falta de porcos, fomos visitados por uma nova espécie animal - os porcalhões - que também adoram viver na lama, apresentando uma vantagem significativa em relação aos porcos verdadeiros: não libertam cheiros nauseabundos, que teriam certamente complicado ainda mais, a já difícil convivência com esta espécie animal. Para evitar que fizessem as suas necessidades ao ar livre, foi posta à sua disposição um sanitário portátil, colocado estratégicamente de forma a libertar somente um pequeno aroma nas redondezas, para que esta espécie fosse facilmente identificada, pelos que tiveram a pouca sorte de ter de conviver com eles.

Esta imagem faz parte do artigo "Aromas", publicado no já longínquo dia 08-01-2008.
Na imagem seguinte, fizemos uma composição com algumas das muitas fotografias que documenta a passagem por estas paragens de tão pouco recomendável espécie - os porcalhões.

Na altura, foram publicados vários artigos sobre o tema, dos quais destacamos os seguintes:

Mas quem julgava que esta espécie corria o risco de extinção, ficou 'agradavelmente' surpreendido com o seu regresso, alguns meses depois, a chafurdar no outro muro.
Eis algumas imagens, retiradas do artigo Badalhoquices q.b., publicado em 19-01-2009.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Recordar é viver: De luto

  • Ó Mamã, dá licença?

Um jogo infantil, que faz parte da memória da maior parte dos adultos portugueses.

É um jogo para seis ou mais crianças, num espaço que tenha parede ou muro, embora estes possam ser substituídos por um risco no chão. As crianças dispõem-se sobre um risco, umas ao lado das outras. Uma, a mãe, fica colocada de frente para as outras crianças, a uma distância de dez ou mais metros. A mãe fica de costas para a parede ou muro.
Uma criança de cada vez vai perguntando à mãe:
- A mamã dá licença?
- Dou.
- Quantos passos me dás?
- Cinco à bebé Justiça portuguesa.
- Mas dás mesmo?
- Sim.
Então a criança avança, dando cinco passos muito pequeninos, pois neste exemplo, dá passos “à bebé” " à Justiça portuguesa".
Em seguida, pergunta outra criança e assim sucessivamente. Ganha o primeiro a chegar ao pé da mãe, tomando o seu lugar e recomeçando o jogo. De referir que, após a ordem dada pela mãe, a outra criança deve confirmá-la antes de a executar (“Mas dás mesmo?”), sob pena de regressar ao ponto de início. As respostas da mãe (ordens), podem ser muito variadas: passos à gigante (grandes), à caranguejo (para trás), à cavalinho (saltitantes), à tesoura (abertura lateral dos membros inferiores), etc.

A nossa fé na Justiça sempre foi questionável e quando nos apercebemos de que isto não ia lá com duas cantigas, entramos num luto rigoroso e preparamos uma recepção condigna aos nossos visitantes de ocasião.
Nada melhor para expressar o nosso luto, do que uma enorme faixa preta, colocada na fachada do prédio contiguo à nova construção, uma enorme faixa preta com os seguintes dizeres:

ATENTADO URBANISTICO?

Actores:
Câmara Municipal de Setúbal
Sociedade de Construções H.Hagen

Saiba mais em:
http://fontedolavra.blogspot.com

Metemos mãos à obra e esta ficou pronta no final do dia 28/12/2007. Tinha 6x3 metros e as letras em branco prometiam uma boa visibilidade ao longe.
Tinhamo-nos esquecido de um importante actor: o IHRU-Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, pois ainda pensávamos que tudo isto, ainda era fruto das 'negociatas' entre o Manel 'Alcatrão' e a construtora.
Mesmo assim, estes dizeres não passaram na 'censura' interna, que achou por bem não expor a parte em que se falava nos autores deste 'atentado' urbanístico.
Foi então colocada a 'meia-faixa', ainda assim bem visível por todos os que circulavam nesta importante via rodoviária (Avenida D.Manuel I).
No dia 19 de Janeiro juntamos à 'festa' uma nova faixa preta, com um nome sugestivo

O "MURO" DA VERGONHA

que ainda se mantém no mesmo local, passados praticamente 4 anos. Está velhinha mas ainda continua a fazer o seu trabalho, que é, envergonhar todos aqueles que de alguma forma estão directa ou indirectamente ligados aquele que, para nós foi um atentado urbanístico. Qualquer que seja o desfecho final da nossa acção principal, este nome que identifica o mamarracho e a zona, irá prevalecer por algum tempo.
No melhor pano cai a nódoa e, quando as obras pararam por efeito da nossa 2ª Providência Cautelar, achou-se por bem retirá-las para não criar qualquer tipo de pressão à decisão do Juiz que até era de Setúbal.
Uma terrível asneira, da qual ainda nos arrependemos nos dias de hoje, e que conduziu (na nossa modesta perspectiva) a que o Juiz tivesse motivos mais do que suficientes, para alterar a sua decisão à ultima hora:

"Aqueles gajos, sem qualquer pedigree, já estão conformados. Vamos mas é ajudar quem precisa de trabalhar e fazer negócio..."

