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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Mommy, Daddy, I had a bad dream!

A noite passada acordei sobressaltado com uns ruídos que vinham do quarto do meu filho. Levantei-me e fui ver o que se passava; este estava agitado e gemia; o miúdo estáva a ter um pesadelo. Acordo-o e pergunto-lhe se ele está bem.
Ele agarrou-se a mim a chorar, a dizer que não queria mudar de casa, quando demolissem o prédio onde moravam.
Tentei confortá-lo, dizendo que tinha de ter fé na lentidão da Justiça (à portuguesa), e que se alguma vez o prédio fosse demolido, ele certamente já estaria casado e a viver noutro lugar.
Aparentemente ele tinha estado a ver imagens satélite na Internet e a casa dele já não existia, e até já tinham removido todo o entulho.
Levei-o ao computador e fizemos a pesquisa "Avenida Belo Horizonte, Setúbal, Portugal". Lá estava realmente esta zona sem qualquer construção.

Lá lhe expliquei que a imagem de satélite não estava actualizada, e que a imagem tinha pelo menos 5 anos, já que tinham começado a construir o prédio em finais de 2007. Parecendo mais sossegado, lá o acompanhei à cama, onde voltou a adormecer.
Fiquei curioso e tentei descobrir porque é que as imagens desta zona não eram actualizadas à quase 6 anos. Depois de uma intensa troca de emails, já era dia quando consegui uma explicação do servidor do serviço: "Enquanto não existir uma sentença no processo que pede a demolição deste prédio (chamaram-lhe mamarracho!), este local não vai ser actualizado, para que se possa continuar a ver como esta zona era bonita e verdejante antes de conseguirem aqui estas aberrações". Para eu poder mostrar ao meu filho (e por especial favor) sempre que ele tivesse estes pesadelos, forneceram-me as imagens actuais deste local.

O sol já vai alto. Vou dormir! Ainda bem que é domingo e que posso dormir até quando me apetecer.

domingo, 1 de abril de 2012

O regresso do Sheik

Apesar de tentar passar despercebido, tem sido visto com alguma regularidade por estas bandas, o nosso conhecido Sheik Al-Kuchete.
Para aqueles que não acompanham esta novela desde o início, ou para os mais distraídos, recordamos que este Sheik era (e pelos vistos aí é, depois da atribulada Primavera Árabe) um homem de confiança de alguns governantes árabes, que ficou rapidamente multi-milionário depois de ter descoberto petróleo no seu quintal. Na posse de tanto dinheiro, logo começou à procura de bons locais para investir.
O Sheik tinha regressado às Arábias em finais de 2008 depois de terminada a sua principal missão por estas bandas (espionagem industrial), levando informações vitais sobre uma construtora de sucesso que operava num pacato bairro de Setúbal.
Após ter saído num jornal local, uma imagem da sua chegada ao deserto da Fonte do Lavra no já longínquo dia 06 de Julho de 2008, conduzindo num Ferrari ultimo modelo (condizente com o seu estatuto) e acompanhado do seu guarda-costas pessoal, nunca mais conseguiu o tão desejado anonimato como a sua missão de espião o exigia.

Ao que conseguimos apurar, o Sheik Al-Kuchete, descobriu através da Internet que a construtora que ele tinha estado a observar secretamente na sua anterior estada, estava a passar por enormes dificuldades financeiras e que o acordo conseguido no final da primavera passada com 3 instituições bancárias não tinham produzido os efeitos desejados, tendo-se visto obrigada a vender ao desbarato a maior parte dos seus estaleiros em diversas zonas de Portugal, continuava a não ter capacidade financeira para terminar uma magnifica construção, precisamente no local onde alguém muito mal intencionado, lhe tinha tirado uma foto à sua chegada á Fonte do Lavra, foto essa que saiu no pasquim que referimos anteriormente.

Este magnífico edifício foi publicitado com pompa e circunstância numa Imobiliária de renome, mas a falta de recursos financeiros das famílias portuguesas levou a que não se tenha conseguido vender um único apartamento, apesar dos preços serem convidativos e da soberba vista, sobre o Estuário do Sado e da Serra da Arrábida.

