segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Suplemento Kultural e Recreativo de 22-01-2018

Imagem do dia


Anedota
Na idade de se casar, a filha pede conselhos à mãe:
- Oh mãe… Não consigo decidir se caso com um advogado, com um professor ou com um militar...
- Então qual é a dúvida, minha filha? - diz a mãe, inconformada - Casa com o militar!
- E porquê, mãe?
- É que os militares já estão habituados a cozinhar, fazer a cama e obedecer ordens!

Coisas de Professor
O emprego do pronome indefinido...
Era uma vez quatro indivíduos que se chamavam todos, alguém, cada um e ninguém.
Existia um importante trabalho a ser feito, e pediram a todos para fazê-lo. Todos tinham a certeza de que alguém o faria. Cada um poderia tê-lo feito, mas na realidade ninguém o fez. Alguém se zangou, pois era trabalho de todos! Todos pensaram que cada um poderia tê-lo feito e ninguém duvidava de que alguém o faria. No fim das contas, todos fizeram críticas a cada um porque ninguém tinha feito o que alguém poderia ter feito.

Moral da história:
Sem querer recriminar a todos, seria bom que cada um fizesse aquilo que deve fazer sem alimentar esperança de que alguém vá fazê-lo no seu lugar...
A experiência mostra que lá, onde se espera alguém, geralmente não se encontra ninguém.

Agora, conto com
todos, a fim de que cada um, possa divulgar esta treta a alguém, sem se esquecer de ninguém.

10 vantagens em ficar solteiro para sempre
Diz-se que a felicidade é ser jovem, ser livre e solteiro. Algumas pessoas podem concordar com isso, enquanto outras não. Ser solteiro é a melhor forma de liberdade, sendo quase o mesmo como voar como um pássaro livre. Não há ninguém que prenda o outro em relação à vida. E que sentimento pode ser maior do que o sentimento de ser emocionalmente independente e livre? Este é apenas um exemplo.
  • Vantagem #2 - Questão financeira
Tudo é caro quando existe um compromisso com alguém, isto porque existe a obrigação de pagar tambem parte das despesas do(a) parceiro(a) também. Este factor determina pressão sobre a própria carteira, tanto para o homem, como para a mulher. Contrariamente a isso, no caso de estar solteiro, há tendência para gastar menos, porque só é necessário apenas pagar as suas próprias despesas.
Continua...


Para quem nos visita pela 1ª vez, ou para os mais distraídos, este blogue foi criado em 25 de Novembro de 2007, para ser um veículo de protesto e denuncia conta uns mamarrachos que alguém achou por bem construir na Fonte do Lavra, um pacato bairro de da Cidade de Setúbal.
Como infelizmente a Justiça não é suficientemente célere, e como corríamos o risco de por falta de noticias/novidades cair no esquecimento, criamos este espaço lúdico diário que, desde 22 de Setembro de 2008, mantém acesa a nossa chama da revolta.
Depois de uma Providencia Cautelar de sucesso relativo, aguardamos pacientemente desde Maio de 2013, pelo recurso da sentença da nossa acção principal contra a Câmara Municipal de Setúbal pelo seu licenciamento da obra (que nós contestamos), contra a Sociedade de Construções H.Hagen (construtora do imóvel) e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (dono do terreno).
Algumas estatísticas relevantes:

