segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Paz à sua alma

Amado por uns, odiado por outros, faleceu na semana passada o ultimo sobreiro que ainda dava um pouco de cor a um local que até à bem pouco era um pequeno pulmão desta cidade.

Condenado à morte algures durante o ano de 2007 foi marcada a execução da sentença para 21 de Novembro, altura em que foram abatidas as ultimas arvores que restavam no topo leste da obra. Julga-se que foi por sadismo, que prolongaram a agonia este sobreiro por mais 3 semanas acenando com uma preocupação (falsa) que tentaram preservar algo verde nesta zona. Paralelamente, corre também um boato mentiroso de que o ilustre André Valente Martins (Vereador do Urbanismo da nossa querida Câmara Municipal de Setúbal, eleito pelas listas da CDU e sendo Membro da Comissão Executiva do Conselho Nacional do Partido Ecologista “Os Verdes” desde 1985) que é uma pessoa sempre atenta a aspectos ligados à Ecologia, tentou ainda interceder junto da Sociedade de Construções H.Hagen para que fosse perdoado o sobreiro, cujo único crime de que o poderiam acusar era, o de simplesmente existir.

O carrasco executou a sentença durante a tarde de dez de Dezembro, do ano da graça de dois mil e oito.

PAZ À SUA ALMA

domingo, 14 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

sábado, 6 de dezembro de 2008

Procure as diferenças (Parte IV)

Nesta nova edição do jogo pretende-se que o visitante procure descobrir as diferenças na actuação da Sociedade de Construções H.Hagen que anda por estas paragens à cerca de um ano.
Na coluna da esquerda, temos quatro fotografias tiradas durante o dia de ontem, com as operações de aterro no 'Outro muro'.
Na coluna da direita temos quatro fotografias tiradas durante o mês de Janeiro de 2008, com as operações de aterro no 'Muro' da Vergonha.

Como infelizmente as fotografias existentes são muitas e porque pode haver quem julgue que é um aproveitamento maldoso de quem aparentemente não faz mais nada senão andar atrás destes senhores, ficam aqui mais duas fotografias de Janeiro de 2008.

Leitura auxiliar recomendada:

Procure as diferenças (Parte III)

Num fim de semana prolongado, sempre sobra mais tempo tempo livre para jogos.
Como hoje apesar de ser sábado e não andarem por cá a trabalhar (se calhar só pagaram as licenças até Novembro ou então foram caçados com a boca na botija e pelo que sei os fiscais da nossa querida Câmara Municipal de Setúbal não costumam facilitar!), até os trabalhadores de folga 'forçada' podem participar nesta terceira edição do nosso jogo 'Procure as diferenças'...
À primeira vista as duas imagens abaixo são iguais. Contudo uma análise mais atenta verifica que só um dos camiões cumpre as regras de transporte de aterro. Cabe-lhe a si descobrir qual.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Ensaio sobre a Cegueira

O ‘Ensaio sobre a Cegueira’ aborda a emergência de uma inédita praga, de uma repentina cegueira que se abateu sobre a Cidade de Setúbal, explicável e talvez curável. Tal "cegueira vermelha" — assim chamada porque as pessoas infectadas tem no vermelho a sua cor favorita — manifestou-se primeiramente num homem sentado a uma secretária e, lentamente, espalhou-se por toda a autarquia. Aos poucos, todos acabaram cegos e reduzidos, pela obscuridade, a meros seres lutando por passarem despercebidos. À medida que os afectados pela epidemia são colocados num pedestal, em condições de melhorem a sua vidinha, os serviços camarários começam a falhar. Os moradores desta zona, apesar de lhes estarem sempre a deitar poeira para os olhos, com explicações que não convencem ninguém (por soarem a falsas), também já estão a ficar cegos, mas de raiva.
O ‘Ensaio sobre a Cegueira’ mostra o desmoronar completo de uma vivência tranquila dos moradores desta zona do bairro que, por causa da cegueira, perdem tudo aquilo que consideravam como civilização e, mostra a profunda consternação dos que são obrigados a conviver com uns senhores que alem de serem arrogantes, são malcriados, respondendo com palavrões aos moradores mais idosos (que são em grande número neste local) que aqui moram há várias décadas, quando estes os interpelam sobre pequenos factos do dia-a-dia.