Se calhar a imagem que aparecia na revista da Imobiliária não era a que mais favorecia esta magnífica construção. Penso que a fotografia seguinte, onde se pode apreciar as linhas sóbrias e geométricas, da fachada virada para a Avenida D. Manuel I, dão uma melhor noção da elegância deste projecto arquitectónico.

Quando recebeu por email fotografias desta zona, em que se via um claro abandono de toda a zona envolvente, até lhe veio uma lágrima ao olho (o Sheik apesar de ser uma pessoa riquíssima, continua a ser uma pessoa sensível, coisa que é difícil de encontrar nos dias de hoje).

Como uma das coisas que o atraiu por estas bandas foi o clima, e como Portugal continua a ser um país acolhedor para quem nos escolhe para residir/trabalhar, o Sheik resolveu comprar todo o Edifício Encosta do Rio II, onde espera alojar as suas 47 mulheres (uma por apartamento), reservando um apartamento para só para sí (tipo refúgio), 5 apartamentos para criados e seguranças, ficando os restantes 20 apartamentos para acolher amigos ou outros visitantes de ocasião. O nome do imóvel será alterado para Edifício Al-Meirim em homenagem ao bom melão que se produz naquela região, e que é uma das frutas favoritas do Sheik.
As lojas ao nível da Rua Bartolomeu Dias ficará ocupado com uma creche (para dar apoio aos seus 17 filhos ainda bebés) e um amplo refeitório. O escritório da construtora será remodelado para ser o local onde o Sheik irá gerir o seu poço de petróleo e os seus diversos investimentos por toda a Europa.
Nas restantes lojas viradas para a Avenida D. Manuel I, serão adaptados os dois pisos superiores para salas de aula dos seus 28 filhos menores, onde aprenderão a religião, história e cultura árabe. As lojas do piso térreo serão locais de venda de artesanato feito pelas suas mulheres.
Sabemos de fontes próximas do Sheik, que este pensa abrir o mais depressa possível a passagem que vai permitir aos moradores da zona nascente deste bairro, terem novamente um acesso rápido à Avenida Belo Horizonte, depois da construtora ter encerrado à mais de 3 anos o famoso caminho de cabras, que possibilitava este acesso.

Quanto à inauguração da majestosa escadaria, (um autêntico monumento ao bom gosto) que vai ligar a Avenida D.Manuel I com a Rua Bartolomeu Dias, esta já está agendada para o próximo dia 25 de Abril. Já lá vão mais de 3 anos que esta autêntica aventura de escalada foi interdita ao público, o que muito perturbou as rotinas diárias de quem a utilizava com alguma regularidade.

Contudo, o que mais emocionará toda a Cidade de Setúbal, será certamente o reencontro da nossa amiga Camila com o saudoso Camelo Ferrari.

Camila continua a morar num modesto T0 cedido pela autarquia, depois de ter sido corrida da sua sumptuosa mansão.

Como reconhecimento da forma afável como foi recebido no bairro, apesar de vir de uma cultura completamente diferente, o Sheik vai remodelar e reequipar (finalmente) o nosso Parque Infantil que se encontra num estado deplorável, apesar de nos terem prometido desde meados de Novembro de 2007, que ele iria ser objecto de obras, co-financiadas por fundos europeus (a placa colocada no local desde essa data atesta esta afirmação).

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Poluição visual

Um ano em cheio!
Publicamos um artigo no 1º minuto de 2010 com os nossos 'Votos para 2010' e acabamos o ano com um ultimo artigo, no derradeiro minuto deste ano, com um dos nossos desejos para 2011: que acabe de vez esta 'Poluição visual'!
Tudo tem um tempo e, a exibição de uns painéis anunciando obras de Requalificação Urbana, com a comparticipação do Mecanismo Financeiro do EEE já teve seguramente o seu. O que estava 'realmente' previsto fazer não faço a mínima ideia, o que foi feito: muito pouco. Resalva-se um jardim agradável, no meio do nada, do qual já se fez referencia anteriormente.