  • Este blogue tem 3712 dias de existência
  • Este é a edição numero 3410 do Suplemento Kultural
  • Maior sucesso (inesperado) deste blogue - Mapa do tesouro - com mais de 26000 visualizações desde Maio de 2008.
Segundo a Infopédia, Suplemento pode ter os seguintes significados:
  1. o que se dá a mais; complemento
  2. aditamento, acréscimo; aquilo que se acrescenta a um todo
  3. caderno, geralmente ilustrado, que completa determinados números de um de um jornal; anexo
Quando recorremos a este estratagema, o Suplemento Kultural, era parte integrante do nosso jornal Fonte do Lavra e para a sua publicação arranjamos um editor. Esse jornal certamente originou as mais hilariantes e estranhas formas de ver as noticias do dia, do país e do mundo o que muito contribuiu para termos sido postos no olho da rua pelo referido editor, que conseguiu suportar a nossa presença durante cerca de 32 meses.
Acabou assim o referido jornal, no passado dia 31 de Maio de 2011. Contudo, não vamos mudar o nome deste espaço por esse facto, pois podemos sempre utilizar a definição 1 ou 2, e o nome continua a fazer sentido. Se também quiserem continuar a saber pelo nosso blogue, o que se passa no país e no mundo, deixamos aqui as opções que estavam disponíveis no Jornal Digital (que pode ser visto mais abaixo na barra lateral) aquando do fecho deste Suplemento, que eram as seguintes:
  • Jornalista Mussá Baldé vence concurso FIC TV I 2016 na Guiné-Bissau
  • Utentes do SNS vão poder escolher o hospital
  • António Costa anuncia actualizações das pensões, complemento solidário e RSI
  • UE e Turquia reúnem-se para analisar distribuição de refugiados
  • Casal que matou bebé com água a ferver condenado a 18 e 25 anos
  • Guiné-Bissau: Presidente da ANP vítima de lesão no tendão de Aquiles
  • Suíça divulga lista de contas inactivas sem herdeiros
  • EUA: Escolas reabrem em Los Angeles
  • Futebol: União da Madeira empata Benfica
  • Quatro detidos por suspeitas de fraude à Segurança Social
Não querendo com a proliferação da publicação de Suplementos Kulturais, relevar para 2º plano a razão da nossa existência, só será visível a ultima edição deste espaço lúdico, que a pedido de alguns visitantes habituais, passará a ser publicado de forma automática, todos os dias às 00:00:00.
Para visualizar Suplementos anteriores, existe um espaço próprio para o efeito, com um vasto arquivo em formato PDF.
Apresentamos a seguir, o link directo para o Suplementos de Janeiro de 2016, que foram os últimos a ser arquivados. Basta clicar na imagem para ser redireccionado para o artigo correspondente.


01-01-201602-01-201603-01-201604-01-201605-01-2016
06-01-201607-01-201608-01-201609-01-201610-01-2016
11-01-201612-01-201613-01-201614-01-201615-01-2016
16-01-201617-01-201618-01-201619-01-201620-01-2016
Se estiver interessado em saber mais sobre as origens, enredo e propósitos deste Suplemento Kultural pode então visitar os seguintes links: Parte I, Parte II, Parte III, Parte IV.
Duas notas finais: todo este texto será mais ou menos repetitivo ao longo dos dias (com excepção obviamente das notícias que serão actualizadas regularmente) e não será visível nos arquivos em PDF.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

10 Anos

10 Anos é muito tempo
Muitos dias, muitas horas a cantar
10 Anos é muito tempo
Deste tempo inteiro que eu vos quero dar

Este é o refrão da letra de uma música de Paulo de Carvalho, que poderíamos adaptar para o nosso triste caso de um licenciamento de Câmara Municipal de Setúbal, considerado por nós ilegal e portanto passível de levar à demolição total ou parcial desta aberração urbanística numa das entradas/saídas da Cidade de Setúbal, a Avenida D.Manuel I.
No já longínquo dia 3 de Outubro de 2007, dia de Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Setúbal, ficamos a saber que a nossa querida e reeleita Presidente Maria das Dores Meira ia passar neste local no âmbito de um estudo elaborado por um munícipe sobre coisas menos boas na sinalização do trânsito em várias artérias da Cidade.
Esperamos o tempo suficiente (até às 17:45) e acabamos por abandonar o local, não fosse ter havido alguma alteração de última hora que levasse à mudança de percurso ou agenda, já que a hora da sessão pública estava marcada para as 18:00.
Tínhamos feito o trabalho de casa: tínhamos consultado o projecto deste mamarracho na divisão de Urbanismo, estávamos atentos às movimentações no terreno, tínhamos pedido uma audiência a 3 de Julho ao Vereador do Urbanismo André Martins (reunião teve lugar em finais de Janeiro de 2008 já no decorrer da nossa 2ª Providência Cautelar) e queríamos saber o que realmente ia acontecer neste local, que sempre tinha sido referenciado como um local onde seria construído um parque infantil.
Inscritos para falar na sessão ordinária, relativamente ao assunto já referido, ficamos a saber o que pensava a nossa querida Presidente Maria das Dores (que afinal tinha passado por lá depois de nós termos abandonado o local) e que ficou registado na acta desta sessão pública:

"(...) era algo estranho, que pudessem vir a ser construídos lotes no local (...)"