Olhando para trás, quem fez pressões no sentido contrário (e que se calhar foram os mesmos que fizeram "desaparecer" por alguns meses o processo dentro do próprio Tribunal de Almada, e cujo inquérito interno nada apurou de errado, pois se calhar, o que eram na altura 13 volumes, só caíram para trás do armário, quando a empregada da limpeza andava a limpar o pó), agora que estão com o seu dinheirinho a arder, teriam ganho muito mais (ou não tinha perdido tanto), se tivesse deixado que a Providencia Cautelar tivesse sucesso, e assim o processo judicial tinha prazos muito mais curtos. A gulodice imobiliária ganhou na altura, mas o tempo foi passando e a justiça dos homens foi-se fazendo até aos dias de hoje...
Cinco meses depois de termos entrado de luto, renovamos o nosso guarda roupa, não sem antes homenagear todos os que estiveram envolvidos na pintura das letras no 1º painel. Assim, e antes de ser retirada definitivamente para umas merecidas férias, o pessoal do contra concordou em dar-lhe as suas 24 horas de fama e eis que durante o dia 28/05/2008 foi visível a nossa primeira faixa negra em todo o seu esplendor.
As duas novas faixas que deram ao nosso luto um novo look, permaneceram expostas vários meses e uma delas ainda pode ser vista nos dias de hoje, num local bem visível, quer da Avenida D.Manuel I, quer do Viaduto sobre a mesma avenida.
Falta falar de uma das nossas faixas pretas, que foi a mais cara de todas (60 euros). Metia-nos confusão todo um corropio de pessoas que, especialmente ao sábado, faziam fila para ver os apartamentos. Longe ia o tempo em que os serviços da Câmara Municipal de Setúbal enviaram uma carta para todas as pessoas que estavam inscritas para uma casa camarária, irem ao local da construção dar o seu nome, para assim fazer valer a tese de que estas novas habitações eram urgentes, para alojar as muitas famílias carenciadas de Setúbal. Uma mentira digna de qualquer 1º de Abril.
Era agora uma nova onda, que ia ao cheiro de casas baratas com vista para o Estuário do Sado. Uma placa monstruosa (que não me recordo de ver noutras construções semelhantes), assim o anunciava a todos os que circulavam na zona. Mais uma vez era mais uma mentira digna do 1º de Abril, ou melhor, um caso sério de publicidade enganosa (dada a importância deste facto, dedicàmos-lhe um artigo completo, publicado no dia 10-01-2010 com o título CSI Lavra - Episódio 2: Preçário).
Foi nesta leva que enviamos ao local, os nossos 2º e 3º compradores fictícios, o primeiro dos quais estava incumbido de por todos os meios possíveis e imaginários, arranjar um documento da imobiliária com os preços que estavam a ser praticados (bem sucedida); o segundo dos quais (um simpático casal) estava incumbido de tentar tirar fotos no interior e das vistas a partir dos vários apartamentos. O vendedor não 'descolou' e a missão foi um fracasso. Foram conseguidas somente informações sobre o numero e localização de apartamentos à venda, para depois podermos cruzar com outras informações disponíveis. Esta visita teve de ser interrompida bruscamente porque o Engenheiro responsável pela obra apareceu na zona e certamente iria desmascarar o 'falso casal', já que eram pessoas com quem este se cruzava regularmente na zona (moradores) e estavam conotados com o 'inimigo'. Como o vendedor da imobiliária era um bom conversador (como convém), ficamos também a saber, que ele era um dos compradores de apartamento neste mamarracho, um quarto andar, possivelmente a partir do qual foi tirada a fotografia que foi conotada como publicidade enganosa, no nosso artigo CSI Lavra - Episódio 5: Duh...
Teria sido ele (pelo menos das suspeitas não se livrou) que implicou com esta nossa ultima faixa, e tendo descoberto o autor do blog, comentou venenosamente o artigo Mentiras, vigarices, trafulhices & afins (escrito propositadamente no dia 1 de Abril de 2009) em que publicitávamos esta nova faixa, que pretendia alertar os possíveis compradores (os tais que faziam fila principalmente ao sábado) que poderiam não estar a comprar a casa dos seus sonhos, mas sim a arranjar um problema para o resto da sua vida. O comentário está divinal, é machista q.b.

Anónimo disse...

Só gostaria de colocar uma questão: A senhora não tem mais que fazer? Não tem mais com o que se preocupar?
Se a sua vida é tão inutil e por isso mete-se na vida alheia, deixo aqui uma sugestão VÁ LIMPAR A CASA. Ou já que fala em familias carenciadas, tenho a seguinte questão que trabalho social faz? quantas crianças, velhotes ou mesmo quantas familias ajuda? provávelmente não faz nada não é? que pobreza de espirito, dedique-se a questões ou causas uteis e não ande ai armada em parva a falar daquilo que não sabe...