Depois de mais de 3 anos a olhar para estes painéis, e como agora já ninguém tem dinheiro para fazer coisa nenhuma, apesar da nossa sempre elegante Presidente da Câmara, Maria das Dores Meira, encarar 2011 com muito optimismo, recusando a ideia de parar projectos em Setúbal (entrevista publicada no Jornal de Setúbal a 20/12/2010), deveríamos ter o direito de deixar de ser 'massacrados' diariamente com esta espécie de poluição visual.
As poucas crianças que ainda aqui brincam na rua, já estão mais do que conformadas de que o seu mais que prometido espaço recreativo (a que alguns chamam Parque Infantil da Fonte do Lavra) será uma realidade, no dia de São Nunca, pelo final da tarde.

Comentado em jeito de anedota, num dos artigos que fazem o top deste blogue, e que constitui um dos maiores enigmas de toda esta panóplia de painéis, foi a instalação de um deles, na esplanada de um café situado na Rua Gil Eanes, a anunciar obras de Consolidação de Espaços públicos na... Avenida D.Manuel I!!!

Sempre achei isto uma autêntica anedota e, só me espantou o facto dos proprietários do café nunca terem protestado, ou caso o tenham feito, tal não tenha surtido nenhum efeito.
Confundir uma Rua com uma Avenida é possível, já que neste caso a largura das mesmas é semelhante.

O mistério irá manter-se: teriam os funcionários perdido o plano da obra (supostamente com um pequeno mapa), teriam ficado com a vista um pouco turva, depois de um almoço 'bem regado', teriam aproveitado a existência nas proximidades da esplanada de um café, para ir descansando enquanto concluíam esta árdua tarefa? Talvez nunca se venha a saber, a não ser que seja instaurado um inquérito para apurar responsabilidades por este 'pequeno' lapso.
Seja como for, aqui fica um pedido/desejo para 2011:

Retirem estes painéis, que entre outras coisas contribuem para uma má saúde mental.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Contemplando o "Muro"

Desde que terminaram as obras de arranjo da envolvente deste belo exemplar arquitectónico (digno de um urbanismo que se quer de vanguarda, e que serviu para ilustrar o manual mais lido em muitas das autarquias portuguesas), que me interrogo dos motivos que levaram os 'iluminados' arquitectos a optar pela colocação de três bancos, de frente para um edifício, que esteticamente não tem beleza nenhuma: aquela cor de muro dá-lhe um aspecto um pouco sinistro, mas gostos não se discutem...
Andava eu entretido a tirar algumas fotos (para memória futura), quando vi pela primeira vez um destes bancos ocupados por uma jovem, acompanhada de uma criança. Pensei logo, pela hora, que era alguém interessado na compra de um dos muitos apartamentos que ainda estão para venda (aparentemente existem 5 moradores para um universo de 33 apartamentos - parece que 'a coisa tá preta') e que agora a imobiliária encarregada da venda destes apartamentos e lojas (de acabamentos mais do que deficientes) não consegue vender nada, nem mesmo à custa da vista privilegiada para o Estuário do Sado, que a maioria possui. Durante o fim de semana passado andaram por aqui a colocar painéis publicitários de venda, que contrastam com as nossas faixas negras, que continuam a denunciar que por aqui 'há gato escondido com o rabo de fora'.

Como era um momento histórico (para mim), desloquei-me para junto destas jovens, para lhes pedir autorização para usar a sua imagem nas fotografias que pretendia tirar. Não mostraram qualquer objecção e garanti-lhes que a sua face, caso aparecesse em alguma foto iria ser distorcida para preservar a sua identidade.
A sua simpatia levou-me a ser um pouco indiscreto e a perguntar-lhes qual o motivo porque se tinham sentado naquele banco. A resposta foi simples e directa, com um ligeiro sotaque brasileiro:
- Tamos contemplando o "Muro"!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Somos pioneiros a nível mundial! (Parte II)

Fez ontem um ano que publicamos uma anedota sobre a praga que é um canavial.
A zona onde construíram o 'Muro' da Vergonha é um local fértil em nascentes e as canas que por ali nasciam eram uma autêntica praga. Quando atingiam uma altura razoável transformavam a zona numa casa de banho improvisada, que ajudou os muitos estrangeiros 'aflitos' que aguardavam pela abertura do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a funcionar numas instalações provisórias a poucos metros deste local, razão pela qual pedíamos com regularidade que as mesmas fossem cortadas, pedidos sempre satisfeitos pelos serviços da Junta de Freguesia de S.Sebastião.