Foi o que também sempre achamos: ESTRANHO!!!
Aguardamos sinceramente que na decisão judicial do nosso processo o(s) Sr(s) Juiz(es) tambem achem o mesmo e mandem demolir o "Muro da Vergonha".
Olhando para trás e para as explicações oficiais que os serviços da Câmara Municipal de Setúbal (e que pode ser lido na integra aqui) deram às nossas dúvidas/questões, e para uma foto de 01/02/2009 deste mamarracho em fase de construção, apercebemo-nos da incompetência dos referidos serviços, que se calhar nem olharam para o projecto (com 13 volumes, que nós consultamos por várias vezes), que viria a ser aprovado a 26/12/2007

(...) que o edifício a construir no alinhamento da banda já edificada sobre a Av. D. Manuel I só terá 6 pisos, dos quais 5 para habitação e um para estacionamento e comércio, acrescendo que, dado o acentuado declive da avenida, a cota da sua cobertura será inferior à que se verifica no prédio imediatamente a norte. (...)

Se não fosse um documento oficial, ainda poderia ser considerado uma anedota!

sábado, 1 de abril de 2017

Amburgaria e Pregaria Tradicional II

Manuel, Ricardo e Cristina, os donos e gerentes da 'Amburgaria e Pregaria Tradicional' em Setúbal, aproveitando o enorme sucesso que adveio da participação deste restaurante no programa "Pesadelo na Cozinha", que estreou no passado dia 12 de Março na TVI, seguiram os conselhos da equipa liderada pelo chef Ljubomir Stanisic, e vão abrir dentro de poucas semanas, um novo espaço no nosso bairro com o nome Amburgaria e Pregaria Tradicional II.
Já era tempo para que o mamarracho que construíram mesmo em frente ao "Muro da Vergonha" tivesse algum tipo de utilidade, já que se encontra mais ao menos ao abandono desde 2010. Até mete dó ver tantos apartamentos fechados (73 fogos) e tanta gente a precisar de um tecto para viver.
Os trabalhos de instalação decorrem a bom ritmo e já começaram a remover os horríveis mosaicos que ornamentam a fachada sul do restaurante que lhe davam aquela cor de muro... Um pequeno descuido na montagem dos andaimes levou a que o vidro de uma das janelas se se partisse, mas o seguro do empreiteiro vai cobrir as despesas.
Para já fica aqui a foto do estado actual das obras tirada à poucos minutos. Logo que haja novidades, regressaremos com notícias fresquinhas.


sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Vistas, Sol e IMI


No passado dia 19 de Outubro foi aprovada no parlamento, por todos os partidos menos o PSD, uma proposta do PCP para limitar o aumento anunciado pelo Governo socialista no coeficiente de avaliação do IMI, relacionado com exposição solar e vistas das propriedades. Este coeficiente das vistas e da exposição solar vai manter-se nos 5%, e assim sendo não vai haver qualquer agravamento do imposto para todos os imóveis que tenham um valor patrimonial tributário (VPT) inferior a 250 mil euros, valor este que fica substancialmente abaixo do preço dos apartamentos deste bairro. Este coeficiente foi introduzido no código do IMI em 2003, pelo Governo PSD/CDS liderado na altura por Durão Barroso.
Como as alterações apenas são válidas para as casas novas ou para as antigas que sejam reavaliadas pelas Finanças, alguns moradores da zona vão pedir essa reavaliação. Afinal perderam-se as vistas, o Sol, mas sempre vai dar para amealhar algum nos próximos anos.

Se estes mamarrachos construídos por estas bandas forem demolidos (um deles porque é ilegal na nossa perspectiva e o outro está votado ao mais completo abandono desde 2010 - um autêntico desperdício de 73 fogos e mais de uma dezena de lojas!!!), aí ficamos caladinhos e esperamos que ninguém repare que todos os antigos prédios da zona conseguem voltar a ter uma vista agradável para o Estuário do Sado, Arrábida e Tróia, que os mesmos voltaram a ser valorizados e que um deles voltou a ver o SOL!!!