3 de abril de 2009 15:05

e que só foi mais tarde suplantado pelo do 'procurador', no artigo Agente infiltrado, que também suspeito que foi feito pela mesma pessoa.

Anônimo disse...

a este ordinário dono deste blog digo que a justiça peca por tardia mas não falha, sou procurador e quanto menos esperar vais levar um processo crime em cima que nunca mais te levantas!!!

27 de setembro de 2010 21:58

A permanência das faixas pretas é para continuar, até que haja uma primeira decisão judicial, que poderá ser já no próximo verão. Só a partir desse momento é que iremos ponderar os prós e os contras da sua existência. Temos consciência de que estamos a perturbar as vendas de apartamentos neste mamarracho, mas se a decisão judicial nos for favorável (com a demolição total ou parcial do "Muro" da Vergonha), teremos assim conseguido, de uma forma 'alternativa', que menos famílias necessitarem de ser realojadas.
Ficamos a saber no início do mês que, de repente, ficaram um número razoável de apartamentos à venda nesta emblemática obra, pelo menos tantos quantos as placas disponíveis que foram entretanto deslocalizadas do 'Outro Muro', que continua à espera de melhores dias (existem problemas técnicos graves, também conhecidos por falta de 'carcanhol') para a conclusão dos seus acabamentos, e as placas a anunciar a venda desses apartamentos era uma autêntica aberração.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Recordar é viver: Dar com a língua nos dentes

Diz a voz popular que há mil e uma maneiras de fazer bacalhau. Não sei ao certo se serão efectivamente mil e uma mas, que há muitas formas, lá isso há e quase todas elas resultam em excelentes petiscos. Se me perguntassem qual o meu prato preferido de bacalhau, a minha escolha seria o bacalhau com broa

Se é verdade que há mil e uma maneiras de fazer bacalhau, não é menos verdade que por terras dos Algarves também arranjámos mil e uma maneiras de confeccionar atum e por exemplo os belgas têm outras tantas de fazer mexilhão.
Por aqui, também existem mil e uma maneiras de fazer um artigo, que não deixe cair no esquecimento o que para nós foi um atentado urbanístico, perpetrado pela Sociedade de Construções H.Hagen, num projecto de Habitação de Custos Controlados do IHRU-Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, com a bênção da Câmara Municipal de Setúbal que licenciou tal projecto. Reinventamos regularmente esta novela, que em longevidade bate aos pontos o Anjo Selvagem da TVI, que segundo as minhas pesquisas foi a telenovela mais longa da Televisão portuguesa.
O processo judicial vai avançando a passo de caracol (esteve em banho-maria desde finais de Fevereiro até início de Outubro) e sabe-se lá daqui a quanto tempo haverá alguma qualquer decisão.
Quando este blogue começou, à precisamente 4 anos, sabíamos que a Internet é o veículo que actualmente chega mais rapidamente a um numero maior de pessoas e foi aí que apostamos, para dar com a língua nos dentes.
Começamos pouco a pouco a adquirir conhecimentos, que maximizassem o impacto pretendido e chegamos a um ponto em que os artigos eram escritos na hora, ao sabor dos acontecimentos. Alguns foram escritos 'muito a quente', já que a tensão era enorme.
Com a suspensão das obras, enquanto era apreciada a nossa 2ª Providencia Cautelar, ficamos rapidamente sem assunto que justificasse uma visita contínua, por parte dos visitantes regulares que entretanto tínhamos conquistado.
Tentamos fazer alguma pesquisa na Biblioteca Municipal sobre o Bairro, pesquisa de fotografias antigas, etc., mas era tudo muito curto. Iniciamos então uma fase de angariação de novos visitantes através de métodos artificiais, conseguindo com isso chegar cada vez mais longe no nosso objectivo principal, que era levar a nossa denuncia o mais longe possível. Esses métodos aproveitavam vulnerabilidades da Internet que aparentemente já foram corrigidas. Desta fase, que passou por várias etapas, sobrou o nosso Suplemento Kultural que ainda hoje é o nosso maior veículo de divulgação do blogue, e que vai continuar o tempo que for preciso, para não deixar cair o assunto em esquecimento. Nunca fizemos segredo de que andávamos a recorrer a métodos pouco habituais (como provam os links acima assinalados, entre outros espalhados por todo o blogue), mas como diz o velho ditado português "O fim justifica os meios".
Neste momento estamos a reescrever esta novela na rubrica "Recordar é viver" onde aproveitamos o aniversário de datas relevantes nesta novela, para divulgar factos novos provenientes de meses de investigação, que na altura não foram referidos, porque não foram devidamente contextualizados no que estava a acontecer, o que nos vai ocupar seguramente até à próxima primavera.
Regularmente, será repensada uma nova estratégia, para manter esta chama acesa.