A força das canas era tão grande que nem mesmo as escavações para os alicerces das obras as impediram de crescer, durante as cerca de 6 semanas que a obra esteve parada enquanto a nossa 2ª Providencia Cautelar esteve a ser apreciada pelo Tribunal Fiscal e Administrativo de Almada.

Como a exposição solar também é boa, e em jeito de anedota, achamos que podiam conjugar estes dois factores e criar o primeiro edifício mundial, autónomo a nível de água e electricidade.

Não aproveitaram esta ideia na totalidade, já que atrofiaram as nascentes com as MUITAS dezenas de estacas que por ali enterraram para conseguirem contornar os problemas da instabilidade dos terrenos, mas a exposição solar foi aproveitada para o aquecimento de agua.

Só é pena que os 'brilhantes' projectistas que nunca visitaram o local, não tenham pensado nisso mais cedo e agora os futuros (se os houver!) moradores tenham de se desenrascar (bem à portuguesa) para conseguirem colocar alguma prateleira nas despensas, praticamente ocupadas com um 'monstruoso' termoacumulador.

terça-feira, 3 de março de 2009

Entulho na casa da Camila

Aproveitando a distracção de quem anda a tentar entrar para o GUINESS, ao conseguir esconder um bairro inteiro (Bairro da Bela Vista) não á custa de magia, mas à custa de toneladas e toneladas de terra que se amontoam sem que ninguém aparentemente se importe com isso, um espertinho foi estragar o lindo colorido em tons de castanho e algum verde (da vegetação que por ali já cresce) ao depositar duas cargas de algo que parece conter cimento.

De nada valeu o painel colocado pelos serviços camarários a identificar aquela coutada como de uso exclusivo da nossa construtora de eleição.

Para evitar mais abusos, começaram a ser ontem descarregados mais uns camiões de terra retirada do outro muro, mas agora colocada junto ao passeio, para evitar que a coberto da passagem pouco visível para o interior da casa da Camila, fossem descarregar outro tipo de entulho.
Nada como preservar a integridade e uniformidade do local.
Os moradores da zona agradecem!

domingo, 26 de outubro de 2008

Agenda cultural - Lavra 2009

Depois do estrondoso êxito que foi o 1º Festival Internacional de Esculturas em Terra - LAVRA 2008, a organização do evento vai organizar a 2ª edição já em Janeiro de 2009.
Como ainda falta algum tempo, espera-se que seja possível organizar um festival que entre agora directamente para o roteiro dos Festivais de Portugal, decorrendo os trabalhos de preparação a um bom ritmo.

Como no terreno que se encontrava disponível anteriormente está agora a ser palco de um intervenção, para a construção de habitações a custos controlados (algumas más línguas dizem contudo que são casas para os senhores do "papel") e no intuito também de dar uma imagem positiva dos nosso bairros sociais mais problemáticos, a edição do próximo ano vai ter lugar em pleno Bairro da Bela Vista.