domingo, 6 de março de 2016

A nossa primeira corrida

Setúbal recebe, este domingo, 6 de março, uma etapa do Campeonato Nacional de Carrinhos de Rolamentos. A partir das 10h00, o público poderá acompanhar os treinos da corrida que promete ser uma das mais divertidas da Cidade Europeia do Desporto.
A prova, que tem inicio às 14h00, conta com a participação de diversos pilotos e promete envolver todos os espetadores na competição que decorre em pleno centro urbano de Setúbal, na Avenida D. Manuel I, um dos arruamentos com maior e mais acentuado desnível.
Ao longo de um quilómetro, a corrida – que integra quatro categorias de carrinhos de rolamentos: tradicional, alterado, tunning e categoria A –, desafia os participantes a ultrapassar as curvas técnicas e artificiais do percurso, naquela que promete ser uma luta acesa e disputada para conquistar o lugar mais alto do pódio.

O viaduto sobre a a Avenida D.Manuel volta a ser um bom posto de observação, e talvez seja a melhor opção para os espectadores apreciarem esta corrida.
Longe vai o tempo em que este Viaduto era uma espécie de ATL, onde os reformados se entretinham a observar a construção dos alicerces destes dois mamarrachos, um dos quais voltado ao mais completo abandono, resquício de uma gulodice imobiliária desenfreada, nos finais da década passada.

Vamos ter com certeza no meio de tantos espectadores, muitos deles a apreciarem e a questionarem-se sobre o nosso 'cartão de visita' em forma de faixas pretas.

A Google Maps achou por bem impedir a leitura do nossa faixa preta 'O Muro da Vergonha' (vá-se lá saber porquê), mas felizmente ela não consegue impedir que quem por aqui passa, continue a ver a forma que nós encontramos de dizer 'Presente!', enquanto o nosso processo continua pelos tribunais, a passo de caracol.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Novos Inquilinos


No passado sábado fomos surpreendidos com a chegada de novos inquilinos. Desconhecíamos que ainda houvesse qualquer interesse em morar neste empreendimento construído pela defunta H.Hagen.
Apesar desta parte do mamarracho (Bloco 1) ser a única, que de alguma forma se enquadra com a envolvente, tudo isto será afectado por uma demolição (total ou parcial), se a decisão do Tribunal Administrativo (que se espera para o final deste ano) que julga o nosso recurso, nos der razão e libertar o prédio que lhe é contiguo, da sombra a que foi votado, aquando da construção 'contra-natura' deste mau exemplo de urbanismo.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Vistos Gold


Parece que foi ontem, mas já se passaram sete anos desde que foi licenciado este exemplar urbanístico, digno de figurar em qualquer TOP nacional ou mesmo mundial.
Com o passar do tempo, não mudamos qualquer virgula ao que sempre pensamos sobre esta construção e a tudo o que a envolveu: Esta construção foi idealizada num momento em que se construía em tudo o que era sítio, destinava-se maioritariamente a 'amigos e compadres', que iriam adquirir um apartamento com vista para a baía do Sado a preços convidativos, já que por ser uma obra do Instituto de Reabilitação Urbana, ia ser construída uma "Habitação a Custos Controlados".
Este projecto foi adaptado de um projecto antigo (bairro Barreto), que inicialmente esteve para ser construído no local onde se situa actualmente o Viaduto sobre a Avenida D.Manuel I, e a fachada original (a que tivemos acesso) não tinha qualquer parte soterrada.
Não houve nenhum cuidado em refazer o projecto (volumetria), já que o espaço disponível era agora bastante reduzido, com o Viaduto e outras construções a escassos metros de distância. O próprio arquitecto que aprovou o projecto de arquitectura, nunca visitou o local e nem sequer sabia que o prédio que faz fronteira a norte, tinha varandas e garagem. Um assombro!!!
Os pisos superiores (que eram os que mais interessavam aos 'amigos e compadres') do bloco central, são os que provocam maior impacto visual e são aqueles que tem maior taxa de ocupação neste momento.
Tentaram esconder até ao ultimo momento o que estava previsto e a própria Presidente da Câmara afirmou em sessão camarária que "... era algo estranho, que pudessem vir a ser construídos lotes no local". Num projecto que teve tantas interacções entre a CMS e o IRU, é estranho que a própria Presidente nunca tenha ouvido falar... A placa a avisar que se encontrava em apreciação um projecto para a zona, só foi colocada depois da intervenção da PSP, que correu com os funcionários de um empresa de vedações, que apareceu por aqui a vedar o local.
Uns meses antes, uma senhora com uma pasta cheia de mapas e papeis, confidenciou-nos que o preço dos apartamentos não seriam para qualquer bolsa (não conseguimos saber se ela pertencia à construtora ou à CMS, mas ela sabia que os apartamentos iam ser caros, o que para nós fazia sentido).
Esquecemo-nos do nome correcto de um Engenheiro da CMS, que em plena apreciação da nossa 2ª Providência Cautelar (a que conseguiu parar a obra durante algumas semanas), confidenciou a um amigo comum, que nós não iríamos conseguir nada, e que ele até já lá tinha comprado um apartamento.
Não conseguimos saber o nome de um engenheiro da CMS, a quem um trabalhador da construção se referia como "sócio da obra", coisas que ele com certeza ouvia lá dentro. Fizemos várias perguntas e de várias maneiras, mas ou ele não sabia, ou não nos quis dizer.
Nunca iremos tambem conseguir provar, que a prisão de um jovem (inconsciente) no Algarve, na posse de droga e filho de um VIP de Setúbal, interferiu indirectamente com o desfecho negativo da nossa Providência Cautelar.