Tudo começou a 22 de Agosto de 2005, quando a Sociedade de Construções H.Hagen viu finalmente publicado no Diário da República, um concurso público que lhe iria dar a hipótese de cobrar um investimento feito em tempos idos, quando esta autarquia tinha a cor do actual governo. Com a mudança da cor do ‘sistema’ era possível o lançamento destes concursos públicos feitos ‘por medida’. Este concurso público foi ganho sem surpresas pela Sociedade de Construções H.Hagen, e daqui nasceu o ‘Muro’ da Vergonha que já foi sobejamente falado ao longo dos últimos meses neste blog.

Mas, infelizmente, esta era a primeira de muitas vezes que ainda vamos ouvir falar destes senhores por estas bandas, e seguramente, não pelos melhores motivos.
Em Junho de 2006 era lançado um novo concurso público feito também ‘à medida’, para continuarem a murar este bairro, lembrando os tempos das conquistas em que se muravam as cidades para as melhor defenderem dos invasores. A situação inverteu-se, e os invasores agora são os moradores, que viviam pacatamente num local onde imperava o verde, soalheiro, com privacidade e uma linda vista sobre o Estuário do Sado e o mar.

Deste concurso público está a nascer a passos largos, um ‘Outro Muro’, onde a cegueira atacou logo no início...
As loiras tem fama de ser distraídas, mas aqui simularam uma ‘distracção’, e sabiam de antemão que tal iria passar na avaliação que o projecto teria por parte dos serviços camarários, que se não são cegos, são certamente muito distraídos.
Já não tinham visto, na altura que avaliaram o estaleiro de obra do ‘Muro’ da Vergonha que o mesmo tinha o parque do ferro, no que eram os acessos a uma garagem e que só a intervenção policial impediu que esses senhores deixassem a garagem só com acesso para bicicletas e pouco mais.

Não viram agora que o concurso público não incluía um pedaço de terreno privado, que foi engolido para poder aqui construir uma escadaria prevista no projecto, libertando espaço para construírem mais uns metros de betão, vindo mais tarde dizer que os moradores até lhes tem de ficar agradecidos por terem uma escadaria onde dantes tinham uma rampa.

Esquecem-se que essa rampa ainda pertence ao prédio contíguo à obra, não sendo portanto a Câmara Municipal de Setúbal a dispor do seu destino.
De nada valeram os contactos dos moradores com responsáveis da Câmara, que deixaram a Sociedade de Construções H.Hagen apropriar-se desta rampa, que quase de certeza estava incluída no desenho do estaleiro da obra, entregue juntamente com o projecto e que a Câmara Municipal de Setúbal achou por bem aprovar esse mesmo estaleiro de obra.
Agora, se os moradores deixarem cair algo das muitas janelas que ficam por cima desta rampa, ou se quiserem fazer manutenção a um aparelho de ar condicionado existente, tem de pedir POR FAVOR, autorização a estes senhores para os deixarem entrar no recinto da obra e, deixarem-nos assim, ter acesso ao que lhes pertence...


Faltará saber se o funcionário da obra está disponível, ou não está mal disposto e é malcriado mandando o morador para o car*** como infelizmente já aconteceu. Quanto às autoridades policiais, que julgamos não serem cegas nem distraídas, era bom que fizessem algumas visitas regulares a partir das 7 da manhã e poderão ver já a essa hora uma fila de camiões (o record está em 7!!!) à espera de entrar no recinto da obra, fazendo barulho em plena zona residencial, onde a maioria dos moradores ainda dormiria se os deixassem, e complicando a vida a quem pretende tirar o carro do estacionamento, para mais um dia de trabalho. No meu entender, os camionistas não podem fazer de um arruamento numa zona residencial, um parque de estacionamento, mas cabe às autoridades policiais a ultima palavra.
Se esta cegueira não for corrigida pelos meios próprios, lá chegará a hora de ajustar contas aquando das eleições autárquicas...

domingo, 30 de novembro de 2008

Foto da semana 48

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O outro "Muro"

Mais informações.
Dezenas de fotos disponíveis no blog associado -
Blog do Camelo.