A alegria desta gente que sempre se sentiu marginalizada pela sociedade em geral é tanta, que já começaram a pintar as fachadas das suas casas e está proibida a graffitagem das paredes em redor do recinto do Festival.
Os que têm uma visão de futuro, já que a oferta hoteleira na zona é praticamente nula, estão a preparar as suas modestas casas para alugar quartos quer aos milhares de visitantes esperados, quer ao elevado numero de artistas que devem comparecer neste Festival.
Os professores da Escola Secundária da Bela Vista que faz fronteira com o recinto do Festival, vão pedir autorização para utilizar este novo parque municipal até ao final do ano lectivo, estando já estão a programar algumas actividades no âmbito da Área de Projecto e os professores de Educação Física poderão mesmo organizar provas de BMX, rapell ou outros desportos radicais tão do agrado da malta jovem.
A edição terá novamente como tema o Urbanismo e tem importantes patrocinadores ligados à construção civil e obras públicas, autarquias e ao que consta também um Instituto Público com interesses neste local. Como felizmente as vendas do nosso livro continua a ser um sucesso, iremos contribuir com uma verba de 5000 euros.
Toda receita gerada pelo Festival vai ser encaminhada para apoio social à população residente neste bairro social, que gentilmente se prontificou a ajudar no que fosse necessário.
Assim, se o tempo o permitir, o 2º Festival Internacional de Esculturas em Terra (LAVRA 2009) abrirá ao público no dia 7 de Janeiro de 2009, mostrando cem mil toneladas de terra, onde se espera dos concorrentes esculturas de outros exemplos do bom urbanismo desta cidade (obviamente diferentes da edição do ano passado). Pela sua dimensão e com o triplo da quantidade de terra utilizada na 1ª edição do Festuival, irá bater o recorde obtido o ano passado (entrada directa no Guiness) da maior exposição de esculturas em terra construídas em todo o mundo.

O LAVRA 2009 poderá ser visitado todos os dias, entre as dez da manhã e a meia-noite até ao dia 11 de Janeiro. Durante o dia as esculturas podem ser admiradas em todo o seu detalhe e a noite traz outra atmosfera ao parque de esculturas, que é iluminado por um jogo de luzes concebido de acordo com o simbolismo do exemplo retractado.

Mais fotos do recinto do Festival

terça-feira, 16 de setembro de 2008

A subida do preço do petroleo

Uma fuga de informação de alguém interessado em prejudicar a nossa causa divulgou à comunicação social, um segredo guardado a sete chaves - a chegada de um investidor árabe à Fonte do Lavra.

Após ter saído num jornal local, uma imagem da sua chegada ao deserto da Fonte do Lavra no passado dia 06 de Julho num Ferrari ultimo modelo (condizente com o seu estatuto) acompanhado do seu guarda-costas pessoal, não faz mais sentido prolongar o secretismo que envolveu a sua chegada.

Quem é então este homem de quem se fala?
O Sheik Al-Kuchete, homem de confiança de alguns governantes árabes, descobriu petróleo no seu quintal, tornando-se rapidamente num multi-milionário. Na posse de tanto dinheiro começou a procura de um bom locar para investir. Através da internet descobriu que Setúbal, em Portugal, estava necessitada de grandes investidores para fazer face a todos os projectos que a Câmara Municipal de Setúbal tem em mãos.
Quando os seus amigos souberam que ele vinha investir em Setúbal, incumbiram-lhe uma missão adicional - obter informações sobre uma construtora que no espaço de poucos meses ganhou vários concursos nos seus países. A missão deveria ser levada a cabo dentro do maior secretismo para que as informações obtidas fossem o mais fiáveis possível.
Quando chegou a Setúbal, estacionou o seu Ferrari no deserto local e qual o seu espanto, quando ali mesmo ao lado estava a construtora que ele procurava.

Convinha arranjar agora um local com vista privilegiada para a construção que ali decorria, para enviar aos seus amigos a informação pretendida.
Era coincidência a mais! No prédio ao lado da obra havia um enorme cartaz que ele via ao longe com umas palavras que ele julgou ser um anúncio de venda, o que o seu guarda-costas que tinha tirado um curso rápido de português, confirmou.

Apesar das vestes o puderem denunciar, encaminhou-se para o outro lado da Avenida e conseguiu fechar rapidamente o negócio da compra do apartamento que realmente estava à venda.
Para não levantar suspeitas, manteve-se dentro do apartamento, onde passa o dia atrás das cortinas a observar a forma elegante com que esta construtora se movimenta no terreno.
Todos os dias envia um relatório com os últimos desenvolvimentos no terreno bem como a sua opinião.
Apesar da notícia que saiu no jornal fale só no investimento no nosso bairro, fonte segura confidenciou-nos que na próxima semana será dada continuidade a noticia, indo o jornal desmascarar o Sheik e a sua missão.
Independentemente do que vier a ser publicado nesse pasquim, ficou aqui a versão oficial que o Sheik Al-Kuchete pretende dar à Comunicação Social.
Com o apartamento vendido e não sendo necessário continuar a aparentar uma falsa normalidade para proteger a missão secreta do Sheik Al-Kuchete, está na hora de dizer ADEUS a um local onde fui feliz durante 160 meses e onde vivi um inferno durante 14 meses.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Setubal Bay International Swim Marathon