Quisemos que o nosso advogado, obtivesse o nome das pessoas que tinham feito contratos de promessa Compra-venda, para tentar descobrir até que ponto se consegui ligar esses nomes a "amigos e compadres", mas a nossa ideia carecia de objectividade para um processo judicial e não foi aceite. Infelizmente não temos meios nem conhecimentos para fazer esse tipo de investigação, mas certamente que iríamos descobrir uns quantos. Ficam agora várias perguntas no ar... Serão esses os responsáveis por haver tantos apartamentos fechados? Estarão à espera que passem os 5 anos (Habitação a custos controlados), para depois os conseguirem comercializar? Será que foi por a coisa ter corrido tão mal e dar muito nas vistas, e como a coisa ficou tão "quente", eles querem agora sair fora de cena?
O que NUNCA se conseguirá esconder, é este autêntico "mamarracho", bem visível, numa das artérias principais para entrar/sair de Setúbal. Se algures em finais de 2015, tivermos a sorte de nos darem razão no nosso processo judicial, e conseguirmos a demolição do dito cujo, teremos contribuído certamente para uma cidade mais bonita e airosa.

domingo, 9 de novembro de 2014

O Muro da Vergonha, 25 anos depois


O Mundo comemora hoje 25 anos sobre a queda do Muro de Berlim. Há precisamente 25 anos a Alemanha reescrevia a sua história, quando a 9 de Novembro de 1989 ocorreu o acontecimento considerado um dos mais importantes e memoráveis da história da Alemanha. Naquela data caía o Muro de Berlim, ícone da Guerra Fria e um dos maiores símbolos ideológicos de controle sobre uma nação, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989.

As previsões apontam que no próximo outono, decorridos 2 anos sobre o recurso no processo judicial que opõe um grupo de moradores contra a Câmara Municipal de Setúbal, (a defunta) Sociedade de Construções H.Hagen e Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, e que também se tornou um ícone da Cidade de Setúbal, possa haver (finalmente) uma decisão judicial que leve também à demolição deste mamarracho, também conhecido carinhosamente por “Muro da Vergonha”, onde mora cerca de uma dezena de famílias, divididas pelos 3 blocos de apartamentos com um total de 33 fogos disponíveis e os vários espaços comerciais, continuam por acabar...
Assim, em 2040, também podemos estar a comemorar 25 anos depois do retorno deste local a uma normalidade urbanística, desejada pelos moradores da zona e por muitos dos que gostam desta cidade livre de mamarrachos.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Um mundo de Kultura


Há algumas horas atrás foi publicada a edição numero 2000 do nosso Suplemento Kultural e Recreativo, um veículo de excelência para continuarmos activos e visíveis, na nossa cruzada contra aquilo que pode ser considerado um atentado urbanístico, na Cidade de Setúbal.
Este 'ruído permanente' incomoda certamente todos os que de alguma forma participaram/colaboraram para que fossem construídos estes dois mamarrachos na Avenida D.Manuel I, mas por cá iremos permanecer, o tempo que for preciso.
Para todos, mesmo para os que não se identificam com a nossa luta, tentaremos continuar a proporcionar diariamente um Suplemento Kultural com um conteúdo diversificado, supostamente divertido e que de alguma forma permita aumentar a Kultura Geral dos nossos visitantes.
Obrigado pela sua visita!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Quem quer ser milionário? (XII)