Grupo H. Hagen vai ser comprado por ex-quadro da Somague - Rui Dias Lopes, ex-administrador da Somague, comprou a totalidade do capital do grupo H. Hagen. Financiada pelo BCP e pelo Banif, a operação, cujo montante não foi divulgado, deverá rondar os 70 milhões de euros, noticia o semanário Expresso deste sábado.O contrato-promessa de compra e venda assinado, na sexta-feira, entre a família Osório de Castro e uma sociedade detida por Dias Lopes põe fim a várias propostas de compra da empresa.«Até ao final do ano, há uma forte possibilidade do contrato se tornar definitivo», diz Dias Lopes, no que é corroborado por Filipe Osório de Castro, o até agora presidente do conselho de administração.Fora do contrato ficam alguns activos, como a sede do grupo, um edifício contíguo e o estaleiro localizado no Tagus Park, que permanecem nas mãos da família, detalha ainda o jornal.Aos 56 anos, Dias Lopes recomeça assim por conta própria num sector onde trabalha desde meados dos anos 70. Primeiro na MSF, na obra de Castelo de Bode, depois da Soconstrói e na Somague, com o pelouro comercial, entre outras empresas.Segundo diz o jornal semanário, «estratégia, solidez financeira» e a presença na concessões (participação média de 40% nas auto-estradas controladas pela Mota-Engil) ditam compra da construtora por Dias Lopes.A H. Hagen obteve quase 11 milhões de lucros em 2006, com um volume de negócios de 70,3 milhões de euros e um ebitda a rondar 14,4 milhões, segundo indica ainda o jornal.
OPCA, Edifer e H.Hagen juntas em obra de 150 milhões de euros - A OPCA, em consórcio com a Edifer e a H.Hagen, venceu a empreitada de construção do Vila Verde Resort, um empreendimento turístico-residencial situado em Santa Maria, na ilha do Sal, Cabo Verde.Promovido pela Tecnicil, o maior promotor imobiliário de Cabo Verde, o Vila Verde Resort, que representa um investimento total de 150 milhões de euros, é também o maior empreendimento turístico-imobiliário que está a ser construído naquele país. Inspirado numa arquitectura colonial, que comporta um misto de traço português, brasileiro e cabo-verdiano, o Vila Verde Resort terá uma área total de 450.000 m2, dos quais 179.623 m2 serão para construção.O empreendimento terá 4000 camas, distribuídas em diferentes tipos de edifícios: um hotel de quatro estrelas; edifícios de habitação e comércio com tipologias entre o T1 e o T3, totalizando 940 fogos; moradias em banda, que ocuparão 194 lotes com tipologias entre o T1 e o T4; e lotes para moradias unifamiliares, num total de 88, também com tipologias entre o T1 e o T4.Segundo o administrador da Tecnicil, Jorge Benchimol Duarte, "as preocupações ambientais constituirão uma das características mais marcantes do empreendimento", tendo o projecto uma forte componente ambiental, com 290.000 m2 de espaços verdes. A arquitectura do empreendimento tem a assinatura de Nuno Leónidas.Numa primeira fase, o consórcio que a OPCA integra é responsável pela execução das estruturas e alvenarias de cerca de 400 fogos e 100 moradias, num total de 100.000 m2, com um prazo de execução de 11 meses.
H. Hagen ergue edifícios no Aeroporto da Portela - O consórcio formado pela Sociedade de Construções H. Hagen e pela A. Mesquita venceu o concurso público, no valor de 21 milhões de euros, para a construção dos edifícios 122-123 no Aeroporto da Portela. Os referidos edifícios englobam uma área de implantação com cerca de 9.000 m2 e uma de construção com 47.000 m2. Localizam-se entre os imóveis designados por 120-121 e 124-125 e serão limitados pela Avenida Craveiro Lopes (2ª Circular) e pela Rua C do Aeroporto de Lisboa. Ambos os edifícios, com três pisos cada e estacionamentos comuns, destinam-se a escritórios e comércio, cujos espaços serão arrendados depois de construídos.