Sempre pensamos que iriam aproveitar o espaço (que se julgou público) para construirem infra-estruturas para os moradores da zona. Quando vimos um enorme buraco que ficou cheio de repente com as chuvas do temporal de Fevereiro, julgamos por um momento, que alguém aproveitasse a ideia para construir aqui uma piscina. Os saltos poderiam ser feitos a partir do viaduto poupando-se assim alguns milhares de euros na construção de uma prancha de saltos.

Optaram por construir o "Muro" da Vergonha, ficando assim os nadadores que vão participar na Setúbal Bay International Swim Marathon com menos um local para preparar a sua prova.

Têm de limitar-se assim a treinar nas Piscinas das Manteigadas, Piscinas das Palmeiras e até no próprio Rio Sado...

sábado, 14 de junho de 2008

Coisas de alentejanos...

Ao sair de casa apressado, deparei-me com um jornalista que de maquina fotografica a tiracolo e bloco de apontamentos na mão, me questionou:
- O que pensa do aborto?
- O que penso sobre o aborto?!... Considero-o um mau projecto e vai estragar certamente esta parte da cidade!
O jornalista arregalou os olhos e eu despedi-me apressadamente.
Só muito mais tarde é que percebi, que se calhar não era deste aborto que ele se estava a referir.
Coisas de alentejanos...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Eles andam por aí ... (Parte III)

O cerco está cada vez mais apertado. No passado dia 15 a Hagen Imobiliária, SA fechou um negócio com a Sonae Turismo no Tróia Resort.
Vamos propor que o recem criado bairro urbano de Setúbal passe a chamar-se Bairro Hagen Mira Hagen. Ficaria assim mais transparente o 'ataque' que esta construtora está a fazer por estas bandas.

Fica aqui a noticia apresentada no site VIDAIMOBILIARIA:

15/05/2008
Sonae vende lote para hotel no Tróia Resort à Hagen Imobiliária
Dando continuidade ao plano de execução do Tróia Resort, a Sonae Turismo celebrou ontem o contrato promessa de compra e venda da parcela de terreno onde será construído o Hotel resort, previsto no plano de urbanização da Península de Tróia. O comprador é a Empire House – Investimentos Imobiliários, SA, sociedade detida a 100 % pela Hagen Imobiliária, SA.
O contrato promessa de compra e venda tem como condição essencial para a celebração do contrato prometido, que o Hotel Resort seja explorado por uma cadeia hoteleira de luxo de renome internacional e que a sua abertura ao público ocorra dentro do prazo máximo de 36 meses contados a partir da data de emissão do alvará de licença de construção pela Câmara Municipal de Grândola. Em comunicado enviado à CMVM, a Sonae Capital explica que «o contrato tem como condição suspensiva que seja obtida a autorização do Ministro responsável pela área do Turismo para a alienação do imóvel, nos termos exigidos pelo contrato de investimento que foi celebrado entre a Imoareia – Investimentos Turísticos, SGPS, SA e outras sociedades pertencentes ao Grupo Sonae (actualmente detidas pela Sonae Capital) e o Estado Português e outras entidades públicas em 16 de Maio de 2000, bem como nos termos da revisão a esse contrato operada em Junho de 2005». Neste sentido foi ontem solicitada a autorização referida ao Ministro da Economia. Segundo a mesma fonte, a venda agora prometida terá um impacto estimado de cerca de 13 milhões de euros nos resultados consolidados da Sonae Capital, a registar no momento da celebração do contrato prometido. «Com a celebração deste contrato promessa de compra e venda a Sonae Turismo pretende continuar a imprimir um ritmo de desenvolvimento acelerado ao Troiaresort, como o demonstra o conjunto de grandes intervenções que está em curso na Península», lê-se no mesmo documento.