Pergunta n.º 12
Valor - 32000 €

Em finais de Agosto de 2012, desapareceu de cena aquela, que em 2007 era a 8ª construtora nacional. Um 'pequeno' lapso' na análise de risco de um projecto, que parecia ter tudo para satisfazer um punhado de amigos, e que acabou por ser um desastre financeiro, deu-lhe o golpe de misericórdia. Como se chamava essa construtora?

Todas as perguntas1234567891011131415


Este artigo não acaba aqui...

A RTP1 apresenta actualmente a 6ª edição de um programa que foi um êxito estrondoso nos primeiros anos deste século, onde recuperou uma jornalista caída em desgraça por ter tido a ousadia de falar de uma maneira 'alternativa' do nosso querido e saudoso Sócrates, no seu Jornal Nacional (um telejornal travestido segundo o próprio visado). Aproveitando a nova onda, também nós recuperamos o nosso jogo 'Quem quer ser milionário', brutalmente interrompido em Junho de 2008.
Este artigo foi idealizado em finais de Outubro, mas não se mostrou oportuna a sua publicação, já que o material disponível para fazer artigos novos é escasso e tínhamos acabado de publicar o nosso ultimo post 'Coincidências, ou talvez não!'.
O mundo é pequeno, o que o comprova uma visita inesperada que tivemos no edifício que faz fronteira com um mamarracho emblemático na Cidade de Setúbal, a que eu carinhosamente chamo O 'Muro' da Vergonha. Tratava-se de alguém que tinha raízes em Cantanhede (onde aparentemente estariam as origens da empresa H.Hagen) e que, a certa altura, profere umas palavras que nos ficaram no ouvido:

O que se diz lá por Cantanhede, é que foram estas construções que levaram a Hagen à falência!

Nós sabíamos que as empresas de construção não passaram por bons momentos depois do início da Crise, mas nunca pensamos que tínhamos contribuído de uma forma tão importante para a insolvência da Sociedade de Construções H.Hagen, a 8ª no Ranking nacional em 2007, ano em que obteve excelentes resultados.
Se pudéssemos recuar no tempo, precisamente 6 anos, assistiríamos a chegada triunfal dos responsáveis desta empresa, desta vez munidos de documentação legal para iniciar a vedação do espaço onde iria ser construído o mamarracho #1, não correndo os mesmos riscos da 1º tentativa para vedar o referido espaço, onde a chegada da Policia pôs toda a gente a andar dali para fora.
A meio dessa manhã houve uma reunião de emergência da Câmara Municipal de Setúbal" para resolver o problema de acesso a uma garagem contígua. Curiosamente, os proprietários da referida garagem não foram convidados a participar.
Mais uma vez, os alarmes não soaram a quem fez (ou devia ter feito) a analise de riscos de um projecto com esta envergadura, que foi chegar a um espaço estranho, de forma suspeita, sem passar cavaco a ninguém, com um projecto muito estranho para o local em que ia ser implantado, pensando que os amigos que tinham (ou julgavam ter) lhes seguravam as pontas, o que era confiar cegamente no acaso.
O engenheiro da Câmara, que um trabalhador da construção associava a um 'sócio da obra' e que, infelizmente nunca conseguimos identificar, também deve ter abandonado o barco quando ele começou a meter água, ou não tinha força suficiente para mudar o rumo da história.
Quem julgou a nossa providência Cautelar (que parou a obra durante quase 6 semanas) também ajudou à desgraça, já que se tivesse feito outra avaliação dos factos (Este sabia bem do que se tratava, já que morava em Setúbal e foi visto mais do que uma vez a tirar disfarçadamente fotos no local, com uma maquina fotografia pendurada ao pescoço e encoberta por um sobretudo. Um papelão!!!), teria dado tempo para que fosse feita uma nova análise de toda a envolvente da situação e quem sabe, no local estivesse agora uma outra coisa qualquer, o que poderia ser até um edifício, mas com uma menor volumetria/altura.
Os alarmes continuaram a não soar, e vai daí, mudaram-se para o outro lado para construir um novo mamarracho, agora de menor impacto visual (por ser construído em linha com as construções existentes), com 72 apartamentos e mais de uma dezena de lojas, votado ao mais completo abandono, já que faltou o dinheiro para fazer toda a parte eléctrica. Já no final da construção, as coisas deviam estar tão mal do ponto de vista financeiro, que um Engenheiro da empresa desabafou com um amigo comum: Os alicerces são de boa qualidade, mas os acabamentos são um merda!(sic).
Desde 3 de Junho de 2007, quando tentamos por todos os meios fazer-nos ouvir sobre um projecto que iria interferir com a vida das pessoas das redondezas, até ao dia 20 de Dezembro do mesmo ano, quando o projecto foi definitivamente licenciado, após o pagamento de todas as taxas devidas. Os nossos interlocutores sempre se mostraram arrogantes e pertencentes a um mundo totalmente diferente do comum dos mortais.
Apesar da crise, mantivemos os valores das perguntas: 32000€ para a pergunta numero 12, que nesta edição vale apenas 12000€. Sinal dos tempos!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Coincidências, ou talvez não!