Remodelar estação da Trafaria - Entretanto, a Sociedade de Construções H. Hagen ganhou a empreitada de remodelação do edifício da estação fluvial da Trafaria, avaliada em 650 mil euros.A obra, adjudicada pela Transtejo, inclui trabalhos de remodelação de vigas, lajes e pilares na zona poente e da platibanda da cobertura na zona central, a reparação das estruturas em betão armado com armaduras à vista, o fabrico e aplicação de novo coroamento do muro cortina e o seu alteamento, a montagem da cobertura do passadiço ao portão metálico de embarque, acabamentos e instalações especiais.Da empreitada fazem parte ainda a construção de roços em alvenarias interiores e exteriores, a limpeza e picagem de todas as áreas que se encontrem com níveis avançados de degradação, tais como rebocos e pinturas e algumas zonas de betão, e a criação de uma bilheteira provisória de acesso ao cais. A estação fluvial da Trafaria está implantada paralelamente à linha de água do rio Tejo, por onde se faz o acesso às plataformas de embarque, através de um passadiço perpendicular à geometria do edifício.
Construção
Dias Lopes compra Grupo H. Hagen - Estratégia, solidez financeira, concessões ditam compra da construtora por Dias Lopes, ex-quadro Somague - Rui Dias Lopes, ex-administrador da Somague, comprou a totalidade do capital do grupo H. Hagen. Financiada pelo BCP e pelo Banif, a operação, cujo montante não foi divulgado, deverá rondar os 70 milhões de euros.O contrato-promessa de compra e venda assinado, na sexta-feira, entre a família Osório de Castro e uma sociedade detida por Dias Lopes põe fim a várias propostas de compra da empresa. “Até ao final do ano, há uma forte possibilidade do contrato se tornar definitivo”, diz Dias Lopes, no que é corroborado por Filipe Osório de Castro, o até agora presidente do conselho de administração. O controlo da empresa foi assumido em 2000, através de uma operação de MBO (Management Buy Out) aos franceses da Campenon Bernard efectuado por seu pai, Rui Osório de Castro, falecido no ano passado.Fora do contrato ficam alguns activos, como a sede do grupo, um edifício contíguo e o estaleiro localizado no Tagus Park, que permanecem nas mãos da família.Aos 56 anos, Dias Lopes recomeça assim por conta própria num sector onde trabalha desde meados dos anos 70. Primeiro na MSF, na obra de Castelo de Bode, depois da Soconstroi e na Somague, com o pelouro comercial, entre outras empresas. Confrontado com o facto de esta aquisição ser um primeiro passo na criação de uma base para uma eventual compra da Somague aos espanhóis da Sacyr, Dias Lopes não quis fazer qualquer comentário. “Não quero voltar à primeira liga, onde estive habituado a facturações de 600/700 milhões. Mas não é difícil fazer duplicar os actuais cerca de 75 milhões da Hagen”, salienta Dias Lopes. Um objectivo que espera atingir num cenário de três anos. Em 2006, a empresa gerou um «cash-flow» operacional (EBITDA) de 14,370 milhões de euros (mais 32%) e resultados líquidos de 10,925 milhões.Especializada em obras de arte - pontes e viadutos -, a Hagen desenvolve actividade na construção de edifícios, no imobiliário e nas concessões. Aliás, a sua participação nas concessões do grupo Mota-Engil, de 4% em média, valerá “muito mais de 35 milhões de euros”. Na construção de edificios, destaca-se uma forte presença na habitação a custos controlados. Dias Lopes quer dar continuidade ao “bom trabalho desenvolvido pela gestão anterior”, entrar no turismo, ambiente e energia, não só na lógica de empreiteiro mas também de co-geração. “Ainda há espaço para a Hagen participar, nomeadamente nas pilhas e combustível, por exemplo”, diz.O novo presidente da Hagen mantém o interesse nas concessões, sempre associado ao consórcio da Mota-Engil, e pretende investir em Angola, sobretudo no imobiliário. Depois da atenção dada, em 2006, a Cabo Verde, Argélia e Marrocos.Filipe Osório de Castro, por seu turno, vai enveredar pelo sector do turismo e do imobiliário, as suas grandes apostas.“No turismo, acabámos de concluir uma parceria com um grande grupo do sector para constituir uma rede hoteleira”, revelou Osório de Castro. Com esse objectivo, foram já comprados dois locais em Lisboa e no Porto para a construção de duas unidades. Sobre a zona do estaleiro no Tagus Park, Filipe Osório de Castro adiantou que está prevista a construção de cerca de 15 mil metros quadros de escritórios.
Já há empresa para construir Centro de Reprodução do Lince em Odelouca
A Construtora H. Hagen foi a empresa seleccionada pela Águas do Algarve (AdA) para construir o Centro de Reprodução do Lince Ibérico, que irá nascer ainda este ano na Herdade da Santinha, em Silves, como contrapartida ao...
Grupo H. Hagen vai ser comprado por ex-quadro da Somague - Rui Dias Lopes, ex-administrador da Somague, comprou a totalidade do capital do grupo H. Hagen. Financiada pelo BCP e pelo Banif, a operação, cujo montante não foi divulgado, deverá rondar os 70 milhões de euros, noticia o semanário Expresso deste sábado.O contrato-promessa de compra e venda assinado, na sexta-feira, entre a família Osório de Castro e uma sociedade detida por Dias Lopes põe fim a várias propostas de compra da empresa.«Até ao final do ano, há uma forte possibilidade do contrato se tornar definitivo», diz Dias Lopes, no que é corroborado por Filipe Osório de Castro, o até agora presidente do conselho de administração.Fora do contrato ficam alguns activos, como a sede do grupo, um edifício contíguo e o estaleiro localizado no Tagus Park, que permanecem nas mãos da família, detalha ainda o jornal.Aos 56 anos, Dias Lopes recomeça assim por conta própria num sector onde trabalha desde meados dos anos 70. Primeiro na MSF, na obra de Castelo de Bode, depois da Soconstrói e na Somague, com o pelouro comercial, entre outras empresas.Segundo diz o jornal semanário, «estratégia, solidez financeira» e a presença na concessões (participação média de 40% nas auto-estradas controladas pela Mota-Engil) ditam compra da construtora por Dias Lopes.A H. Hagen obteve quase 11 milhões de lucros em 2006, com um volume de negócios de 70,3 milhões de euros e um ebitda a rondar 14,4 milhões, segundo indica ainda o jornal.
OPCA, Edifer e H.Hagen juntas em obra de 150 milhões de euros - A OPCA, em consórcio com a Edifer e a H.Hagen, venceu a empreitada de construção do Vila Verde Resort, um empreendimento turístico-residencial situado em Santa Maria, na ilha do Sal, Cabo Verde.Promovido pela Tecnicil, o maior promotor imobiliário de Cabo Verde, o Vila Verde Resort, que representa um investimento total de 150 milhões de euros, é também o maior empreendimento turístico-imobiliário que está a ser construído naquele país. Inspirado numa arquitectura colonial, que comporta um misto de traço português, brasileiro e cabo-verdiano, o Vila Verde Resort terá uma área total de 450.000 m2, dos quais 179.623 m2 serão para construção.O empreendimento terá 4000 camas, distribuídas em diferentes tipos de edifícios: um hotel de quatro estrelas; edifícios de habitação e comércio com tipologias entre o T1 e o T3, totalizando 940 fogos; moradias em banda, que ocuparão 194 lotes com tipologias entre o T1 e o T4; e lotes para moradias unifamiliares, num total de 88, também com tipologias entre o T1 e o T4.Segundo o administrador da Tecnicil, Jorge Benchimol Duarte, "as preocupações ambientais constituirão uma das características mais marcantes do empreendimento", tendo o projecto uma forte componente ambiental, com 290.000 m2 de espaços verdes. A arquitectura do empreendimento tem a assinatura de Nuno Leónidas.Numa primeira fase, o consórcio que a OPCA integra é responsável pela execução das estruturas e alvenarias de cerca de 400 fogos e 100 moradias, num total de 100.000 m2, com um prazo de execução de 11 meses.
H. Hagen ergue edifícios no Aeroporto da Portela - O consórcio formado pela Sociedade de Construções H. Hagen e pela A. Mesquita venceu o concurso público, no valor de 21 milhões de euros, para a construção dos edifícios 122-123 no Aeroporto da Portela. Os referidos edifícios englobam uma área de implantação com cerca de 9.000 m2 e uma de construção com 47.000 m2. Localizam-se entre os imóveis designados por 120-121 e 124-125 e serão limitados pela Avenida Craveiro Lopes (2ª Circular) e pela Rua C do Aeroporto de Lisboa. Ambos os edifícios, com três pisos cada e estacionamentos comuns, destinam-se a escritórios e comércio, cujos espaços serão arrendados depois de construídos.