Quem mora por estas bandas e/ou presenciou o temporal de 18-02-2008, sabe que o local onde construíram esta obra emblemática da Cidade de Setúbal a que eu, carinhosamente, chamo O "Muro" da Vergonha, sabe que nesta zona, pelo declive acentuado, se concentra enormes quantidades de água, capazes de fazer voar tampas de esgoto e fazer repuxos de água com quase 1 metro de altura.

Portanto não é de admirar ter havido uma enorme inundação nas garagens deste mamarracho e ter danificado o portão de acesso às garagens (que é único), impossibilitando o seu uso pelos heróicos moradores destes 3 blocos.
Apesar de terem sido feitas modificações importantes para minimizar os riscos de inundações, a localização do acesso à garagem não é o mais adequado, continuando eu a pensar que, independentemente do processo judicial que movemos à Câmara Municipal de Setúbal pelo licenciamento deste projecto, este era o ultimo sítio em que alguém com bom senso pensaria construir: um local com múltiplas nascentes de água, e cuja estabilização dos alicerces para a construção do viaduto, consumiu toneladas e toneladas de pedra (quem presenciou a descarga dos primeiros camiões com pedras, ficava atónito por elas desapareceram algures nas profundezas da terra poucos minutos após a descarga),

para além de se encontrar numa zona de confluência de várias descargas pluviais.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Déjà vu

Depois de celebramos os 2000 dias de existência, e mais de 80 mil visitantes, podemos dar-nos ao luxo de repetir algo que foi publicado no já longínquo dia 01 de Março de 2009.
Será um facto mais ou menos inédito, já que até o nosso Suplemento Kultural (que amanhã completa a edição 1700) nunca repetiu nenhuma imagem ou até mesmo uma anedota. Dá trabalho, mas é assim que a coisa funciona por estas bandas.
Na altura publicamos a imagem de uma notícia do Correio da Manhã, cujo link directo que na altura estava activo, não nos encaminha agora para a mesma notícia (ainda bem que guardamos em imagem), que era a seguinte:


A razão desta repetição tem a ver com o resultado desfavorável do nosso processo judicial, cuja sentença foi proferida no final da semana passada.
Os mais atentos já se deviam ter apercebido que algo se tinha passado, já que deixamos de contabilizar nas estatísticas do blogue (parte final do Suplemento Kultural), os dias que estivemos à espera de uma decisão judicial, que foram precisamente 1865 dias, o que superou de longe as nossas expectativas, já que a sessão de julgamento tinha sido somente a 20/09/2012. Afinal sempre é verdade que a nossa Justiça está cada vez mais rápida.
Como continuamos a achar que a razão nos assiste, vamos recorrer da sentença e esperar que um dia destes consigamos, definitivamente, derrubar este muro - O "Muro" da Vergonha.
O Sr. Manuel Guerra, em Ourem, teve de esperar 15 anos. Esperemos que o nosso caso não demore tanto tempo!

Artigo citado - O Céu pode esperar! - publicado a 01/03/2009 às 19:51.

Depois de alguma insistência, conseguimos recuperar o link da noticia do Correio da Manhã. 
Durante as pesquisas do link, encontramos aqui algo mais sobre este triste caso.