Remodelar estação da Trafaria - Entretanto, a Sociedade de Construções H. Hagen ganhou a empreitada de remodelação do edifício da estação fluvial da Trafaria, avaliada em 650 mil euros.A obra, adjudicada pela Transtejo, inclui trabalhos de remodelação de vigas, lajes e pilares na zona poente e da platibanda da cobertura na zona central, a reparação das estruturas em betão armado com armaduras à vista, o fabrico e aplicação de novo coroamento do muro cortina e o seu alteamento, a montagem da cobertura do passadiço ao portão metálico de embarque, acabamentos e instalações especiais.Da empreitada fazem parte ainda a construção de roços em alvenarias interiores e exteriores, a limpeza e picagem de todas as áreas que se encontrem com níveis avançados de degradação, tais como rebocos e pinturas e algumas zonas de betão, e a criação de uma bilheteira provisória de acesso ao cais. A estação fluvial da Trafaria está implantada paralelamente à linha de água do rio Tejo, por onde se faz o acesso às plataformas de embarque, através de um passadiço perpendicular à geometria do edifício.
Construção
Dias Lopes compra Grupo H. Hagen - Estratégia, solidez financeira, concessões ditam compra da construtora por Dias Lopes, ex-quadro Somague - Rui Dias Lopes, ex-administrador da Somague, comprou a totalidade do capital do grupo H. Hagen. Financiada pelo BCP e pelo Banif, a operação, cujo montante não foi divulgado, deverá rondar os 70 milhões de euros.O contrato-promessa de compra e venda assinado, na sexta-feira, entre a família Osório de Castro e uma sociedade detida por Dias Lopes põe fim a várias propostas de compra da empresa. “Até ao final do ano, há uma forte possibilidade do contrato se tornar definitivo”, diz Dias Lopes, no que é corroborado por Filipe Osório de Castro, o até agora presidente do conselho de administração. O controlo da empresa foi assumido em 2000, através de uma operação de MBO (Management Buy Out) aos franceses da Campenon Bernard efectuado por seu pai, Rui Osório de Castro, falecido no ano passado.Fora do contrato ficam alguns activos, como a sede do grupo, um edifício contíguo e o estaleiro localizado no Tagus Park, que permanecem nas mãos da família.Aos 56 anos, Dias Lopes recomeça assim por conta própria num sector onde trabalha desde meados dos anos 70. Primeiro na MSF, na obra de Castelo de Bode, depois da Soconstroi e na Somague, com o pelouro comercial, entre outras empresas. Confrontado com o facto de esta aquisição ser um primeiro passo na criação de uma base para uma eventual compra da Somague aos espanhóis da Sacyr, Dias Lopes não quis fazer qualquer comentário. “Não quero voltar à primeira liga, onde estive habituado a facturações de 600/700 milhões. Mas não é difícil fazer duplicar os actuais cerca de 75 milhões da Hagen”, salienta Dias Lopes. Um objectivo que espera atingir num cenário de três anos. Em 2006, a empresa gerou um «cash-flow» operacional (EBITDA) de 14,370 milhões de euros (mais 32%) e resultados líquidos de 10,925 milhões.Especializada em obras de arte - pontes e viadutos -, a Hagen desenvolve actividade na construção de edifícios, no imobiliário e nas concessões. Aliás, a sua participação nas concessões do grupo Mota-Engil, de 4% em média, valerá “muito mais de 35 milhões de euros”. Na construção de edificios, destaca-se uma forte presença na habitação a custos controlados. Dias Lopes quer dar continuidade ao “bom trabalho desenvolvido pela gestão anterior”, entrar no turismo, ambiente e energia, não só na lógica de empreiteiro mas também de co-geração. “Ainda há espaço para a Hagen participar, nomeadamente nas pilhas e combustível, por exemplo”, diz.O novo presidente da Hagen mantém o interesse nas concessões, sempre associado ao consórcio da Mota-Engil, e pretende investir em Angola, sobretudo no imobiliário. Depois da atenção dada, em 2006, a Cabo Verde, Argélia e Marrocos.Filipe Osório de Castro, por seu turno, vai enveredar pelo sector do turismo e do imobiliário, as suas grandes apostas.“No turismo, acabámos de concluir uma parceria com um grande grupo do sector para constituir uma rede hoteleira”, revelou Osório de Castro. Com esse objectivo, foram já comprados dois locais em Lisboa e no Porto para a construção de duas unidades. Sobre a zona do estaleiro no Tagus Park, Filipe Osório de Castro adiantou que está prevista a construção de cerca de 15 mil metros quadros de escritórios.
E assim terminou mais um capítulo do nosso Jornal Fonte do Lavra – Sempre a proporcionar experiências unicas aos nossos visitantes.